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Justiça arquiva inquérito contra pastor de Maringá por falta de provas de desvio de recursos

Pastor Robson José Brito (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Pastor Robson José Brito (Foto: Reprodução/Redes sociais)

O Ministério Público requereu o arquivamento fundamentado na prescrição.

A Justiça determinou o arquivamento definitivo do inquérito policial contra o pastor Robson José Brito, ex-presidente da Assembleia de Deus em Maringá. Após 12 anos de investigações, o caso foi encerrado sem que fossem encontradas provas de desvio de recursos ou de benefício pessoal por parte do religioso.

A decisão da 2ª Vara Criminal de Maringá, proferida em 11 de maio de 2026, acolheu o pedido de arquivamento feito pelo Ministério Público. O pastor nunca chegou a ser denunciado criminalmente durante todo o período de apuração, que teve início ainda em 2014.

Como a investigação começou e por onde tramitou

A investigação teve início em 2014 após uma representação apresentada por Francis Sérgio Gomes dos Santos ao Ministério Público Federal em Maringá. Os fatos relatados envolviam questionamentos sobre a aquisição da Rádio Catedral FM de Santa Fé, realizada em 2008, além da contratação de empréstimos e cartas de crédito.

Posteriormente, a Cieadep (órgão estadual da convenção) também apresentou questionamentos sobre a gestão financeira, incluindo dívidas e operações de imóveis. O caso tramitou inicialmente na esfera federal sob a Notícia de Fato nº 1.25.006.000169/2014-99.

Como o Ministério Público Federal não identificou materialidade de crime tributário federal, o processo seguiu para a esfera estadual, passando pelas comarcas de Sarandi e Maringá, sob o número 0005318-60.2014.8.16.0160.

Esclarecimentos apresentados pela defesa e depoimentos

Durante a apuração, foram solicitados documentos, analisados contratos e ouvidas testemunhas, incluindo a administradora de consórcios. Em depoimento, o pastor Robson José Brito explicou o funcionamento do campo eclesiástico de Maringá, composto por 126 congregações na época.

O pastor esclareceu que as cartas de crédito imobiliário eram utilizadas em reformas e obras das congregações, seguindo um sistema de solidariedade financeira entre as igrejas. Ele também afirmou que o valor da compra da rádio estava devidamente registrado no balanço patrimonial.

Sobre a separação da igreja de Sarandi, Brito declarou que houve um acordo aprovado pela Assembleia Geral e conselho fiscal, no qual aquela congregação assumiu parte das dívidas em contrapartida ao patrimônio retido. O tesoureiro da época confirmou a regularidade da destinação dos recursos.

A conclusão do inquérito e a decisão judicial

Em janeiro de 2026, o delegado Osmir Ferreira Neves Júnior assinou o relatório final apontando que o conjunto de provas era insuficiente para qualquer imputação penal. O documento indicou a ausência de dolo de apropriação ou de provas contábeis de desvio.

Diante da falta de materialidade delitiva, o Ministério Público requereu o arquivamento fundamentado na prescrição. O advogado de defesa, Bruno Rodrigues Brandão, destacou que a ampla apuração provou a inconsistência das suspeitas.

“Poucos casos são submetidos a um escrutínio dessa amplitude. E esse é o dado que deve ficar registrado perante a comunidade de fiéis — não a extensão da suspeita, mas o fato de que ela foi verificada até o limite e não se sustentou. Depois de doze anos e da análise de órgãos distintos, as acusações de desonestidade contra o pastor Brito se mostraram infundadas”, declarou o advogado.

A atuação do pastor em Maringá e sua situação atual

Robson José Brito liderou o Campo Eclesiástico de Maringá por mais de uma década, período em que 11 congregações tornaram-se igrejas autônomas. Ele deixou a presidência da instituição em agosto de 2018, mas permaneceu morando e trabalhando no município durante toda a investigação.

Atualmente, o pastor atua como vice-presidente na Assembleia de Deus de Paiçandu Oeste e pastoreia uma congregação no Jardim Guanabara há cerca de dois anos, mantendo sua rotina de atividades religiosas na região após o encerramento definitivo do caso judicial.

Pastor sul-coreano Son Hyun-bo encontra Donald Trump na Casa Branca

Son Hyun-bo, pastor sul-coreano, se encontra com o presidente Donald Trump na Casa Branca. (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Son Hyun-bo, pastor sul-coreano, se encontra com o presidente Donald Trump na Casa Branca. (Foto: Reprodução/Redes sociais)

O encontro foi confirmado por meio de registros compartilhados nas redes sociais

O pastor sul-coreano Son Hyun-bo, líder do movimento cristão conservador Save Korea, reuniu-se com o presidente Donald Trump na Casa Branca no último fim de semana. O encontro, que contou com a presença da família do líder religioso, marca uma forte aproximação entre lideranças conservadoras asiáticas e representantes do governo americano.

Son Hyun-bo, que lidera a World Church na cidade de Busan, ganhou destaque após passar 145 dias preso na Coreia do Sul por manter cultos presenciais durante a pandemia. A visita à presidência americana, que também incluiu uma passagem pelo Escritório de Fé da Casa Branca, sinaliza o crescente apoio político e diplomático internacional à sua causa.

Detalhes do encontro em Washington

O encontro foi confirmado por meio de registros compartilhados nas redes sociais por Chance Son, filho do pastor, que descreveu o momento como um diálogo amigável. Em um vídeo publicado no canal oficial de sua igreja no YouTube, o próprio Son Hyun-bo celebrou o convite recebido pelo governo dos Estados Unidos.

“Esta é a Casa Branca em Washington, D.C. Acabo de terminar uma reunião com o presidente Trump e estou saindo agora. Agradeço sinceramente à Casa Branca por convidar minha família”, declarou o pastor.

A viagem incluiu reuniões estratégicas com o Escritório de Fé da Casa Branca, uma unidade voltada para o diálogo com grupos religiosos e comunitários. Embora os detalhes exatos da conversa privada com Donald Trump não tenham sido divulgados, o simbolismo da visita destaca o prestígio de Son com alas conservadoras americanas.

A trajetória de prisão e o apoio diplomático americano

A prisão de Son Hyun-bo por 145 dias — sem direito a fiança ou condenação definitiva na época — ocorreu devido à sua recusa em fechar as portas da igreja durante as restrições sanitárias. O caso gerou ampla repercussão diplomática e forte envolvimento das autoridades americanas.

Durante o período de detenção, representantes do governo dos Estados Unidos acompanharam de perto os desdobramentos jurídicos. Um oficial da embaixada americana e o cônsul-geral em Busan acompanharam as sessões de julgamento de Son, seguindo instruções diretas do Departamento de Estado.

O suporte internacional também se manifestou em outras frentes de pressão política:

  • Representantes dos Estados Unidos visitaram o pastor na prisão por quatro vezes;
  • Uma petição internacional em favor de sua liberdade reuniu assinaturas de 10 mil pastores americanos;
  • Os dois filhos de Son foram convidados anteriormente à Casa Branca para uma sessão de esclarecimento de 90 minutos.

Tensões políticas e oposição a leis na Coreia do Sul

A atuação de Son Hyun-bo possui forte caráter político em seu país de origem. O pastor esteve à frente de protestos contra o impeachment do ex-presidente sul-coreano Yoon Suk-yeol e tem expressado preocupação contínua a autoridades americanas sobre novas legislações sul-coreanas.

Em junho de 2026, três funcionários do governo americano visitaram a igreja de Son em Busan para debater temas sensíveis ao cenário religioso e político do país. Entre os tópicos discutidos estavam as implicações da Lei de Dissolução de Corporações Religiosas, a Lei Antidiscriminação Abrangente e regulamentações para escolas cristãs alternativas.

Recentemente, Son enfrentou acusações de campanha eleitoral ilegal durante a eleição presidencial sul-coreana, resultando em uma sentença de seis meses de prisão com suspensão condicional da pena por um ano. Segundo o pastor, as investigações contra igrejas protestantes ganharam força após declarações públicas do presidente sul-coreano Lee Jae-myung.

O impacto do movimento Save Korea

A oposição liderada por Son Hyun-bo mobilizou milhares de fiéis em manifestações contínuas. Protestos individuais organizados por membros da igreja estenderam-se ao longo de meses, culminando em uma grande assembleia que reuniu cerca de um milhão de pessoas em outubro de 2025.

O convite para o encontro com Donald Trump na Casa Branca coroa essa trajetória de enfrentamento e posiciona o pastor Son Hyun-bo como um símbolo global de resistência religiosa e articulação conservadora internacional.

Pastor e outras 6 pessoas são executadas no Sudão

Reverendo Adil Idris Jangoul. (Foto: Reprodução/CSW)
Reverendo Adil Idris Jangoul. (Foto: Reprodução/CSW)

Líder religioso da Igreja Episcopal Sudanesa em Heban, nas montanhas Nuba do Sudão, foi executado extrajudicialmente 

Um pastor das montanhas Nuba, no Sudão, foi executado extrajudicialmente juntamente com outras seis pessoas, depois de ser preso por membros de uma facção armada em sua residência religiosa na cidade de Heban.

O reverendo Adil Idris Jangoul, da Igreja Episcopal Sudanesa, foi detido em 23 de julho dentro do complexo da igreja no bairro de Erie, em Heban, onde morava, informou esta semana o grupo de defesa da liberdade religiosa Christian Solidarity Worldwide.

Membros do Movimento Popular de Libertação do Sudão-Norte (SPLM/N), um grupo armado da região, apreenderam seu dinheiro e o prenderam sem incidentes.

No entanto, seu corpo foi encontrado posteriormente em uma estrada, ao lado dos corpos de outras seis pessoas, todas do grupo étnico Otoro. Todas as sete haviam sido mortas em execuções extrajudiciais.

Um ataque semelhante ocorreu em Heban no mesmo dia. Membros do grupo étnico Otoro, a mesma comunidade cujos integrantes foram mortos juntamente com Jangoul, realizaram o ataque, matando pelo menos 10 pessoas e fazendo mais de 20 reféns, entre eles crianças, informou a CSW.

Um dos reféns era o Reverendo Yakoub Brahim Tia. Ele já foi secretário-geral da Igreja de Cristo do Sudão e pertence ao grupo étnico Shawaya. Seis de seus parentes também foram detidos.

Todos os reféns foram libertados ilesos em 28 de julho, após ministros de diversas comunidades étnicas apelarem por sua libertação.

O presidente da CSW, Mervyn Thomas, disse estar profundamente preocupado com o aumento do derramamento de sangue, em parte com motivação étnica. Ele considerou os assassinatos especialmente desconcertantes porque as Montanhas Nuba sempre foram um local de coexistência pacífica, mesmo durante a ditadura do Sudão e a guerra civil entre as Forças de Apoio Rápido (RSF) e as Forças Armadas Sudanesas (SAF).

Thomas instou as autoridades a investigarem os assassinatos e a acalmarem as tensões sem demora. Ele também elogiou os líderes religiosos da região por apelarem pela libertação dos reféns e os encorajou a continuarem trabalhando em prol da coexistência pacífica.

A maioria dos membros da comunidade Otoro são cristãos, e este é o maior grupo étnico da região.

Segundo a organização Portas Abertas, que apoia cristãos perseguidos em todo o mundo, a situação dos cristãos em outras partes do Sudão também piorou.

As autoridades se baseiam em estatutos islâmicos antigos para justificar a conversão forçada ao islamismo e a aplicação de punições físicas a cristãos, afirmou a fonte, e igrejas foram bombardeadas ou confiscadas para serem usadas como bases de milícias, deslocando fiéis.

Algumas igrejas históricas foram fechadas, tiveram seu registro negado ou suas propriedades destruídas, acrescentou. Um líder religioso disse que sua casa e sua igreja foram incendiadas, juntamente com seus pertences.

Segundo a organização Portas Abertas, mulheres cristãs correm o risco de perder sua herança, sofrer violência doméstica e, às vezes, serem submetidas a tratamento psiquiátrico forçado. A violência sexual contra mulheres e meninas é cada vez mais comum, algumas são feitas prisioneiras e forçadas à escravidão sexual, inclusive no estado de Gezira, e os avanços nos direitos das mulheres foram revertidos desde o golpe de 2021.

O relatório afirma que cristãos do sexo masculino, especialmente líderes religiosos, enfrentam vigilância e falsas acusações de terrorismo. Homens que se convertem do islamismo sofrem espancamentos e prisão, e alguns foram sequestrados ou mortos pelas Forças de Apoio Rápido (RSF) e milícias aliadas.

Os convertidos frequentemente temem que milícias ou parentes descubram sua fé, e aqueles que são expostos são muitas vezes rejeitados por familiares e isolados por suas comunidades. Os convertidos do Islã enfrentam o maior risco de perseguição, sendo ameaçados por autoridades governamentais, grupos extremistas, familiares e comunidades.

A instabilidade remonta à tomada do poder pelos militares no Sudão em 2021 e à guerra que começou em 2023 entre as Forças Armadas Sudanesas (SAF) e as Forças de Apoio Rápido (RSF). Os confrontos têm levado à detenção frequente de líderes religiosos sem acusações formais, deixando as congregações sem liderança.

O SPLM/N, aliado às RSF desde 2025, controla a maior parte do estado de Kordofan do Sul, que inclui as Montanhas Nuba, embora as SAF ainda ocupem algumas cidades na região, de acordo com grupos que monitoram a guerra civil no Sudão.

Rafat Samir, que lidera uma igreja sudanesa e preside o Conselho Evangélico da Comunidade do Sudão, uma aliança de igrejas sudanesas, disse que grupos armados podem agir com impunidade, mesmo em cidades antes consideradas seguras.

O ritmo das conversões forçadas aumentou este ano, afirmou a organização Portas Abertas, enquanto a atividade de milícias cresceu em meio à crescente insegurança em todo o país. Cristãos são frequentemente alvos de extorsão e violência em áreas sem lei, acrescentou a organização.

O Sudão subiu uma posição este ano, alcançando o quarto lugar na Lista Mundial da Perseguição 2026 do grupo, um ranking anual dos países onde os cristãos enfrentam maior perseguição. Isso o coloca entre os locais mais afetados pela violência anticristã, atrás apenas da Coreia do Norte, Somália e Iêmen, em grande parte devido ao impacto da guerra civil nos níveis de perseguição.

Em março de 2025, a Comissão dos Estados Unidos para a Liberdade Religiosa Internacional, órgão consultivo federal, relatou que a guerra civil estava afetando particularmente as populações religiosas vulneráveis ​​no Sudão.

Samir disse que este é um período em que a igreja deve defender seus direitos.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Dia dos Pais: o desafio de formar filhos com fé, caráter e responsabilidade

Pai e filha lendo livro (Foto: Canva Pro)
Pai e filha lendo livro (Foto: Canva Pro)

Neste domingo (9), o Brasil celebra o Dia dos Pais, uma data que vai muito além da troca de presentes e das homenagens nas redes sociais. A ocasião também convida à reflexão sobre o significado da paternidade e sobre as marcas que um pai deixa na vida dos filhos ao longo dos anos.

Ser pai envolve muito mais do que garantir sustento e segurança financeira. A paternidade é construída diariamente por meio da presença, do exemplo, das palavras, das escolhas e dos valores transmitidos dentro de casa. São essas experiências que, muitas vezes, permanecem na memória dos filhos muito depois de os presentes terem sido esquecidos.

Um dos maiores legados que um pai pode deixar não está necessariamente relacionado ao patrimônio que conseguiu construir, mas aos princípios que ensinou. Fé, caráter, responsabilidade, respeito, honestidade, amor e capacidade de enfrentar as dificuldades são valores que podem acompanhar os filhos durante toda a vida.

A presença paterna também muda de acordo com as diferentes fases da vida. Quando os filhos são pequenos, o pai exerce principalmente o papel de proteção, cuidado e orientação. Com o crescimento, porém, a relação precisa amadurecer. O pai deixa gradualmente de tomar todas as decisões e passa a aconselhar, ouvir e ajudar os filhos a fazer suas próprias escolhas.

Essa mudança exige sabedoria. Amar um filho também significa prepará-lo para caminhar sozinho. O objetivo da paternidade não é manter os filhos permanentemente dependentes, mas oferecer fundamentos para que eles possam enfrentar o mundo com segurança, responsabilidade e valores sólidos.

O exemplo ensina mais do que as palavras

Dentro de casa, os filhos aprendem não apenas com aquilo que os pais dizem, mas principalmente com aquilo que observam. A maneira como um pai trata a esposa, reage diante dos problemas, cumpre compromissos, lida com outras pessoas e enfrenta momentos de dificuldade também se transforma em uma espécie de aula diária.

Por isso, a coerência entre discurso e comportamento tem papel fundamental na formação dos filhos. Conselhos podem ser esquecidos, mas experiências vividas tendem a permanecer. Um pai que deseja ensinar honestidade, por exemplo, precisa demonstrar honestidade em suas próprias atitudes.

O mesmo acontece com a fé. Em uma família cristã, a espiritualidade não é transmitida apenas por meio de ensinamentos bíblicos ou momentos de oração. Ela também pode ser percebida na maneira como o pai enfrenta as dificuldades, demonstra gratidão, pede perdão, trata o próximo e coloca sua confiança em Deus.

A figura paterna pode, assim, tornar-se uma das primeiras referências que uma criança terá sobre autoridade, cuidado, proteção e amor. Por isso, a forma como um pai exerce sua função pode influenciar profundamente a maneira como os filhos enxergam relacionamentos e até mesmo sua compreensão sobre Deus como Pai.

A chegada de um filho transforma toda a família

A paternidade também provoca mudanças que vão além da relação entre pai e filho. O nascimento ou a chegada de uma criança reorganiza toda a estrutura familiar. Um homem se torna pai, uma mulher se torna mãe, os pais do casal passam a ser avós e outros familiares assumem novos papéis.

Essa transformação traz responsabilidades, mas também modifica relacionamentos que já existiam. Um homem continua sendo filho depois de se tornar pai, mas passa a assumir uma nova prioridade dentro da própria família.

A experiência também pode levar o novo pai a olhar para sua própria história de maneira diferente. Ao educar uma criança, ele pode se lembrar da forma como foi criado, reconhecer ensinamentos que recebeu e até identificar comportamentos que deseja repetir ou transformar.

Nesse processo, a paternidade pode se tornar uma oportunidade de romper ciclos negativos e fortalecer aqueles que fizeram bem à família. Cada geração recebe uma herança emocional e cultural, mas também pode decidir o que será transmitido às próximas.

A Bíblia apresenta diferentes exemplos de pais

As Escrituras apresentam histórias de homens que podem ser lembrados por diferentes aspectos da experiência paterna. Entre eles estão Adão, Noé e José, marido de Maria e pai terreno de Jesus.

Adão aparece como o primeiro pai da humanidade e também como um exemplo das consequências das escolhas. Sua história mostra que as decisões de um pai podem ultrapassar sua própria existência e alcançar a família.

A narrativa também serve como alerta sobre responsabilidade. Pais não são perfeitos e podem cometer erros, mas suas atitudes têm consequências. Reconhecer falhas, buscar mudança e assumir responsabilidades também faz parte de uma paternidade saudável.

Noé, por sua vez, é apresentado como um homem que procurou permanecer fiel a Deus em meio a uma sociedade marcada pela corrupção. Ao receber a missão de construir a arca, ele trabalhou para preservar sua família e cumpriu a tarefa que havia recebido.

Sua história destaca características como obediência, perseverança e proteção. Em um mundo repleto de desafios, o papel do pai também envolve criar condições para que os filhos tenham orientação e segurança para enfrentar as dificuldades.

José e o exemplo de uma paternidade construída pelo cuidado

Outro personagem importante é José, que assumiu a responsabilidade de criar Jesus mesmo não sendo seu pai biológico. Ao descobrir a gravidez de Maria, José decidiu inicialmente não expô-la e, depois de receber uma orientação divina, aceitou a missão de formar aquela família.

Sua trajetória mostra que paternidade não se resume ao vínculo biológico. Cuidar, proteger, prover, orientar e amar também são elementos essenciais da função paterna.

José precisou tomar decisões difíceis para proteger Maria e Jesus. Em diferentes momentos, segundo os relatos bíblicos, ele demonstrou disposição para obedecer a Deus e colocar a segurança da família acima de seus próprios planos.

Esse exemplo também amplia a compreensão sobre homens que exercem a função paterna sem necessariamente serem pais biológicos. Pais adotivos, padrastos, avôs e outros homens que assumem responsabilidades afetivas e familiares podem desempenhar um papel decisivo na formação de uma criança.

O pai como referência de segurança

A presença de um pai pode representar segurança emocional para os filhos. Isso não significa estar disponível apenas financeiramente, mas participar da rotina, ouvir, conversar, demonstrar carinho e estar presente nos momentos importantes.

Pequenas atitudes podem se transformar em grandes memórias: uma conversa antes de dormir, uma oração em família, uma brincadeira, uma orientação diante de um problema ou simplesmente a disponibilidade para ouvir.

Com o passar dos anos, essas experiências ajudam a construir a percepção que os filhos terão sobre família, relacionamentos e responsabilidade. A presença paterna, portanto, não precisa ser medida pela quantidade de tempo perfeito compartilhado, mas pela qualidade da relação construída ao longo da vida.

Quando a paternidade precisa ser reconstruída

O Dia dos Pais também pode ser uma oportunidade para reconhecer que nem todas as histórias familiares são marcadas pela presença ou pelo relacionamento ideal entre pais e filhos.

Há famílias marcadas pela ausência, pelo abandono, pela perda, por conflitos ou por relacionamentos que precisam ser reconstruídos. Nesses casos, a data pode despertar sentimentos diferentes e até dolorosos.

Ainda assim, a paternidade pode ser ressignificada. Pedir perdão, reconhecer erros, reaproximar-se e demonstrar disposição para mudar são atitudes que podem abrir caminhos para novas histórias.

Também existem homens que assumem o papel de pai diante da ausência do pai biológico. Avôs, padrastos, tios, irmãos mais velhos e líderes que oferecem cuidado e orientação podem se tornar referências importantes na vida de crianças e adolescentes.

Mais do que deixar algo para os filhos, é preciso deixar algo dentro deles

No fim, o legado de um pai não pode ser medido apenas pelo que ele consegue entregar aos filhos. Bens materiais podem ser importantes, mas não substituem presença, amor, orientação e valores.

O patrimônio pode ser utilizado, perdido ou transformado. Já aquilo que é construído dentro de uma pessoa pode acompanhá-la durante décadas.

Um filho pode esquecer qual foi o presente recebido em determinado Dia dos Pais, mas dificilmente esquecerá completamente a forma como se sentiu diante de um pai que o abraçou, o ouviu, o corrigiu quando necessário e esteve ao seu lado nos momentos difíceis.

Por isso, celebrar a paternidade também significa olhar para o futuro. Cada pai está, de alguma maneira, ajudando a formar a próxima geração.

Neste Dia dos Pais, a pergunta talvez seja menos sobre o que um pai pode comprar ou oferecer e mais sobre o que ele está construindo dentro dos filhos.

Porque o maior legado de um pai pode não estar naquilo que ele deixa quando parte, mas naquilo que permanece vivendo nos filhos: a fé, o caráter, os ensinamentos, as memórias e o amor que foram construídos ao longo da caminhada.

Dor emocional e espiritualidade podem coexistir sem se anular, defende bispa em seu livro

Bispa Jeiza Pontes e o livro Doses de Cura. (Foto: Montagem/Folha Gospel)
Bispa Jeiza Pontes e o livro Doses de Cura. (Foto: Montagem/Folha Gospel)

Em novo livro, a bispa Jeiza Pontes defende que depressão não é falta de fé.

Mais de 11 milhões de brasileiros sofrem com depressão hoje, segundo a Organização Mundial da Saúde. Nesse cenário, o sofrimento emocional virou questão de saúde pública. Ainda assim, soluções simplificadas persistem em diferentes esferas da sociedade, inclusive dentro das igrejas, onde recomendações como “ore mais” ou “tenha mais fé” chegam em tom de cobrança quando o que falta mesmo é força para recomeçar.  
 
É essa lacuna entre discurso religioso e realidade clínica que a bispa Jeiza Pontes propõe mudar. No livro Doses de Cura: 40 respostas bíblicas para corações cansados, ela defende a possibilidade de coexistência entre fé e sofrimento psíquico, sem reduzir a complexidade da depressão e da saúde mental a um problema exclusivamente espiritual. 

O lançamento da Editora Vida foi escrito para quem convive com a doença e carrega dúvidas difíceis: qual o sentido dessa dor, por que o sentimento de culpa não passa, quem seria capaz de amar alguém nessa condição, o que fazer quando o cansaço de viver se torna concreto? Em 40 capítulos curtos, Jeiza responde a essas e outras perguntas com acolhimento, além de orientações práticas para redirecionar o próprio coração. 

Ideal para leitura diária, Doses de Cura traz a experiência prática de apoio emocional e espiritual desenvolvido por Jeiza Pontes. A autora é cofundadora do Instituto Minhas Doses de Cura, que oferece atendimento psicológico gratuito a cerca de mil pessoas por mês. A obra amplia o alcance desse trabalho, levando suporte também a leitores que ainda não tiveram acesso direto à iniciativa. Sobretudo, a obra ajuda cristãos a entender que ter fé não é um requisito a ser “cumprido” para merecer ajuda.  

Sobre a autora: Jeiza Pontes é esposa do Bispo Alex Pontes, com quem fundou a Comunidade Cristã Cabana Church, em São José do Rio Preto (SP). É mãe de Benício e dedica sua vida a ser um testemunho de que Cristo ainda transforma pessoas e faz o impossível se tornar realidade. O casal também é fundador do Instituto Minhas Doses de Cura (MDC), onde hoje, mensalmente, cerca de mil pessoas com transtornos relacionados à saúde mental recebem acompanhamento psicológico gratuito. 

Ficha técnica: 
Título: Doses de Cura 
Subtítulo: 40 respostas bíblicas para corações cansados 
Autora: Jeiza Pontes 
Editora: Vida 
Onde encontrarAmazon (clique aqui para comprar) 

Pastor batista é libertado na Síria após duas semanas de prisão por publicações no Facebook

Pastor batista Nihad Hassan, libertado após detenção na Síria.
Pastor Nihad Hassan | Cortesia CSW

O pastor batista curdo Nihad Hassan foi libertado pelas autoridades sírias após passar duas semanas sob custódia no país. A detenção ocorreu devido a publicações em sua conta pessoal no Facebook consideradas ofensivas ao Islã e ao profeta Maomé, realizadas enquanto ele visitava familiares na região de Afrin, na Síria.

Após sua libertação, ocorrida em 3 de agosto, o líder religioso, que atua em uma congregação de língua curda no vizinho Líbano, foi aconselhado pelas próprias autoridades locais a retornar ao território libanês para garantir sua integridade física. A organização de direitos humanos Christian Solidarity Worldwide (CSW) celebrou a soltura, mas manifestou forte preocupação com as circunstâncias da prisão preventiva sem acusações formais.

O contexto da detenção e o retorno ao Líbano

Nihad Hassan, que tem origem islâmica e é conhecido por defender e dar visibilidade à situação dos curdos na Síria, permaneceu preso sem acusações formais entre os dias 20 de julho e 3 de agosto. O pastor seguiu a recomendação das forças de segurança sírias e já retornou ao Líbano, onde reside e lidera sua congregação.

A prisão do pastor mobilizou entidades internacionais. Mervyn Thomas, fundador e presidente da CSW, expressou alívio pelo reencontro de Hassan com sua família, mas fez um apelo crítico ao governo de transição da Síria para que encerre o uso de prisões e detenções arbitrárias nas áreas sob seu controle.

Thomas também incentivou líderes religiosos de diferentes credos a se unirem contra o sectarismo, promovendo ativamente a paz, a justiça e a reconciliação entre as comunidades locais.

A instabilidade política e a situação dos cristãos na Síria

A detenção do pastor ocorre em um cenário de extrema instabilidade na Síria. Desde a queda do governo de Bashar al-Assad, no final de 2024, o país vive um período de paz frágil, marcado pelo receio das comunidades cristãs em relação ao grupo islâmico que liderou a deposição do antigo regime. Mais de uma década de guerra civil e a presença de facções armadas com interesses étnicos e religiosos distintos dificultam a consolidação da ordem pública.

A violência continuou a se manifestar no país por meio de diversos episódios graves:

  • Em março de 2025, centenas de alauítas foram massacrados por um grupo armado.
  • Em julho de 2025, confrontos violentos eclodiram entre drusos e beduínos na região de Suwayda.
  • No fim de 2025, combates foram registrados entre forças do governo e curdos em Aleppo, logo após a realização das primeiras eleições parlamentares pós-transição.

Recentemente, a pressão sobre as minorias religiosas continuou a crescer. Na cidade de Saydnaya, os cristãos receberam ordens para restringir suas atividades religiosas exclusivamente ao interior dos templos. Líderes de igrejas locais acusam as forças de segurança de visar cidadãos cristãos deliberadamente com longas retenções em postos de controle, enquanto outras fontes apontam que os serviços de inteligência buscam indivíduos cristãos suspeitos de ligação com atrocidades cometidas durante o regime de Assad.

O apelo por justiça e transparência nas relações comunitárias

Diante da complexidade que envolve a convivência entre diferentes grupos étnicos e religiosos na Síria pós-Assad, a defesa de garantias fundamentais tornou-se ainda mais urgente. A liderança da CSW reforçou a necessidade de que o governo provisório trate as questões de relacionamento entre as comunidades com total transparência e estrita observância das leis vigentes.

O caso do pastor Nihad Hassan expõe a vulnerabilidade de minorias em áreas de transição política e sublinha os desafios para estabelecer um ambiente seguro e de coexistência pacífica em território sírio.

Meta é condenada a pagar cerca de R$ 2,9 bilhões por danos a menores

Crianças utilizando smartphones acessando redes sociais da Meta. (Foto: Reprodução/IA)
Crianças utilizando smartphones acessando redes sociais da Meta. (Foto: Reprodução/IA)

A justiça do Novo México, nos Estados Unidos, condenou a Meta a pagar US$ 567 milhões (cerca de R$ 2,9 bilhões) por danos causados a menores de idade em suas plataformas digitais. A decisão judicial inédita também impõe restrições severas ao uso do Instagram e do Facebook por adolescentes no estado.

O processo, motivado por acusações de perturbação pública e negligência na proteção de jovens, representa um marco regulatório importante. A sentença estabelece que os recursos da multa serão destinados a tratamentos de saúde mental e a programas de prevenção nos próximos cinco anos.

Entenda as medidas inéditas aplicadas à Meta

O juiz responsável pelo caso determinou uma série de regras inéditas que serão aplicadas por um período de cinco anos às contas de adolescentes no Novo México. A principal mudança obriga a empresa a limitar a 90 horas mensais o tempo total de uso do Instagram e do Facebook para usuários menores de 18 anos.

“Discordamos da decisão e vamos recorrer”, afirmou a Meta em comunicado enviado à AFP. “Trabalhamos arduamente para manter as pessoas seguras em nossas plataformas e temos sido transparentes sobre os desafios de identificar e remover agentes mal-intencionados e conteúdos nocivos”, acrescentou a empresa.

As acusações que levaram à condenação bilionária

A ação judicial foi iniciada em 2023 pelo procurador-geral do Novo México, Raúl Torrez. A acusação apontou que a empresa falhou gravemente no dever de proteger os menores dos perigos existentes no ambiente virtual.

Durante as alegações finais, a promotora Linda Singer apresentou provas ao júri de que os algoritmos da empresa direcionavam adultos a postagens feitas por adolescentes. Além disso, foi argumentado que a companhia ocultou de forma deliberada conclusões internas sobre os riscos reais que suas redes sociais representavam para o público jovem.

Com base nessas alegações, o júri determinou em março que a empresa violou a Lei de Práticas Desleais do estado ao enganar os consumidores quanto à segurança de seus produtos para menores. De acordo com Raúl Torrez, o principal objetivo da ação é evitar que grandes corporações de tecnologia lucrem com práticas que coloquem jovens em risco.

Como os recursos da multa serão distribuídos

O montante de US$ 567 milhões será pago ao longo de cinco anos. O destino dessa verba já foi definido pela Justiça do Novo México e visa reparar os danos causados à comunidade local.

Os recursos serão investidos nas seguintes frentes:

  • Tratamentos de saúde mental direcionados a jovens.
  • Programas educacionais de conscientização e prevenção sobre perigos na internet.
  • Iniciativas de proteção e segurança digital para os usuários.

O impacto da decisão no cenário nacional dos Estados Unidos

Este processo do Novo México foi acompanhado de perto por especialistas e governos por ser considerado um julgamento-modelo. O desfecho pode abrir precedentes jurídicos para milhares de outras ações semelhantes que correm nos tribunais americanos contra gigantes da tecnologia.

Atualmente, mais de 30 estados americanos processam a Meta por acusações parecidas, com um julgamento de grande escala previsto para iniciar em Oakland, na Califórnia. Em paralelo, outras empresas do setor, como Snap, TikTok e YouTube, já fecharam acordos confidenciais recentes com distritos escolares para mitigar disputas sobre o impacto de suas plataformas na saúde mental dos estudantes.

Ana Paula Valadão defende descanso familiar e alerta sobre ativismo religioso

Cantora gospel e pastora Ana Paula Valadão (Foto: Reprodução/Instagram)
Cantora gospel e pastora Ana Paula Valadão (Foto: Reprodução/Instagram)

Ana Paula Valadão ressalta que igreja saudável prioriza família e descanso, combatendo esgotamento

A cantora Ana Paula Valadão defendeu durante um intensivo de louvor em São Paulo a necessidade de equilibrar as demandas ministeriais com o tempo dedicado à família e ao descanso. Ela enfatizou que uma comunidade de fé saudável deve compreender as prioridades pessoais de seus membros, incluindo celebrações como aniversários de casamento e férias escolares.

A ministra de adoração argumentou que o cuidado com a família deve… (Clique aqui para continuar lendo)

Patrulha de fronteira dos Estados Unidos detém dois pastores mexicanos por permanência irregular

Patrulha de fronteira dos Estados Unidos (Foto: Reprodução)
Patrulha de fronteira dos Estados Unidos (Foto: Reprodução)

Líderes religiosos mexicanos que vivem no Texas foram detidos por expiração de visto enquanto viajavam para seminário da Associação Evangelística Billy Graham

A organização policial de fronteira dos Estados Unidos realizou a detenção de dois pastores de nacionalidade mexicana que residem em território texano. Cinthia Sarai Cardona Otero foi detida no dia 23 de julho, enquanto seu marido, Nepthali Zozaya Saucedo, acabou sendo detido no dia seguinte pelas autoridades federais. Ambos exercem a liderança espiritual na igreja Comunidad Cristiana Emanuel, afiliada às Assembleias de Deus em Edinburg, no Texas, conforme as informações divulgadas inicialmente pelo portal The Christian Post.

A assessoria do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos explicou que os líderes religiosos ingressaram em solo americano com vistos válidos em fevereiro de 2022. Contudo, o órgão governamental declarou que os cidadãos permaneceram de forma irregular por quatro anos após o vencimento das autorizações de permanência, ocorrido em 7 de julho de 2022.

Os religiosos foram incluídos em uma alternativa à custódia física enquanto aguardam a resolução legal de suas situações migratórias. O Departamento de Segurança Interna detalhou as condições impostas para a liberação supervisionada.

“Eles foram liberados por meio do programa de Alternativas à Detenção e devem se apresentar pessoalmente no escritório de Harlingen em seis meses, além de realizar um contato telefônico mensalmente. Todas as reivindicações do casal serão avaliadas por um juiz de imigração do Departamento de Justiça, garantindo-lhes o devido processo legal.”

Funcionamento das medidas alternativas à prisão

Os programas de monitoramento oferecem um gerenciamento de casos estruturado para estrangeiros não detidos. A triagem dos participantes é rigorosa e considera fatores como ausência de antecedentes criminais, laços comunitários e questões humanitárias ou médicas.

O casal tinha como destino um seminário em espanhol focado em liderança espiritual baseada na Bíblia, promovido pela Associação Evangelística Billy Graham. Um representante da instituição religiosa confirmou que os pastores estavam a caminho da conferência quando ocorreu a abordagem policial, mas ressaltou que a entidade não possuía outros detalhes para compartilhar sobre o ocorrido.

Críticas e manifestações da comunidade cristã latina

Entidades de defesa dos direitos de cristãos latinos contestaram veementemente as detenções efetuadas pelos agentes federais. A Rede Nacional Cristã Latina argumentou que a ação policial foi indevida, uma vez que o casal já havia iniciado as etapas legais para a obtenção do visto de residência permanente no país. Uma das integrantes do conselho da organização, Sandy Ovalle, expressou o posicionamento da rede de fé.

“O pastor Nepthali e a pastora Cinthia são líderes espirituais, pais e cidadãos que dedicaram suas vidas a amparar o próximo. Representantes religiosos são porta-vozes divinos que não deveriam ser mantidos sob custódia por praticarem sua fé e realizarem o trabalho de Deus.”

A representante acrescentou que a mobilização da comunidade foi fundamental para que houvesse um desfecho favorável na liberação dos líderes.

“Como pessoas de fé e servos de Deus, nossa rede atendeu ao chamado de Jesus para nos unirmos na proteção dos filhos do Pai. A soltura de Nepthali e Cinthia demonstra a força de irmãos e irmãs que se unem em oração e erguem suas vozes de maneira conjunta.”

Por outro lado, as autoridades federais reforçaram que existem programas governamentais ativos voltados para a repatriação voluntária de estrangeiros em situação irregular. O Departamento de Segurança Interna destacou o uso de uma ferramenta digital e o suporte financeiro de 2.600 dólares, além de passagens aéreas gratuitas, oferecidos para quem optar pela saída voluntária.

“Incentivamos cada indivíduo que se encontra no país de forma irregular a usufruir desta oportunidade, assegurando assim a possibilidade de retornar aos Estados Unidos pelas vias legais adequadas para buscar o sonho americano. Caso contrário, a detenção e a repatriação compulsória serão aplicadas, sem o direito de regresso futuro.”

Assembleia de Deus realiza campanha de oração pela recuperação do pastor Marquinhos Menezes

Pastor e cantor Marquinhos Menezes. (Foto: Reprodução)
Pastor e cantor Marquinhos Menezes. (Foto: Reprodução)

A Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) em Niterói iniciou uma grande mobilização de fé e intercessão pela saúde do pastor e cantor gospel Marquinhos Menezes. O líder religioso está internado em estado grave no Complexo Hospitalar de Niterói (CHN), enfrentando complicações decorrentes de um tratamento oncológico contra o câncer de estômago.

Para apoiar a recuperação do pastor, a igreja promove uma série de ações diárias, que incluem lives de oração de segunda a sexta-feira, às 23h, no perfil oficial da ADVEC Niterói no Instagram. Além das transmissões online, vigílias e correntes de intercessão presenciais têm reunido membros e líderes evangélicos de diversas partes.

Estado de saúde do pastor inspira cuidados

O pastor Marquinhos Menezes luta contra um câncer no estômago diagnosticado em 2024. Após passar por procedimentos cirúrgicos e pelas primeiras etapas do tratamento oncológico, ele enfrentou uma recidiva da doença, que evoluiu com metástase, exigindo o retorno imediato às sessões de quimioterapia.

Diante da gravidade do quadro clínico, a comunidade cristã tem se desdobrado em apoio. Recentemente, membros da ADVEC se reuniram diretamente em frente ao hospital para realizar momentos de louvor e oração, clamando pela restauração da saúde do pastor. Nas redes sociais, uma rede de solidariedade composta por líderes evangélicos, cantores e fiéis compartilha mensagens de força e convocações para o clamor diário, baseando-se no versículo de Tiago 5.16: “Muito pode, por sua eficácia, a oração do justo”.

História de fé, música e união familiar

A jornada de Marquinhos Menezes é marcada por sua atuação pastoral e por uma sólida carreira na música gospel nacional. Ele iniciou seus estudos musicais aos 14 anos de idade, integrou a banda Rhema Jireh e atuou como backing vocal e produtor de voz para diversos nomes do segmento cristão. Mais tarde, consolidou sua trajetória musical ao gravar em dupla com sua esposa, a pastora Lilian Azevedo, lançando trabalhos pelas gravadoras MK Music e Central Gospel Music.

Casados há mais de duas décadas, a união do casal é também uma fonte de inspiração para os fiéis. Recentemente, no dia 26 de julho, Lilian compartilhou uma mensagem emocionante em celebração aos 23 anos de casamento. Na publicação, ela relembrou a trajetória construída ao lado de Marquinhos e expressou esperança mesmo diante do momento delicado que a família enfrenta atualmente, destacando que o mesmo Deus que os sustentou até ali continuará guiando seus passos.

Como participar da campanha de intercessão

A mobilização pela vida do pastor e cantor continua ativa e aberta a todos que desejam se unir em fé. A ADVEC Niterói reforça o convite para que a comunidade cristã se mantenha em constante oração, seja acompanhando as transmissões diárias de segunda a sexta-feira ou participando das correntes de intercessão locais.

Para aqueles que desejam acompanhar as ações de apoio ou relembrar o ministério musical de Marquinhos Menezes, as atividades da comunidade e canções consolidadas na carreira do cantor, como “Ainda há uma chance”, seguem como símbolos de esperança e perseverança espiritual neste período de provação.

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