Cristãos foram decapitados na Nigéria (Foto: Reprodução)
Em um ato brutal de perseguição religiosa, sete cristãos foram decapitados por terroristas do Boko Haram no estado de Borno, na Nigéria. Os crentes foram sequestrados pelos extremistas e executados no cativeiro, localizado em um acampamento remoto nas montanhas, conforme noticiou Suleman Ayuba, jornalista local da Truth Nigeria.
Livro A verdade oblíqua (Foto: Montagem/Folha Gospel/Canva Pro)
Antes de o storytelling virar técnica de marketing, o uso de contação de histórias como forma de persuasão já era central na comunicação de Cristo. Segundo o pastor e escritor Eugene H. Peterson, isso explica por que narrativas ainda hoje têm mais impacto do que argumentos diretos. Séculos atrás, Jesus já evitava definições teológicas ao tratar de temas sensíveis, preferindo uma linguagem indireta para envolver o ouvinte.
A estratégia não era facilitar o entendimento, mas impedir a rejeição automática, conforme Peterson analisa no novo livro A verdade oblíqua (Mundo Cristão). Ao invés de dizer o que pensar, Jesus criava situações em que era impossível não se reconhecer. Uma proposta que contrasta com um traço recorrente da linguagem religiosa atual: técnica, pouco acessível e, muitas vezes, incapaz de gerar conexão real. Para o autor, quando a fé se reduz só a conceitos estruturados, ou ao famoso ‘religioquês’, perde sua força porque deixa de engajar.
A seguir, confira três momentos em que Cristo usou esse recurso pedagógico para provocar reflexão e atrair o interlocutor, em vez de afastar.
O próximo (Lucas 10): Diante de uma pergunta teórica sobre “quem é o próximo”, Jesus responde com uma história: um homem ferido é ignorado por dois religiosos e socorrido por um samaritano. Ao final, ele inverte a lógica: não importa identificar quem é o próximo, mas tornar-se próximo de quem precisa. A resposta deixa de ser um conceito e vira prática.
O construtor de um celeiro (Lucas 12): Um homem pediu a Jesus que resolvesse uma disputa de herança. Em vez de assumir o papel de juiz, ele expõe o problema por outro ângulo: identifica a ganância por trás do pedido aparentemente justo e conta a história de um homem que acumulou bens, mas morreu sem usufruí-los. Com isso, evita a acusação direta e leva o próprio ouvinte a perceber que a questão não era a divisão da herança, mas a relação com o dinheiro.
Os irmãos perdidos (Lucas 15): Diante das críticas por se associar a “pessoas erradas”, Jesus contou a parábola do Filho Pródigo. O ponto decisivo está no final em aberto do irmão mais velho (aquele que faz tudo certo, mas se recusa a entrar na festa ao ver o pai acolher o filho que errou). Ao não concluir a história, Jesus transfere a decisão para o ouvinte: agir como o irmão mais velho, com ressentimento, ou aceitar a lógica do pai, que acolhe antes de cobrar? A parábola deixa claro que não se trata apenas de comportamento, mas de disposição para participar, ou não, da reconciliação.
Sobre o autor: Eugene H. Peterson (1932–2018) foi pastor, teólogo e escritor. Graduou-se pelo Seminário Teológico de Nova York e pela Universidade Johns Hopkins. Fundou a Igreja Presbiteriana Cristo Nosso Rei, onde exerceu o ministério por 29 anos. Foi docente em Teologia da Espiritualidade na Faculdade Regent, no Canadá. É autor de mais de trinta livros, incluindo a celebra paráfrase da Bíblia, A Mensagem.
Ficha Técnica: Título: A verdade oblíqua Subtítulo: Uma conversa sobre a linguagem indireta de Jesus em suas histórias Autor: Eugene H. Peterson Editora: Mundo Cristão (2ª edição, 2026) Onde encontrar: Amazon (clique aqui)
Flávio Bolsonaro e o pastor Silas Malafaia. (Foto: Reprodução/X)
O pastor Silas Malafaia saiu em defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a divulgação de informações envolvendo investigações e suspeitas relacionadas ao caso do Banco Master. Em declarações recentes, o líder evangélico criticou o que chamou de “vazamentos seletivos” e afirmou que há uma tentativa de atingir politicamente o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo Malafaia, a exposição pública de trechos de investigações antes de uma conclusão judicial demonstra tratamento desigual contra aliados do bolsonarismo. “Isso é perseguição política e vazamento seletivo”, afirmou o pastor ao comentar o caso.
“Flávio não recebeu dinheiro pessoalmente”, diz pastor
Ao defender o senador, Malafaia afirmou que não existe prova de enriquecimento pessoal por parte de Flávio Bolsonaro. Segundo ele, adversários políticos tentam associar o parlamentar a irregularidades sem apresentar evidências concretas.
“Flávio não recebeu nenhuma grana pessoalmente”, declarou o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, ao negar que o senador tenha se beneficiado financeiramente do esquema investigado.
O pastor também argumentou que setores da imprensa e adversários políticos utilizam denúncias e vazamentos para desgastar a imagem pública de figuras conservadoras.
Malafaia comenta possibilidade de prisão
Durante outra entrevista, Malafaia também comentou especulações envolvendo uma possível prisão de Flávio Bolsonaro. Embora tenha criticado o cenário político e jurídico atual, o pastor afirmou acreditar que o senador poderá enfrentar dificuldades.
“Vai para a cadeia? Pode até ir, dependendo do rumo das coisas”, disse, ao mencionar o que considera um ambiente de forte pressão contra integrantes da direita brasileira.
Apesar da declaração, Malafaia reforçou que vê exageros nas acusações e afirmou que muitos processos envolvendo aliados de Bolsonaro possuem forte componente político.
Críticas ao sistema e à atuação da imprensa
O pastor aproveitou as entrevistas para ampliar críticas ao sistema político e jurídico brasileiro. Segundo ele, determinados casos ganham grande repercussão pública enquanto denúncias contra outros grupos políticos receberiam tratamento diferente.
Malafaia também questionou a divulgação de informações sigilosas à imprensa e afirmou que isso compromete o direito de defesa e a imparcialidade das investigações.
Defesa pública de aliados bolsonaristas
Nos últimos anos, Silas Malafaia se consolidou como um dos principais defensores públicos do ex-presidente Jair Bolsonaro e de sua família. O pastor frequentemente utiliza redes sociais, entrevistas e cultos para comentar temas políticos e criticar decisões do Judiciário.
A defesa de Flávio ocorre em meio a um cenário de tensão política e de disputas envolvendo investigações, vazamentos e articulações para as eleições de 2026.
Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro. (Foto: reprodução)
A divulgação de um áudio em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) solicita uma vultosa quantia a Daniel Vorcaro para a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro gerou forte insatisfação e incertezas entre pastores e lideranças evangélicas. O caso, que veio à tona em 14 de maio de 2026, azedou o clima em grupos religiosos de WhatsApp, como o Aliança, que reúne líderes de expressão nacional, e já faz parte de uma ala defendendo a migração de apoio para outras figuras políticas, como o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD).
O embate se intensificou após a revelação de que Flávio Bolsonaro teria pedido R$ 134 milhões a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar um longa-metragem estrelado por Jim Caviezel, ator que interpretou Jesus em “A Paixão de Cristo”, e que retrataria Jair Bolsonaro. Dos R$ 134 milhões previstos, pelo menos R$ 61 milhões já teriam sido repassados, e o senador teria buscado recursos adicionais.
O conteúdo do áudio provocou irritação pela falta de transparência atribuída a quem se apresenta como sucessor político do bolsonarismo, especialmente após Flávio ter negado previamente qualquer contato com Vorcaro.
As informações são da Folha de S.Paulo.
A repercussão acendeu um alerta entre parte da liderança evangélica, que já desconfiava se o primogênito de Bolsonaro herdaria o capital político e a conexão orgânica do pai com a base religiosa. Nomes como Silas Malafaia, Renê Terra Nova e Estevam Hernandes integram o grupo Aliança, que funciona como um indicador do sentimento político da cúpula evangélica. A preocupação agora é com a associação a Flávio, em meio à incerteza sobre futuras revelações. Uma liderança, falando reservadamente, expressou receio sobre o que mais poderia vir à tona, admitindo a probabilidade de novas denúncias e suspendendo declarações de apoio público.
Um pastor influente chegou a remover uma postagem de apoio a Flávio após a notícia ganhar destaque na mídia. Em paralelo, o grupo Aliança discutiu alternativas para enfrentar o atual governo, com o nome de Ronaldo Caiado voltando a ser considerado. Tentativas de formar uma chapa com Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) como candidato a presidente e Michelle Bolsonaro como vice foram lamentadas devido a impeditivos eleitorais e a conflitos familiares já conhecidos pelos pastores.
O episódio com Vorcaro ganha destaque em um momento delicado para o campo conservador, que busca reorganizar sua sucessão para 2026, enquanto Jair Bolsonaro permanece inelegível. A avaliação predominante entre muitas lideranças é que Flávio Bolsonaro acumula passivos que o tornariam um presidenciável menos ideal. “Ainda está nebuloso”, admitiu o bispo Robson Rodovalho, da igreja Sara Nossa Terra, que, embora não veja problema intrínseco na busca por patrocínio, reconhece o impacto político negativo do caso e aguarda mais informações. “Nesse instante as coisas estão sobrestadas, aguardando mais informação. Mas já se sabe que tem um impacto político significativo.”
O apóstolo César Augusto, da igreja Fonte da Vida, citou um versículo bíblico sobre o que está oculto vir à tona, referindo-se à CPI como instrumento legal para esclarecer os fatos. “O momento é de espera”, escreveu. “Tudo que está oculto vai ser revelado. A CPI é o instrumento legal para trazer à luz o que está encoberto.”
O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, que já se mostrava cético quanto à capacidade de Flávio Bolsonaro de disputar a presidência, havia demonstrado algum apoio recente ao senador, mas a nova polêmica pode reverter essa posição. Ele publicou em suas redes sociais que vai falar sobre o assunto nesta sexta-feira, 15.
O pastor Teo Hayashi, da Zion Church, pontuou que a busca por patrocínio privado não é irregular, lembrando que Vorcaro também financiou projetos ligados a outros políticos, mas destacou a omissão de Flávio em relação ao seu relacionamento com Vorcaro, especialmente quando já surgiam suspeitas sobre o empresário.
Hayashi avalia que o episódio resulta em desgaste político e econômico, afetando mercados financeiros. “O compromisso da igreja e do povo cristão é com valores, mais do que com pessoas. Qualquer um que for pego com dinheiro sujo não tem o nosso apoio, independente de partido, sobrenome ou lado político”, declarou o pastor, enfatizando que a lealdade da comunidade cristã é aos princípios e não a indivíduos.
Pleno do Supremo Tribunal Federal (STF) - Foto: STF
O Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou uma lei do Espírito Santo que permitia aos pais vetarem a participação de seus filhos em aulas sobre gênero nas escolas. A decisão, proferida em julgamento virtual concluído nesta segunda-feira (11/5), considerou que a norma estadual invadiu a competência da União para legislar sobre as diretrizes e bases da educação nacional.
A ação foi movida por associações civis, como a Aliança Nacional LGBTI+ e a Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas (ABRAFH).
As entidades argumentavam que a lei, em vigor desde julho do ano passado, feria o direito ao aprendizado, configurava censura prévia e criava um ambiente propício à discriminação.
A relatora do caso, ministra Cármen Lúcia, sustentou que a lei capixaba promovia censura e extrapolava as competências constitucionais ao intervir no currículo pedagógico, submetido à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). A magistrada foi acompanhada pelos ministros Luiz Edson Fachin, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Luiz Fux.
Cármen Lúcia concluiu que a restrição imposta pela lei desrespeitou princípios como igualdade, dignidade da pessoa humana e proibição da censura, além de prejudicar o dever do poder público em promover políticas de inclusão e combater a discriminação no ambiente escolar. O ministro Cristiano Zanin acompanhou o voto da relatora, mas ressaltou a necessidade de adequação dos conteúdos sobre gênero, identidade e orientação sexual às diversas faixas etárias e estágios de desenvolvimento dos estudantes, ponto também defendido por Flávio Dino.
Em voto divergente, os ministros André Mendonça e Kassio Nunes Marques defenderam a validade da lei estadual. Para eles, o texto tratava da proteção à infância e à juventude, uma competência concorrente onde o estado poderia atuar de forma suplementar. Segundo Mendonça, a norma estimulava a interação entre família e escola para definir o momento adequado de introduzir a temática, garantindo maior proteção e sem violar a liberdade de cátedra ou impor censura prévia.
Ex-pastor sênior da Igreja Hillsong, Brian Houston (Foto: Reprodução)
Horas depois de uma publicação pornográfica explícita ter sido compartilhada com seus mais de 500 mil seguidores na quinta-feira, o fundador da Igreja Hillsong, Brian Houston, disse que sua conta havia sido hackeada.
“Esta conta foi comprometida durante a noite. Quaisquer publicações, links ou mensagens estranhas compartilhadas anteriormente não eram legítimas e foram denunciadas e excluídas. Agradeço a sua paciência”, escreveu Houston, de 72 anos, em um comunicado na plataforma de mídia social pouco depois das 11h da manhã (horário do leste dos EUA).
Apesar de ter afirmado que a publicação havia sido apagada, o vídeo explícito permanecia na página do fundador da megaigreja até às 13h (horário do leste dos EUA) de quinta-feira. Vários comentários na publicação apontaram isso e o instaram a apagar o vídeo.
“Brian, você precisa apagar isso dos seus vídeos, ainda está lá”, respondeu um comentarista. Às 13h50 (horário do leste dos EUA), a publicação foi removida.
“Mesmo que você tenha sido hackeado, por favor, retire isso do ar!! ‘Mas, se alguém fizer tropeçar um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe seria que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse afogado na profundeza do mar.’ Mateus 18:6. Cristãos te seguem”, acrescentou outro usuário do X.
Em um incidente separado em 2024, Houston disse que sua conta X foi hackeada depois que a conta twittou as palavras “mulheres e garotas se beijando”, atraindo críticas dos usuários das redes sociais.
Mais tarde, Houston republicou uma declaração compartilhada por um de seus assistentes, na qual ele pedia aos usuários que ignorassem quaisquer postagens recentes que “parecessem fora do normal”.
“Fiquem tranquilos, estamos trabalhando para descobrir como o Pastor Brian foi hackeado”, dizia o comunicado na época. “Nossa equipe constatou que alguém acessou a conta dele de um local nos EUA. Alteramos a senha, então esperamos que essa pessoa não tenha mais acesso. Por favor, ignorem qualquer coisa que pareça fora do normal. Para a segurança de todos, lembrem-se de que o Pastor Brian não entra em contato com ninguém em particular.”
Houston renunciou ao cargo de pastor sênior global da Igreja Hillsong em março de 2022, em meio a revelações de que duas mulheres o acusaram de má conduta sexual . Em 2024, ele afirmou que, juntamente com sua esposa, Bobbie, lançou um novo ministério chamado Jesusfollowers.tv .
“Bobbie e eu acreditamos na Igreja. Acreditamos na igreja local e no poder e na bênção de sermos plantados nela ( Salmo 92 ). Também acreditamos que, nos dias de hoje, Deus está criando diversas maneiras de regar as sementes e a grandeza do chamado interior”, afirma Houston no site do ministério.
“Jesusfollowers.TV está aqui para te acolher e compartilhar nossa vida e experiência com você. Esta plataforma online (e igreja) existe para amar, encorajar e ser uma voz confiável de esperança e inspiração nos dias que virão. Nosso objetivo é servir ao potencial que Deus te deu e ao Corpo de Cristo.”
Em janeiro de 2022, a Igreja Hillsong anunciou que Houston deixaria seu cargo de liderança.
Antes de sua renúncia formal da Igreja Hillsong, Houston inicialmente se afastou dos conselhos da Hillsong em setembro de 2021, enquanto enfrentava acusações criminais relacionadas a alegações de que teria ocultado abusos sexuais cometidos por seu pai, Frank Houston, décadas antes, após tomar conhecimento do ocorrido em 1999. Houston negou qualquer irregularidade e, posteriormente, um tribunal australiano o considerou inocente das acusações.
O magistrado de Sydney, Gareth Christofi, decidiu que Houston tinha um motivo válido para não denunciar à polícia o abuso de Brett Sengstock por seu pai na década de 1970, ou seja, Houston acreditava que Sengstock não queria que o abuso fosse denunciado à polícia.
Quatro meses antes da absolvição, Houston se declarou culpado de dirigir sob a influência de álcool e de dirigir com uma concentração de álcool no sangue de 0,08% ou mais na Califórnia. Ele também foi condenado a três anos de liberdade condicional, uma multa de US$ 140 e outras penalidades.
Os registros judiciais mostram que, após uma prisão em 26 de fevereiro de 2022 , Houston se declarou “inocente” das acusações de dirigir sob a influência de álcool, dirigir com uma concentração de álcool no sangue de 0,08% ou mais e não exibir duas placas de identificação no veículo que dirigia.
O fundador da Igreja Hillsong, que tinha uma audiência preliminar marcada para junho, mudou de posição em relação às acusações de consumo de álcool, enquanto a acusação de não exibir duas placas no veículo que dirigia foi arquivada.
Além da pena de três anos de liberdade condicional e da multa de 140 dólares que recebeu pela acusação de dirigir sob influência de álcool, o tribunal exigiu que ele concluísse um programa de três meses para réus primários no tratamento do alcoolismo, participasse de aconselhamento sobre o impacto na vítima e frequentasse reuniões de autoajuda durante um ano.
Folha Gospel com informações de The Christian Post
Igreja destruída por tornado no Mississippi, EUA. (Foto: Reprodução)
Uma congregação cristã no Mississippi vivenciou momentos de extremo perigo na noite de quarta-feira (6), quando um poderoso tornado atingiu a região. Dezenas de membros da Coaltown Baptist Church em Purvis estavam reunidos para uma refeição conjunta quando as sirenes anunciaram a aproximação da tempestade, segundo o pastor Jimmy Breazeale. Ao ouvirem o fenômeno se intensificar, eles se refugiaram em um corredor e, em meio ao caos, iniciaram orações e cânticos de louvor.
O pastor Jimmy Breazeale relatou que, mesmo com a igreja sendo violentamente sacudida, os fiéis… (Continue lendo clicando aqui)
Trabalhadores cristãos são obrigados a entrar nos esgotos no Paquistão. (Foto: Reprodução)
Pelo menos seis trabalhadores cristãos de saneamento perderam a vida e um permanece em estado grave após inalarem gases tóxicos enquanto trabalhavam em esgotos nas últimas semanas nas províncias de Punjab e Sindh, no Paquistão, apesar das ordens judiciais que exigem que o governo implemente medidas de segurança adequadas para esses trabalhadores essenciais.
Em 7 de maio, Shabbir Masih, um trabalhador de saneamento e pai de três filhos, morreu em Faisalabad, Punjab, enquanto seu colega Sanwal Masih foi hospitalizado devido à exposição a gases tóxicos. Anteriormente, em 4 de maio, dois trabalhadores, Shakeel Masih e Samar Masih, morreram em Sahiwal, Punjab, enquanto limpavam um bueiro sem qualquer equipamento de proteção. Em 17 de abril, outros três trabalhadores — Wilson, Waqas e Nazeer — morreram enquanto desobstruíam uma rede de esgoto bloqueada em Surjani Town, Karachi, província de Sindh.
O ativista de direitos humanos William Pervaiz afirmou que Shabbir Masih não recebia salário há dois meses, sendo obrigado a trabalhar sem equipamento de segurança.
“Devido à extrema pobreza, Shabbir Masih sentiu-se compelido a descer no bueiro, resultando em sua trágica morte. Ele era o único provedor de sua família, deixando três filhos”, declarou Pervaiz nas redes sociais. Ele exigiu responsabilização da Agência de Água e Saneamento (WASA) e indenização imediata para a família enlutada, além de demandar equipamentos de segurança para todos os trabalhadores de saneamento.
Ejaz Alam Augustine, um membro cristão da Assembleia do Punjab, lamentou a negligência demonstrada pela WASA e pelas corporações municipais locais. Ele também criticou a ação judicial movida contra Khalid Masih, um subcontratado cristão, cujo envolvimento na contratação dos dois trabalhadores falecidos em Sahiwal levou a acusações de negligência.
“Solicitei uma investigação minuciosa sobre a utilização de um subcontratado cristão como bode expiatório para proteger um empreiteiro muçulmano da responsabilização”, disse Augustine ao Christian Daily International.
Augustine também observou que foi feita uma solicitação na Assembleia do Punjab para discutir esse tratamento desumano dos trabalhadores de saneamento, enfatizando que essas falhas sistêmicas devem ser abordadas com urgência.
Grupos de defesa dos direitos trabalhistas afirmam que as mortes recentes evidenciam a discriminação e a marginalização contínuas enfrentadas pelos cristãos, que constituem aproximadamente 80% da força de trabalho de saneamento do Paquistão.
Um relatório da Anistia Internacional de julho de 2025, intitulado “Abra-nos e veja que sangramos como eles”, constatou que os trabalhadores de saneamento no Paquistão enfrentam discriminação sistêmica, condições perigosas e exclusão baseada em castas no emprego no setor público, conforme relatado anteriormente pelo Christian Daily International.
A Anistia Internacional observou que o trabalho de saneamento é atribuído, em sua grande maioria, a não muçulmanos pertencentes às chamadas “castas inferiores”, muitas vezes sem que lhes sejam oferecidas alternativas reais de emprego. A situação é ainda mais precária para as mulheres que trabalham no saneamento, que enfrentam uma “tripla discriminação” devido à interseção de casta, religião e gênero, afirmou a organização.
O relatório também observou que a estigmatização tornou os trabalhadores de saneamento vulneráveis à violência, inclusive em casos envolvendo acusações de blasfêmia. Citou vários casos de trabalhadores de saneamento cristãos acusados de blasfêmia, incluindo o da vítima de blasfêmia de maior destaque no país, Aasiya Noreen, mais conhecida como Asia Bibi.
Os dados coletados de quase 300 anúncios de emprego do governo, de 2010 a março, mostraram que muitos exigiam explicitamente que os candidatos não fossem muçulmanos ou pertencessem a “castas inferiores”, reforçando padrões históricos de emprego baseados em castas e, na prática, empurrando trabalhadores não muçulmanos para funções de saneamento.
Na sequência de decisões judiciais de grande repercussão do Tribunal Superior de Islamabad (IHC) em dezembro de 2025, todos os anúncios de emprego para trabalhos de saneamento devem agora evitar linguagem discriminatória, como “apenas cristãos”, e exigir, em vez disso, uma formulação mais inclusiva. O tribunal enfatizou que os trabalhadores de saneamento devem ser protegidos com medidas de segurança adequadas para evitar mais perdas de vidas.
O juiz Raja Inam Amin Minhas, do Tribunal Superior de Islamabad (IHC), observou que mais de 70 trabalhadores cristãos de saneamento morreram desde 1988 devido à exposição a gases tóxicos. O tribunal classificou a negligência e a falta de medidas de segurança como graves falhas nas responsabilidades do Estado e determinou que o governo federal assegure medidas de segurança abrangentes para esses trabalhadores, incluindo equipamentos de proteção individual adequados e dispositivos de monitoramento.
Em consonância com os esforços contínuos para garantir os direitos dos trabalhadores, a Comissão Nacional de Direitos Humanos (CNDH) apresentou uma petição constitucional ao recém-criado Tribunal Constitucional Federal (TCF) buscando o fim da limpeza manual de esgoto, destacando os graves riscos que os trabalhadores de saneamento enfrentam devido às condições de trabalho perigosas e à ausência de equipamentos de proteção e treinamento.
Com a retomada das audiências da FCC sobre essa questão crucial, a petição da NCHR ressalta a necessidade urgente de uma estrutura nacional de saúde e segurança para proteger os trabalhadores de saneamento. A falta de fiscalização regulatória resultou em um ciclo contínuo de exposição a substâncias tóxicas, lesões e mortes evitáveis.
Ativistas de direitos humanos afirmam que as circunstâncias extremas em torno dos trabalhadores de saneamento no Paquistão revelam a necessidade urgente de reformas e responsabilização, visto que eles continuam a enfrentar condições perigosas sem proteção ou recursos adequados.
Silas Malafaia e Flávio Bolsonaro. (Foto: Reprodução/Instagram Silas Malafaia e Agência Senado)
O pastor Silas Malafaia afirmou que irá se pronunciar sobre o áudio atribuído ao senador Flávio Bolsonaro envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, mas disse que aguardará primeiro uma explicação pública do parlamentar antes de comentar o caso. “Vou aguardar a fala dele e me posicionar. Não sou omisso nem covarde”, declarou o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo.
A crise ganhou força após a divulgação de gravações nas quais Flávio aparece tratando de recursos para financiar o filme “Dark Horse”, produção inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo reportagens, as conversas envolviam negociações com Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
Nos bastidores do meio evangélico e bolsonarista, o episódio provocou desconforto e silêncio entre lideranças religiosas tradicionalmente alinhadas à família Bolsonaro. Reportagem do portal Fuxico Gospel destacou que vários pastores influentes, conhecidos pelo apoio público ao bolsonarismo, evitaram comentar o assunto nas redes sociais ou em entrevistas após a repercussão do áudio.
Claudio Duarte, Josué Valandro Jr., Josué Gonçalves e Teo Hayashi são os pastores apontados pela reportagem do Fuxico Gospel que silenciaram.
O silêncio dessas lideranças gerou questionamentos entre apoiadores conservadores, especialmente porque muitos desses mesmos líderes costumam se manifestar rapidamente em pautas políticas envolvendo o governo federal, o Supremo Tribunal Federal ou adversários ideológicos da direita.
Interlocutores ouvidos pelo Fuxico Gospel afirmaram ainda que Malafaia teria ficado profundamente irritado com a repercussão negativa causada pela gravação. Segundo a publicação, aliados próximos ao pastor avaliam que o episódio atingiu diretamente a imagem moral construída pelo grupo conservador nos últimos anos.
Apesar disso, integrantes da base bolsonarista saíram em defesa do senador. A pastora Renata Vieira classificou como “narrativa criminosa” a tentativa de associar Flávio Bolsonaro a irregularidades pelo fato de buscar patrocínio privado para o filme. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela afirmou que não existe ilegalidade em políticos dialogarem com empresários e disse que a direita está sendo alvo de perseguição política.
Renata argumentou ainda que, sem acesso a mecanismos públicos de incentivo cultural, produções ligadas ao campo conservador acabam dependendo exclusivamente da iniciativa privada. Segundo ela, transformar negociações de patrocínio em suspeita criminal seria uma tentativa de desgastar a direita em ano pré-eleitoral.
O próprio Flávio Bolsonaro reconheceu a autenticidade das conversas e sustenta que não houve qualquer irregularidade. Aliados do senador afirmam que a estratégia será reforçar que o pedido de apoio financeiro ocorreu antes de Daniel Vorcaro passar a ser alvo de investigações mais amplas envolvendo o Banco Master.
Enquanto isso, o caso segue ampliando tensões dentro da direita e do segmento evangélico. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, minimizou os impactos do episódio e afirmou não ver risco para a pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Nos bastidores, porém, integrantes do partido admitem preocupação com o desgaste político provocado pela divulgação dos áudios.
Folha Gospel com informações de Metrópoles e Fuxico Gospel
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (Foto: Gustavo Moreno/STF)
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a condenação do jornalista Luiz Augusto Ferreira por injúria e difamação contra o pastor Silas Malafaia. A decisão foi tomada pela Segunda Turma da Corte ao rejeitar recursos apresentados pela defesa do comunicador, que tentava reverter sentenças anteriores da Justiça do Distrito Federal.
O caso teve origem em artigos publicados na internet nos quais o jornalista criticava a relação política e religiosa entre Malafaia e o ex-presidente Jair Bolsonaro. Para o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), os textos ultrapassaram os limites da liberdade de imprensa e configuraram ofensas pessoais ao líder evangélico.
Ao recorrer ao STF, a defesa argumentou que as manifestações estavam protegidas pelo direito à crítica jornalística e pela liberdade de expressão. No entanto, prevaleceu o voto do ministro André Mendonça, relator do caso, que afirmou que o recurso exigiria reexame de provas e da intenção subjetiva da conduta — procedimento vedado em recurso extraordinário pela Súmula 279 do Supremo.
Os ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e Nunes Marques acompanharam o entendimento do relator.
Durante o julgamento, Toffoli afirmou que parte das críticas feitas pelo jornalista ultrapassou o debate político e atingiu a esfera pessoal da fé do pastor. Segundo o ministro, “não é possível qualquer um de nós entrar na mente e no sentimento de outro ser humano para dizer se sua fé é pura ou impura”.
O único voto divergente foi do ministro Gilmar Mendes, que entendeu que o jornalista exerceu o direito de crítica e que as declarações não configurariam crime.
A decisão ocorre poucas semanas depois de outro processo envolvendo Malafaia chegar ao STF. Em abril, a Primeira Turma da Corte tornou o pastor réu por injúria contra generais do Alto Comando do Exército, após declarações feitas durante manifestação política na Avenida Paulista. Na ocasião, a acusação de calúnia foi rejeitada por empate entre os ministros.