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Anistia Internacional recua após classificar grupos cristãos como “antidireitos”

Bandeira da Anistia Internacional do Reino Unido ao lado do Big Ben (Foto: Canva IA)
Bandeira da Anistia Internacional do Reino Unido ao lado do Big Ben (Foto: Canva IA)

A Anistia Internacional do Reino Unido voltou atrás após enfrentar fortes críticas pela publicação de um relatório que classificava dezenas de organizações cristãs, pró-vida e grupos críticos à ideologia de gênero como integrantes de um suposto movimento “antidireitos”. Depois da repercussão negativa, a entidade retirou o documento de circulação e reconheceu que ele foi publicado sem passar pelos procedimentos internos de revisão.

O relatório, intitulado A Growing Threat: The Anti-Rights Movement in the UK (“Uma ameaça crescente: o movimento antidireitos no Reino Unido”), foi divulgado em 8 de julho e identificava mais de uma centena de organizações que, segundo a Anistia, atuariam contra direitos considerados fundamentais, especialmente os relacionados às mulheres e à comunidade LGBT. Entre elas estavam diversas entidades cristãs, organizações pró-vida e grupos que defendem o sexo biológico como base para políticas públicas.

Organizações cristãs rejeitaram as acusações

A publicação provocou imediata reação das organizações mencionadas. Líderes cristãos afirmaram que o relatório confundia a defesa de convicções religiosas e da liberdade de expressão com oposição aos direitos humanos.

Entre os grupos citados estavam o Christian Institute, a Christian Concern, a Alliance Defending Freedom UK, a Society for the Protection of Unborn Children (SPUC), a Christian Medical Fellowship, a Coalition for Marriage, entre outras entidades cristãs e pró-vida. Todas rejeitaram a classificação de “antidireitos” e afirmaram que defendem princípios fundamentados na fé cristã e na legislação britânica.

Os representantes dessas organizações também argumentaram que o documento buscava deslegitimar opiniões divergentes sobre temas como aborto, identidade de gênero, casamento e liberdade religiosa, criando um ambiente de intolerância ao debate público.

Entidade admite falhas e retira documento

Diante da repercussão, a Anistia Internacional UK divulgou um comunicado reconhecendo problemas na elaboração do relatório.

A organização afirmou: “Lamentamos que este documento tenha sido publicado em nosso site sem passar pelos processos internos de revisão estabelecidos para garantir consistência, precisão e alinhamento com as posições da Anistia Internacional UK.”

A entidade acrescentou que a linguagem utilizada no relatório “não reflete a posição da Anistia Internacional UK”, razão pela qual o documento foi retirado do ar para uma revisão interna.

Organização reafirma compromisso com direitos humanos

Apesar do recuo, a Anistia Internacional afirmou que continua comprometida com a defesa dos direitos humanos de todas as pessoas.

No comunicado, a organização declarou: “Continuamos comprometidos com a defesa dos direitos humanos, incluindo tanto os direitos das mulheres quanto os direitos das pessoas trans. As proteções aos direitos humanos são mais fortes quando se aplicam igualmente a todos, e nenhuma comunidade deve ser tratada injustamente ou ter sua dignidade e seus direitos negados.”

Debate sobre liberdade religiosa

Para líderes cristãos, entretanto, o episódio evidencia uma preocupação crescente com a liberdade religiosa e a liberdade de consciência no Reino Unido. Eles argumentam que organizações que defendem posições tradicionais baseadas na Bíblia têm sido cada vez mais associadas a discursos considerados extremistas simplesmente por manterem convicções históricas sobre sexualidade, casamento e proteção da vida.

As entidades também sustentam que defender o casamento entre homem e mulher, a proteção da vida desde a concepção ou o entendimento de que o sexo biológico é imutável não significa promover discriminação, mas exercer direitos garantidos em uma sociedade democrática.

Embora a retirada do relatório tenha sido recebida como um reconhecimento de falhas, representantes das organizações afetadas afirmam que o pedido de “lamentação” da Anistia não encerra a controvérsia. Alguns defendem que a entidade apresente um pedido formal de desculpas e esclareça publicamente os critérios utilizados para incluir organizações cristãs e pró-vida na lista.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Perseguição a cristãos evangélicos se intensifica no Irã

Bandeira do Irã no topo de uma igreja. (Foto: Canva IA)
Bandeira do Irã no topo de uma igreja. (Foto: Canva IA)

A situação dos cristãos evangélicos no Irã está se deteriorando rapidamente em decorrência do frágil e instável cessar-fogo entre Teerã, os Estados Unidos e Israel. O regime iniciou uma nova fase de repressão direcionada contra as comunidades protestantes e os convertidos, que considera “agentes sionistas” e potenciais ameaças à segurança nacional.

No contexto atual, marcado pela recomposição do poder após o conflito regional, as comunidades evangélicas e os convertidos ao cristianismo estão entre os grupos mais expostos a novas ações repressivas .

O regime retrata as igrejas evangélicas como seitas ligadas a Israel e aos Estados Unidos, justificando assim a sua repressão, enquanto mantém uma fachada de tolerância para com as igrejas armênias e assírias, que não aceitam convertidos nem realizam cultos em persa.

A advogada iraniana-britânica Attieh Fard afirma que as autoridades “se sentem encorajadas” e já não temem a pressão internacional, aumentando o risco para os cristãos com ligações reais ou presumidas a congregações estrangeiras.

Casos recentes

Em junho, a Igreja Evangélica de Mashad — erguida na década de 1930 e classificada como patrimônio nacional — foi demolida com tratores em uma operação de duas horas que reduziu o prédio a escombros.

Em Teerã, a histórica Igreja Evangélica de São Pedro está sendo tomada : as forças de segurança entraram no prédio, identificaram os moradores e anunciaram sua iminente evacuação. A Guarda Revolucionária já elaborou uma nova escritura de propriedade em seu nome.

Após os ataques de 2025, o Ministério da Inteligência prendeu mais de 50 cristãos evangélicos , acusando-os de serem “mercenários do Mossad”. De acordo com a USCIRF, essas prisões fazem parte de uma política sistemática de criminalização da conversão e do evangelismo.

Convertidos: o grupo mais vulnerável

Embora a Constituição iraniana reconheça formalmente a liberdade religiosa, na prática, os convertidos do Islã enfrentam restrições draconianas . O governo considera muçulmano qualquer cidadão que não consiga comprovar histórico familiar não muçulmano anterior a 1979, o que impossibilita o registro legal de novos fiéis como cristãos.

Os relatórios da ACN e da USCIRF concordam que os convertidos enfrentam:

  • Prisões arbitrárias , como no caso de três mulheres que ficaram presas incomunicáveis ​​por 40 dias em 2023.
  • Proibição de frequentar templos , obrigando os fiéis a se reunirem em “igrejas domésticas”, consideradas ilegais pelo regime.
  • Processos judiciais por evangelização , como o do pastor evangélico condenado a seis anos por “espalhar o cristianismo” fora de espaços autorizados.

A USCIRF classifica o Irã como um “país de preocupação especial” há mais de uma década, observando que os convertidos ao cristianismo são um dos grupos mais perseguidos no país.

Padrão de violações graves

A Anistia Internacional documentou julgamentos sem o devido processo legal, com confissões obtidas sob coação; tortura psicológica durante interrogatórios de convertidos; vigilância digital de igrejas domésticas e redes de fiéis; e campanhas difamatórias na mídia estatal que retratam os evangélicos como infiltrados estrangeiros. A Anistia confirma que a repressão se intensificou no contexto da crise política e militar da guerra atual.

Todas as fontes — Acepressa, ACN, USCIRF e Anistia Internacional — revelam um padrão consistente de perseguição contra cristãos evangélicos no Irã, caracterizado por:

  • Confisco de templos e propriedades
  • Prisões em massa e acusações de espionagem.
  • Repressão sistemática de convertidos
  • Narrativas oficiais que os apresentam como ameaças à segurança nacional

Folha Gospel com informações de Evangelico Digital

Crimes de ódio anticristãos tiveram igrejas e clérigos como alvos na Europa em junho

Madrid, capital da Espanha. (Foto: Canva)
Madrid, capital da Espanha. (Foto: Canva)

Os crimes de ódio anticristãos permaneceram em níveis elevados na Europa durante o mês de junho, com ataques incendiários continuando a ter como alvo locais cristãos em todo o continente.

O Observatório sobre Intolerância e Discriminação contra Cristãos na Europa (OIDAC Europa) documentou 40 crimes de ódio anticristãos no mês passado, colocando junho em segundo lugar, atrás apenas de março (41 casos), em número de incidentes registrados em 2026.

Os incidentes tiveram como alvo igrejas, instituições cristãs, clérigos, símbolos religiosos, convertidos ao cristianismo e fiéis individuais em toda a Europa.

Segundo o relatório, os casos incluíram 12 ataques relacionados a incêndio criminoso, nove atos de vandalismo, oito ocorrências de profanação, três incidentes de violência física, três furtos de objetos religiosos, duas ameaças, um caso que combinou vandalismo e violência, um incidente de interrupção de um culto religioso e uma tentativa de apropriação indevida de um local religioso.

A França registrou o maior número de incidentes, com 11, seguida pela Alemanha, com oito, Itália, com sete, Polônia, com quatro, e Bélgica e Espanha, ambas com dois.

Foram relatados três incidentes no Reino Unido e um na Suíça, enquanto outros casos foram documentados na Holanda e na Estônia.

Entre os incidentes destacados como “particularmente graves” estavam a queima intencional de um livro litúrgico dentro de uma igreja em La Chapelle-Caro, na França, e um incidente em que fiéis católicos foram interrompidos enquanto oravam em Poissy por manifestantes que gritavam “Allahu Akbar” e slogans anticristãos.

O relatório chamou a atenção para uma ameaça online ligada ao ISIS, que incitava ataques contra o Papa Leão XIV e locais religiosos durante sua próxima visita à Espanha, e expressou preocupação com um possível incêndio criminoso que destruiu o antigo Convento da Misericórdia em Downpatrick, Irlanda do Norte, bem como com cruzes incendiadas durante um festival de música na Polônia.

A OIDAC afirmou que uma das tendências mais claras ao longo de junho foi a onda contínua de ataques incendiários.

“Junho registrou 12 ataques relacionados a incêndio criminoso, apenas um a menos que o pico excepcional de 13 registrado em maio, tornando junho o segundo mês com o maior número de incêndios criminosos registrados durante o primeiro semestre do ano”, diz o relatório.

O vandalismo continuou generalizado, com nove incidentes documentados – o maior número mensal desde março – que variaram desde igrejas inundadas deliberadamente até objetos atirados contra edifícios religiosos e cruzes danificadas ou destruídas.

A organização afirmou que havia um padrão de ataques repetidos.

A Igreja Batista de Cowdenbeath, na Escócia, foi atacada pela oitava vez, enquanto a Igreja do Espírito Santo em Hanau, na Alemanha, foi alvo pelo segundo mês consecutivo, e a Igreja de São Pedro em Lommel, na Bélgica, foi atingida por mais um possível incêndio criminoso.

Embora as igrejas continuem sendo os principais alvos, a OIDAC afirmou que os números de junho ilustram os riscos enfrentados pelos cristãos individualmente.

Entre as três agressões registradas, estão a violência contra um pregador de rua cristão no Speakers’ Corner, no Hyde Park, em Londres; um ataque a uma mulher católica dentro de uma catedral na França; e a agressão a um padre durante um roubo em sua casa paroquial em Lévie, na Córsega.

O relatório destacou as ameaças contra Ahmed Yetrib, professor de religião católica belga convertido do islamismo, que afirmou “nunca ter estado tão preocupado” após receber mensagens ameaçadoras devido a conteúdo publicado em redes sociais que explicava sua conversão.

A OIDAC afirmou que esses casos destacam “a vulnerabilidade dos cristãos convertidos do islamismo, cuja situação permanece subnotificada, mas levanta preocupações significativas em relação à liberdade religiosa e à segurança”.

Paralelamente aos crimes de ódio incluídos em suas estatísticas, a organização registrou dezenas de incidentes adicionais envolvendo roubos, arrombamentos, incêndios e vandalismo que afetaram igrejas onde “não foi possível estabelecer claramente um viés anticristão” e que, portanto, foram excluídos do total oficial.

O relatório concluiu que “a hostilidade anticristã permaneceu em um nível elevado em toda a Europa” durante o mês de junho.

“Tal como nos períodos de reporte anteriores, os números apresentados refletem apenas os incidentes documentados pela OIDAC Europa no momento da publicação e, portanto, não conseguem captar toda a extensão da hostilidade anticristã na Europa”, afirmou.

Dados oficiais do Ministério do Interior francês, citados no relatório, documentaram 843 crimes anticristãos na França no ano passado – compreendendo 734 ataques a propriedades e 109 ataques a indivíduos – representando um aumento de 9% em relação ao ano anterior.

Os ataques contra indivíduos aumentaram 70%, incluindo o assassinato do refugiado cristão iraquiano Ashur Sarnaya, que foi fatalmente esfaqueado em Lyon enquanto transmitia ao vivo sobre sua fé no TikTok.

O relatório de junho segue as conclusões da OIDAC de maio , que registaram 37 crimes de ódio anticristãos em toda a Europa, incluindo um número recorde de 13 ataques incendiários.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Autoridades afirmam que a maioria dos casos de blasfêmia no Paquistão é “fabricada”

Cristãos durante culto no Paquistão (Foto: Portas Abertas)
Cristãos durante culto no Paquistão (Foto: Portas Abertas)

Autoridades paquistanesas relataram na semana passada a uma comissão parlamentar que a maioria dos 333 casos de blasfêmia registrados nos últimos cinco anos em quatro províncias foram fabricados, de acordo com relatos da mídia.

Os casos fabricados incluíam aqueles que envolviam cristãos e outras minorias religiosas, disseram secretários de segurança pública provinciais e altos funcionários da polícia à Comissão Funcional de Direitos Humanos do Senado na quarta-feira (8 de julho).

Em uma reunião presidida pela senadora Samina Mumtaz Zehri na capital federal, Islamabad, dados oficiais apresentados à comissão mostraram que a província de Punjab registrou o maior número de casos sob a Seção 295-C da lei de blasfêmia, que criminaliza insultos ao profeta do Islã, Maomé, com 116 casos registrados ao longo de um período de cinco anos. De acordo com os dados, 56% dos acusados ​​eram muçulmanos, enquanto 14% pertenciam a comunidades religiosas minoritárias.

A província de Sindh registrou 96 casos sob a Seção 295-B, referente à profanação do Alcorão, e 29 casos sob a Seção 295-C. A polícia de Sindh informou à comissão que, dos 29 casos da Seção 295-C registrados entre 2023 e junho, denúncias foram apresentadas em 22 casos, dois permanecem sob investigação, três envolvem suspeitos não identificados e os demais Boletins de Ocorrência (BOs) foram arquivados devido a deficiências legais ou processuais.

Dos 96 casos de profanação do Alcorão, os promotores de Sindh apresentaram denúncias em 69 casos, seis permaneceram sob investigação, quatro foram arquivados e 17 boletins de ocorrência foram registrados contra suspeitos não identificados. A província de Khyber Pakhtunkhwa registrou mais de 90 casos de blasfêmia durante o período, enquanto a província do Baluchistão registrou o menor número, com 28.

Autoridades provinciais reconheceram perante a comissão que vinganças pessoais, disputas familiares e outros conflitos privados frequentemente motivavam acusações de blasfêmia. Em muitos casos, afirmaram, as investigações não conseguiram encontrar provas que corroborassem as acusações, levando ao seu arquivamento.

Como exemplo, Zeeshan Afridi, diretor de processos judiciais de Khyber Pakhtunkhwa, descreveu um caso em que filhos registraram uma queixa de blasfêmia contra o pai após uma discussão doméstica. Segundo Afridi, o filho alegou que o pai havia profanado material religioso durante uma briga em casa, o que levou a polícia a registrar o caso.

Autoridades do Punjab também informaram a comissão sobre um novo procedimento operacional padrão destinado a prevenir a violência de multidões em incidentes relacionados à blasfêmia. De acordo com a política revisada, a polícia registra imediatamente um boletim de ocorrência ao receber uma denúncia, em vez de tentar a mediação informal, que, segundo as autoridades, anteriormente permitia que as tensões se intensificassem e resultassem em ataques violentos de multidões. Elas disseram à comissão que a nova abordagem contribuiu para uma diminuição da violência por parte de grupos de vigilantes.

Durante a reunião, o senador Ata-ul-Haq Darvish, da Jamiat Ulema-e-Islam (JUI), perguntou se os estudiosos islâmicos estavam envolvidos nas investigações preliminares de alegações de blasfêmia. Após a resposta negativa das autoridades, ele propôs tornar a participação deles obrigatória para ajudar a avaliar a validade das acusações antes que as investigações prosseguissem.

Ao encerrar a sessão, Zehri anunciou que a próxima reunião do comitê sobre o assunto seria realizada a portas fechadas.

“Queremos verificar cada caso registrado para garantir que não haja alegações falsas ou fabricadas e que a devida análise seja realizada”, ela teria dito.

Zehri acrescentou que a polícia, os investigadores, os procuradores e os tribunais desempenham papéis interligados na administração da justiça e sublinhou a necessidade de rever os procedimentos existentes à luz das crescentes preocupações com a utilização indevida das leis.

“Temos visto pessoas usarem acusações de blasfêmia como arma para atacar outras em disputas pessoais, e isso é trágico”, disse Zehri. “As leis não são perfeitas, e é por isso que buscamos recomendações de todas as partes interessadas para que as mudanças necessárias sejam implementadas. É nossa responsabilidade coletiva deixar para a próxima geração uma sociedade mais segura e livre.”

As leis de blasfêmia do Paquistão são alvo de críticas há muito tempo por parte de organizações de direitos humanos e especialistas jurídicos, que afirmam que elas são frequentemente usadas indevidamente para resolver questões pessoais, confiscar propriedades e perseguir minorias religiosas. Embora ninguém tenha sido executado pelo Estado com base nas leis de blasfêmia do país, as alegações têm repetidamente desencadeado violência coletiva, execuções extrajudiciais e longos períodos de prisão preventiva.

As recentes absolvições judiciais de dois homens cristãos reforçaram preocupações antigas sobre o uso indevido das leis.

Em 6 de julho, um tribunal de Lahore absolveu Dennis Albert, de 37 anos, que passou mais de dois anos na prisão após ser acusado de profanar páginas do Alcorão. Seu advogado, Asad Jamal, afirmou que o tribunal identificou sérias deficiências na investigação policial e encontrou inconsistências materiais nas provas apresentadas pela acusação.

Em 22 de junho, outro tribunal de Lahore absolveu Nadeem Masih, um católico cego de 49 anos, após ele ter passado 10 meses na prisão sob a acusação de blasfêmia, crime que prevê pena de morte obrigatória. O tribunal decidiu que a promotoria não apresentou provas suficientes para sustentar a alegação.

No dia 1º de julho, Amir Peter , de 61 anos , que sofria de demência avançada, morreu sob custódia policial após passar quase um ano na prisão aguardando julgamento por uma falsa acusação de blasfêmia. De acordo com o grupo de defesa que o representava, Peter morreu após receber cuidados médicos inadequados poucos dias antes de uma audiência judicial para ouvir as provas médicas que sustentavam seu pedido de fiança.

Organizações internacionais de defesa dos direitos humanos continuam a classificar o Paquistão entre os países mais difíceis do mundo para os cristãos. Em sua Lista Mundial da Perseguição 2026, a Portas Abertas classificou o Paquistão em oitavo lugar entre os 50 países onde os cristãos enfrentam a perseguição mais severa, citando discriminação sistêmica, violência de multidões, conversões forçadas, trabalho escravo e violência de gênero. A organização também afirmou que a fragilidade da aplicação da lei e a impunidade generalizada permitiram que os autores de ataques anticristãos escapassem da responsabilização.

Folha Gospel com informações de Christian Daily

Lei que autoriza uso da Bíblia como material de apoio escolar é sancionada em Porto Velho

Jovens adolescentes reunidos lendo a Bíblia (Foto: Canva Pro)
Jovens adolescentes reunidos lendo a Bíblia (Foto: Canva Pro)

Uma nova lei municipal em Porto Velho, capital de Rondônia, autoriza a inclusão da Bíblia como material de apoio em instituições de ensino, tanto públicas quanto particulares. A legislação, oficializada pela publicação no Diário Oficial, visa a utilização das Escrituras para fins estritamente culturais, históricos, geográficos, literários e arqueológicos. A decisão foi tomada pelo prefeito da cidade, Léo Moraes (Podemos).

O texto da Lei nº 3.460 estabelece que a participação dos estudantes em atividades que envolvam a Bíblia não será compulsória, assegurando o direito constitucional à liberdade religiosa. Fica proibido o uso do livro sagrado para propósitos de pregação ou evangelismo, restringindo sua aplicação ao contexto educacional e paradidático, conforme o planejamento pedagógico de cada escola.

As atividades envolvendo a Bíblia, conforme a nova norma, não integrarão o currículo obrigatório, nem servirão para avaliação dos alunos ou substituição de conteúdos estabelecidos pelas diretrizes educacionais. A adoção das Escrituras como recurso complementar será definida pela gestão de cada unidade escolar.

Projetos semelhantes que visam a inclusão da Bíblia em ambientes escolares já foram aprovados em diversas localidades brasileiras. Em março deste ano, a Câmara Municipal de Linhares (ES) deu aval à proposta similar. Em dezembro, a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou um projeto que prevê a presença de exemplares da Bíblia em bibliotecas de escolas e faculdades públicas, o qual segue em análise.

Outras cidades mineiras, como Pouso Alegre, Divinópolis e Belo Horizonte, também aprovaram leis permitindo o uso da Bíblia em escolas. No entanto, a legislação de Belo Horizonte chegou a ser suspensa pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, sob o argumento de inconstitucionalidade por invasão de competência da União em matéria educacional.

Câmaras municipais em Florianópolis (SC), Salvador (BA), Vitória da Conquista (BA), Divinópolis (MG), Manaus (AM) e Rio Branco (AC) também registraram aprovações para o uso da Bíblia como material de apoio ou sua disponibilização em bibliotecas escolares. Um projeto de lei no Ceará, aprovado em agosto, prevê a distribuição das Escrituras em escolas estaduais. Em Porto Alegre (RS), a matéria ainda está em discussão.

Folha Gospel com informações de Guia-me e G1

Projeto de lei quer proibir ‘terapias de conversão’ para homossexuais em Porto Alegre

Evangelismo e oração (Imagem ilustrativa: Unsplash/Kevin Wright)
Evangelismo e oração (Imagem ilustrativa: Unsplash/Kevin Wright)

Um projeto de lei em tramitação na Câmara Municipal de Porto Alegre propõe a punição administrativa para indivíduos e instituições que oferecerem “terapia de conversão” a pessoas homossexuais, com o objetivo de alterar a orientação sexual ou identidade de gênero. O texto, de autoria do vereador Giovani Culau e Coletivo (PCdoB), especifica como infração administrativa “ofertar ou anunciar publicamente ‘terapia de conversão’ em consultórios médicos, psicológicos ou psicanalíticos, clínicas médicas ou psicológicas, comunidades terapêuticas, ambientes religiosos ou locais de espiritualidade”.

A proposta também detalha outras práticas consideradas infrações, como “submeter pessoa, ainda que com seu consentimento, a tratamento, cirurgia, internação ou administração de medicação com objetivo de fazer ‘terapia de conversão’”, além de “promover chantagem, ameaça, castigos físicos ou penitências com objetivo de submeter alguém à ‘terapia de conversão’”. Eventos que abordem o abandono da homossexualidade também seriam proibidos, incluindo palestras, cursos ou seminários com essa finalidade.

As punições previstas para quem infringir a norma variam desde advertência e multa de 250 a 2.500 reais, até suspensão das atividades por 30 dias, cassação do alvará de funcionamento e proibição de ocupar cargos públicos no município.

Preocupações de parlamentares cristãos levantam debate sobre a liberdade religiosa

A proposta tem gerado preocupação entre vereadores cristãos, que temem que orações e aconselhamentos pastorais para pessoas que buscam mudar sua orientação sexual possam ser erroneamente classificados como “terapias de conversão“. A vereadora Tanise Sabino (MDB) destacou que, como psicóloga e cristã, rejeita práticas coercitivas e abusivas, mas aponta uma brecha intencional no texto. “Ao não separar o que é prática abusiva do que é aconselhamento espiritual, o projeto abre margem para transformar ambientes religiosos em alvos de infração administrativa”, afirmou Tanise em publicação no Instagram.

O vereador Hamilton Sossmeier (Podemos) também alertou em suas redes sociais que o projeto “pode impactar diretamente a liberdade das igrejas em Porto Alegre”. Segundo Sossmeier, o texto pode responsabilizar quem realiza aconselhamento relacionado à orientação sexual, mesmo que voluntariamente procurado pela pessoa, atingindo “atividades próprias da missão pastoral”. Ele questionou a necessidade da lei municipal, lembrando que já existem regulamentos de conselhos profissionais e o Código Penal que proíbem práticas abusivas.

Em resposta a essas preocupações, um grupo de vereadores apresentou emendas ao projeto em junho. As propostas visam garantir a liberdade religiosa, especificando que aconselhamento pastoral, direção espiritual, ensino religioso, proselitismo e atos de conversão religiosa voluntários e sem coação não sejam considerados infração administrativa. As emendas também buscam remover referências a ambientes religiosos e locais de espiritualidade que possam gerar interpretações incompatíveis com a liberdade religiosa, além de assegurar que manifestações religiosas, litúrgicas, pastorais e doutrinárias de igrejas e organizações religiosas não sejam incluídas no escopo do PL 353/25.

Projetos semelhantes tramitam em outras esferas legislativas

A discussão em Porto Alegre reflete um debate nacional sobre o tema. Na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), um projeto de lei semelhante, de autoria do deputado estadual Hilton Coelho (PSOL), também está em tramitação. O PL./25862/2025 visa punir indivíduos ou instituições que ofereçam apoio espiritual para pessoas LGBT que desejam deixar a homossexualidade, abrangendo práticas como aconselhamento pastoral, cultos, retiros e orações com o objetivo de auxiliar homossexuais a retornarem ao gênero biológico e viverem a sexualidade bíblica, incluindo casos de pessoas destransicionadas.

Folha Gospel com informações de Guia-me

STF converte prisão do pastor Márcio Poncio em domiciliar por motivos de saúde

Pastor Márcio Poncio. (Foto: Reprodução)
Pastor Márcio Poncio. (Foto: Reprodução)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a um pedido e converteu a prisão preventiva do pastor Márcio Poncio para prisão domiciliar. A decisão, proferida neste sábado, 11, considerou o estado de saúde do investigado, que requer cuidados específicos.

Márcio Poncio, figura conhecida por sua atuação religiosa e empresarial no ramo do tabaco, foi detido em 2 de julho sob suspeita de envolvimento na chamada “máfia do cigarro”. A investigação aponta para a participação de políticos em atividades criminosas ligadas a este setor. A prisão ocorreu durante a 5ª fase da Operação Unha e Carne, focada em desarticular o vínculo de figuras públicas com o crime organizado.

Na fundamentação de sua decisão, Alexandre de Moraes destacou que Márcio Poncio “possui doença grave, a merecer cuidados específicos”. O ministro detalhou que o pastor é portador, desde 2013, de retocolite ulcerativa grave. Essa enfermidade é descrita como crônica, inflamatória intestinal, imunomediada, progressiva e sem cura conhecida, demandando acompanhamento médico contínuo e especializado.

Entenda o caso e as investigações

Márcio Poncio é amplamente reconhecido como pastor e fundador da Igreja da Nuvem, além de empresário no setor de cigarros, o que lhe rendeu o apelido de “pastor do cigarro”. Ele é pai da deputada estadual Sarah Poncio (Solidariedade-RJ) e do cantor Saulo Poncio. Sua notoriedade se estende tanto pela esfera religiosa quanto por seus negócios.

A investigação que levou à prisão do pastor mira a atuação de Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho. Este indivíduo é apontado pelas forças de segurança como um dos principais comandantes do jogo do bicho no Rio de Janeiro e o responsável pelo controle da fabricação e distribuição de cigarros ilegais na Região Metropolitana, com planos de expansão para outros estados.

Adilsinho foi preso em fevereiro de 2026, em Cabo Frio, durante uma operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado, resultado de um trabalho de inteligência entre as polícias Federal e Civil. Na mesma operação, o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União), também foi alvo de mandado de prisão e encontra-se detido desde março.

A conversão da prisão preventiva para domiciliar, com base em recomendação médica e avaliação do estado de saúde de Márcio Poncio, representa um desdobramento importante nas investigações que apuram a atuação de políticos e empresários no submundo do crime organizado.

Fonte: Folha de S.Paulo

Polícia prende vítimas cristãs após ataque a igreja copta no Egito

Bandeira do Egito. (Foto: Canva Pro)
Bandeira do Egito. (Foto: Canva Pro)

A polícia egípcia prendeu quatro homens cristãos que haviam sido agredidos por uma multidão durante um ataque a um local de culto copta no Egito, e os libertou dois dias depois, após eles desistirem da queixa que haviam apresentado contra os agressores.

O ataque ocorreu na quarta-feira na vila de Tal Al-Quiblya, na província de Minya, no Alto Egito, de acordo com o grupo de defesa da liberdade religiosa Christian Solidarity Worldwide (CSW), com sede no Reino Unido, citando a Iniciativa Egípcia para os Direitos da Pessoa (EIPR).

Segundo relatos, uma multidão de moradores muçulmanos, em sua maioria mulheres, crianças e adolescentes, atirou pedras no prédio enquanto entoava insultos sectários.

Vários cristãos ficaram feridos. Testemunhas no local afirmam que a estrutura e o carro do padre foram danificados.

Os policiais chegaram rapidamente e restabeleceram a ordem, mas somente depois de deter os quatro homens cristãos. Eles foram libertados na sexta-feira, sob a condição de retirarem a queixa contra os agressores.

Um número desconhecido de residentes muçulmanos também foi preso.

Não havia uma igreja permanente na aldeia há muitos anos. Os fiéis se reuniam para orações e cultos dominicais nas casas uns dos outros, em sistema de rodízio, um arranjo que impedia alguns de frequentarem regularmente devido ao deslocamento. Eventualmente, eles converteram um prédio entre suas casas em um local de culto, fazendo isso com o conhecimento das autoridades de segurança, bem como de seus vizinhos muçulmanos.

O pároco, padre Pavlos Kamal, alertou as autoridades de segurança sobre incitação e assédio em missas anteriores, de acordo com a CSW, que afirmou que nenhuma medida preventiva foi tomada antes da eclosão da violência.

O presidente da CSW, Mervyn Thomas, afirmou que sua organização está profundamente preocupada com o mais recente ataque contra fiéis na região e com a persistente relutância das autoridades em intervir antes que as multidões se tornem violentas.

“O fato de quatro vítimas de violência terem sido detidas e libertadas apenas após retirarem a queixa contra seus agressores é um lamentável indício de uma persistente desigualdade perante a lei”, disse Thomas. “Apelamos às autoridades locais e estaduais para que garantam que a justiça seja feita e instamos o governo egípcio a intensificar os esforços para reprimir os responsáveis ​​pela retórica perigosa e pelo discurso de ódio que encoraja extremistas e grupos armados a atacar cristãos impunemente.”

No Egito, os cristãos enfrentam rotineiramente pressões legais e sociais.

No início deste ano, um tribunal egípcio rejeitou uma tentativa de designar a Páscoa como feriado nacional. Os juízes rejeitaram o pedido por questões processuais, decidindo que a questão era da competência do primeiro-ministro e não dos tribunais, e deixaram o mérito da questão sem análise.

No Egito, o domingo é considerado dia útil normal, portanto, os fiéis que tiram folga para a Páscoa correm o risco de perder o salário e enfrentar hostilidade no trabalho. Alunos e estudantes que faltam às aulas por causa da Páscoa podem ser penalizados academicamente, segundo a organização de defesa da liberdade religiosa ADF International, que apoiou a iniciativa.

Em dezembro passado, o Ministério do Trabalho permitiu que os funcionários cristãos do setor privado tirassem folga na Páscoa, excluindo os funcionários públicos. Essa mesma decisão concedeu aos cristãos coptas uma quantidade maior de dias remunerados do que aos evangélicos ou católicos.

Os cristãos constituem quase um décimo da população do Egito. A Igreja Copta remonta ao ministério de São Marcos em Alexandria, no primeiro século.

A Comissão dos Estados Unidos para a Liberdade Religiosa Internacional solicitou que o Egito seja adicionado à Lista de Vigilância Especial do Departamento de Estado, que identifica os países que cometeram ou toleraram graves abusos à liberdade religiosa.

Os promotores têm usado as leis de blasfêmia do país contra pessoas por expressarem ou defenderem suas crenças, impondo penas que variam de multas à prisão.

Em janeiro, Augustinos Samaan, um YouTuber e pesquisador cristão copta, foi condenado a cinco anos de trabalhos forçados por vídeos nos quais defendia sua fé. Dezenas de processos semelhantes estão em andamento nos tribunais.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Cristãos estão enfrentando ataques de multidões em igrejas e casas na Índia

Cristãos durante culto na Índia (Foto: Reprodução / Christian Aid Mission)
Cristãos durante culto na Índia (Foto: Reprodução / Christian Aid Mission)

Cristãos no estado de Bengala Ocidental, no leste da Índia, têm supostamente enfrentado ataques de multidões a igrejas, reuniões de oração e residências desde que o partido nacionalista hindu Bharatiya Janata Party (BJP) venceu as eleições estaduais em maio, e uma nova campanha está em curso para combater alegações falsas de conversão em massa.

A vitória do BJP em Bengala Ocidental, com os resultados divulgados em 4 de maio, deu ao partido o controle do estado pela primeira vez e pôs fim a 15 anos de governo do partido Trinamool Congress. Os críticos associaram o resultado a uma revisão dos cadastros eleitorais que afetou mais de 9 milhões de eleitores antes da votação, levantando dúvidas sobre a integridade do pleito.

O pior dia foi o último domingo, com pelo menos quatro ataques distintos, segundo informações da Matters India .

Em Murshidabad, uma multidão invadiu a casa de uma viúva cristã e exigiu que ela renunciasse à sua fé e entregasse suas terras para a construção de um templo hindu. No distrito de Bankura, um grupo confiscou Bíblias e manteve fiéis reféns durante um culto protestante, enquanto em Suvas Gram, uma localidade na periferia sul da capital do estado, Calcutá, agressores destruíram o altar e os instrumentos de uma congregação presbiteriana.

Os hindus representam 71% da população do estado, os muçulmanos 27% e os cristãos 0,7%.

O problema começou um dia antes em Palbari, no distrito de West Midnapore, onde homens supostamente ligados a grupos hindus atacaram mulheres, cristãs e hindus, que participavam de uma missa de ação de graças por um casal recém-casado em 4 de julho, segundo o Telegraph India . Alega-se que policiais assistiram à cena sem intervir, e a polícia da área de Kotwali prendeu o pastor, Reverendo Anup Ghosh, acusando-o de realizar rituais de conversão.

Na Igreja Grace, localizada em Faridpur, Katwa, distrito de East Burdwan, uma multidão armada com paus agrediu o pastor e os fiéis durante as orações de domingo, em 5 de julho, e fugiu levando dinheiro, celulares, troféus e documentos de identidade.

Segundo relatos, uma exigência de 200.000 rúpias indianas (mais de US$ 2.000) teria sido feita a autoridades da igreja no dia anterior, e a polícia supostamente não deu seguimento a uma denúncia anterior.

No mesmo dia, outra multidão invadiu uma igreja em construção na área de Buri Bot Tala, no distrito de South 24-Parganas, ameaçando os fiéis e destruindo três cruzes no telhado. A polícia da área de Sonarpur registrou uma queixa de um cristão local, Swapan Purkait, somente após a intervenção da assessoria jurídica da igreja. As acusações incluem invasão de propriedade, vandalismo e intimidação, mas nenhuma prisão foi efetuada.

Moradores disseram ao Telegraph India que os agressores alegaram pertencer ao Hindu Jagran Manch, uma organização ligada ao Rashtriya Swayamsevak Sangh, o grupo ideológico que deu origem ao BJP.

Três pessoas foram detidas brevemente e depois libertadas, supostamente sob pressão de um grupo nacionalista hindu.

A Bangiya Christiya Pariseba (BCP), um fórum unificado de igrejas cristãs no leste e nordeste da Índia, anunciou na última sexta-feira uma campanha em todo o estado para combater publicações online fabricadas e falsas alegações de conversão em massa, de acordo com a organização de monitoramento da perseguição cristã International Christian Concern , sediada nos EUA .

A campanha, denominada Quinzena de Submissão de Memorandos, decorrerá até 19 de julho e consistirá na apresentação de petições ao chefe do governo, aos magistrados distritais e aos funcionários locais.

O BCP afirmou que suas escolas, hospitais e instituições de assistência social foram retratados como locais de conversão forçada por meio de vídeos manipulados e publicações online. A organização instou o governo estadual a fazer cumprir o Artigo 25 da Constituição Indiana, que protege o direito de professar, praticar e difundir a própria fé.

O secretário fundador do BCP, Herod Mullick, afirmou que a polícia seguia um padrão de rejeitar queixas, libertar agressores por acusações menores e prender vítimas.

O BCP solicitou investigações imparciais, o arquivamento dos processos criminais contra pastores e proteção para igrejas e famílias. Planeja dialogar com o governador do estado, Suvendu Adhikari, que chefia o departamento de segurança pública responsável pela polícia.

“Não podemos permanecer em silêncio enquanto informações falsas são divulgadas como se fossem fatos”, disseram os líderes do BCP à imprensa.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

BBC prepara uma série sobre a vida de Jesus Cristo para 2027

Sede dos estúdios da BBC. (Foto: Alexander Svensson, Wikipédia)
Sede dos estúdios da BBC. (Foto: Alexander Svensson, Wikipédia)

A BBC anunciou o lançamento de uma série de quatro partes sobre a vida de Jesus Cristo, com estreia prevista para meados de 2027.

Além da transmissão no Reino Unido , a série estará disponível em outros países por meio de acordos com a BBC Studios.

O projeto, produzido pela Wonderhood Studios, “levará a história de Jesus para as telas com detalhes viscerais e íntimos, baseando-se nos testemunhos registrados nos Evangelhos e em outras fontes, para compreender o mundo em que Ele viveu e os fundamentos do movimento que Ele inspirou”.

Segundo a BBC, a série baseia-se nas mais recentes pesquisas históricas, descobertas arqueológicas, inovações tecnológicas e depoimentos de especialistas, incluindo importantes pensadores cristãos e líderes judeus e muçulmanos.

Por meio de uma “narrativa cinematográfica”, o filme explorará “as turbulentas forças políticas, sociais, religiosas e culturais que moldaram sua vida e legado”.

Tornando Jesus conhecido

O diretor criativo da Wonderhood Studios, Tom Garton, destaca que eles querem fazer programas de televisão “ambiciosos” que “abordem os temas mais importantes e ajudem a explicar o nosso mundo atual”.

“Poucas vidas moldaram o mundo tão profundamente quanto a de Jesus Cristo […] No entanto, muitos de nós sabemos relativamente pouco sobre o mundo de onde Jesus veio, sobre as pessoas, os lugares, as crenças e os conflitos que moldaram sua vida e a religião que mudou o mundo e que se seguiu”, acrescenta ele.

Compromisso editorial da BBC

Daisy Scalchi, chefe do departamento de Religião e Ética da BBC, destaca que a nova série demonstra o compromisso da BBC com a “programação religiosa” que “aprofunda nossa compreensão uns dos outros e do mundo ao nosso redor”.

Para Scalchi, o que o mundo sabe sobre Jesus “vem de pouquíssimas fontes”. É por isso que “esta série trará sua vida à luz como nunca antes, com novas pesquisas e perspectivas históricas”.

“Nunca houve um momento mais oportuno para reexaminar as evidências e seguir a trajetória de vida de Jesus para mapear como ele desencadeou uma revolução que continua a impactar nossas vidas mais de 2000 anos depois”, conclui ela.

Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

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