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Embate entre ministros do STF mobiliza eleitorado evangélico

Os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes em sessão plenária do STF. (Foto: Nelson Jr./SCO/STF)
Os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes em sessão plenária do STF. (Foto: Nelson Jr./SCO/STF)

Acusações envolvendo Alexandre de Moraes despertam o eleitorado religioso que estava apático e geram forte resistência contra o governo federal

A disputa interna no Supremo Tribunal Federal (STF) provocou uma reação em cadeia nas igrejas evangélicas brasileiras, tirando o segmento de um período de apatia política na reta final da campanha eleitoral. A circulação de mensagens de apoio ao ministro André Mendonça ganhou força após a divulgação de conversas de Alexandre de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, acirrando o clima de polarização contra o governo federal, conforme informações veiculadas pela Folha de S.Paulo.

Antes desmobilizados ou pessimistas em relação ao pleito, grupos conservadores passaram a enxergar no embate da corte uma oportunidade para impulsionar candidaturas de oposição. A mobilização se traduz no compartilhamento massivo de pedidos de oração direcionados a Mendonça, que funcionam nos bastidores como um chamado para o engajamento político ativo das bases.

Divisão interna e apelo espiritual

O entendimento predominante nos bastidores desses templos é de que a pressão pelo impeachment de Moraes pode enfraquecer o governo federal de forma decisiva. Apesar do entusiasmo da ala majoritária, existe um setor preocupado com as possíveis consequências institucionais de expor as denominações religiosas a disputas jurídicas e políticas complexas.

A rejeição a Moraes ganhou contornos bíblicos entre os fiéis, que frequentemente o associam ao faraó egípcio devido ao tom imperativo de suas decisões. A insatisfação se consolidou após as condenações decorrentes das manifestações de 8 de janeiro de 2023, consideradas desproporcionais pelo grupo, e pelas ações severas contra o pastor Silas Malafaia, que incluíram buscas e bloqueio de recursos.

Uma interlocutora pentecostal sintetizou a indignação do grupo comparando a realidade financeira do magistrado com a situação econômica do país.

“Ele toma banho de riqueza enquanto deixa o povo se lavar com a água dos porcos”

O distanciamento entre o ministro e o eleitorado conservador também é alimentado por decisões favoráveis ao aborto legal após a 22ª semana de gestação. Paralelamente, Mendonça é amplamente visto como um defensor da justiça divina dentro da corte, transformando a disputa institucional em uma batalha de cunho moral e espiritual para os fiéis.

A politização do cenário ganhou contornos públicos na sexta-feira (4), quando André Mendonça gravou uma mensagem em vídeo em agradecimento ao apoio espiritual recebido. A evolução desse cenário deve impactar diretamente a candidatura apoiada pelo presidente Lula, consolidando uma barreira de votos evangélicos contrários ao bloco governista.

Com informações da coluna de Juliano Spyer da Folha de S.Paulo

Homem é espancado pelos filhos em Uganda após se converter ao cristianismo

Bandeira de Uganda tendo ao fundo a cidade de Kampala (Foto: Montagem FolhaGospel/Canva Pro)
Bandeira de Uganda tendo ao fundo a cidade de Kampala (Foto: Montagem FolhaGospel/Canva Pro)

Vítima de 52 anos sobreviveu ao ataque violento no distrito de Iganga e precisou ser hospitalizada antes de buscar refúgio em uma aldeia vizinha

Um homem de 52 anos foi gravemente agredido pelos próprios filhos após decidir abandonar o islamismo para seguir a fé cristã no distrito de Iganga, em Uganda. Kibirige Abumusa precisou de atendimento médico hospitalar e se encontra escondido devido a ameaças contínuas de morte realizadas por seus familiares, segundo informações apuradas pelo Morning Star News.

Abumusa residia em Jinja, onde frequentava uma mesquita local, até ser convidado por um colega de trabalho para um evento evangelístico da igreja True Worship Centre. Após participar de três dias de reuniões, ele tomou a decisão de se converter em primeiro de junho e permaneceu na cidade para receber discipulado antes de retornar ao seu vilarejo.

A agressão ocorreu logo após o retorno de Abumusa, quando seu primogênito, Kibirige Budallah, de 28 anos, soube da mudança de religião do pai. Uma vizinha que presenciou a ação relatou que o jovem chamou o pai de traidor e alegou que ele deveria morrer por deixar o Islã, iniciando as agressões com um pedaço de madeira que logo foram apoiadas pelos outros quatro irmãos.

A testemunha Alice Naigaga detalhou o estado em que o homem foi deixado após o espancamento.

“Quando os vizinhos chegaram, Abumusa estava fraco, sangrando pelo nariz e com ferimentos nas mãos, pernas e costas.”

Durante o ataque, o filho mais velho usou justificativas religiosas, afirmando que atentar contra a vida de quem deixa a crença muçulmana asseguraria uma recompensa no paraíso. Abumusa recebeu alta após uma semana de internação, mas optou por se abrigar na residência de um amigo em outra localidade, optando também por não registrar uma denúncia formal na polícia.

O amigo próximo relatou o receio do sobrevivente de sofrer novas retaliações após o falecimento de sua esposa em um acidente automobilístico no ano de 2022.

“Abumusa disse que não denunciou a agressão à polícia por temer que seus filhos pudessem colocá-lo em ainda mais perigo.”

Desafios da liberdade religiosa na região

Casos de violência contra convertidos ao cristianismo têm se repetido em território ugandense, apesar de a Constituição do país assegurar expressamente a liberdade de culto e o direito de escolha religiosa dos cidadãos. A oposição costuma se intensificar em comunidades de maioria islâmica, onde a mudança de crença é vista com hostilidade por núcleos familiares e sociais locais.

Luiza Possi grava seu primeiro álbum gospel na Sala São Paulo com ingressos esgotados

Cantora Luiza Possi. (Foto: Instagram/Luiza Possi)
Cantora Luiza Possi. (Foto: Instagram/Luiza Possi)

A cantora se apresenta hoje, 7 de setembro, acompanhada de orquestra e coral após enfrentar rejeição do mercado e superar problemas pessoais

A Sala São Paulo será o cenário para a gravação do primeiro álbum cristão de Luiza Possi nesta segunda-feira, 7 de setembro. O espetáculo gratuito terá a participação da Orquestra e do Coral do Theatro São Pedro e teve todos os seus ingressos esgotados em poucos minutos, consolidando a nova fase da artista após sua saída do mercado secular, conforme informações divulgadas pela Folha de S.Paulo.

A transição drástica de carreira, iniciada com o anúncio de seu último disco secular em março, provocou o fechamento imediato de portas para convites, contratos e shows, gerando um período desafiador que ela descreve como uma renúncia necessária.

“Joguei uma pá de cal na minha carreira, mas hoje vejo que era uma renúncia que precisava acontecer. Todo mundo dizia que eu era louca, que eu ia perder tudo que eu construí. Eu já queria cantar para Jesus, mas não tinha coragem.”

O primeiro contato com o evangelho ocorreu em 2023 durante um evento corporativo que utilizava a Bíblia como base de ensinamento. Casada há oito anos com Cris Gomes e mãe de Lucca e Matteo, a cantora se batizou em 2024 e hoje reflete sobre a mudança em sua visão de vida.

“Se você conversasse comigo há anos atrás, eu ia rir da sua cara. De onde eu vim, a possibilidade de isso acontecer era nula. Mas para Deus não existe impossível, não existe o óbvio.”

Leveza artística e superação de crises pessoais

O novo repertório contará com músicas inéditas e autorais, além de releituras de sucessos evangélicos com novos arranjos. Livre da antiga preocupação com a aceitação imediata da plateia, a cantora afirma que a postura no palco mudou completamente.

“A igreja não é um palco, é um altar, não é um show, é uma adoração. Eu tô ali como uma adoradora, e isso tira uma carga muito pesada de ego.”

No começo de sua caminhada de fé, a artista buscou o conselho de Rodolfo Abrantes, ex-vocalista do grupo Raimundos que também realizou uma mudança radical de rumo no auge do sucesso.

“Não quero que você use a minha medida, pois você sempre cantou o amor, não falava palavrão ou incitava brigas.”

Para preservar sua integridade emocional e espiritual diante de críticas e manifestações de ódio, ela adotou como medida de proteção desligar o telefone. A nova fase também marcou a superação de problemas domésticos com o álcool e de ideações autodestrutivas.

“Se fosse há um tempo atrás, talvez ficaria muito arrasada, nem teria forças para viver, tamanho ódio. Mas eu não liguei. O que eu fiz de medida protetiva de saúde mental e espiritual foi desligar o telefone. A gente fica tentando a vida inteira esconder debaixo do tapete as tentativas que dão errado. Sobreviver de aparência era difícil, pesaroso. Agora eu tenho ‘a paz que excede todo entendimento’.”

Sociedade Bíblica Espanhola celebra 190 anos de história com foco na distribuição da Bíblia

Setembro é o mês da Bíblia na Espanha, (Foto: Sociedade Bíblica Espanhola)
Setembro é o mês da Bíblia na Espanha, (Foto: Sociedade Bíblica Espanhola)

A Sociedade Bíblica Espanhola marca quase dois séculos de atuação com foco na expansão e facilitação do acesso aos textos sagrados para o público

Celebrando seu aniversário de 190 anos em 2026, a Sociedade Bíblica Espanhola reafirma seu papel na tradução e distribuição das Escrituras. A instituição, que promove o tradicional Mês da Bíblia em setembro, destaca o… (Continue lendo clicando aqui)

Parlamento Europeu vai organizar uma conferência sobre o futuro dos cristãos na Síria

Parlamento Europeu. (Foto: Marius Oprea / Unsplash)
Parlamento Europeu. (Foto: Marius Oprea / Unsplash)

Conferência reúne líderes cristãos, representantes sírios e parlamentares europeus para debater segurança, direitos das minorias e participação política no país.

O Parlamento Europeu realizará nesta terça-feira (8) uma conferência dedicada ao futuro dos cristãos na Síria. O encontro reunirá líderes de igrejas, representantes sírios e formuladores de políticas da União Europeia em um momento considerado decisivo para o país, que atravessa mudanças políticas e diplomáticas e ainda enfrenta preocupações relacionadas à segurança e aos direitos das minorias.

Intitulado “O Futuro dos Cristãos na Síria: Liberdade Religiosa, Representação Política, Futuro Comum”, o evento ocorrerá das 10h às 12h e terá como objetivo discutir a liberdade de religião ou crença, a igualdade entre cidadãos, a proteção constitucional e a participação política dos cristãos sírios.

A conferência acontece diante de um cenário de incertezas para as comunidades cristãs, que foram profundamente afetadas por anos de guerra, perseguição, deslocamentos e emigração. Segundo os organizadores, esses fatores reduziram a presença cristã no país e levantaram dúvidas sobre a capacidade dessas comunidades de permanecerem em suas regiões históricas.

Segurança e direitos das minorias estão entre as preocupações

Thibault Van Den Bossche, responsável pela defesa da liberdade religiosa no European Centre for Law and Justice (ECLJ) e moderador da conferência, afirmou que o encontro ocorre em um momento crítico da transição síria.

Entre as questões que serão debatidas estão a segurança, os direitos das minorias, as tensões sectárias, os direitos de propriedade, o deslocamento de populações e o futuro da estrutura constitucional do país.

“Para os cristãos da Síria, anos de guerra, perseguição, deslocamento e emigração enfraqueceram as comunidades e levantaram questões urgentes sobre sua capacidade de permanecer em sua pátria histórica”, afirmou Van Den Bossche.

A discussão também deve abordar como garantir a presença cristã na vida pública sem estabelecer privilégios religiosos ou sistemas políticos baseados exclusivamente na identidade confessional.

Cristãos defendem igualdade perante a lei

Uma das principais propostas apresentadas pelos organizadores é que a proteção dos cristãos não seja baseada em cotas religiosas ou em mecanismos que concedam privilégios específicos a determinados grupos.

Segundo Van Den Bossche, o futuro das comunidades cristãs depende da existência de um Estado democrático e constitucionalmente neutro, no qual todos tenham os mesmos direitos e proteção jurídica.

“A conferência enfatizará que os cristãos da Síria não podem ser protegidos por meio de cotas sectárias ou privilégios especiais, mas por meio de um Estado democrático, não religioso e constitucionalmente neutro, no qual todos os cidadãos tenham direitos iguais e proteção perante a lei”, declarou.

O representante do ECLJ acrescentou que os cristãos sírios não estariam buscando um modelo de divisão de poder baseado em comunidades religiosas.

“Eles não estão buscando privilégios especiais ou divisão confessional do poder”, afirmou.

Participação política será outro tema

Além da liberdade religiosa, a conferência discutirá a participação dos cristãos na política síria e o papel que as comunidades históricas poderão desempenhar na reconstrução institucional do país.

Entre os participantes estão representantes de diferentes tradições cristãs, incluindo católicos armênios, ortodoxos antioquinos e católicos melquitas, além de integrantes de organizações políticas e comunitárias sírias.

O primeiro painel será dedicado à liberdade religiosa e à situação dos cristãos na Síria. Participarão Johannes de Jong, diretor da Sallux ECPP Foundation; bispo Georges Assadourian, bispo católico armênio de Damasco; reverendo Vasilios Khamis, sacerdote da Igreja Ortodoxa Antioquina; e arcebispo Georges Masri, arcebispo metropolita católico grego melquita de Aleppo.

O segundo painel tratará da representação política e do futuro dos cristãos no país. Entre os participantes estarão Sanharib Barsom, presidente do Partido da União Siríaca na Síria; Waddah Al Khoury, presidente do Levantine National Council; Ninous Icho, presidente do Partido Democrático Assírio; e Sarah Aphram, dirigente da Syriac Cross Belgium.

Evento reúne representantes europeus e sírios

Os discursos principais serão apresentados por Mairead McGuinness, enviada especial da União Europeia para a promoção da liberdade de religião ou crença, e Nadine Maenza, copresidente da International Religious Freedom Roundtable e ex-presidente da Comissão dos Estados Unidos sobre Liberdade Religiosa Internacional.

A conferência é organizada por integrantes do Parlamento Europeu pertencentes aos grupos European Conservatives and Reformists e European People’s Party. Também participam da organização a European Syriac Union (ESU), o European Centre for Law and Justice, a Syriac Cross Belgium, a Sallux ECPP Foundation e a Jubilee Campaign Netherlands.

Futuro dos cristãos é visto como teste para a Síria

Para os organizadores, a situação dos cristãos poderá servir como um indicador do caminho que a Síria seguirá em sua transição política. A permanência das comunidades cristãs históricas depende, segundo a avaliação apresentada, de garantias de direitos fundamentais, cidadania igualitária e participação efetiva na vida política.

“As instituições e os Estados-membros da UE devem colocar dois princípios no centro de seu envolvimento com a Síria: direitos fundamentais e cidadania igualitária, e participação política significativa”, afirmou Van Den Bossche.

Ele também destacou que a sobrevivência das comunidades cristãs históricas será uma referência importante para avaliar se a Síria conseguirá se tornar uma sociedade pluralista e democrática.

“A sobrevivência das comunidades cristãs históricas da Síria será um teste importante para saber se o país pode se tornar um Estado genuinamente pluralista e democrático para todos os seus cidadãos”, concluiu.

Folha Gospel com informações de Christian Daily

Maquiador de Michelle Bolsonaro pede fechamento da Igreja da Lagoinha em Alphaville

Michelle Bolsonaro e seu maquiador, Augustin Fernandez. (Foto: Reprodução/Instagram)
Michelle Bolsonaro e seu maquiador, Augustin Fernandez. (Foto: Reprodução/Instagram)

Agustin Fernandez criticou culto que frequentou, relembrou polêmicas envolvendo André Valadão e fez acusações sobre a administração da congregação

O maquiador e empresário Agustin Fernandez, conhecido por trabalhar com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, publicou um vídeo nas redes sociais em que critica duramente a Igreja da Lagoinha de Alphaville, em São Paulo, e afirma estar orando para que a congregação encerre suas atividades. O relato foi publicado após uma visita recente do influenciador a um culto da igreja.

Fernandez afirmou que decidiu aceitar o convite para participar do culto como uma tentativa de ressignificar experiências negativas que, segundo ele, contribuíram para seu afastamento do ambiente evangélico.

“E se eu falar pra vocês que estou orando a Deus pra fechar essa lagoinha de Alphaville? Alguns anos atrás, aconteceu algo que me marcou muito e me fez criar aversão por igreja, por crente e por todo esse universo”, declarou.

Experiência no culto

De acordo com o maquiador, a visita recente não teve o efeito esperado. Ele afirmou que deixou o local ainda mais incomodado e comparou o ambiente da congregação a uma casa de shows.

“Algumas semanas atrás, me convidaram pra participar de um culto da Lagoinha e fui com esse sentimento de ressignificar aquele trauma. Só que saí de lá pior que cheguei porque quando botei o pé naquele lugar, não senti que estava entrando em uma igreja, senti que estava entrando numa casa de show sertanejo”, relatou.

Fernandez também fez críticas à pregação que acompanhou. Segundo seu relato, o pastor teria subido ao púlpito sem a Bíblia e falado sobre assuntos pessoais, como o uso de Mounjaro e exercícios físicos. Ele afirmou ainda que a mensagem teria sido baseada em um sonho sobre uma experiência no céu e utilizado imagens exibidas em um telão.

O influenciador classificou a experiência como a pior pregação que já havia presenciado e reclamou da ausência de um momento de apelo.

“Ou seja, um culto sem Bíblia, sem a palavra de Deus, sem apelo”, afirmou.

Críticas a André Valadão e episódios do passado

Durante o desabafo, Agustin também retomou episódios que, segundo ele, contribuíram para sua antiga rejeição às igrejas evangélicas. Entre eles, citou uma declaração atribuída ao pastor André Valadão sobre a presença de homossexuais na igreja e mencionou o período em que Guilherme de Pádua, condenado pelo assassinato da atriz Daniella Perez, passou a atuar como pastor na denominação.

Fernandez, que é homossexual, afirmou que essas situações marcaram sua relação com o cristianismo e que, posteriormente, havia conseguido mudar sua percepção sobre a igreja, Deus e a Bíblia.

Ao explicar sua visão sobre a presença de pessoas LGBT nas igrejas, ele disse que a transformação espiritual deveria estar relacionada ao contato com a Bíblia e com a mensagem cristã.

“Então, quando você olha pra um gay, lésbica, travesti, transexual frenquentando uma igreja que tem Bíblia, confronto, palavra, a transformação tambem é visual. E isso denuncia se tem espírito Santo na casa”, declarou.

Acusações sobre administração da igreja

O pedido de fechamento da congregação também foi relacionado por Fernandez a uma série de acusações envolvendo a administração da igreja e pessoas ligadas à família responsável pela instituição.

Ele mencionou supostos vínculos com o Banco Master e o INSS, além de disputas judiciais, questões relacionadas a aluguel, pagamentos a prestadores de serviço e funcionários e alegado mau uso de ofertas. As acusações foram apresentadas por Fernandez em seu vídeo e, segundo as reportagens consultadas, ele não apresentou documentos que comprovassem as alegações.

“E por que estou orando pra fechar as portas desse lugar? O comportamento dessa família, a maneira que a igreja é utilizada e o nível de envolvimento que tem com o Banco Master, INSS, disputa judicial, calote de aluguel, prestador de serviço e funcionário, mau uso da oferta”, afirmou.

O maquiador disse estar preocupado com o impacto que situações como essas poderiam causar na imagem do cristianismo para pessoas que ainda não conhecem a fé.

“Sabe o que acontece quando você tenta evangelizar uma pessoa de boa índole, que não conhece Jesus ainda? A pessoa olha e acha que o ministério de Cristo é isso, roubalheira, corrupção, trambiquismo, estelionatário, mau-caratismo”, declarou.

Fernandez diz que não pretende se calar

Ao final da publicação, Agustin afirmou saber que poderia ser criticado por expor sua opinião, mas disse considerar necessário falar sobre o que, em sua avaliação, está errado dentro da igreja.

“Eu sei que muitas pessoas não vão entender, vão criticar, porque a igreja tem essa cultura de ficar calada, não denunciar. Mas não posso ficar com isso dentro de mim porque atrapalha o caminho pra pessoa conhecer Jesus”, disse.

O influenciador encerrou o vídeo questionando a forma como a instituição estaria sendo conduzida e afirmou não reconhecer o local como uma igreja.

“Esse lugar não tem honra, não consigo nem chamar de igreja. Não tem honra entre os irmãos porque é um processando o outro, o locatário, a oferta, os pastores”, concluiu.

Até o momento, as reportagens consultadas não registram uma manifestação oficial da Igreja da Lagoinha de Alphaville ou das pessoas citadas por Fernandez em resposta às acusações. As alegações apresentadas pelo maquiador, portanto, permanecem como declarações feitas por ele nas redes sociais.

Em meio à crise no STF, André Mendonça agradece apoio e orações dos cristãos

Ministro do STF, André Mendonça se torna pastor na igreja Presbiteriana de Pinheiros (Foto: YouTube/@ippinheiros)
Ministro do STF, André Mendonça se torna pastor na igreja Presbiteriana de Pinheiros (Foto: YouTube/@ippinheiros)

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), agradeceu publicamente as mensagens de apoio e as orações que tem recebido durante o período de tensão envolvendo a Corte. Em uma mensagem direcionada a cristãos, ele afirmou que as manifestações de fé têm sido importantes para enfrentar o momento ao lado da família.

“Meus irmãos e minhas irmãs, minha palavra se dirige a vocês essencialmente para agradecer tantas mensagens de oração e de carinho. Estejam certos que suas preces a Deus têm sido fundamentais para me sustentar e sustentar a minha família”, declarou.

Mendonça também agradeceu a solidariedade recebida e afirmou que reconhece a importância das pessoas que têm intercedido por ele.

“Eu louvo a Deus por sua vida, grato pela generosidade e solidariedade que tenho recebido”, afirmou o ministro.

Ao concluir a mensagem, Mendonça desejou bênçãos aos cristãos que o apoiam e ao país. “Que Deus os abençoe e que Deus abençoe o nosso país. Amém.”

Mendonça falou sobre fé em evento no TSE

O agradecimento ocorre poucos dias depois de o ministro também mencionar sua fé durante uma cerimônia realizada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na quinta-feira (3).

O evento marcou a assinatura de um pacto voltado à promoção da paz e da tolerância durante o período eleitoral. Na ocasião, Mendonça destacou o papel de líderes religiosos na orientação da população sobre cidadania, voto e participação social.

Durante o discurso, o ministro ressaltou que os direitos devem ser assegurados a todos, independentemente de condição econômica, raça, fé ou sexo. Ao final, fez uma referência a Deus e pediu bênçãos para os integrantes do Judiciário.

“Que Deus os abençoe nessa missão e nos abençoe, desse lado da mesa, a todos que representam o Poder Judiciário e o sistema de Justiça. Que nós possamos honrar a confiança que o povo, o cidadão, deposita em nós e em cada um dos senhores”, afirmou.

Ministro está no centro de investigação

A manifestação de Mendonça ocorre em meio à repercussão de decisões relacionadas ao chamado Caso Master. O ministro determinou a retirada do sigilo de um relatório da Polícia Federal que reúne mensagens envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Segundo os documentos citados na reportagem, Vorcaro teria buscado a intervenção de Moraes junto ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, com o objetivo de impedir ou desacelerar investigações relacionadas ao banco.

O caso ganhou novos contornos depois que Moraes solicitou ao presidente do STF, Edson Fachin, a abertura de uma apuração sobre a atuação de Mendonça, diante de possíveis irregularidades relacionadas às investigações.

Com o episódio, o ministro passou a ocupar uma posição de maior exposição pública, em uma crise que reúne aspectos jurídicos e forte repercussão política.

É nesse contexto que Mendonça tem recebido manifestações de apoio de cristãos e decidiu agradecer publicamente pelas orações. O ministro atua também como pastor auxiliar na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo.

Maioria das mulheres evangélicas acredita que dá para ser cristã e feminista

Mulheres louvando durante culto em igreja. (Foto: Reprodução)
Mulheres louvando durante culto em igreja. (Foto: Reprodução)

Estudo do ISER aponta mudanças na percepção de mulheres evangélicas sobre feminismo, direitos das mulheres e participação política, mas mostra que a maioria ainda não se identifica como feminista.

Uma pesquisa divulgada pelo Instituto de Estudos da Religião (ISER) revelou que 63% das mulheres evangélicas entrevistadas acreditam que é possível ser cristã e feminista ao mesmo tempo. O levantamento faz parte do estudo “Mulheres evangélicas, política e cotidiano”, realizado entre 2022 e 2025, e sugere transformações importantes na forma como esse público enxerga temas ligados a gênero, direitos e participação social.

Apesar disso, o estudo mostra que a aceitação de algumas pautas associadas ao feminismo não significa adesão ao movimento. Segundo a pesquisa, 70% das entrevistadas afirmaram que não se consideram feministas. O resultado indica que muitas mulheres evangélicas diferenciam determinadas reivindicações, como combate à violência doméstica e igualdade de direitos, da identidade política ligada ao feminismo.

Direitos das mulheres ganham espaço entre evangélicas

Os dados apontam que 64% das entrevistadas acreditam que as mulheres ainda possuem menos direitos do que os homens na prática. Além disso, 42% afirmaram sentir-se sobrecarregadas com as responsabilidades domésticas e 85% defenderam a existência de leis de proteção contra a violência doméstica.

O estudo também identificou uma postura que combina convicções conservadoras com preocupações sociais. Embora a maioria mantenha posições tradicionais sobre temas morais, muitas reconhecem desafios enfrentados pelas mulheres no cotidiano e demonstram apoio a medidas de proteção e valorização feminina.

Aborto e acolhimento pastoral

Quando o tema é aborto, os resultados revelam nuances importantes. A pesquisa mostra que 57% das entrevistadas apoiam a interrupção da gravidez nos casos já previstos pela legislação brasileira. Ao mesmo tempo, 71% afirmaram que votariam em candidatos contrários à ampliação do aborto ou favoráveis à manutenção das regras atuais.

Outro dado que chamou atenção foi o posicionamento sobre acolhimento nas igrejas: 67% defenderam que mulheres que passaram por um aborto devem ser recebidas e acompanhadas pelas comunidades de fé.

Religião e política continuam conectadas

O levantamento também abordou a relação entre fé e política. Cerca de 51,1% das entrevistadas disseram acreditar que religião e política podem caminhar juntas, enquanto 40% defenderam uma separação mais clara entre os dois campos.

Mesmo assim, 64,4% afirmaram que não houve candidatos ligados às suas igrejas nas últimas campanhas eleitorais, indicando que a valorização da participação política não necessariamente significa apoio à politização dos púlpitos.

Conservadorismo segue forte

Na esfera eleitoral, a pesquisa aponta que o conservadorismo continua sendo uma característica marcante entre as evangélicas entrevistadas. O estudo identificou que 80% das mulheres que votaram em Jair Bolsonaro em 2018 mantiveram seu apoio ao ex-presidente nas eleições seguintes. Além disso, Michelle Bolsonaro aparece com imagem amplamente positiva, associada a valores como fé, família e maternidade.

Pesquisa desafia estereótipos

Os pesquisadores afirmam que os resultados ajudam a desmontar a ideia de que as mulheres evangélicas formam um grupo homogêneo. O estudo sugere que suas posições são influenciadas não apenas pela religião, mas também por experiências relacionadas à família, trabalho, segurança, economia e participação social.

Por se tratar de uma pesquisa qualitativa realizada com pouco mais de 180 mulheres de diferentes regiões do país, os dados não representam estatisticamente todas as evangélicas brasileiras. Ainda assim, o levantamento oferece um retrato relevante das mudanças em curso dentro de um dos segmentos religiosos mais influentes do Brasil.

EUA deve encerrar 2026 sem acolher nenhum refugiado vítima de perseguição religiosa

Bandeira dos EUA e duas cruzes no topo de uma igreja (Foto: Canva Pro)
Bandeira dos EUA e duas cruzes no topo de uma igreja (Foto: Canva Pro)

Relatório de entidades humanitárias revela bloqueio total a minorias religiosas no programa de reassentamento americano durante o ano fiscal de 2026

O governo dos Estados Unidos deve encerrar o ano fiscal de 2026 sem acolher nenhum refugiado vítima de perseguição religiosa no país, um fato inédito em pelo menos um quarto de século. A paralisia total do programa de admissão para essas minorias ocorre em meio a políticas restritivas na fronteira e mudanças no sistema de asilo, conforme aponta um relatório publicado em conjunto pelas organizações humanitárias World Relief e Portas Abertas.

Os presidentes das entidades responsáveis pelo levantamento ressaltaram que, embora compreendam a necessidade de segurança nacional e de reformas no processamento de asilo, tais medidas não podem anular a proteção básica de cidadãos vulneráveis. O presidente da World Relief, Myal Greene, lamentou o fechamento da fronteira durante um pronunciamento em Washington.

“Os Estados Unidos pegaram essa porta de ouro e a fecharam.”

Além de Greene, o pastor Ara Torosian, que comanda uma igreja voltada para refugiados iranianos em Los Angeles, defendeu a segurança do acolhimento.

“A América sempre foi um lugar de refúgio para o povo cristão.”

A paralisação no reassentamento começou no início de 2025, quando um decreto do presidente Donald Trump suspendeu o programa de refugiados, abrindo poucas exceções. Posteriormente, a determinação presidencial para o ano fiscal de 2026 estabeleceu uma cota de 7.500 vagas direcionadas especificamente a sul-africanos brancos, em sua maioria de origem africâner, identificados como vítimas de discriminação racial. Esse teto foi ampliado para 17.500 em junho, mas manteve o foco exclusivo no mesmo grupo.

O documento das entidades destaca que a África do Sul não é classificada como uma nação que restringe a liberdade de crença, o que torna improvável que as dificuldades enfrentadas por esse grupo tenham motivação religiosa. Como as únicas três pessoas reassentadas de outras nacionalidades neste ano fiscal não faziam parte de minorias religiosas em seus países de origem, o relatório conclui que nenhum refugiado perseguido por sua fé foi admitido.

Histórico de acolhimento e novas diretrizes de segurança

Desde a criação da base do programa moderno de reassentamento pela Lei de Refugiados de 1980, os Estados Unidos receberam aproximadamente 3,7 milhões de pessoas. Historicamente, a média anual de admissões ficava em torno de 73.500 indivíduos, superando a marca de 100.000 em múltiplos períodos. Recentemente, contudo, esse fluxo sofreu uma redução drástica.

Além de limitar novas entradas, o Departamento de Segurança Interna (DHS) adotou medidas para revisar o status de cerca de 230.000 refugiados já aceitos no governo anterior, suspendendo também a emissão de vistos de residência permanente (green cards). Em janeiro, a pasta lançou a Operação PARRIS com o objetivo declarado de combater fraudes, iniciando as ações pelo estado de Minnesota.

A iniciativa resultou na detenção de aproximadamente 150 refugiados, que foram transferidos para o Texas para novas entrevistas. O pastor Saw Shining relatou o sentimento de vulnerabilidade que se espalhou na comunidade após as detenções.

“O que aconteceu foi realmente difícil para o nosso povo Karen. Nós não somos cidadãos tailandeses ou birmaneses; somos cidadãos dos EUA. Esta nação é nossa, e devemos amar, cuidar e apoiar nossa Constituição. Não queremos nos tornar apátridas novamente.”

Decisões judiciais em processos como U.H.A v Bondi e Jean A. v Noem interromperam temporariamente as prisões da Operação PARRIS em Minnesota e forçaram uma pausa nacional na política, fazendo com que o DHS passasse a adotar convocações por carta para reentrevistas em vez de detenções diretas.

Queda acentuada na aprovação de asilos

O índice de concessão de asilo na Justiça de imigração americana para cidadãos vindos dos 50 países com os maiores índices de perseguição religiosa despencou de 58% no ano fiscal de 2023 para 26% em 2025. Nos primeiros nove meses do ano fiscal de 2026, a taxa caiu ainda mais, atingindo apenas 10%.

Candidatos de países como Índia, Irã e China foram severamente afetados por essa queda. No caso de cidadãos indianos, a taxa de aprovação despencou de mais de 62% nos anos anteriores para apenas 6% em 2026. Já os candidatos iranianos viram suas aprovações caírem de patamares superiores a 80% para 38% nos anos fiscais de 2025 e 2026. A taxa para cidadãos chineses recuou de 88% em 2022 para 29% em 2026, mesmo em um cenário de recorde no julgamento de processos, com 121.936 decisões tomadas no ano fiscal de 2025.

Acordos com terceiros países e deportações indiretas

Para contornar a proibição internacional e doméstica de devolver indivíduos a locais onde suas vidas corram perigo (princípio de não repatriação ou non-refoulement), o governo americano firmou acordos secretos com 35 nações, principalmente na África e América Central. Essa política resultou no envio de mais de 21.000 solicitantes de asilo para países com os quais não possuem qualquer vínculo, idioma comum ou recursos básicos.

Relatórios apontam que imigrantes deportados sob essas condições foram mantidos acorrentados e em instalações precárias durante o transporte. Entre os casos documentados está o de uma mulher iraniana convertida ao cristianismo que, após ingressar nos Estados Unidos em fevereiro de 2025, teve seu pedido de asilo ignorado e foi enviada para um campo de detenção na selva do Panamá, onde permaneceu ao lado de outros cristãos iranianos na mesma situação. A administração de Donald Trump não respondeu aos pedidos de comentário sobre os dados do relatório até o fechamento do documento.

Governo da Venezuela liberta bispo anglicano após cinco anos de prisão

Bispo anglicano independente Jylman Red Jurado Farfán (Foto: Reprodução)
Bispo anglicano independente Jylman Red Jurado Farfán (Foto: Reprodução)

Relato de agressões físicas com eletricidade e arrancada de unhas marca a soltura de Jylman Red Jurado Farfán de penitenciária na Venezuela

O bispo anglicano independente Jylman Red Jurado Farfán foi libertado do complexo penitenciário de Rodeo III, na Venezuela, após permanecer mais de cinco anos detido sob acusações de terrorismo e sofrer graves episódios de tortura física. A soltura ocorreu em uma ação que abrangeu dezenas de presos políticos, conforme informações divulgadas pela organização Christian Solidarity Worldwide (CSW).

Farfán atua na Arquidiocese da Venezuela do Espírito Santo, uma instituição vinculada à Igreja Anglicana Latino-Americana independente e sediada em Caracas. Jesus Marcano, coordenador do Foro Penal, validou a soltura do clérigo. Embora a gestão estatal venezuelana mencione a liberação de 131 custodiados sem detalhar as identidades, a entidade civil realiza a verificação cruzada com dados de familiares para mapear os beneficiados.

O clérigo manifestou seu agradecimento pelo desfecho do caso e pelo apoio recebido durante os cinco anos e quinze dias de confinamento.

“Abençoo a Deus pelo sentimento e pelo desejo que colocou em seus corações para que esta libertação fosse possível, onde o Senhor quebrou as correntes da opressão, do medo, da tortura, e nos deu a liberdade física.”

Histórico de acusações infundadas e deterioração de saúde

O processo contra o líder religioso teve início em 30 de julho de 2021, após uma convocação baseada em falsos pretextos. Ele acabou denunciado por associação criminosa, conspiração e terrorismo sob a alegação de que suas funções religiosas ameaçavam a estabilidade do país. Os autos permaneceram em segredo de Justiça por cerca de dez meses e o julgamento acabou suspenso devido à falta de evidências substanciais por parte dos promotores após quase dois anos de audiências.

Durante o cárcere, o estado físico do bispo deteriorou-se drasticamente, culminando em diagnósticos de pneumonia atípica, hemorragias no sistema digestivo e neurite intercostal em junho de 2026. O coordenador de direitos humanos expôs agressões físicas graves relatadas pelo próprio religioso durante o período em que esteve sob custódia.

“Arrancaram as unhas dos meus pés” e “abriram uma ferida de queimadura no meu peito com eletricidade.”

Cenário de perseguição e transição política

A diretora de advocacia da CSW, Anna Lee Stangl, repudiou veementemente a detenção e o tratamento médico inadequado fornecido ao clérigo no período em que esteve preso.

“Condenamos veementemente a tortura que ele sofreu e a falha das autoridades em garantir que recebesse tratamento adequado para suas condições médicas.”

O cenário político venezuelano passou por transformações recentes após a deposição do ex-presidente Nicolás Maduro em janeiro de 2026, cujo partido realizou ações contra comunidades cristãs ao longo da última década. As medidas governamentais anteriores incluíam o bloqueio de autorizações de residência para missionários estrangeiros e tentativas de substituir orações tradicionais por versões alinhadas ao governo.

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