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Mães prosperam quando a igreja se faz presente em uma comunidade amorosa

Mãe e filho em uma igreja (Foto: Canva Pro)
Mãe e filho em uma igreja (Foto: Canva Pro)

Mães em todo o mundo, independentemente de seu privilégio aparente, atravessam períodos de grande dificuldade. Nos Estados Unidos, a solidão e o esgotamento são sentimentos prevalentes, com a participação de mães solteiras em igrejas registrando quedas significativas, muitas delas relatando sentir-se julgadas em suas escolhas parentais.

A pressão de ser criticada em decisões sobre amamentação, fórmula, creche, educação ou até mesmo a alimentação e cuidados médicos de seus filhos pode criar tensões, levando a um cenário onde muitas mães se sentem incapazes de expressar honestidade ou de se sentir bem-vindas, um fato considerado trágico especialmente dentro de comunidades religiosas que deveriam proporcionar o acolhimento e a comunidade que tanto necessitam.

Globalmente, mães em situação de pobreza enfrentam desafios ainda maiores, incluindo a dificuldade em alimentar seus filhos e a experiência da gestação e dos primeiros dias pós-parto, bem como a complexidade médica e a necessidade de cuidados de saúde para seus bebês, muitas vezes em isolamento. Nesses cenários, o desenvolvimento saudável das crianças durante o primeiro ano de vida é severamente comprometido.

Contudo, a presença de uma igreja que oferece uma comunidade amorosa pode ser um divisor de águas. Quando as mães florescem, seus filhos também prosperam, e elas são a força vital da igreja, essenciais tanto quanto precisam de apoio. A passagem bíblica de Atos 2 é frequentemente citada como um modelo histórico do que a igreja foi e pode ser: uma comunidade dedicada ao ensino, comunhão, partilha de refeições e oração, onde os bens eram compartilhados para atender às necessidades de todos, sem julgamentos ou isolamento.

Este modelo de comunidade, onde as necessidades são atendidas e a solidão e as dificuldades da vida são aliviadas, possui o poder de elevar mães em dificuldades e seus filhos, integrando-os como partes fundamentais da vida e do trabalho eclesial. Essa missão já é uma realidade em diversas partes do mundo.

Um exemplo inspirador vem da República Dominicana, onde mães participantes do programa Nurturers da Compassion International demonstraram resiliência e apoio mútuo. Apesar de muitas enfrentarem dificuldades com alimentação de alta qualidade, conseguiram permanecer unidas, com acesso a cuidados pré-natais e nutrição adequada. A história de uma avó que, após a morte da filha em um parto, cuidou de seu neto desnutrido com água de macarrão por quatro meses, até que ele pudesse ser integrado ao programa e receber os cuidados necessários, ilustra a profunda necessidade de suporte e a capacidade de transformação que tais iniciativas oferecem.

A igreja local se configura como a fonte de ajuda mais importante para mães, seja lidando com o esgotamento ou a desnutrição severa. O suporte a elas requer um esforço contínuo, que vai além do Dia das Mães. Encorajar rotineiramente, oferecer apoio comunitário através de refeições, orações e cuidados infantis, além de defender suas causas por meio de organizações, conscientização e oração, são ações cruciais. Caminhar ao lado de mães em dificuldade, fornecendo ajuda, recursos, mentoria e discipulado, garante que elas saibam que são amparadas, que possuem relacionamentos confiáveis e conselhos úteis. Ao construir esses relacionamentos, promove-se o florescimento das mães, de seus filhos e, consequentemente, da igreja, testemunhando sua antiga missão de vida comunitária e amorosa.

Este artigo tem como base o texto originalmente escrito em Christian Daily por Crystal Wilson, Diretora de Estratégia Global de Captação de Recursos na Compassion International, cofundadora do THRIVE!, o Grupo de Recursos para Funcionários da Compassion voltado para mães — criado para apoiar, conectar e empoderar mães que trabalham dentro da organização.

Homem tem mãos decepadas por parentes muçulmanos após ser tornar cristão em Uganda

Cristãos durante culto em Uganda.
Cristãos durante culto em Uganda.

Familiares de um homem no leste de Uganda cortaram suas mãos depois que ele se converteu do islamismo ao cristianismo.

Kalegeya Faruku, de 40 anos, está se recuperando de ferimentos graves após ter sido mutilado no ataque à casa de sua família em Jinja.

“Entreguei minha vida a Jesus no início de março, e meus familiares não ficaram felizes”, disse Faruku a um contato do Morning Star News . “Eles ficaram muito zangados e começaram a me enviar mensagens ameaçadoras dizendo que iriam tirar minha vida.”

Faruku disse que voltou brevemente para casa na noite de 17 de abril para pegar seus pertences pessoais antes de se mudar para um lugar mais seguro. Ele pretendia viajar para o município de Busembatia, no distrito de Bugweri, onde reside um amigo que havia compartilhado o Evangelho com ele. Mas, segundo ele, parentes o emboscaram ao chegar.

“Encontrei meus irmãos me esperando, como se já tivessem sido avisados”, disse Faruku. “Meu irmão mais velho se aproximou e fingiu perguntar onde eu estava. De repente, ele me agarrou e os outros me cercaram.”

Eles o levaram para dentro de casa e cortaram suas mãos enquanto recitavam escrituras islâmicas, disse ele. O Morning Star News teve acesso a fotos de seus membros decepados. Os parentes o transportaram por cerca de 5 quilômetros e o abandonaram perto de um cruzamento, gravemente ferido, disse Faruku.

“Agradeço a Deus por um estranho ter me encontrado e dado o alarme”, acrescentou. “As pessoas vieram e me levaram às pressas para uma clínica próxima para receber atendimento médico.”

Ele estava recebendo tratamento médico em uma unidade de saúde cujo nome está sendo omitido por motivos de segurança.

Um pastor auxiliar de uma igreja evangélica no distrito disse que Faruku frequentava os cultos naquele local. Os nomes da igreja e do pastor auxiliar também estão sendo mantidos em sigilo por motivos de segurança.

Faruku ainda está recebendo tratamento no centro médico.

Seu pai, Lubega Issa, justificou o ataque dizendo: “É isso que a Sharia [lei islâmica] nos instrui a fazer com aqueles que negam a religião de Alá”, segundo o pastor auxiliar.

Até o momento desta reportagem, a polícia não havia divulgado nenhum comunicado sobre o incidente, e permanecia incerto se alguma prisão havia sido efetuada.

Membros e líderes da comunidade cristã pediram uma investigação completa e uma ênfase renovada na coexistência pacífica e na liberdade de crença.

A Constituição de Uganda e outras leis garantem a liberdade religiosa, incluindo o direito de propagar a própria fé e de se converter de uma religião para outra. Os muçulmanos representam não mais que 12% da população de Uganda, com altas concentrações nas regiões orientais do país.

Folha Gospel – Artigo publicado originalmente em Morning Star News

Gabriela Rocha se torna a cantora mais ouvida do Brasil

Gabriela Rocha (Foto: Reprodução/Youtube)
Gabriela Rocha (Foto: Reprodução/Youtube)

A cantora gospel Gabriela Rocha alcançou o posto de maior nome da música brasileira na última meia década, ultrapassando artistas pop como Anitta e Luísa Sonza. A artista, que acumula 27 milhões de seguidores nas redes sociais e números expressivos no YouTube, demonstrou a força da mensagem religiosa em seu alcance massivo. Sua presença no programa “Encontro com Patrícia Poeta”, exibido pela TV Globo, não só atraiu uma grande audiência, mas também chamou atenção pelo assédio de fãs e funcionários da emissora nos bastidores, evidenciando seu carisma.

Os números de Gabriela Rocha são impressionantes, com 6 bilhões de visualizações no YouTube, quase 10 milhões de inscritos em seu canal oficial e uma média mensal de 5 milhões de ouvintes nas plataformas de streaming. Questionada sobre a liderança, a cantora expressou humildade. “Eu quero ser um bom mordomo com aquilo que Deus me deu. A voz não é minha, foi Ele quem me deu”, declarou, atribuindo sua conexão com o público à sua autenticidade e imperfeições.

O sucesso de Gabriela Rocha representa uma transformação significativa para a indústria musical, elevando o gênero de adoração (worship) para além do ambiente religioso, tornando-se trilha sonora do cotidiano de muitos brasileiros. A cantora revelou que sua maior satisfação não vem dos rankings, mas sim dos testemunhos de restauração emocional e espiritual que recebe. “Pessoas com o coração quebrado sendo restauradas pelo amor de Deus é o que me deixa feliz”, compartilhou.

Com uma mensagem clara e consistente mantida no topo das paradas por cinco anos, Gabriela Rocha consolida seu impacto na cultura pop brasileira, abrindo caminho para uma nova fase na música nacional, onde a espiritualidade assume um papel central.

Folha Gospel com informações de Fuxico Gospel

Silas Malafaia rebate Helena Raquel sobre acusações de abuso em igrejas evangélicas

Silas Malafaia e Helena Raquel (Foto: Reprodução)
Silas Malafaia e Helena Raquel (Foto: Reprodução)

O pastor Silas Malafaia utilizou suas redes sociais para refutar as afirmações da pastora Helena Raquel, que recentemente ganhou notoriedade ao defender que mulheres vítimas de violência e abuso não deveriam ser silenciadas no ambiente eclesiástico. A declaração de Raquel, feita durante o 41º Gideões Missionários da Última Hora, desencadeou um amplo debate entre lideranças evangélicas, influenciadores cristãos e membros de diversas denominações.

Malafaia, embora sem nomear diretamente Raquel em boa parte de sua manifestação, rotulou como “acusações genéricas” as críticas direcionadas às igrejas evangélicas e seus pastores em relação a casos de violência doméstica e abuso sexual. O líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) se posicionou de forma enfática, declarando que não concorda com a ideia de que as igrejas estariam protegendo agressores ou incentivando o silêncio de vítimas.

“Que conversa fiada é essa de que nós na igreja evangélica estamos protegendo pedófilos ou homens que cometem violência contra as mulheres?”, questionou o pastor. “Eu não aceito acusações genéricas contra a igreja e pastores de pesquisa, de esquerdopatas e gente que nos odeia. Eu não aceito.”

Para reforçar sua argumentação, Malafaia divulgou um trecho de uma reunião realizada em 9 de março de 2026, na qual, segundo ele, mais de mil obreiros foram instruídos sobre como proceder em casos de pedofilia e agressão contra mulheres dentro da igreja. O material foi apresentado como um contraponto às críticas que circulam nas redes sociais.

“Senhores pastores, há um olho grande na igreja. Então, os senhores não brinquem com negócio de pedofilia, de violência contra a criança, violência contra a mulher”, alertou. Em seguida, Malafaia orientou sobre a necessidade de denúncias imediatas às autoridades competentes.

“Foi meu marido pego abusando do meu filho de 3 anos? Ele vai ser excluído e a senhora vai lá na delegacia. Não tenta botar pano quente nisso aí não.” Sobre violência doméstica, o posicionamento foi similarmente direto: “Ah, o marido tá espancando a mulher. O que que eu faço? Vai na delegacia”, afirmou.

Silas Malafaia sustentou que qualquer pastor ou membro que tente ocultar crimes dessa natureza está equivocado e deve ser responsabilizado. “Se tem algum pastor encobrindo pecado de pastor que é pedófilo ou que encobre violência, tá errado. Se tá cobrindo membros que cometem isso, tá errado. Tem que ser denunciado.”

O líder religioso também buscou ressaltar o histórico papel da igreja evangélica na recuperação de indivíduos em situações de vulnerabilidade e em comportamentos destrutivos. “Uma marca da igreja evangélica tem centenas e centenas de milhares de testemunhos disso que eu vou falar. Homens que chegam na igreja violentos, perversos, beberrões, vagabundos, que ao serem transformados pelo poder do evangelho passam a ser homens de bem, que cuidam da família, que tratam bem a esposa”, disse.

Segundo Malafaia, crimes como abuso sexual e agressão contra mulheres são fenômenos sociais presentes em todos os âmbitos da sociedade e não devem ser atribuídos exclusivamente ao meio religioso. “Pedofilia e espancamento de mulher, desde que o pecado entrou no mundo, o pecado tá aí. Tá em tudo que é lugar. Jornalistas, membros do poder judiciário, legislativo, executivo, pastores, padres e vai por aí afora.”

O pastor argumentou ainda que existe uma tentativa de criar preconceito contra igrejas evangélicas e líderes cristãos. “O jogo é colocar um bloqueio, um preconceito na sociedade contra pastores e a igreja evangélica. Essa é a verdade. A coisa é mais profunda do que vocês possam imaginar nesse jogo para nos denegrir.”

A fala de Helena Raquel que gerou a polêmica ocorreu durante sua ministração no evento Gideões, quando ela apelou para que mulheres vítimas de violência doméstica, abuso psicológico e opressão não se calassem em suas comunidades religiosas. Ela criticou a orientação dada por alguns líderes religiosos, que sugeriam apenas “orar e suportar”. As declarações foram recebidas com aplausos por parte do público e suscitaram debates sobre acolhimento e denúncia de casos de violência familiar.

Malafaia, em concordância com a declaração da pastora Marinês Coimbra, afirmou: “No reino de Deus, confronto se faz às claras, correção se faz com verdade, justiça se faz com fatos. Insinuação não é coragem, é sombra, e sombra não combina com a luz do evangelho.”

O episódio se insere em um contexto de discussões crescentes no meio evangélico brasileiro sobre temas como autoridade pastoral, violência doméstica e o papel social da igreja, cada vez mais presentes no debate público.

A repercussão das declarações também se deu em paralelo à divulgação de dados do estudo “Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil”, que apontou que 42,7% das mulheres evangélicas relataram ter sofrido violência doméstica ao longo da vida, e 38,7% nos 12 meses anteriores à pesquisa.

Jornalista Peninha indiciado por crime de discriminação religiosa contra evangélicos

Jornalista e escritor Eduardo Bueno, conhecido como Peninha. (Foto: Reprodução/redes sociais)
Jornalista e escritor Eduardo Bueno, conhecido como Peninha. (Foto: Reprodução/redes sociais)

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul indiciou o jornalista e escritor Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, por crime de discriminação religiosa contra evangélicos em maio deste ano.

A investigação policial se concentrou em declarações feitas pelo comunicador em um vídeo divulgado em janeiro. Nele, Eduardo Bueno teria sugerido que pessoas evangélicas não deveriam ter o direito ao voto, além de se referir ao grupo religioso de forma depreciativa.

A apuração do caso foi conduzida pela… (Leia a íntegra clicando aqui)

Pastor é condenado por pregar João 3:16 perto de clínica de aborto na Irlanda

Pastor Clive Johnston, de 78 anos, foi condenado por pregar versículo bíblico em zona de acesso seguro na Irlanda. (Foto: Christian Post)
Pastor Clive Johnston, de 78 anos, foi condenado por pregar versículo bíblico em zona de acesso seguro na Irlanda. (Foto: Christian Post)

Um pastor aposentado, de 78 anos, foi condenado por violar uma zona de acesso seguro a clínicas de aborto após realizar um sermão com base no versículo bíblico João 3:16. A decisão foi proferida por um juiz de distrito na quinta-feira, em audiência no Tribunal de Magistrados de Coleraine, na Irlanda do Norte.

Clive Johnston foi considerado culpado de duas acusações sob a Lei de Zonas de Acesso Seguro a Serviços de Aborto. O incidente ocorreu em julho de 2024, quando ele realizou um serviço ao ar livre nos arredores da zona de exclusão em frente ao Hospital Causeway, em Coleraine. O pastor, que é avô de sete netos, pode enfrentar um registro criminal e multas significativas, conforme informações do The Christian Institute, organização que tem apoiado seu caso.

Johnston, que já presidiu a Associação de Igrejas Batistas na Irlanda, está avaliando suas opções legais e a expectativa é de que apele da decisão. Ele negou ter assediado alguém e classificou a condenação como um “dia sombrio para a liberdade cristã”.

“Realizamos um pequeno serviço de domingo ao ar livre perto de um hospital. Não fizemos qualquer referência à questão do aborto. E, no entanto, a lei das zonas de exclusão é tão ampla que a realização de um serviço de domingo foi considerada uma infração criminal. E, aos 78 anos, pela primeira vez na vida, me encontro condenado por um crime”, declarou.

Ele acrescentou que, embora concorde com a punição para quem causa problemas, incita violência ou assedia pessoas, ele não estava agindo dessa forma, como evidenciado por vídeos policiais e aceito por todos os envolvidos no caso.

João 3:16 é amplamente conhecido e afirma “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Antes da audiência judicial, Simon Calvert, vice-diretor do The Christian Institute, ressaltou que João 3:16 é um versículo famoso que não tem nenhuma relação com aborto. Ele acusou a polícia e o Ministério Público de “excederem seus limites”, afirmando que pregar o Evangelho não deve ser confundido com protestos contra o aborto.

“Temos uma liberdade incrível neste país para compartilhar a mensagem cristã. É por isso que assumimos este caso”, disse Calvert. “Processar o Pastor Johnston por pregar ‘Deus amou o mundo’ perto de um hospital em um domingo tranquilo é uma nova e chocante tentativa de restringir a liberdade de religião e a liberdade de expressão em uma parte do mundo onde os serviços evangélicos ao ar livre fazem parte da cultura”.

A condenação levanta preocupações sobre a aplicação da legislação de zonas de acesso seguro e seu impacto na liberdade de expressão e prática religiosa.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Conselho evangélico pede retratação à TV pública por reportagem tendenciosa na Espanha

Cena do programa da TV3 na Catalunha, Espanha. (Foto: Reprodução)
Cena do programa da TV3 na Catalunha, Espanha. (Foto: Reprodução)

O Conselho Evangélico da Catalunha (CEC) manifestou publicamente seu descontentamento com a reportagem do programa 30 Minuts, exibido pela emissora pública catalã TV3 no último domingo, 26 de abril. Segundo o CEC, o conteúdo apresentou uma visão parcial e distorcida do protestantismo na Catalunha, especialmente ao generalizar práticas específicas de setores neopentecostais como representativas de todas as igrejas evangélicas da região.

Em nota assinada pelo seu secretário-geral, Guillem Correa, o CEC destaca que igrejas pentecostais, carismáticas e históricas expressaram insatisfação, pois não se identificam com as imagens e práticas retratadas. A principal crítica recai sobre a associação de expressões advindas de movimentos neopentecostais, com inspiração americana, como características do protestantismo em sua totalidade. A organização enfatiza que tais grupos não representam o protestantismo catalão e solicita uma retratação formal da emissora pública.

Um vislumbre de uma realidade diversa e ampla

Embora a reportagem tenha buscado oferecer um panorama do movimento evangélico, o foco recaiu predominantemente sobre duas igrejas. A matéria inicia com uma visita a uma igreja evangélica em Girona, com forte presença latino-americana, mas onde também há participação ativa de catalães. Inicialmente, são abordados testemunhos pessoais e o desenvolvimento de um culto pentecostal, mas o programa se aprofunda na visita controversa a Valência do líder Guillermo Maldonado, figura central do El Rey Jesús International Ministry, sediado em Miami.

A grande maioria das igrejas evangélicas na Catalunha não endossa suas ações, e o relatório o identifica como um ponto de entrada desse fenômeno na Europa, destacando sua proximidade com Donald Trump e apresentando o movimento evangélico como força motriz do crescimento global da direita reacionária.

Insatisfação entre igrejas históricas

O Consell explicou em seu comunicado que as igrejas pentecostais, carismáticas e históricas mais representativas da Catalunha demonstraram seu descontentamento com a imagem tendenciosa dos movimentos carismático e pentecostal como um todo.

As igrejas informaram ao CEC que não se identificam com o neopentecostalismo apresentado nem com a imagem transmitida de seu ministério.

Petição online e críticas de especialista

Uma petição lançada na plataforma Change.org, direcionada à gestão da TV3, ao programa 30 Minuts e a órgãos reguladores como o Conselho Audiovisual da Catalunha, já reuniu mais de 2.500 assinaturas. A petição argumenta que o programa comete um “erro conceitual e terminológico” ao apresentar o protestantismo através da lente do neopentecostalismo, sem refletir sua diversidade histórica, teológica e organizacional.

Os promotores criticam a omissão de vozes evangélicas críticas a esses movimentos, resultando em uma visão “parcial, simplista e sensacionalista”, incompatível com o papel de serviço público de mostrar o pluralismo religioso. Eles exigem uma correção e critérios mais precisos para reportagens sobre o protestantismo na Catalunha.

Josep Lluis Carod Rovira, ex-vice-presidente do governo da Catalunha, filólogo, autor e professor de história do protestantismo, também criticou o programa, classificando os níveis de ignorância religiosa no país como “aterradores”. Ele lamentou que uma emissora pública não cumpra os requisitos mais básicos e ressaltou a importância de distinguir movimentos que são mais “evangélicos” do que “evangelizadores” para não serem tidos como representativos de todo o protestantismo.

Carod Rovira alertou que anos de esforços para normalizar um protestantismo sério e comparável ao europeu podem ser prejudicados por transmissões como essa, lembrando de eventos como a comparação de Trump com Jesus Cristo e as denúncias de comportamento “blasfemo e sacrílego” de seus assessores espirituais. Ele contrapôs essa imagem ao trabalho diário e discreto dos protestantes catalães, fundadores do Instituto Bíblico Evangélico da Catalunha, publicações em catalão e apoio à diversidade política democrática, aspectos que, segundo ele, não foram mostrados na TV3.

Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

Organizações evangélicas alertam que quase 1 milhão de crianças podem ser separadas de seus pais se as deportações em massa de Trump continuarem

Agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, sigla em Inglês) tentando deportar um imigrante ilegal sem documentos. (Foto: ICE)
Agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, sigla em Inglês) tentando deportar um imigrante ilegal sem documentos. (Foto: ICE)

Mais de um milhão de cidadãos americanos podem ser separados de seus cônjuges ou filhos sob as políticas de imigração do governo Trump, de acordo com um novo relatório apoiado por organizações evangélicas que examina as possíveis consequências das deportações em massa.

A Associação Nacional de Evangélicos (NAE, na sigla em inglês) e seu braço humanitário, a agência evangélica de reassentamento de refugiados World Relief, publicaram um relatório na segunda-feira estimando o impacto que a promessa de campanha do presidente Donald Trump de deportar 1 milhão de imigrantes ilegais por ano terá sobre os cônjuges e filhos de imigrantes ilegais que são cidadãos americanos.

Intitulado “Unidos, Separados: Como as Políticas de Imigração dos EUA Estão Separando Famílias”, o documento prevê os efeitos da suspensão de todos os vistos de imigrante para 75 países, estimando que até 910.000 crianças cidadãs americanas poderão ser separadas de um ou ambos os pais até o final do mandato de Trump, com 665.000 delas previstas para serem separadas de ambos os pais.

As organizações estimaram o número de imigrantes ilegais afetados pelas políticas do governo, partindo do pressuposto de que ele cumprirá a promessa do presidente, totalizando 4 milhões de deportações até o final de seu mandato, no início de 2029.

“Este estudo parte desse objetivo e seleciona aleatoriamente a remoção de indivíduos sem documentos, sem qualquer viés de seleção com base no número de anos que viveram nos EUA, seu setor de trabalho ou ocupação, seu país de nascimento ou seu estado ou cidade de residência nos EUA”, afirma o relatório.

“A remoção dessas pessoas por meio de detenção e eventual deportação inclui aquelas que podem ter tido algum tipo de proteção temporária, incluindo liberdade condicional ou Status de Proteção Temporária (TPS), proteções que foram encerradas para muitos dos seus titulares.”

A população de imigrantes vulneráveis ​​à deportação no estudo exclui aqueles com pedidos de asilo e imigrantes ilegais trazidos ao país quando crianças, que são protegidos da deportação pelo programa Ação Diferida para Chegadas na Infância (DACA).

Pesquisadores estimam que 519.000 crianças cidadãs americanas não têm nenhum familiar cidadão americano morando com elas.

“Nesses casos, os pais enfrentam um dilema angustiante: pedir para trazer seus filhos cidadãos americanos consigo, mesmo para situações em que provavelmente enfrentariam maus-tratos, violência, extrema pobreza, restrições à liberdade religiosa e outras condições que os fizeram fugir de seus países; ou permitir que seus filhos sejam criados por amigos, parentes ou sistemas de acolhimento familiar administrados pelo Estado”, diz o relatório.

Entretanto, estima-se que 272 mil cidadãos americanos serão separados de seus parceiros, e 150 mil cônjuges e filhos de cidadãos americanos permanecerão separados no exterior.

As estatísticas do relatório mostram que existem 5,5 milhões de famílias com status migratório misto nos EUA (famílias que têm membros vulneráveis ​​à deportação, enquanto outros não), com 12,5 milhões de cidadãos americanos vivendo em tais lares. Estima-se que 8% dos cristãos e 6% dos cristãos evangélicos vivam em lares com status migratório misto.

Estima-se que existam 4 milhões de crianças nos EUA que vivem com pelo menos um dos pais em situação de vulnerabilidade à deportação, além de 1,2 milhão de filhos adultos cidadãos americanos na mesma situação. Outros 1,2 milhão de cidadãos americanos vivem com cônjuges que também estão em situação de vulnerabilidade à deportação.

O relatório argumenta que as políticas que resultam na separação de famílias contradizem os ensinamentos bíblicos sobre a importância da família.

“Na World Relief, acreditamos que, exceto em casos graves onde a segurança e o bem-estar de uma criança estejam em risco, as famílias devem permanecer unidas”, disse Myal Greene, presidente e CEO da World Relief, em um comunicado . “Quando nossas leis ou políticas separam famílias, seja intencionalmente ou por negligência, não podemos ficar em silêncio. Como cristãos, temos uma dupla responsabilidade: honrar a lei e interceder por leis melhores. Aqueles que Deus colocou em famílias, que ninguém separe.”

O presidente da NAE, Walter Kim, ofereceu uma avaliação semelhante.

“Quando as políticas públicas resultam na separação de cônjuges e filhos, elas minam algo sagrado e exigem uma reflexão moral cuidadosa”, disse ele. “Desde as primeiras páginas das Escrituras, vemos que Deus estabelece a família como a instituição fundamental para o florescimento humano, muito antes do estabelecimento do governo.”

“Durante anos, a Igreja defendeu o trio atemporal do órfão, da viúva e do estrangeiro como aqueles que merecem nossa compaixão”, disse Philip Connor, pesquisador principal do relatório. “Ao removermos estrangeiros em uma escala tão massiva, estamos essencialmente criando centenas de milhares de órfãos e viúvas. Existem maneiras melhores de lidar com essas questões sem separar famílias.”

Espera-se que a Suprema Corte dos EUA tome uma decisão sobre se uma ordem executiva assinada por Trump, que limita a cidadania por nascimento para filhos de imigrantes ilegais, é constitucional.

Os oponentes argumentam que isso viola a 14ª Emenda à Constituição dos EUA, que afirma: “Todas as pessoas nascidas ou naturalizadas nos Estados Unidos e sujeitas à sua jurisdição são cidadãos dos Estados Unidos”.

Entretanto, o governo Trump argumentou que a 14ª Emenda tinha como objetivo garantir que os escravos libertos e seus filhos recebessem cidadania plena após a Guerra Civil e “não concedia cidadania aos filhos de visitantes temporários ou imigrantes ilegais que não têm tal lealdade”.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Campanha vai capacitar 100 mil fiéis para levar o Evangelho durante a Copa do Mundo FIFA 2026

A campanha, chamada “Vitória Além da Taça”, do Ministério Cru, vai capacitar cristãos para evangelizar durante a Copa do Mundo 2026 (Foto: Ministério Cru)
A campanha, chamada “Vitória Além da Taça”, do Ministério Cru, vai capacitar cristãos para evangelizar durante a Copa do Mundo 2026 (Foto: Ministério Cru)

O ministério evangelistico Cru lançou uma iniciativa nacional ligada à Copa do Mundo da FIFA de 2026 , com o objetivo de capacitar 100.000 cristãos e 10.000 igrejas nos Estados Unidos para organizarem encontros para assistir aos jogos e usarem o torneio como um cenário para conversas sobre fé.

A campanha, chamada “Vitória Além da Taça”, foi anunciada na segunda-feira, com os organizadores afirmando que a iniciativa visa incentivar os fiéis a convidarem amigos, vizinhos e colegas de trabalho para suas casas ou igrejas durante o torneio de um mês de duração, que começa em 11 de junho e termina em 19 de julho.

A iniciativa está sendo liderada pela Cru em parceria com organizações como Fellowship of Christian Athletes, Alpha USA e I Am Second.

Heather Reddy, diretora executiva da Vitória Além da Taça, afirmou que os organizadores veem a Copa do Mundo como um raro evento global capaz de unir pessoas de diferentes origens culturais.

“Com tantas pessoas interagindo com a Copa do Mundo, seja assistindo com amigos, conferindo os resultados ou até mesmo comparecendo a um jogo em uma das cidades-sede dos Estados Unidos, a oportunidade de impacto do Evangelho é grande demais para ser desperdiçada”, disse Reddy ao anunciar a campanha.

A Copa do Mundo da FIFA de 2026, sediada em conjunto pelos Estados Unidos, Canadá e México, deverá atrair uma das maiores audiências da história do esporte. Os organizadores da campanha de divulgação cristã citaram estimativas de que até 5 bilhões de pessoas em todo o mundo poderão acompanhar o torneio por meio de transmissões e cobertura online.

De acordo com o site Vitória Além da Taça, os participantes podem solicitar gratuitamente “kits de anfitrião” físicos ou digitais, destinados a ajudar na organização de encontros para assistir aos jogos. Os materiais incluem guias de planejamento, cartões de discussão, tabelas do torneio para imprimir, receitas de diferentes países e recursos de oração.

Os kits físicos estão disponíveis em inglês e espanhol para endereços de entrega nos EUA, enquanto os kits digitais são oferecidos em inglês, espanhol, português e francês.

Os encontros são oportunidades para construir relacionamentos e conversar, em vez de eventos evangelísticos formais, dizem os organizadores. O objetivo específico das sessões de exibição pode variar dependendo do anfitrião, mas a ideia é que os eventos conduzam as pessoas “em direção à esperança”.

A Cru também afirmou ter criado uma plataforma comunitária online por meio da Mighty Networks para conectar os participantes envolvidos na campanha em todo o país.

A campanha é o exemplo mais recente de ministérios cristãos organizando ações de evangelização em torno de grandes eventos esportivos internacionais, que frequentemente atraem grandes multidões e oferecem oportunidades para iniciar conversas sobre a fé. Igrejas e organizações cristãs já coordenaram iniciativas evangelísticas relacionadas aos Jogos Olímpicos e a Copas do Mundo da FIFA anteriores.

Folha Gospel com informações de Christian Daily

Assassinos fulani matam 11 cristãos no estado de Plateau, Nigéria

Bandeira da Nigéria (Foto: Canva)
Bandeira da Nigéria (Foto: Canva)

Em ataques a três aldeias ao longo de duas semanas, pastores fulani mataram 11 cristãos e feriram outros cinco em um condado no estado de Plateau, na Nigéria.

No domingo (3 de maio), fulanis mataram cinco cristãos na aldeia de Fan, no condado de Barkin Ladi, por volta das 21h, disse o morador Bot James.

“Homens armados muçulmanos da etnia fulani mataram cinco cristãos em um novo ataque à vila de Fan, uma comunidade cristã na área de Barkin Ladi, no estado de Plateau”, disse James ao Christian Daily International-Morning Star News. “As vítimas foram emboscadas e atacadas quando retornavam para suas casas após trabalharem na região.”

O líder comunitário local, Rwang Tengwong, corroborou o relato em um comunicado à imprensa divulgado em Jos na segunda-feira (4 de maio), afirmando que todos os moradores da vila de Fan são cristãos.

“As vítimas foram emboscadas, alvejadas e mortas pelos atacantes Fulani quando retornavam para suas casas após suas atividades comerciais diárias na região”, disse Tengwong.

Na aldeia de Kassa, predominantemente cristã, em Barkin Ladi, dois cristãos foram mortos em 27 de abril; um deles foi identificado como Gyang Choji Kim. Em 19 de abril, na aldeia de Hurum, também predominantemente cristã, em Barkin Ladi, quatro cristãos foram mortos e outros cinco ficaram feridos, segundo a moradora Florence Yohanna.

“Que Deus tenha misericórdia e nos livre do bando armado de fulanis”, disse Yohanna. “Minha aldeia, Hurum, na Área de Governo Local de Barkin Ladi, no estado de Plateau, foi atacada novamente por pastores fulanis; quatro cristãos foram mortos.”

Tengwong disse que o ataque à aldeia de Hurum, no distrito de Gashish, ocorreu por volta das 22h.

“Homens armados fulani invadiram a aldeia e abriram fogo contra os moradores, matando quatro cristãos e ferindo outros cinco”, disse ele.

De acordo com a Lista Mundial da Perseguição 2026 da Portas Abertas, mais cristãos foram mortos na Nigéria do que em qualquer outro país entre 1º de outubro de 2024 e 30 de setembro de 2025. Dos 4.849 cristãos mortos em todo o mundo por causa de sua fé durante esse período, 3.490 – 72% – eram nigerianos, um aumento em relação aos 3.100 do ano anterior. A Nigéria ocupa o 7º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2026 dos 50 países onde é mais difícil ser cristão.

Com milhões de habitantes espalhados pela Nigéria e pelo Sahel, os fulanis, predominantemente muçulmanos, compreendem centenas de clãs de diversas linhagens que não sustentam visões extremistas, mas alguns fulanis aderem à ideologia islâmica radical, conforme observou o Grupo Parlamentar Multipartidário para a Liberdade Internacional de Crença (APPG) do Reino Unido em um relatório de 2020 .

“Eles adotam uma estratégia comparável à do Boko Haram e do ISWAP e demonstram uma clara intenção de atacar cristãos e símbolos importantes da identidade cristã”, afirma o relatório do APPG.

Líderes cristãos na Nigéria afirmaram acreditar que os ataques de pastores contra comunidades cristãs na região central do país são motivados pelo desejo de tomar à força as terras dos cristãos e impor o islamismo, já que a desertificação tem dificultado a criação de seus rebanhos.

Na região Centro-Norte do país, onde os cristãos são mais comuns do que no Nordeste e Noroeste, milícias extremistas islâmicas Fulani atacam comunidades agrícolas, matando centenas de pessoas, sobretudo cristãos, segundo o relatório. Grupos jihadistas como o Boko Haram e o grupo dissidente Estado Islâmico na Província da África Ocidental (ISWAP), entre outros, também atuam nos estados do norte do país, onde o controle do governo federal é escasso e os cristãos e suas comunidades continuam sendo alvos de ataques, violência sexual e assassinatos em bloqueios de estradas, de acordo com o relatório. Os sequestros para resgate aumentaram consideravelmente nos últimos anos.

A violência se espalhou para os estados do sul, e um novo grupo terrorista jihadista, o Lakurawa, surgiu no noroeste, armado com armamento avançado e uma agenda islâmica radical, observou o WWL. O Lakurawa é afiliado à insurgência expansionista da Al-Qaeda, Jama’a Nusrat ul-Islam wa al-Muslimin, ou JNIM, originária do Mali.

Folha Gospel com informações de Chistian Daily

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