Levantamento detalhado do IBGE mostra que mais de oito em cada dez brasileiros se identificam como cristãos; evangélicos já representam 26,9% da população e grupo sem religião também cresce.
O Brasil permanece como uma das nações mais cristãs do mundo. Dados detalhados do Censo Demográfico 2022, divulgados recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que 86,9% dos brasileiros com 10 anos ou mais se identificam com alguma vertente do cristianismo.
O catolicismo continua sendo o maior grupo religioso do país, reunindo 57% da população, o equivalente a cerca de 100,6 milhões de pessoas. Já os evangélicos consolidaram sua trajetória de crescimento e agora representam 26,9% dos brasileiros, o que significa que mais de um em cada quatro habitantes se declara evangélico.
Os números confirmam uma transformação religiosa que vem ocorrendo há décadas. Em 2000, os evangélicos representavam 15,4% da população. Em 2010, passaram para 22,2%, chegando agora a 26,9%.
Evangélicos crescem, mas categoria chama atenção
Entre os evangélicos, o maior grupo identificado pelo levantamento é o dos chamados “não determinados”. Trata-se de pessoas que responderam apenas ser “evangélicas” ou “crentes”, sem informar uma denominação específica durante a coleta dos dados. Esse grupo representa 15,6% da população brasileira.
Já os evangélicos pentecostais correspondem a 8,1% da população, enquanto os chamados evangélicos de missão — como batistas, presbiterianos, metodistas e luteranos — somam 3,2%.
Especialistas alertam que o crescimento da categoria “não determinada” exige cautela na comparação direta com censos anteriores, já que parte das respostas pode ter sido registrada de forma mais genérica em 2022.
Cresce diversidade religiosa no país
Apesar da forte presença cristã, o levantamento também aponta o avanço da diversidade religiosa e do grupo sem filiação religiosa.
Segundo o IBGE, 16,4 milhões de brasileiros afirmaram não ter religião. Além disso, cerca de 1,7 milhão de pessoas se declararam ateias e 881 mil disseram ser agnósticas. O número de ateus triplicou em relação ao Censo anterior.
Os dados mostram ainda o crescimento de outras expressões religiosas, incluindo religiões de matriz africana, embora o cristianismo continue amplamente dominante no cenário nacional.
Retrato da fé brasileira
Os principais números do Censo 2022
86,9% dos brasileiros são cristãos;
57% são católicos;
26,9% são evangélicos;
15,6% se declaram evangélicos sem especificar denominação;
8,1% são evangélicos pentecostais;
3,2% pertencem a igrejas evangélicas históricas ou de missão;
Um novo estudo aponta que a frequência aos cultos protestantes subiu nos últimos anos, mas o número de pessoas que se convertem despencou no país
A frequência aos cultos protestantes nos Estados Unidos apresenta uma recuperação consistente, mas a proporção de participantes que se declaram novos convertidos ou que não frequentavam templos registrou uma queda acentuada na última década. O cenário contraditório foi revelado por um levantamento detalhado de abrangência nacional conduzido pela Lifeway Research.
O contraste entre templos cheios e poucas conversões
A análise dos números mostra que 54% dos mais de mil pastores entrevistados apontaram uma alta de pelo menos 4% na presença aos cultos desde 2023. O crescimento médio geral no período foi de 16%, enquanto 30% relataram estabilidade e apenas 16% observaram declínio. Apesar do aumento de público, a parcela de igrejas que não registrou nenhuma nova conversão subiu de 6% em 2016 para 9% em 2025. Além disso, a média de decisões por Cristo caiu de 16 para 11 a cada 100 frequentadores, e o percentual de congregações com mais de 10% de novos membros vindos de fora das igrejas despencou de 63% para 44%.
O diretor-executivo da Lifeway Research, Scott McConnell, avaliou o cenário desafiador enfrentado pelas lideranças religiosas locais.
“Estes dados não significam automaticamente que o Evangelho está sendo menos compartilhado do que há uma década, mas mostram que menos pessoas estão respondendo à mensagem do Evangelho nos Estados Unidos. Esta triste realidade deve motivar as igrejas a orar pela salvação daqueles em suas comunidades e a redobrar os esforços para equipar e mobilizar suas congregações para compartilhar as boas novas de Jesus Cristo.”
A evolução dos dados pós-pandemia
Os dados de presença física em 2025 indicam uma consolidação no período pós-pandemia de covid-19. A média de participantes relatada pelos líderes saltou de 176 no final de 2023 para 183 no ano seguinte, enquanto a mediana cresceu de 90 para 100 presentes nos cultos de final de semana.
Outra pesquisa conduzida pelo Hartford Institute for Religion Research apontou tendência semelhante ao analisar quase 7.500 congregações, registrando uma mediana de 70 frequentadores presenciais em 2025, número superior aos 65 registrados imediatamente antes dos bloqueios sanitários de 2020.
O pesquisador detalhou que o comportamento dos membros ativos desempenha um papel crucial no aumento das estatísticas de presença física.
“Mais pessoas estão frequentando os cultos de adoração porque as pessoas na congregação frequentam com mais frequência. Embora a frequência esteja aumentando, a parcela de frequentadores que são novos convertidos ou que antes não frequentavam a igreja diminuiu.”
Em relação ao tamanho das congregações, o levantamento indicou que 32% dos pastores lideram templos com 100 a 249 membros, enquanto 27% registram de 50 a 99 frequentadores, 22% possuem menos de 50 pessoas e apenas 18% contam com 250 ou mais participantes em um culto típico de fim de semana.
Pesquisa revela que mais da metade dos menores na Alemanha quer limites de idade para o uso das plataformas, embora a maioria aprove o impacto delas em suas vidas.
Uma parcela de 55% dos jovens alemães com idade entre 12 e 17 anos apoia a aplicação de restrições no acesso de menores de idade às redes sociais. O dado contrasta com a percepção de que a maioria considera essas mídias benéficas para o cotidiano, aponta um estudo publicado em Berlim pela seguradora de saúde Techniker Krankenkasse.
Entre os entrevistados favoráveis a algum tipo de intervenção, 8% defendem uma proibição completa para crianças e adolescentes, enquanto 47% preferem o veto até uma determinada faixa etária, sugerindo uma idade média limite de 14 anos. Por outro lado, 39% rejeitam totalmente qualquer restrição de acesso.
Apesar do apoio expressivo a medidas restritivas, 80% do público infanto-juvenil declarou que as plataformas trazem consequências positivas para suas vidas. O presidente do conselho executivo da seguradora, Jens Baas, destacou que os jovens valorizam os canais digitais pela facilidade de contato com amigos e pelo acesso a ideias e informações.
“Ao mesmo tempo, no entanto, eles também estão cientes das desvantagens, como notícias falsas, cyberbullying e outros conteúdos que são mentalmente desgastantes.”
Entre os fatores que mais geram incômodo ou estresse, a publicidade excessiva lidera com 57% das menções. A propagação de desinformação aparece em seguida com 52%, seguida pelo tempo excessivo de conexão com 36%, humilhações e insultos com 35%, e materiais impróprios, como cenas de violência, com 31% das respostas.
Uso intenso e impacto no bem-estar
O levantamento comparou jovens que utilizam as mídias por quatro ou mais horas diárias com aqueles que navegam por uma a duas horas. Embora os dados não estabeleçam um nexo de causalidade direta, eles expõem disparidades constantes no estado emocional e físico dos entrevistados.
No grupo de uso intensivo, 49% relataram mau humor frequente ou constante, contra 20% do grupo de uso moderado. Padrões parecidos surgem em relação a sentimentos de insegurança e dúvida (41% contra 22%), insatisfação pessoal (40% contra 22%), irritabilidade ou raiva (39% contra 14%), inquietação interna (39% contra 17%) e esgotamento (39% contra 22%).
Os problemas físicos acompanham a mesma tendência de disparidade. Distúrbios do sono afetam 38% dos usuários frequentes, em comparação com 14% dos moderados. As queixas de dores de cabeça ou enxaquecas atingem 37% contra 12%, seguidas por tensões musculares ou dores nas costas (30% contra 17%), dores abdominais (28% contra 12%) e olhos irritados (22% contra 8%).
Baas lembrou que as pesquisas científicas disponíveis apontam para o mesmo diagnóstico. Depressão, ansiedade, insatisfação corporal e problemas de sono são efeitos recorrentemente associados ao uso excessivo de redes sociais.
Educação digital como alternativa às proibições
Para a seguradora de saúde, as proibições absolutas não resolvem de forma adequada os riscos mapeados no documento. O executivo defende que a sociedade precisa cobrar responsabilidade das empresas de tecnologia.
“Em nossa opinião, uma proibição geral das redes sociais para proteger crianças e jovens dos riscos online não vai longe o suficiente. Vivemos em um mundo digital — para que as crianças e os jovens consigam lidar com as redes sociais de forma saudável a longo prazo, a literacia mediática é decisiva.”
O presidente acrescentou que as plataformas devem disponibilizar versões adaptadas para o público jovem, livres de anúncios e de algoritmos que estimulem o uso compulsivo.
Lilli Berthold, secretária-geral adjunta da Bundesschüler*innenkonferenz, associação que representa os estudantes na Alemanha, argumentou que muitos jovens não conseguem reduzir o tempo de tela por conta própria. Ela avalia que os vetos legais devem ser o último recurso, priorizando-se o desenvolvimento de habilidades críticas em casa e na escola.
Ao serem questionados sobre o que facilitaria a navegação segura, 48% dos menores apontaram vídeos educativos nas próprias mídias sobre os perigos digitais. Outros 46% sugeriram a presença de conselheiros capacitados nas escolas, 43% desejam mais diálogo com os pais e 42% preferem a realização de oficinas e projetos temáticos. Apenas 12% disseram não precisar de suporte.
Valentin Dander, representante da associação alemã de educação para mídia Gesellschaft für Medienpädagogik und Kommunikationskultur, sugeriu que o processo comece no ambiente familiar. O especialista recomenda o acompanhamento crítico do uso das telas, a definição conjunta de limites e o incentivo a atividades físicas e sociais fora da internet.
Expansão de limites legais no cenário global
A discussão ocorre em meio a um movimento internacional de governos para impor barreiras regulatórias. No fim de 2024, a Austrália aprovou uma legislação que veta o acesso de menores de 16 anos a redes sociais, prevendo multas de até 50 milhões de dólares australianos para as empresas infratoras, sem exceções para contas preexistentes ou consentimento dos pais. Na ocasião, o primeiro-ministro Anthony Albanese justificou que o objetivo era preservar a infância dos cidadãos e dar tranquilidade aos pais.
Pesquisadores da área digital, porém, questionaram a eficácia dos sistemas de verificação de idade e alertaram que as normas podem ser burladas.
Seguindo a iniciativa australiana, o governo britânico anunciou em junho que pretende vetar menores de 16 anos de plataformas como Snapchat, TikTok, YouTube, Instagram, Facebook e X. Mark Gilmore, assessor de políticas da aliança cristã UK Evangelical Alliance, ponderou sobre a viabilidade prática da medida.
“Uma proibição de mídia social não é uma bala de prata, e muitos jovens encontrarão maneiras de contorná-la. Mas as mídias sociais causaram danos reais ao bem-estar, aos relacionamentos e à segurança das crianças.”
Diversas nações também implementaram restrições ao uso infantojuvenil de mídias online. A pressão judicial sobre o modelo de negócios das Big Techs também cresceu. Em agosto, a Meta fechou um acordo bilionário nos Estados Unidos para encerrar processos de dezenas de estados que acusavam a empresa de projetar o Facebook e o Instagram para viciar crianças.
No entendimento firmado com a justiça americana, a empresa aceitou adotar limites diários de tempo para adolescentes, silenciar notificações em horários escolares e noturnos, interromper a rolagem infinita e restringir filtros de aparência e a contagem pública de curtidas.
As leis de blasfêmia do Paquistão são alvo de críticas há muito tempo por parte de organizações de direitos humanos e especialistas jurídicos
Um cristão no Paquistão foi preso e acusado de blasfêmia no sábado (29 de agosto), e outro enfrentou a mesma acusação em 11 de agosto, de acordo com leis que preveem pena de morte, disseram fontes.
No sábado, a polícia prendeu Samuel Arif, de 26 anos, na área de Muslim Town, em Lahore, na província de Punjab, depois que um muçulmano o acusou de fazer comentários depreciativos sobre Maomé e a esposa do profeta islâmico, Aisha, e de supostamente assediar suas filhas menores.
Muhammad Umair Alam Khan alegou em um Boletim de Ocorrência (BO) que o incidente ocorreu na noite de sexta-feira (28 de agosto) na Colônia de Funcionários da Universidade de Punjab.
“O acusado disse às minhas filhas que o Profeta Maomé havia aparecido em seu sonho e lhe pedido que se casasse com as duas meninas”, alegou Khan na queixa-crime. “Ele também usou palavras provocativas contra o profeta e sua esposa, Aisha.”
Khan alegou que Arif aplicou uma substância não identificada nas mãos e tentou passá-la no rosto das meninas, mas que elas fugiram. Ele disse que Arif as seguiu até a casa delas e que o incidente foi gravado por uma câmera de segurança.
A polícia registrou o caso sob a Seção 295-C do Código Penal do Paquistão, que criminaliza comentários depreciativos contra Maomé e prevê pena de morte, e a Seção 298-A, que proíbe comentários depreciativos sobre as esposas, familiares e companheiros de Maomé e prevê pena de prisão de até três anos, de acordo com a legislação vigente.
Sohail Habil, do grupo de ajuda humanitária HARDS Pakistan, afirmou que a família de Arif negou as acusações e acredita que ele possa ter sido falsamente incriminado devido a uma desavença pessoal.
A família de Arif morou na colônia de funcionários por mais de 10 anos, quando seu pai, Arif Masih, trabalhava na universidade como zelador, contou Habil ao Christian Daily International-Morning Star News. A família se mudou para a Colônia de Santa Maria em Gulberg após a morte do pai, mas Arif continuou visitando a colônia de funcionários para encontrar os amigos.
“É possível que alguém tenha armado uma cilada para o jovem para acertar contas pessoais, mas as coisas ficarão mais claras quando o encontrarmos na prisão”, disse Habil.
Segundo cristão preso
No dia 11 de agosto, a polícia prendeu Amir Masih, um trabalhador de 30 anos de Dhala Sharif, no distrito de Gujranwala, por supostamente ter publicado um vídeo nas redes sociais que comparava Cristo e Maomé.
Masih foi acusado com base na Seção 295-C, bem como na Seção 295-A, que criminaliza atos deliberados e maliciosos com a intenção de ultrajar sentimentos religiosos e prevê pena de prisão de até 10 anos, e na Seção 298, que abrange atos deliberados com a intenção de ferir sentimentos religiosos e prevê pena de prisão de até um ano.
As repetidas tentativas de contato com a família de Masih após sua prisão foram infrutíferas. Um pastor local familiarizado com o caso disse que a polícia colocou os familiares de Masih sob custódia protetiva quando ele foi preso e, posteriormente, eles se esconderam após sua transferência para a prisão distrital de Gujranwala, onde ele foi transferido para custódia judicial.
“Masih é casado, mas não tem filhos. Não há mais informações disponíveis sobre o paradeiro de sua família”, disse o pastor sob condição de anonimato por motivos de segurança.
A organização Human Rights Focus Pakistan (HRFP) apelou no sábado (29 de agosto) às autoridades para que garantam a Masih um julgamento justo e a proteção dele e de sua família. A organização afirmou que Masih foi preso no mesmo dia em que as comunidades minoritárias celebravam o Dia Nacional das Minorias.
Segundo a HRFP, três muçulmanos apresentaram uma queixa acusando Masih de ferir seus sentimentos religiosos por meio de uma suposta comparação entre o Islã e o Cristianismo. A organização afirmou que sua equipe de investigação concluiu que Masih, um trabalhador escravizado em situação de pobreza, pode ter sido falsamente incriminado e levantou dúvidas sobre a autenticidade da conta de mídia social de onde o vídeo teria sido publicado.
“A apresentação de uma queixa não constitui prova de culpa”, afirmou a HRFP, instando as autoridades a conduzirem uma investigação independente.
De acordo com a HRFP, várias famílias cristãs fugiram de suas casas por medo de violência coletiva devido à acusação. Fontes locais contestaram essa afirmação, dizendo que, embora as tensões religiosas tenham aumentado inicialmente na região, a situação voltou ao normal após a prisão de Masih.
“O caso de Amir Masih, como todos os casos que envolvem alegações de ofensa religiosa, exige cuidado, transparência e imparcialidade especiais”, disse o presidente da HRFP, Naveed Walter, em comunicado. “Tais alegações podem rapidamente criar tensões e colocar comunidades inteiras em risco. As autoridades devem garantir o devido processo legal, a igualdade perante a lei e a segurança de todos os afetados.”
As leis de blasfêmia do Paquistão são alvo de críticas há muito tempo por parte de organizações de direitos humanos e especialistas jurídicos, que afirmam que as leis são vulneráveis a abusos em disputas pessoais e outros conflitos, além de terem sido usadas contra minorias religiosas. Embora o Paquistão não tenha realizado nenhuma execução estatal por blasfêmia, as acusações têm levado repetidamente a ataques de multidões, execuções extrajudiciais e detenção prolongada de suspeitos aguardando julgamento.
Em 8 de julho, funcionários do governo disseram a uma comissão parlamentar que a maioria dos 333 casos de blasfêmia registrados nos últimos cinco anos em quatro províncias eram falsos.
Secretários de segurança pública provinciais e altos funcionários da polícia disseram à Comissão Funcional de Direitos Humanos do Senado que os casos fabricados incluíam alegações contra cristãos e membros de outras minorias religiosas. A reunião, presidida pela senadora Samina Mumtaz Zehri em Islamabad, analisou dados oficiais sobre casos de blasfêmia registrados nas províncias de Punjab, Sindh, Khyber Pakhtunkhwa e Baluchistão.
O Punjab registrou o maior número de casos sob a Seção 295-C, com 116 casos registrados durante o período de cinco anos. Autoridades informaram que 56% dos acusados eram muçulmanos e 14% pertenciam a comunidades religiosas minoritárias. Sindh registrou 96 casos sob a Seção 295-B, referentes à suposta profanação do Alcorão, e 29 casos sob a Seção 295-C.
A polícia informou à comissão que, dos 29 casos do Artigo 295-C registrados em Sindh entre 2023 e junho, denúncias foram apresentadas em 22 casos, dois permanecem sob investigação, três envolvem suspeitos não identificados e dois boletins de ocorrência foram anulados devido a deficiências legais ou processuais.
Dos 96 casos da Seção 295-B, os promotores apresentaram denúncias em 69, enquanto seis permanecem sob investigação, quatro foram arquivados e 17 foram registrados contra suspeitos não identificados.
Khyber Pakhtunkhwa registrou mais de 90 casos de blasfêmia durante o período, enquanto o Baluchistão registrou 28, de acordo com os dados apresentados à comissão.
Autoridades provinciais reconheceram que vinganças pessoais, disputas familiares e outros conflitos privados frequentemente estavam por trás das acusações de blasfêmia. Em alguns casos, disseram as autoridades, as investigações não conseguiram encontrar provas que corroborassem as acusações, resultando no arquivamento dos casos.
A organização Portas Abertas classificou o Paquistão em oitavo lugar na sua Lista Mundial da Perseguição 2026, que relaciona os 50 países onde os cristãos enfrentam a perseguição mais severa. A organização citou discriminação sistêmica, violência de multidões, conversões forçadas, trabalho escravo e violência de gênero, e afirmou que a fragilidade da aplicação da lei e a impunidade generalizada permitiram que os perpetradores de violência anticristã escapassem da responsabilização.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
A campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o apoio formal de três importantes organizações evangélicas do Rio de Janeiro. Em carta aberta publicada em 31 de agosto de 2026, as entidades justificaram a decisão associando o compromisso social do governo aos ensinamentos bíblicos de amparo aos mais necessitados.
O manifesto foi assinado pela Associação das Igrejas e Templos Evangélicos de Médio e Pequeno Portes do Estado do Rio de Janeiro (AITEMPERJ), pela Associação de Mulheres Evangélicas com Cristo e Pela Vida (AMEVIDA) e pelo Movimento Jesus Libertador (MJL-RJ). O grupo defende que cuidar dos mais vulneráveis é uma expressão direta da fé cristã.
A fundamentação bíblica e o foco nas políticas sociais
No documento conjunto, as lideranças evangélicas sustentam que fé e compromisso social andam lado a lado. A argumentação cita passagens bíblicas tradicionais, como Provérbios 31:8-9 e Isaías 1:17, que exortam a defesa dos direitos dos pobres, necessitados e oprimidos. O texto também destaca Mateus 5:6 ao citar a busca pela justiça divina na Terra.
A partir dessa interpretação, as associações listam programas sociais como reflexos práticos do amor ao próximo. Entre os destaques estão o Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida, o Farmácia Popular, o Pé-de-Meia e o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).
O documento destaca ainda o programa Gás do Povo, que em 2026 tornou-se política pública permanente por meio da Lei nº 15.348, assegurando a gratuidade da recarga do gás de cozinha para as famílias de baixa renda elegíveis.
Leis históricas que regulamentam a presença evangélica no país
Além da agenda de assistência social, as entidades ressaltam que os governos de Lula foram responsáveis pela sanção de legislações cruciais para o reconhecimento e funcionamento das instituições religiosas no Brasil. A carta elenca as seguintes medidas como provas de respeito à liberdade de culto:
Lei nº 10.825/2003: Garantiu personalidade jurídica própria às organizações religiosas, assegurando liberdade de criação e funcionamento interno.
Lei nº 12.025/2009: Criou o Dia Nacional da Marcha para Jesus.
Lei nº 12.328/2010: Instituiu o Dia Nacional do Evangélico, celebrado em 30 de novembro.
Lei nº 14.970/2024: Estabeleceu o Dia Nacional da Pastora Evangélica e do Pastor Evangélico.
Lei nº 14.969/2024: Reconheceu as expressões artísticas cristãs e as influências do cristianismo como manifestação cultural brasileira.
Para as associações, esse conjunto de leis mostra que os evangélicos são parte ativa do desenvolvimento do país e têm sua liberdade de crença e expressão plenamente respeitadas sob a atual gestão federal.
O impacto estratégico na disputa eleitoral de 2026
Apesar de o manifesto carregar um forte simbolismo, analistas apontam que a influência direta dessas três entidades é restrita, concentrando-se no estado do Rio de Janeiro. A manifestação não representa uma adesão automática de todo o eleitorado evangélico, que é plural, descentralizado e composto por diferentes correntes teológicas.
De acordo com dados do Censo de 2022, o segmento evangélico no Brasil soma 47,4 milhões de pessoas, correspondendo a 26,9% da população com 10 anos ou mais. Esse peso demográfico torna o grupo um dos principais focos de disputa nas campanhas presidenciais.
Pesquisas recentes indicam que a maioria do público evangélico mantém maior proximidade com candidaturas de direita, registrando vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) sobre Lula. É diante desse cenário que a campanha governista intensifica o diálogo com setores progressistas da igreja, buscando demonstrar que os valores cristãos também dialogam com a justiça social e o combate à fome.
O apoio dessas entidades fluminenses não se limita ao Executivo. O documento oficial também declara voto na deputada Benedita da Silva (PT) para o Senado, reforçando a mobilização em torno de uma plataforma comum. Na reta final da mensagem, as organizações convocam os fiéis a orarem por um processo eleitoral pacífico, seguro e democrático para todos os brasileiros.
Leia a carta na íntegra
“AITEMPERJ, AMEVIDA E MOVIMENTO JESUS LIBERTADOR DECLARAM APOIO A REELEIÇÃO DO PRESIDENTE LULA
A Associação das Igrejas e Templos Evangélicos de Médio e Pequeno Portes do Estado do Rio de Janeiro – AITEMPERJ, reunindo pastores, pastoras, lideranças, igrejas e templos evangélicos, a Associação de Mulheres Evangélicas com Cristo e Pela Vida – AMEVIDA e o Movimento Jesus Libertador (MJL-RJ), vêm a público manifestar seu apoio à reeleição do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por entendermos que seu compromisso com a vida, a dignidade e os direitos do povo brasileiro, especialmente das pessoas mais vulneráveis, dialoga com valores fundamentais da fé cristã.
Nossa posição nasce da compreensão de que fé e compromisso social não são caminhos separados. O Evangelho de Jesus Cristo nos chama a amar o próximo, defender os que sofrem, combater a injustiça e cuidar daqueles que mais precisam.
A Bíblia nos ensina: “Defenda os direitos dos que não podem se defender, dos que estão desamparados. Fale e julgue com justiça; defenda os direitos dos pobres e necessitados.” Provérbios 31:8-9.
E também: “Aprendam a fazer o bem; busquem a justiça, socorram o oprimido, façam justiça aos órfãos, pleiteiem a causa das viúvas.” Isaías 1:17.
É nessa perspectiva que reconhecemos a importância das políticas públicas implementadas e fortalecidas nos governos do Presidente Lula, entre elas o Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Farmácia Popular, Pé-de-Meia, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde – SUS e o Gás do Povo, entre tantas outras iniciativas voltadas à proteção social, à redução das desigualdades e à promoção da dignidade humana.
O Gás do Povo, por exemplo, tornou-se política pública permanente em 2026 por meio da Lei nº 15.348, garantindo a gratuidade da recarga de gás de cozinha para famílias de baixa renda elegíveis.
Para nós, cuidar dos pobres, alimentar quem tem fome, proteger as famílias, ampliar o acesso à saúde, garantir moradia e criar oportunidades para a juventude são também expressões concretas do amor ao próximo e da busca pela justiça, valores presentes no verdadeiro Evangelho de Jesus Cristo.
O RESPEITO E A VALORIZAÇÃO DO POVO EVANGÉLICO
Também reconhecemos que, durante os governos do Presidente Lula, foram sancionadas importantes leis relacionadas à valorização e ao reconhecimento da presença evangélica e cristã na sociedade brasileira.
Entre elas, destacamos:
Lei nº 10.825/2003, que reconheceu as organizações religiosas como pessoas jurídicas de direito privado e assegurou liberdade para sua criação, organização, estruturação interna e funcionamento.
Lei nº 12.025/2009, que instituiu o Dia Nacional da Marcha para Jesus.
Lei nº 12.328/2010, que instituiu o Dia Nacional do Evangélico, celebrado em 30 de novembro.
Lei nº 14.970/2024, que instituiu o Dia Nacional da Pastora Evangélica e do Pastor Evangélico.
Lei nº 14.969/2024, que reconheceu as expressões artísticas cristãs e as influências do cristianismo como manifestação cultural nacional.
Essas conquistas demonstram que o povo evangélico faz parte da construção do Brasil e merece ser respeitado em sua diversidade, liberdade de culto, expressão de fé e participação cidadã.
UM COMPROMISSO COM A FAMÍLIA, A DEMOCRACIA E A SOBERANIA
A AITEMPERJ, a AMEVIDA e o MOVIMENTO JESUS LIBERTADOR também reconhecem no Presidente Lula um compromisso com a defesa das famílias brasileiras, com o respeito às diferentes religiões e a todas as expressões de fé, com a democracia, com a convivência entre diferentes e com a soberania nacional.
Defendemos um Brasil onde ninguém seja perseguido por sua fé, onde todas as religiões possam exercer livremente sua missão e onde o Estado respeite a liberdade religiosa garantida pela Constituição.
Queremos um Brasil onde a política esteja a serviço da vida, da justiça, da paz, da dignidade humana e do bem comum.
ORAMOS E TRABALHAMOS POR UM BRASIL JUSTO!
Por tudo isso, a AITEMPERJ, a AMEVIDA e o MOVIMENTO JESUS LIBERTADOR declaram seu apoio à reeleição do Presidente Lula.
Não fazemos isso apenas por uma escolha política, mas por entendermos que orar também é assumir responsabilidades diante da realidade que nos cerca.
Oramos por eleições limpas, democráticas e pacíficas. Oramos pela vida e pela segurança de todas as candidatas e de todos os candidatos. Oramos para que Deus dê sabedoria ao povo brasileiro em suas escolhas. Oramos para que o Brasil continue avançando na superação da fome, da pobreza, das desigualdades e de toda forma de exclusão.
E oramos pela vitória do Presidente Lula e também da nossa irmã Benedita da Silva para o Senado, na convicção de que, para nós, a vitória de um projeto comprometido com a vida e com os mais vulneráveis também representa uma vitória do nosso povo.
Como cristãos e cristãs, seguiremos orando e trabalhando por um Brasil justo, onde a justiça não seja apenas uma palavra, mas uma prática cotidiana. “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos.” Mateus 5:6.
Rio de Janeiro, 31 de agosto de 2026.
AITEMPERJ – Associação das Igrejas e Templos Evangélicos de Médio e Pequeno Portes do Estado do Rio de Janeiro.
AMEVIDA – Associação de Mulheres Evangélicas com Cristo e Pela Vida.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Foto: Divulgação/Governo de SP)
A legislação eleitoral estabelece restrições à propaganda política em bens considerados de uso comum, categoria na qual se enquadram os templos religiosos
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) condenou o governador Tarcísio de Freitas ao pagamento de uma multa de R$ 2 mil por realizar manifestação de caráter eleitoral dentro de um templo religioso. O episódio ocorreu em 17 de agosto durante um culto da Igreja Evangélica Assembleia de Deus – Ministério do Belém, onde a estrutura da instituição foi utilizada para promover candidaturas políticas de aliados.
De acordo com a Justiça Eleitoral, a conduta configurou propaganda irregular, pois templos são equiparados a bens de uso comum pela legislação, o que restringe manifestações partidárias em suas dependências. A decisão foi provocada por uma ação movida pela coligação Desperta São Paulo, formada por partidos adversários do governador.
O uso do espaço religioso e as candidaturas citadas
Durante sua participação no culto, o governador de São Paulo iniciou sua manifestação com uma abordagem bíblica, citando o livro de Jeremias. No entanto, o tom do pronunciamento mudou quando ele passou a mencionar diretamente e a apoiar aliados políticos para diferentes cargos eletivos.
Entre os nomes citados por Tarcísio de Freitas estavam:
Paulo Freire (deputado federal pelo PL-SP);
André do Prado (deputado estadual pelo PL-SP);
Guilherme Derrite (ex-secretário de Segurança Pública e filiado ao PP-SP);
Marta Costa (deputada estadual pelo PSD-SP).
O tribunal concluiu que o uso do púlpito e do sistema de som da igreja para defender essas candidaturas descaracterizou o contexto estritamente religioso da ocasião.
Os fundamentos jurídicos da condenação pelo tribunal
O juiz auxiliar da propaganda eleitoral do TRE-SP, Ronnie Herbert Barros Soares, apontou que a manifestação ultrapassou os limites tolerados para uma participação religiosa. Para o magistrado, a decisão não restringe a liberdade religiosa, mas foca na irregularidade de utilizar o espaço de um templo para promover candidaturas.
A legislação eleitoral estabelece restrições à propaganda política em bens considerados de uso comum, categoria na qual se enquadram os templos religiosos, mesmo sendo propriedades particulares. O tribunal reafirmou que, para a configuração da infração, não é necessário o pedido literal de voto ou a divulgação de números de urna.
Dessa forma, a simples menção nominal dos candidatos acompanhada da indicação de seus cargos e de manifestações favoráveis de apoio é suficiente para caracterizar a propaganda eleitoral irregular.
Argumentos apresentados pela defesa do governador
A defesa de Tarcísio de Freitas argumentou que o governador participou do culto na condição de convidado e que suas falas estavam integradas ao contexto religioso do evento. Os advogados sustentaram que não houve qualquer pedido explícito de voto e recorreram às garantias constitucionais de liberdade religiosa e liberdade de expressão para pedir a rejeição da representação.
Contudo, o argumento não foi acolhido pelo juiz responsável. Na decisão, restou estabelecido que a ausência de termos explícitos como “vote em” não descaracteriza a propaganda eleitoral se houver demonstração clara de apoio político. O entendimento adotado pelo TRE-SP reforça que as normas eleitorais se aplicam plenamente a templos religiosos sempre que o espaço for utilizado para promover candidaturas.
O longa-metragem de ficção e drama Beyond Belief estreia oficialmente nos Estados Unidos nesta sexta-feira, 28 de agosto. Ambientado no cenário do rock cristão dos anos 1980, o filme conta com o endosso e participações especiais de Bob Hartman e John Schlitt, membros da lendária banda Petra.
A novidade desperta grande interesse entre os fãs de música e cinema, trazendo canções clássicas do Petra na trilha sonora e um título que homenageia um dos álbuns mais importantes do grupo. A produção deve chegar ao Brasil em breve, embora a data de lançamento nacional ainda não tenha sido oficializada.
A trama por trás de Beyond Belief
O filme acompanha a jornada de Andy, interpretado pelo ator e músico Carson Lueders. O jovem roqueiro tenta consolidar sua carreira na música enquanto enfrenta o doloroso luto pela perda de seu pai.
A narrativa ganha um tom de suspense quando Andy passa a ouvir uma voz misteriosa que lhe ordena correr. Esse fato o impulsiona a treinar para uma maratona, ao mesmo tempo em que ele se envolve em uma acirrada disputa de Batalha das Bandas.
O elenco e a equipe de produção
Produzido pela Intrigue Films e com distribuição da Iconic Events Releasing, o longa conta com a assinatura de Dave Stone, produtor bastante conhecido por seu trabalho na franquia cristã “Deus Não Está Morto”.
O elenco principal reúne profissionais com experiência em grandes produções de Hollywood e nomes de destaque no cenário cristão:
James C. Burns: interpreta o Vovô Jake, avô e conselheiro de Andy. O ator é conhecido internacionalmente por dar voz ao personagem Frank Woods na franquia de jogos “Call of Duty: Black Ops”.
Debby Gerber: interpreta Sarah Ellis, a mãe do protagonista. A atriz possui em seu currículo participações em séries conhecidas como Glee e The Mentalist.
Libby Smallbone: interpreta Grace. Ela pertence à famosa família Smallbone, sendo irmã da cantora Rebecca St. James e dos integrantes da dupla for KING & COUNTRY.
A importância histórica do Petra no rock cristão
Embora não seja o foco central da história fictícia, a banda Petra é a grande força motriz por trás do contexto do filme. Fundado em 1972 na cidade de Fort Wayne, Indiana, por Bob Hartman, Greg Hough e John DeGroff, o grupo adotou o termo grego para “rocha” como nome, refletindo sua sonoridade e fé.
No início de sua carreira, o grupo sofreu forte rejeição de setores eclesiais mais conservadores, que não aceitavam a união do rock com mensagens religiosas. Mesmo assim, a banda consolidou seu espaço nas décadas de 1970 e 1980.
Após contar com Greg Volz nos vocais, John Schlitt assumiu a liderança do microfone em 1986. O Petra acumula prêmios Grammy e Dove Awards, além de milhões de discos vendidos. Clássicos como “Beyond Belief”, “More Power To Ya”, “Creed” e “This Means War!” moldaram o gênero e estão disponíveis em plataformas digitais como Spotify, Apple Music, Deezer e YouTube.
Atividade recente da banda e lançamento no Brasil
A estreia do filme ocorre em um período movimentado para o grupo. Após celebrar seus 50 anos de estrada, o Petra lançou o álbum inédito “HOPE” em janeiro de 2026, quebrando um jejum de duas décadas sem gravações inéditas em estúdio.
Para os fãs brasileiros, a expectativa em torno do lançamento de “Beyond Belief” é grande. Perfis nacionais voltados ao rock cristão e distribuidoras locais já iniciaram a divulgação da obra, embora a data de estreia em solo brasileiro permaneça sem confirmação oficial pelas distribuidoras.
O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella. (Foto: Reprodução)
Decisão judicial aponta violação do Estado laico na cerimônia oficial que contou com discursos ecumênicos conduzida pelo presidente Abelardo de la Espriella
O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, terá de pedir desculpas públicas à população após a determinação de um órgão do Judiciário local. A medida decorre da inclusão de ritos e símbolos religiosos durante o evento de sua posse presidencial, ocorrido na cidade de Cali. A determinação partiu do Quinto Tribunal do Trabalho do Circuito de Bogotá.
A solenidade de posse presidencial aconteceu no dia 7 de agosto, reunindo parlamentares, autoridades do país e representantes do cenário internacional. O chefe do Executivo, que possui perfil católico e conservador, incluiu no roteiro oficial orações, louvores e a exposição de uma imagem da Virgem Maria. Três autoridades religiosas se pronunciaram ao longo do evento, entre elas o rabino David Michaan, que mencionou passagens do Antigo Testamento e abordou temas ligados a Israel.
O pastor Eduardo Cañas Estrada e o monsenhor Francisco Múnera também discursaram na ocasião. No palanque, os clérigos solicitaram a pacificação nacional, o fortalecimento da segurança pública e o encerramento de ações terroristas no território colombiano.
A ordem judicial exige que o mandatário se retrate por meio de um pronunciamento em rádio e televisão. A transmissão da mensagem deve ocorrer especificamente na terça-feira, 30 de setembro de 2026, com foco na violação da neutralidade religiosa estatal. A decisão do tribunal ainda estabelece restrições futuras para o governante.
O presidente não poderá demonstrar sua ligação pessoal com a Igreja Católica ou qualquer outra vertente de fé em atos do governo. Além disso, caberá a ele expedir uma instrução direta exigindo que todo o funcionalismo público respeite a laicidade do Estado no cumprimento de seus deveres. O presidente do Congresso, senador Honorio Henríquez, também terá de se desculpar, pois a solenidade se desenvolveu no âmbito de uma sessão legislativa.
Abelardo de la Espriella costuma demonstrar sua devoção em ambientes virtuais e manifestações cotidianas. É comum o registro de publicações do líder colombiano em momentos de oração ou participando de retiros espirituais nas redes sociais. A decisão judicial proferida em Bogotá ainda permite recurso por parte da defesa do presidente.
Investigação contra o grupo feminino ocorre em meio à implementação de uma nova e rigorosa legislação religiosa no estado indiano de Maharashtra.
Vinte e duas mulheres cristãs estão sendo investigadas pela polícia de Maharashtra, na Índia, sob a acusação de tentarem converter ilegalmente um estudante de 18 anos. O caso foi registrado poucos dias antes de uma severa lei estadual contra conversões religiosas entrar em vigor, conforme relatado pela agência UCA News.
A principal suspeita, Satyavati Balkrishna Kunche, de 46 anos, teria oferecido Bíblias e outros textos religiosos ao jovem na aldeia de Wakadpada. Ela teria argumentado que os livros poderiam curar enfermidades, alegação considerada infundada pelas autoridades. Após recusar o material, o estudante alertou a comunidade local, que formalizou a denúncia com o apoio do morador Milind Jole, que também acusou as mulheres de proferirem ofensas contra divindades hindus.
A polícia local incluiu Kunche e outra residente, Kusum Shivram Kambdi, como investigadas principais em inquérito aberto em 25 de agosto por ofensa aos sentimentos religiosos. Todas as 22 mulheres, muitas vindas da cidade de Hyderabad, foram liberadas pelas autoridades e aguardam a conclusão das investigações em liberdade, sem que nenhuma prisão tenha sido efetuada.
Novas regras estipulam punições severas
A denúncia coincide com a implementação da Lei de Liberdade de Religião de Maharashtra, que passou a valer em 28 de agosto. O bispo emérito Mar Thomas Elavanal, da diocese de Kalyan, demonstrou apreensão com o momento em que a queixa foi apresentada.
“A Igreja Católica não apoia a conversão forçada. Os cidadãos têm o direito constitucional de praticar e propagar a fé que escolherem.”
O fundador do Fórum Secular Católico, Joseph Dias, classificou a situação como alarmante e questionou a real necessidade de novas restrições legais no estado. Com a adesão de Maharashtra, 13 estados indianos, em sua maioria controlados pelo partido nacionalista hindu Bharatiya Janata Party (BJP), do primeiro-ministro Narendra Modi, possuem regras rígidas contra conversões.
A nova legislação pune conversões por casamento, fraude, força ou indução, com sentenças que chegam a dez anos de prisão para reincidentes. Além disso, o cidadão que desejar mudar de religião deve notificar o magistrado distrital com 60 dias de antecedência, sob pena de sofrer até sete anos de detenção.
Clima de desconfiança afeta rotina de templos
Os cristãos representam cerca de 0,96% da população de Maharashtra, somando pouco mais de 1 milhão de pessoas em um estado de 129,5 milhões de habitantes. O receio de perseguições fez com que aproximadamente 4.000 templos na região metropolitana de Mumbai começassem a solicitar que seus membros assinassem formulários confirmando que frequentam os cultos de forma voluntária.
Líderes religiosos temem que reuniões de oração passem a ser falsamente denunciadas como tentativas de conversão. O pastor Sam Mathai relatou que igrejas em cidades vizinhas foram alvo de invasões e agressões por parte de extremistas hindus 11 vezes no período de seis meses.
Esse tipo de regulamentação existe na Índia desde a década de 1980, mas a fiscalização tornou-se muito mais rígida nos últimos 12 anos. No estado de Uttar Pradesh, que adotou regras semelhantes em 2020, grupos de assistência jurídica estimam que mais de 200 processos continuam ativos contra cristãos, tendo resultado na detenção de pelo menos 800 fiéis e pastores.
Cristãos em uma igreja no Irã (Foto: Reprodução/Global Christian Relief)
Repressão contra igrejas subterrâneas deixa dezenas de mortos e detidos após protestos civis no país asiático segundo a entidade Iran Alive Ministries.
Pelo menos 33 ministros cristãos foram mortos e mais de 130 acabaram detidos no Irã nos últimos meses devido à intensificação da perseguição governamental contra o movimento de igrejas domésticas. O avanço da repressão ocorre na esteira de manifestações civis registradas em janeiro e envolve penas de morte pendentes para líderes locais, conforme dados compartilhados pela organização Iran Alive Ministries.
O fundador da instituição, Hormoz Shariat, defendeu que a criminalização de sua atividade religiosa acabou fortalecendo a fé da comunidade local.
“Considero essa oposição uma bênção e uma honra perante a lei iraniana. Muitos cristãos esperavam apoio externo para derrubar o governo, mas, embora as promessas humanas tenham falhado, Jesus não os decepcionou.”
Divisão de casos e situação dos detidos
Dos 131 membros detidos pelo regime, 14 continuam encarcerados e parte deles enfrenta a fila de execução na pena de morte. Outras 114 pessoas capturadas permanecem com paradeiro desconhecido pelas entidades de direitos humanos, enquanto quatro conseguiram fugir antes de serem processadas. Há ainda relatos de dois indivíduos sob vigilância constante, um sob prisão domiciliar e oito que obtiveram a liberdade.
Mesmo atrás das grades, a mobilização religiosa persiste como ferramenta de resistência entre os detentos, que mantêm as conversões ativas dentro das próprias celas.
“Os prisioneiros cristãos consideram o cárcere como seu local de ministério e estão conduzindo muitas pessoas a Cristo.”
Banimento de transmissões e escalada de censura
O cerco governamental se estendeu ao campo das comunicações com o banimento completo de transmissões de teor religioso no país. Desde julho, o simples ato de sintonizar esses programas foi tipificado como crime pelas autoridades locais. Essa conjuntura levou a organização internacional Portas Abertas dos EUA a classificar o Irã na décima posição de sua Lista Mundial da Perseguição 2026, motivada por pressões de opressão islâmica e paranóia estatal.
Apesar da forte repressão, os registros de conversão ao cristianismo continuam avançando no território. Apenas neste ano, a organização parceira contabilizou 5.849 novas conversões, estimando que os números reais sejam expressivamente maiores.
Impacto econômico e crise humanitária ampla
A crise de direitos humanos coincide com o estrangulamento financeiro do Irã, agravado pelo anúncio de sanções internacionais em 24 de agosto. Com a inflação superando a marca de 65,8% e a perda de 233 mil postos de trabalho anteriormente ocupados por mulheres, o cenário social se deteriorou rapidamente. Para mitigar o impacto na saúde mental de uma população na qual um quarto dos indivíduos sofre de ansiedade ou depressão, programas de apoio psicológico foram iniciados pelas igrejas parceiras.
Paralelamente, as execuções por razões não religiosas dispararam após os tumultos populares do início do ano. O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, documentou pelo menos 56 execuções sob alegações de segurança nacional desde 19 de março, sendo quase metade delas diretamente ligada aos protestos civis. Especialistas em direitos humanos liderados pela relatora especial da ONU, Mai Sato, instaram as autoridades de Teerã a suspender os enforcamentos coletivos, apontando graves violações aos padrões internacionais de julgamento justo.