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Jovens buscam mais elementos litúrgicos em cultos protestantes nos Estados Unidos

Jovens participando de culto em igreja. (Foto: Reprodução)
Jovens participando de culto em igreja. (Foto: Reprodução)

De maneira geral, a maioria dos protestantes americanos está confortável com o estilo de adoração atual de suas comunidades

Uma pesquisa realizada pela consultoria Lifeway Research revela um movimento inesperado nas igrejas protestantes dos Estados Unidos: os jovens frequentadores têm duas vezes mais chances de desejar maior presença de elementos litúrgicos e estruturados em seus cultos do que os membros mais velhos. Enquanto apenas 9% dos fiéis com 50 anos ou mais gostariam de mais liturgia, esse desejo salta para 18% entre os jovens de 18 a 29 anos e para 19% na faixa de 30 a 49 anos.

Essa busca por práticas mais tradicionais — como orações formais, leituras responsivas e credos — reflete um anseio por estrutura e profundidade teológica em meio à jornada de amadurecimento espiritual das novas gerações. A pesquisa foi realizada em setembro de 2025 com mais de 1.200 protestantes norte-americanos, apresentando uma margem de erro amostral de no máximo 3,2 pontos percentuais.

A insatisfação das gerações mais novas

O levantamento aponta que o nível de satisfação com o formato do culto varia de acordo com a idade. Apenas 69% dos frequentadores de 18 a 29 anos e de 30 a 49 anos afirmam estar satisfeitos com o nível atual de liturgia em suas igrejas. Em contraste, o índice de contentamento chega a 80% entre pessoas de 50 a 64 anos e a 77% para os maiores de 65 anos.

Atualmente, os idosos frequentam ambientes mais estruturados do que os jovens. Cerca de 29% dos fiéis com 65 anos ou mais classificam suas igrejas como muito litúrgicas, comparado com apenas 15% dos jovens na faixa de 18 a 29 anos. Essa discrepância explica, em parte, o desejo de mudança demonstrado pelas faixas etárias mais jovens.

Por que os jovens desejam mais estrutura

O diretor executivo da Lifeway Research, Scott McConnell, explica que muitos fiéis mais jovens estão no início do seu crescimento espiritual. Para esse grupo, conectar os pontos da narrativa geral das Escrituras pode ser um desafio constante.

“Elementos litúrgicos, como credos e outras práticas regulares, podem funcionar como lembretes úteis das verdades bíblicas e fornecer uma estrutura que guia os crentes durante a adoração”, afirma McConnell.

Esses ritos formais ajudam a criar um senso de estabilidade e conexão histórica que formatos de cultos mais informais ou orgânicos nem sempre conseguem transmitir de forma tão evidente aos fiéis em desenvolvimento.

O cenário geral das igrejas nos Estados Unidos

De maneira geral, a maioria dos protestantes americanos está confortável com o estilo de adoração atual de suas comunidades, independentemente da idade. Três em cada quatro frequentadores, representando 75%, consideram a quantidade de liturgia adequada. Apenas 13% gostariam de ver mais elementos estruturados, 5% preferem menos e 7% não souberam responder.

O panorama de cultos protestantes no país é bastante diversificado quanto à estrutura de suas liturgias:

  • 24% dos fiéis afirmam que suas igrejas adotam um estilo muito litúrgico.
  • 42% relatam que suas comunidades possuem alguns elementos litúrgicos.
  • 27% frequentam cultos sem nenhuma liturgia formal.
  • 7% não souberam definir o estilo adotado.

Para McConnell, a variedade de estilos não é um problema, pois diferentes expressões de adoração compartilham o mesmo objetivo básico de ajudar as pessoas a reconhecerem a presença divina e adorarem juntas de forma integrada.

Diferenças por denominação e demografia

A preferência e a presença de liturgia também variam de forma significativa dependendo do perfil dos membros e de suas denominações religiosas. Cerca de 45% dos membros de comunidades não denominacionais e 27% dos batistas afirmam não ter nenhuma liturgia no culto. Em contrapartida, 56% dos luteranos e 38% dos presbiterianos ou reformados relatam que suas igrejas são muito litúrgicas.

Os presbiterianos ou reformados figuram entre os mais propensos a querer mais liturgia adicionada, atingindo 22%. Já os luteranos (10%), os não denominacionais (9%) e os metodistas (8%) demonstram menor interesse em novos acréscimos litúrgicos. Quanto à satisfação, as igrejas não denominacionais apresentam uma taxa de 79%, superando os batistas, que registram 71%.

Outros padrões demográficos e estruturais também se destacam:

  • Os homens (26%) são mais propensos do que as mulheres (21%) a descrever sua igreja como muito litúrgica.
  • Frequentadores afro-americanos (19%) expressam maior desejo por mais liturgia do que brancos (11%) e hispânicos (10%).
  • Pessoas com ensino superior (78%) mostram maior satisfação com a quantidade litúrgica do que aquelas com ensino médio ou menos (70%).
  • Em congregações com 500 ou mais membros, 51% não têm estilo litúrgico definido, com uma taxa de contentamento de 80% entre os frequentadores.

Curiosamente, lidar com essas preferências musicais e litúrgicas não parece ser a maior preocupação dos líderes religiosos. Um estudo separado conduzido em 2019 apontou que apenas 15% dos pastores protestantes nos Estados Unidos classificaram a tarefa de gerenciar as diferentes preferências de adoração como o maior desafio enfrentado com a música em suas respectivas congregações.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Filme Beyond Belief apresenta músicas da banda Petra para o público jovem

Filme Beyond Belief apresenta músicas da banda Petra para o público jovem (Foto: Reprodução)
Filme Beyond Belief apresenta músicas da banda Petra para o público jovem (Foto: Reprodução)

O ator compartilhou que seu pai já era fã do Petra, o que tornou o projeto ainda mais significativo.

O longa-metragem Beyond Belief promete apresentar os clássicos da lendária banda de rock cristão Petra para uma nova geração de espectadores. Com estreia nacional agendada para o dia 28 de agosto nos cinemas, a produção combina uma emocionante história sobre luto, fé e vocação com os grandes sucessos musicais que ajudaram a moldar o gênero décadas atrás.

Estrelado pelo ator e músico Carson Lueders, o filme acompanha a trajetória de Andy, um jovem que sonha em se tornar uma estrela do rock enquanto enfrenta a dor da perda e tenta discernir o chamado de Deus para a sua vida. Essa jornada serve como um elo entre o público atual e a obra histórica de uma das maiores bandas do cenário gospel.

Uma ponte entre gerações do rock cristão

Fundada em 1972 na cidade de Fort Wayne, Indiana, a banda Petra construiu uma carreira sólida antes de encerrar suas turnês em 2005. Ao longo de sua trajetória, o grupo lançou mais de 20 álbuns, conquistou quatro prêmios Grammy e dez Dove Awards, além de vender milhões de cópias pelo mundo.

No longa-metragem dirigido por Johnny Meier, canções icônicas do grupo ganham destaque na narrativa. Sucessos consagrados como “Lord I Lift Your Name on High”, “The Coloring Song”, “Grave Robber”, ajudam a conduzir a história do protagonista, permitindo que a juventude contemporânea conheça a relevância histórica e musical do grupo.

A conexão do elenco com o legado da banda

Para o protagonista Carson Lueders, que iniciou sua carreira no YouTube e hoje conta com mais de 13 milhões de seguidores nas redes sociais, o papel de Andy trouxe uma forte identificação com suas próprias vivências sobre busca por propósito. O ator compartilhou que seu pai já era fã do Petra, o que tornou o projeto ainda mais significativo.

Durante as gravações de uma cena de show, os membros do Petra, Bob Hartman e o vocalista John Schlitt, visitaram o set de filmagens. A visita dos pioneiros do rock cristão trouxe entusiasmo extra para a produção. Lueders aproveitou o momento para fazer uma chamada de vídeo com seu pai diretamente dos bastidores.

Além da atuação, Lueders gravou uma versão atualizada do clássico do Petra, “One Life”, cujo videoclipe já foi divulgado (Assista aqui). O jovem artista também assina outras três canções originais presentes na trilha sonora da obra cinematográfica.

Propósito, fé e espaço para o gênero nos cinemas

Além de resgatar clássicos musicais, o filme propõe uma reflexão sobre amadurecimento e espiritualidade. A narrativa explora como os erros e contratempos diários não definem o futuro de uma pessoa, incentivando a confiança na caminhada guiada pela fé.

O lançamento se soma a outras produções recentes que abordam o universo da música cristã e do rock nas telas, a exemplo de produções como “A Week Away”, “Electric Jesus” e o documentário de 2021 “The Jesus Music”. Essas produções consolidam um momento favorável para que novos artistas continuem a transmitir mensagens de incentivo de forma clara e direta.

Novo presidente da Igreja Presbiteriana do Brasil rejeita rótulos políticos e defende igreja apartidária

Reverendo Juarez Marcondes Filho, novo presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) - Foto: reprodução
Reverendo Juarez Marcondes Filho, novo presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) - Foto: reprodução

Juarez Marcondes Filho assume o Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil e fala sobre polarização política, Legendários, críticas nas redes sociais e participação feminina

O reverendo Juarez Marcondes Filho, novo presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), afirma que a denominação não pretende se deixar levar pela polarização política e rejeita a associação da igreja a qualquer projeto partidário. Ele assumiu o comando do órgão máximo da denominação no início de agosto, após uma eleição realizada durante a reunião nacional do Supremo Concílio.

Com 167 anos de história e aproximadamente 1 milhão de membros, a IPB atravessou a reunião de 2026 envolvida em discussões sobre temas como o movimento Legendários, a participação feminina nos cultos e a chamada “maledicência digital”.

Em entrevista à Folha de S. Paulo, Marcondes Filho reconheceu que determinados valores defendidos pela denominação encontram afinidade com setores da direita, mas afirmou que isso não significa que a igreja possa ser identificada com o bolsonarismo ou com qualquer outra corrente partidária.

“Não se pode de maneira nenhuma dizer que a igreja é lulista ou bolsonarista. Isso aí chega a ser uma pecha desagradável para nós.”

Igreja quer manter atuação pública sem se tornar partidária

Segundo o novo presidente, a IPB entende que deve participar da sociedade e manter diálogo com autoridades, inclusive em ambientes políticos, mas sem assumir uma posição partidária institucional.

A denominação possui membros em diferentes áreas do poder público. Entre eles está o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, que é pastor presbiteriano.

Para Marcondes Filho, a presença de cristãos na política e em instituições públicas faz parte da atuação da igreja na sociedade. Ele defende que a denominação tenha uma postura de participação e orientação, sem transformar diferenças políticas em motivo para excluir pessoas.

O líder também reconhece que a polarização chegou a alguns discursos dentro da IPB. O problema, segundo ele, aparece tanto no “direitismo exacerbado” quanto no “esquerdismo exacerbado”, que podem criar divisões entre os membros.

Ao mesmo tempo, ele afirma que as decisões do Supremo Concílio não foram determinadas por essas disputas.

Legendários gerou um dos principais debates

A relação entre a IPB e o movimento Legendários foi um dos assuntos que ganhou maior repercussão durante a reunião do Supremo Concílio.

A denominação decidiu desaconselhar a participação de seus membros no movimento diante da possibilidade de que alguns participantes retornassem às igrejas tentando promover mudanças consideradas incompatíveis com a estrutura e a doutrina presbiterianas.

Marcondes Filho, entretanto, diferencia a participação no movimento de eventuais conflitos posteriores. Segundo ele, atividades relacionadas à fé cristã e ao amor ao próximo não são o problema. A questão estaria em comportamentos que levem participantes a confrontar a organização da igreja.

O reverendo também comentou a repercussão de uma fala do pastor Arival Casimiro, que afirmou durante um culto: “Não se apavora não, tá? Os concílios erram”. Segundo o presidente, a declaração foi feita em tom de brincadeira, mas ganhou outra dimensão depois de ser recortada e compartilhada nas redes sociais.

IPB tenta estabelecer limites para críticas na internet

Outro tema debatido foi a resolução relacionada à chamada “maledicência digital”. A medida provocou questionamentos sobre a possibilidade de a igreja utilizar mecanismos disciplinares para impedir críticas às suas lideranças.

Marcondes Filho afirma que a resolução não pretende impedir críticas legítimas. Para ele, acusações precisam ser acompanhadas de provas e submetidas ao contraditório antes de qualquer medida disciplinar.

“O que não podemos admitir é o denuncismo vazio. É como abrir o travesseiro de penas e jogá-las ao ar. Você nunca mais junta as penas.”

A preocupação está relacionada principalmente à velocidade de disseminação de acusações nas redes sociais. Na visão do presidente, uma declaração ou denúncia publicada na internet pode alcançar milhares de pessoas antes que os envolvidos tenham oportunidade de apresentar sua versão.

Ele também defende que a internet seja utilizada de maneira responsável, reconhecendo que a ferramenta pode contribuir para a comunicação, mas também causar danos quando utilizada para espalhar acusações sem comprovação.

Participação feminina continua sendo questão doutrinária

A restrição à atuação feminina no culto público também permaneceu entre os assuntos controversos dentro da denominação.

A IPB não ordena mulheres ao ministério pastoral e mantém a posição de que a pregação no culto público deve ser realizada por homens. Marcondes Filho afirma que essa posição não representa falta de reconhecimento da importância das mulheres na denominação.

Segundo ele, mulheres atuam em diferentes áreas da igreja, incluindo missões, educação cristã e palestras. A restrição está especificamente relacionada à pregação no culto e à ordenação pastoral.

O presidente rejeita ainda as acusações de misoginia e afirma que a posição adotada pela IPB tem origem exclusivamente em sua compreensão doutrinária.

“Não somos. Temos o maior respeito pelas mulheres, elas são importantíssimas no seio da igreja.”

Marxismo e filiação partidária

Outro assunto discutido no Supremo Concílio foi a posição da denominação em relação ao marxismo. Marcondes Filho argumenta que a questão está relacionada à incompatibilidade que a IPB identifica entre uma concepção marxista ateísta e a fé cristã.

A posição, porém, não significa que a igreja tenha estabelecido uma lista de partidos políticos proibidos. Segundo o presidente, a avaliação deve considerar a crença professada pelo indivíduo, e não simplesmente sua filiação partidária.

A IPB também não impede que seus pastores expressem opiniões políticas individualmente. A distinção está entre o posicionamento pessoal do ministro, como cidadão, e uma eventual posição oficial da denominação.

Nova liderança após 24 anos

Marcondes Filho assume o Supremo Concílio depois de 24 anos de liderança do reverendo Roberto Brasileiro. O novo presidente reconhece a importância do período anterior e afirma que pretende preservar aquilo que considera positivo da gestão, sem deixar de promover mudanças.

A transição ocorre em um momento de debates internos e de forte polarização política no país. Para o novo presidente, o desafio será conduzir uma denominação com diferentes visões políticas sem permitir que disputas ideológicas determinem sua identidade.

Nesse cenário, a IPB deverá continuar enfrentando questões que ultrapassam os limites de sua estrutura interna, como a relação entre fé e política, o uso das redes sociais, os novos movimentos cristãos e o papel das mulheres na igreja.

A direção apresentada por Marcondes Filho é de uma igreja presente na sociedade e aberta à participação de seus membros no debate público, mas que procura preservar sua identidade doutrinária e evitar que a polarização partidária seja incorporada à instituição.

Tribunal de Justiça de Santa Catarina condena ex-vice-prefeito por ordenar incêndio em igreja

Martelo da Justiça. (Foto: Reprodução)
Martelo da Justiça. (Foto: Reprodução)

O incêndio foi realizado, mas a Polícia Civil identificou os autores materiais logo em seguida

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) condenou um ex-vice-prefeito do Oeste do estado a cinco anos, cinco meses e dez dias de prisão em regime semiaberto. A decisão aponta que o réu foi o mandante do incêndio que destruiu o pavilhão de uma igreja em 2020, motivado pelo objetivo de desestabilizar e agitar o cenário político regional.

A ação criminosa mobilizou as forças de segurança locais e resultou em um longo processo judicial. Embora o caso não ocorra em segredo de Justiça, os nomes do político envolvido e do município onde o fato ocorreu não foram divulgados oficialmente.

Como o crime foi planejado e executado

Segundo a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o então vice-prefeito elaborou o plano e contratou um homem para atear fogo ao pavilhão comunitário da diocese. Para ocultar sua verdadeira identidade, o mandante se apresentou como se fosse o prefeito da cidade e prometeu o pagamento de R$ 10 mil pelo ato criminoso.

O homem contratado para o serviço recrutou um segundo executor para participar da ação. O incêndio foi realizado, mas a Polícia Civil identificou os autores materiais logo em seguida, utilizando imagens de câmeras de segurança da região.

A investigação e a identificação do mandante

No início das investigações, os executores do crime alegaram que haviam recebido as ordens diretamente do prefeito em exercício. Contudo, ao serem confrontados com a fotografia do chefe do Executivo, eles não o reconheceram. A farsa foi desfeita quando os policiais apresentaram a foto do vice-prefeito, apontado imediatamente como o verdadeiro contratante.

Em juízo, os dois executores chegaram a alterar a versão dos fatos para inocentar o réu. No entanto, recuaram dias depois e revelaram que haviam sido alvos de ameaças por parte do filho do ex-vice-prefeito, retomando o depoimento verdadeiro.

A reviravolta judicial e a decisão do tribunal

Na primeira instância do julgamento, o ex-vice-prefeito foi absolvido da acusação de mandante, enquanto seu filho foi condenado por coação. Diante da decisão absolutória, o Ministério Público recorreu e obteve êxito no Tribunal de Justiça, que reformou a sentença para condenar o ex-gestor.

A decisão final da Justiça catarinense estabeleceu as seguintes resoluções:

  • A condenação definitiva do ex-vice-prefeito em regime inicial semiaberto;
  • O reconhecimento da autoria intelectual do incêndio para fins de agitação política;
  • A declaração de prescrição da pena do filho do réu, extinguindo a possibilidade de punição dele pelo crime de coação.

Terroristas forçam menino a comer restos mortais de vítima em cativeiro na Nigéria

Menino nigeriano. (Foto: Ilustração/Unsplash/TopSphere Media)
Menino nigeriano. (Foto: Ilustração/Unsplash/TopSphere Media)

Um menino cristão de apenas 12 anos foi forçado por terroristas a comer partes do corpo de uma mulher cristã assassinada em um cativeiro na região central da Nigéria. O caso chocante foi revelado pelo advogado de direitos humanos Jabez Musa, que atua na defesa de minorias religiosas perseguidas no país africano.

A vítima fatal estava em um grupo de cerca de uma dúzia de cristãos sequestrados por militantes fulani. Após passar quatro meses em cativeiro, ela foi executada e esquartejada, momento em que os criminosos obrigaram a criança faminta a consumir os restos mortais.

O impacto da violência extrema contra minorias

Imediatamente após o ato de extrema crueldade, o menino começou a vomitar e adoeceu gravemente. Posteriormente libertado, ele recebeu ajuda de organizações cristãs locais e atualmente passa por tratamento médico em unidades hospitalares.

Segundo o advogado Jabez Musa, a mãe do garoto também já havia sido sequestrada anteriormente junto com o marido. Esse cenário ilustra a escalada de terror que atinge famílias inteiras no território nigeriano.

A expansão da perseguição religiosa no território nigeriano

Musa, que trabalha na defesa jurídica de vítimas desde 2010, alerta que a violência está se espalhando geograficamente. O terrorismo, que teve início no nordeste da Nigéria em 2002 com o surgimento do Boko Haram, avançou para o noroeste, consolidou-se na região central e agora alcança o sul.

Atualmente, estima-se que apenas 20% a 40% da Nigéria — a maior nação da África e a sexta mais populosa do mundo — seja considerada segura para se viver. Mulheres e crianças enfrentam riscos extremos diariamente.

Entre os relatos acompanhados pelo advogado, destacam-se casos graves de tortura física e psicológica:

  • Uma jovem do Corpo Nacional de Jovens da Nigéria (NYSC) que foi espancada e teve sua Bíblia queimada por sequestradores ao se recusar a negar a sua fé.
  • Uma grávida em cativeiro cuja companheira de prisão foi forçada a cortar o cordão umbilical do recém-nascido com os dentes, sob ameaças de morte e após presenciar a execução de outra vítima que serviu de aviso para que ela realizasse o ato.

O clamor por apoio internacional e ações do governo

Especialistas em direitos humanos da Organização das Nações Unidas emitiram alertas de que os assassinatos, violência sexual, sequestros e casamentos forçados atingiram níveis críticos no país. O órgão aponta uma vulnerabilidade extrema de mulheres e meninas cristãs a abusos sistemáticos.

“Os testemunhos que recebemos revelam um quadro horrível de medo, trauma, coerção e abandono. As vítimas e sobreviventes não devem ser deixadas sem proteção, justiça, reparação, incluindo reabilitação e apoio significativo.”

De acordo com dados da Lista Mundial da Perseguição 2026, publicada pela organização Portas Abertas, 3.490 cristãos nigerianos foram mortos devido à sua fé entre outubro de 2024 e setembro de 2025.

Diante da gravidade, Jabez Musa, que conta com o suporte da Portas Abertas para oferecer assistência jurídica gratuita, reforça a urgência de uma reação global. A cobrança é direcionada para que o governo nigeriano se mobilize de forma imediata para combater a violência, garantindo o alívio e a segurança das minorias religiosas perseguidas.

Folha Gospel com informações de Baptist Press

Cristãos no Sudão enfrentam perseguição crescente com igrejas destruídas pela guerra

Prédio da Igreja Presbiteriana no Sudão (Foto: Reprodução/Instagram)
Prédio da Igreja Presbiteriana no Sudão (Foto: Reprodução/Instagram)

Cristãos no Sudão enfrentam escalada de violência e destruição de templos em meio à guerra civil

A minoria cristã no Sudão está vivenciando um aumento alarmante na perseguição, com ataques diretos a líderes religiosos e a destruição de locais de culto, conforme a guerra civil entra em seu quarto ano. A violência contra comunidades cristãs se intensificou, refletindo um ambiente cada vez mais perigoso para os fiéis no país.

Recentemente, um pastor nas Montanhas Nuba foi executado juntamente com… (Clique aqui para continuar lendo)

Corpo de Bombeiros resgata mulher após pastor notar que ela estava desaparecida no Maranhão

Corpo de Bombeiros resgata mulher encontrada desmaiada em residência no Maranhão

Uma ação rápida do Corpo de Bombeiros salvou a vida de uma mulher conhecida como Vavá, na cidade de Bacabal, no Maranhão. Ela foi encontrada desmaiada e gravemente debilitada dentro de sua própria residência após passar três dias desaparecida.

O resgate só foi de fato realizado graças à atenção do pastor de sua igreja, que estranhou a ausência da fiel. Preocupado com o histórico de saúde dela, ele acionou as autoridades competentes para averiguar o local.

A preocupação do pastor e o alerta de socorro

O pastor Ari, líder da igreja frequentada por Vavá, desconfiou de que algo grave havia acontecido quando ela completou três dias sem dar notícias. A mulher é bastante conhecida nas redes sociais devido a memes nos quais cita a “Assembleia de Deus do pastor Raposo”.

Sabendo que ela convive com epilepsia e apresenta um histórico de desmaios constantes, o pastor decidiu agir. Como ninguém na região sabia do paradeiro de Vavá, ele optou por chamar o Corpo de Bombeiros para forçar a entrada na casa.

A entrada na residência e o socorro médico

Ao arrombarem a porta do imóvel, os bombeiros encontraram Vavá caída ao lado da cama, desacordada e muito debilitada. A equipe de socorristas realizou a remoção da moradora carregando-a no colo até a viatura para levá-la com urgência ao Hospital Socorrão.

Segundo informações divulgadas pelo capitão Brandão, do Corpo de Bombeiros, a paciente apresentava marcas de saliva próximas à boca, o que aponta para uma provável crise convulsiva. Ela foi encontrada desorientada, sem conseguir falar e em estado avançado de desidratação.

Repercussão e a importância do ato

O resgate ganhou grande repercussão após o vídeo da ação ser compartilhado nas redes sociais pelo repórter Fabinho Siqueira. De acordo com informações repassadas pela equipe médica, Vavá estava tão debilitada que não resistiria por mais muitas horas caso o socorro não tivesse chegado.

Atualmente internada para receber o tratamento necessário, a paciente segue em processo de recuperação. A postura atenta do pastor Ari foi amplamente elogiada por moradores locais e internautas, que parabenizaram sua sensibilidade em notar a falta da fiel e tomar a atitude que evitou uma tragédia.

Igrejas se mobilizam para ajudar vítimas de terremoto na Colômbia

Terremoto na Colômbia. (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Terremoto na Colômbia. (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Um forte terremoto de magnitude 7,4 atingiu a Colômbia nesta segunda-feira (10), deixando pelo menos 111 mortos e 87 feridos nas áreas mais afetadas. O tremor causou destruição generalizada em grandes centros urbanos, incluindo a capital Bogotá, além de Cali, Manizales e Pereira.

O presidente colombiano, Alberto de la Espriella, confirmou que pelo menos 61 prédios colapsaram em todo o país e equipes de resgate correm contra o tempo para salvar vítimas presas nos escombros. Diante do cenário devastador, organizações locais e lideranças já iniciaram mobilizações de apoio emergencial.

Cidades mais atingidas e o trabalho de resgate

O epicentro do abalo sísmico ocorreu na região de Chocó, mas os reflexos do tremor de terra foram sentidos com extrema intensidade em várias regiões colombianas. As autoridades locais concentram esforços na avaliação dos prejuízos estruturais e na busca ativa por sobreviventes sob as dezenas de edifícios desmoronados.

O governo federal e os órgãos de defesa civil tentam mapear a total extensão dos danos materiais, que ainda é incerta devido ao colapso de infraestruturas essenciais. A prioridade máxima das equipes de socorro é a retirada segura das pessoas que permanecem soterradas nas estruturas colapsadas.

Mobilização de igrejas e apoio humanitário

Diante da catástrofe, a sociedade civil e comunidades religiosas começaram a se organizar de forma rápida para amparar as vítimas. Igrejas locais nas áreas afetadas se mobilizaram para fornecer auxílio prático imediato, apoio emocional e acompanhamento espiritual para as famílias atingidas pelo desastre.

A organização humanitária Missão Portas Abertas informou que suas equipes parceiras estão acompanhando a situação de perto para coordenar as ações de socorro. O foco inicial do grupo está em:

  • Avaliar as condições de segurança nas áreas afetadas;
  • Identificar as necessidades emergenciais imediatas das famílias afetadas;
  • Verificar o impacto sofrido por cristãos apoiados por projetos na região colombiana.

Apelo por solidariedade e orações pela nação

A comoção nacional gerou reações também no cenário político e religioso do país. A senadora cristã Sara Castellanos Guerra utilizou suas redes sociais para compartilhar um vídeo pedindo apoio espiritual para a Colômbia após o tremor, classificado por ela como o terremoto mais forte da última década no país.

Em sua mensagem gravada para o Instagram, a parlamentar fez uma prece direcionada especialmente às famílias atingidas na região de Chocó, epicentro da tragédia, clamando por conforto e união para enfrentar este momento difícil. As autoridades locais reforçam que as próximas horas serão cruciais para o resgate de sobreviventes e estabilização das áreas atingidas.

Evangélicos brasileiros vão aos EUA e alertam parlamentares contra interferência nas eleições do Brasil

Congresso dos EUA (Foto: Reprodução)
Congresso dos EUA (Foto: Reprodução)

Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito entregou carta em Washington e pediu respeito à soberania brasileira

Representantes da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito estiveram em Washington, nos Estados Unidos, na última semana, para levar a parlamentares americanos um alerta sobre possíveis tentativas de interferência externa nas eleições presidenciais brasileiras de outubro. O grupo entregou uma carta na qual manifesta preocupação com ações do governo norte-americano que, segundo os evangélicos, podem pressionar instituições brasileiras e afetar o processo eleitoral.

A iniciativa ocorreu em meio ao aumento das tensões entre Brasil e Estados Unidos e às discussões sobre possíveis medidas da administração do presidente Donald Trump relacionadas ao processo eleitoral brasileiro. Segundo a carta, o grupo considera necessário preservar a autonomia das instituições brasileiras e impedir que decisões políticas tomadas no exterior interfiram na escolha dos eleitores brasileiros.

Durante a passagem por Washington, os representantes da Frente levaram o documento aos gabinetes do senador Raphael Warnock, do senador Adam Schiff e da deputada Hillary Scholten. Os três parlamentares possuem trajetórias relacionadas à defesa de instituições democráticas e, no caso de Warnock, também uma forte ligação com a tradição cristã.

Warnock é pastor titular da Ebenezer Baptist Church, em Atlanta, igreja historicamente associada ao movimento pelos direitos civis e à trajetória do pastor Martin Luther King Jr. Adam Schiff é judeu e já presidiu o Comitê de Inteligência da Câmara dos Representantes, enquanto Hillary Scholten teve atuação como auxiliar em uma igreja cristã reformada em Grand Rapids.

Carta alerta contra possível interferência estrangeira

No documento, os representantes da Frente afirmam estar preocupados com informações sobre uma possível atuação do governo Trump em relação às eleições brasileiras. A preocupação está relacionada, entre outros pontos, a reportagens que indicaram a possibilidade de o governo americano enviar funcionários a Brasília para questionar a integridade do sistema eleitoral brasileiro.

Para o grupo, eventuais questionamentos sobre o processo eleitoral devem respeitar a soberania brasileira e ser tratados dentro dos mecanismos institucionais do próprio país. A carta defende que instituições democráticas brasileiras tenham liberdade para conduzir o processo eleitoral sem pressões externas.

A Frente também solicitou aos parlamentares americanos a criação de um canal permanente de diálogo, com o objetivo de discutir questões relacionadas à democracia brasileira e às relações entre os dois países.

Grupo também critica tarifas impostas pelos EUA

A carta entregue em Washington não se limitou às eleições. Os representantes dos evangélicos também abordaram as recentes medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos que afetam produtos e exportações brasileiras.

Segundo o grupo, decisões econômicas que impactam o comércio entre os dois países deveriam ser tomadas com base em critérios econômicos e técnicos, e não utilizadas como instrumentos de pressão política sobre questões internas do Brasil.

A manifestação ocorre em um momento de tensão nas relações entre Brasília e Washington, especialmente diante de discussões sobre tarifas e declarações de autoridades americanas envolvendo questões políticas brasileiras.

“Maior democracia da América do Sul”

Outro ponto destacado pelos representantes brasileiros é a importância do Brasil no cenário regional. A carta apresenta o país como a maior democracia da América do Sul e ressalta que a preservação de suas instituições interessa não apenas aos brasileiros, mas também à estabilidade democrática da região.

O grupo argumenta que pressões externas podem fragilizar instituições e aumentar a instabilidade política, razão pela qual defende a cooperação entre Brasil e Estados Unidos sem interferência direta no processo eleitoral.

A Frente pediu ainda que os parlamentares americanos mantenham diálogo com organizações brasileiras e contribuam para fortalecer a independência das instituições democráticas do país, em vez de apoiar iniciativas que possam ser interpretadas como interferência nas eleições.

Evangélicos destacam que não representam todo o segmento

A iniciativa também chama atenção para a diversidade política existente entre os evangélicos brasileiros. Na carta, os representantes da Frente fazem questão de destacar que lideranças evangélicas que apoiam publicamente o senador Flávio Bolsonaro não representam a totalidade dos evangélicos do país.

A afirmação procura reforçar que o segmento evangélico brasileiro não possui uma posição política única. Embora parte expressiva das lideranças religiosas tenha manifestado apoio a setores conservadores da política nacional, existem também grupos evangélicos que defendem posições diferentes e participam ativamente do debate público a partir de outras perspectivas.

A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito surgiu em 2016 como um movimento de evangélicos progressistas e tem atuação voltada à defesa do Estado Democrático de Direito, dos direitos previstos na Constituição e de pautas relacionadas à justiça social.

Defesa da soberania e da democracia

Ao levar a discussão para Washington, os representantes do grupo procuram inserir uma parcela do segmento evangélico brasileiro no debate internacional sobre a relação entre os governos dos dois países e o futuro das instituições democráticas brasileiras.

A principal preocupação apresentada na carta é que decisões tomadas por autoridades estrangeiras não ultrapassem os limites da diplomacia e acabem interferindo diretamente na escolha dos brasileiros nas urnas.

O grupo defende que eventuais questionamentos sobre as eleições sejam tratados por meio das instituições brasileiras e dentro dos mecanismos legais existentes. A proposta apresentada aos parlamentares americanos é de diálogo e cooperação, mas sem intervenção externa.

A movimentação também evidencia como a relação entre religião, política e democracia continua sendo um tema relevante dentro do próprio meio evangélico. Enquanto diferentes líderes e grupos religiosos assumem posições distintas sobre o cenário político brasileiro, a Frente busca apresentar aos interlocutores americanos uma perspectiva evangélica favorável à preservação da autonomia institucional do Brasil.

Ao final da carta, os representantes reforçam a importância de proteger as instituições brasileiras contra pressões externas e defendem a construção de uma relação permanente com parlamentares americanos para tratar de questões democráticas.

A viagem a Washington, portanto, colocou representantes de um segmento específico do evangelicalismo brasileiro diretamente em contato com integrantes do Congresso dos Estados Unidos. A mensagem levada pelo grupo foi clara: a defesa da democracia brasileira, segundo a Frente, deve passar pelo respeito à soberania nacional e pela rejeição a qualquer tentativa de interferência estrangeira no processo eleitoral.

Folha Gospel com informações de O Globo e Diário do Centro do Mundo

Missão aérea leva o Evangelho a lugares inacessíveis com dedicação incansável

Avião missionário em uma comunidade isolado. (Foto: Reprodução)
Avião missionário em uma comunidade isolado. (Foto: Reprodução)

Pilotos cristãos utilizam aeronaves e barcos para alcançar comunidades remotas com a mensagem do Evangelho e superando desafios logísticos e culturais.

A Jungle Aviation and Relay Service (JAARS) é uma organização com 75 anos de atuação que emprega pilotos missionários e diversos meios de transporte para levar o Evangelho a regiões de difícil acesso. O trabalho viabiliza que a mensagem divina alcance comunidades isoladas onde o deslocamento terrestre pode ser inviável ou demandar dias.

Steve Russell, presidente e CEO da JAARS desde 2022, detalha os desafios enfrentados, como a… (Clique aqui para continuar lendo)

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