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Justiça rejeita vínculo empregatício entre esposa de pastor e igreja evangélica

Martelo da Justiça (Foto: Canva Pro)
Martelo da Justiça (Foto: Canva Pro)

A Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) proferiu uma decisão relevante que reforça a distinção entre atividades religiosas e relações de emprego. O colegiado manteve o entendimento de instâncias inferiores ao rejeitar o pedido de reconhecimento de vínculo empregatício entre uma mulher e uma igreja evangélica.

A corte entendeu que as funções exercidas pela autora se configuravam como atividades de colaboração familiar de cunho religioso, sem preencher os requisitos legais para caracterizar uma relação de trabalho formal.

O caso, que se tornou um marco na interpretação das relações laborais em entidades religiosas, levanta questões importantes sobre a natureza das atividades desempenhadas por familiares de líderes religiosos. Entender os limites entre a colaboração voluntária e o trabalho remunerado é crucial para advogados e para as próprias instituições.

Entenda o caso em detalhe

No processo iniciado em 2020, a autora alegou ter trabalhado para a igreja evangélica entre 2013 e 2019. Ela descreveu suas funções iniciais como auxiliar administrativa, evoluindo para o cargo de secretária, e mencionou, inclusive, a participação em missões internacionais em países como Angola, Moçambique e África do Sul.

Segundo seu relato, as tarefas desempenhadas eram típicas de uma empregada, englobando elaboração de relatórios financeiros, controle de arrecadações, pagamentos, vendas de produtos da igreja e assessoria administrativa a pastores e bispos, além de receber remuneração por tais atividades.

Em contrapartida, a defesa da igreja apresentou um argumento central: a autora era filha de bispo e esposa de pastor, tendo acompanhado o pai e o marido desde a infância em suas atividades missionárias. A instituição sustentou que qualquer quantia recebida pela mulher era apenas uma ajuda de custo destinada à subsistência da família pastoral, desprovida de qualquer vínculo empregatício.

As decisões anteriores e o parecer do TST

A primeira instância da Justiça do Trabalho já havia negado o pedido de vínculo empregatício. A decisão baseou-se em depoimentos que indicavam a natureza voluntária da atuação da esposa do pastor e a ausência de subordinação hierárquica, ressaltando o caráter predominantemente espiritual de suas atividades.

O Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (RJ) ratificou essa decisão. Ao analisar o caso, o TRT destacou que as funções estavam intimamente ligadas à vocação religiosa e à convivência familiar. Um detalhe relevante apontado foi que a autora tinha apenas 15 anos quando começou a atuar na igreja e portava um crachá com a inscrição “esposa”, evidenciando, segundo o tribunal, sua condição familiar dentro da instituição.

Ao julgar o recurso apresentado, o ministro relator Breno Medeiros, da Quinta Turma do TST, considerou que o vínculo entre o pastor e a igreja possui natureza eminentemente espiritual. Ele enfatizou que o apoio oferecido pela esposa se configura como uma mera colaboração familiar no exercício da fé.

O ministro também ponderou que a existência de uma hierarquia e o cumprimento de ordens superiores são elementos inerentes à organização interna das instituições religiosas, mas não são, por si só, suficientes para estabelecer um vínculo empregatício formal nos moldes da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

A decisão do TST foi unânime entre os ministros da Quinta Turma, reforçando a posição de que a colaboração em atividades religiosas, especialmente quando desempenhada por familiares, não configura automaticamente uma relação de emprego.

Impacto prático da decisão para profissionais do direito

Esta decisão do TST tem um impacto significativo no dia a dia dos advogados que atuam nas áreas Trabalhista e Civil, especialmente aqueles que lidam com demandas envolvendo entidades religiosas. O julgamento reforça a necessidade de uma análise criteriosa da natureza das atividades exercidas por membros e colaboradores de igrejas e outras instituições religiosas, distinguindo claramente entre trabalho voluntário de cunho religioso e vínculo empregatício formal.

O entendimento pacificado pelo tribunal ajuda a consolidar critérios para diferenciar colaboração voluntária e relações de emprego, influenciando diretamente as estratégias processuais e a forma como clientes são orientados em ações trabalhistas contra igrejas e associações religiosas.

Advogados que representam tanto as instituições quanto seus colaboradores precisarão ajustar suas petições e defesas para alinhar-se a essa jurisprudência consolidada, garantindo maior segurança jurídica às partes envolvidas. A matéria é complexa e exige atenção aos detalhes de cada caso para determinar a real natureza da relação jurídica.

Fonte: Direito Real

Psicanalistas cristãos oferecem 1001 conselhos para educar filhos na fé

Psicanalistas cristãos Raquel e Guilherme Boccaletti (Foto: Reprodução)
Psicanalistas cristãos Raquel e Guilherme Boccaletti (Foto: Reprodução)

Diante dos desafios contemporâneos de saúde emocional infantil, psicanalistas cristãos Raquel e Guilherme Boccaletti organizaram a obra “1001 conselhos de sabedoria para meus filhos“. Publicado pela LC Books, o livro oferece orientações diretas para pais e mães que buscam transmitir valores essenciais em um mundo marcado pela rotina acelerada, pressão por desempenho e o avanço das redes sociais.

A publicação aborda temas como caráter, fé, espiritualidade, autoestima, escolhas, humildade, disciplina e propósito. Diferentemente de capítulos extensos, a obra apresenta frases curtas e fundamentadas na Bíblia, organizadas por assuntos que permeiam o cotidiano familiar, incluindo emoções, finanças, trabalho e relacionamentos. O formato visa facilitar diálogos sobre os dilemas da criação de crianças e adolescentes.

O livro é apresentado como uma ferramenta para fortalecer os laços entre pais e filhos, incentivando a reflexão sobre métodos educacionais, limites e responsabilidades. A proposta é criar momentos de conversa despretensiosa, seja no trajeto para a escola, durante o apoio a práticas de oração e devocional, antes de dormir ou em momentos que exijam atenção especial.

A obra enfatiza a importância da repetição intencional de valores, sugerindo que a formação se constrói na constância dos ensinamentos e exemplos. “Cuide da sua autoestima, sempre lembrando que você é amado por Deus exatamente como é”, aponta uma das orientações da publicação.

Em essência, “1001 conselhos de sabedoria para meus filhos” convida as famílias a desacelerar e a cultivar espaços genuínos de diálogo. A publicação está disponível para compra na Amazon e nas principais livrarias do país.

Detalhes do produto
  • Editora ‏ : ‎ LC Books
  • Data da publicação ‏ : ‎ 24 dezembro 2025
  • Edição ‏ : ‎ 
  • Onde comprar‏ : ‎ Amazon (clique aqui)

Fonte: Tribuna Gospel

Augustus Nicodemus rebate Fábio Porchat após fala sobre aborto e Bíblia

Augustus Nicodemus e Fábio Porchat (Foto: Montagem/FolhaGospel)
Augustus Nicodemus e Fábio Porchat (Foto: Montagem/FolhaGospel)

Uma polêmica envolvendo o pastor e teólogo Augustus Nicodemus Lopes e o humorista Fábio Porchat ganhou grande repercussão nas redes sociais após declarações do comediante sobre aborto e a autoridade da Bíblia. O debate começou depois que Porchat comentou o tema durante uma entrevista e questionou a influência de argumentos religiosos nas discussões públicas.

Durante a entrevista, Porchat citou um trecho bíblico para sustentar a ideia de que a vida começaria apenas com a respiração. Ele afirmou que, na Bíblia, o ser humano só passa a ter vida quando Deus sopra o fôlego, sugerindo que um feto não estaria vivo por ainda não respirar.

A declaração gerou reação entre cristãos e líderes religiosos. Em resposta, Nicodemus publicou um vídeo nas redes sociais contestando o argumento do humorista e apontando erros na interpretação do texto bíblico.

Segundo o teólogo, o relato citado por Porchat não está no livro de Levítico, como mencionado pelo humorista, mas sim em Gênesis, no relato da criação de Adão. Para Nicodemus, o equívoco demonstra desconhecimento básico do texto bíblico.

O pastor também afirmou que comparar a criação de Adão — descrito na Bíblia como um homem adulto formado diretamente por Deus — com o desenvolvimento de um bebê no ventre materno é uma analogia inadequada tanto do ponto de vista teológico quanto biológico.

Outro ponto criticado por Nicodemus foi a fala de Porchat ao sugerir que a Bíblia teria sido escrita por pessoas sem conhecimento. O teólogo respondeu lembrando que vários autores bíblicos possuíam formação intelectual relevante em seus contextos históricos, citando nomes como Moisés, o profeta Isaías e o apóstolo Paulo.

Para o pastor, críticas à Bíblia perdem força quando são feitas com base em interpretações equivocadas ou desconhecimento das passagens citadas. O vídeo com a resposta viralizou nas redes sociais e reacendeu o debate entre fé, ética e aborto no espaço público.

Assista:

Folha Gospel com informações de Comunhão e Fuxico Gospel

Pastores do Líbano se recusam deixar suas igrejas em meio aos bombardeios

Ataques e destruição no Líbano. (Foto: Reprodução/X)
Ataques e destruição no Líbano. (Foto: Reprodução/X)

Líderes religiosos no Líbano estão optando por não fugir da guerra, mesmo diante de intensos bombardeios no Oriente Médio. A decisão de permanecer e continuar servindo suas comunidades em meio ao conflito foi relatada pelo pastor brasileiro Elias Dantas, fundador da Global Kingdom Partnership Network (GKPN).

O pastor Girard Haddad, que lidera a Igreja Batista da Videira Verdadeira em Zahler, descreveu a situação ao entrar em contato com Elias Dantas. Ele narrou um ataque que ocorreu a apenas 200 metros de seu carro, descrevendo o cenário como de destruição geral e muita tristeza. O ataque israelense, lançado na quinta-feira (5) contra o grupo Hezbollah, aliado do Irã, intensificou a preocupação na região.

“Ele falou: ‘Eu não posso sair, porque o bom pastor tem que estar junto para dar a vida pelas ovelhas’”, afirmou Elias Dantas, relatando a conversa com o pastor Girard Haddad.

Apesar do perigo iminente e de ter planos para viajar aos Estados Unidos para uma reunião mundial, Haddad reafirmou seu compromisso em permanecer no Líbano. Sua posição reflete um profundo senso de dever para com sua congregação.

Na capital libanesa, Beirute, o pastor Hickmat, líder da Batista Central Ressurreição, expressou um sentimento semelhante. Relatando que bombas caíram em um prédio adjacente à sua igreja, ele declarou…

Leia a matéria completa em Tribuna Gospel clicando aqui.

Especialistas da ONU alertam para o aumento da violência anticristã e da pressão legal na Europa

Sede da ONU, nos Estados Unidos (Foto: Reprodução)
Sede da ONU, nos Estados Unidos (Foto: Reprodução)

Especialistas e diplomatas alertaram no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas que a violência anticristã e a pressão legal que afeta a liberdade religiosa estão aumentando na Europa e exigem uma proteção mais forte da liberdade religiosa em todo o mundo.

O alerta surgiu durante um evento paralelo intitulado “Apoio aos cristãos perseguidos, defesa da fé e dos valores cristãos”, realizado em Genebra durante a 61ª sessão do Conselho, afirmou o Observatório sobre a Intolerância e a Discriminação contra os Cristãos na Europa em um comunicado enviado ao The Christian Post.

Anja Tang, diretora executiva do observatório, afirmou que a organização também documentou um número crescente de casos envolvendo pressão legal sobre cristãos.

“Diversos governos europeus têm processado criminalmente indivíduos por expressarem pacificamente suas crenças religiosas”, disse Tang.

Mais de 760 crimes de ódio anticristãos foram registrados na Europa em 2024, de acordo com relatórios oficiais citados no evento, conforme noticiado pelo Orthodox Times.

O arcebispo Ettore Balestrero, observador permanente da Santa Sé junto às Nações Unidas e outras organizações internacionais em Genebra, disse aos presentes que o observatório documentou 2.211 incidentes violentos que afetaram cristãos em todo o continente durante o mesmo ano.

Alguns incidentes envolveram violência direta, enquanto outros envolveram ações judiciais contra indivíduos que expressavam crenças religiosas.

Tang mencionou o assassinato, em 2024, do cristão assírio Aushur Sarnaya na França, durante uma transmissão ao vivo de seu testemunho religioso, que as autoridades confirmaram como um ataque jihadista. Ela também citou o processo judicial contra a parlamentar finlandesa Päivi Räsänen por uma citação bíblica em um debate público sobre questões sociais.

Os palestrantes disseram que algumas restrições decorrem de leis que afetam a expressão religiosa nas escolas, de disputas legais envolvendo a governança interna da igreja ou de manifestações públicas de fé, como orações ou batismos.

Tang também mencionou as leis de neutralidade que limitam as referências religiosas nas escolas e as disputas legais que, segundo ela, afetam os direitos dos pais na educação e a autonomia interna das comunidades religiosas.

Marie Thérèse Pictet Althann, embaixadora da Ordem Soberana de Malta junto às Nações Unidas em Genebra, considerou a discussão um momento significativo, pois o Conselho de Direitos Humanos raramente havia se concentrado diretamente na discriminação contra os cristãos.

Márk Aurél Érszegi, assessor especial para assuntos religiosos e diplomáticos do Ministério das Relações Exteriores e Comércio da Hungria, afirmou que programas de assistência prática podem ajudar comunidades que enfrentam perseguição. Ele apresentou o programa “Hungria Ajuda”, do governo húngaro, que coopera com igrejas e líderes religiosos para apoiar comunidades cristãs afetadas pela violência e pelo deslocamento.

Érszegi afirmou que tais iniciativas não podem resolver a perseguição sozinhas, mas podem fornecer assistência direta e incentivo às comunidades que vivem sob pressão.

Nazila Ghanea, Relatora Especial das Nações Unidas sobre Liberdade de Religião ou Crença, afirmou no evento que a violência contra cristãos frequentemente envolve violações mais amplas de direitos fundamentais e deve ser compreendida dentro do sistema mais abrangente de proteção internacional dos direitos humanos.

“Os cristãos não estão e não devem estar sozinhos”, disse Ghanea, acrescentando que a estrutura global de direitos humanos reconhece a natureza interconectada dos direitos e coloca a dignidade humana no centro do sistema das Nações Unidas.

O arcebispo Balestrero disse aos participantes que os Estados têm a responsabilidade primordial de proteger a liberdade religiosa e garantir que os indivíduos possam professar e praticar sua fé publicamente ou em particular sem interferência, informou o Vatican News .

Balestrero afirmou que quase 400 milhões de cristãos em todo o mundo enfrentam perseguição ou violência e que cerca de um em cada sete cristãos é afetado. Ele também disse que quase 5.000 cristãos foram mortos por sua fé em 2025, uma média de cerca de 13 pessoas por dia.

O arcebispo afirmou que os governos devem proteger a liberdade religiosa, impedindo que terceiros violem esse direito e salvaguardando os fiéis antes, durante e depois de ataques.

Segundo ele, a impunidade continua sendo um dos desafios mais sérios no combate à perseguição religiosa em todo o mundo.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos se opõe à cirurgia de redesignação sexual em menores de idade

Sala de cirurgia (Foto: Piron Guillaume en Unsplash)
Sala de cirurgia (Foto: Piron Guillaume en Unsplash)

A Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS) está recomendando o adiamento de cirurgias de redesignação sexual em menores de idade devido a preocupações éticas e ao crescente reconhecimento de danos irreversíveis.

É a primeira organização médica de renome a se opor à chamada transição de gênero em menores de idade. Essa sociedade instou os cirurgiões a adiarem cirurgias de redesignação sexual nos seios, genitais e na face até que o paciente tenha pelo menos 19 anos de idade .

A ASPS representa “mais de 11.000 médicos membros em todo o mundo”, número superior ao de cirurgiões certificados pelo Conselho Americano de Cirurgia Plástica desde 1937.

Segundo esta Sociedade, existem “publicações recentes que relatam evidências de baixíssima ou baixa certeza em relação aos resultados na saúde mental”, “preocupações emergentes sobre possíveis danos a longo prazo e a natureza irreversível das intervenções cirúrgicas” e “ evidências insuficientes que demonstrem uma relação risco-benefício favorável”.

Uma mudança sistemática de posição

Segundo o blog Bioethics , a ASPS (Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos) havia se juntado a outras organizações médicas tradicionais no apoio a cirurgias de transição de gênero para menores. No entanto, moderou sua posição há dois anos.

Naquela época, a Sociedade informou seus membros que “não havia endossado as diretrizes de prática clínica ou recomendações de qualquer organização externa para o tratamento de crianças ou adolescentes com disforia de gênero”, afirmando que havia um clima de incerteza sobre essa questão.

Desde então, “a compreensão do ASPS continuou a evoluir à luz de novas revisões abrangentes das evidências”, explica o comunicado, incluindo a revisão Cass do Reino Unido e a revisão de 2025 do Departamento de Saúde e Serviços Humanos do governo Trump.

Segundo a organização, as revisões “contribuíram para uma compreensão mais clara dos potenciais danos, ao mesmo tempo que destacaram as limitações das evidências disponíveis, incluindo lacunas na documentação dos resultados físicos, psicológicos e psicossociais a longo prazo”.

Eles esclareceram que “as evidências disponíveis sugerem que uma proporção considerável de crianças com disforia de gênero de início pré-puberal experimenta uma resolução ou redução significativa de seu sofrimento na idade adulta, sem intervenção médica ou cirúrgica”.

A ASPS destaca que os médicos, mesmo aqueles com vasta experiência, atualmente não possuem métodos confiáveis ​​para distinguir entre aqueles cujo desconforto persistirá e aqueles cujo desconforto diminuirá.

A declaração desta organização é significativa porque são os seus médicos que realizam essas cirurgias de transição de gênero, consideradas invasivas, permanentes e prejudiciais.

Folha Gospel com informações de Evangélico Digital

Quase 400 milhões de cristãos em todo o mundo enfrentam perseguição ou violência, alerta a Santa Sé

Crucifixo no chão com sangue (Foto: Reprodução/Flickr)
Crucifixo no chão com sangue (Foto: Reprodução/Flickr)

Os cristãos continuam sendo o grupo religioso mais perseguido em todo o mundo, alertou o representante da Santa Sé nas Nações Unidas em Genebra, instando os governos a fortalecerem as proteções à liberdade religiosa.

Em um evento intitulado “Apoiando os cristãos perseguidos: defendendo a fé e os valores cristãos”, realizado em 3 de março, o arcebispo Ettore Balestrero, Observador Permanente da Santa Sé junto às Nações Unidas, afirmou que centenas de milhões de cristãos sofrem alguma forma de repressão por causa de sua fé.

“Quase 400 milhões de cristãos em todo o mundo enfrentam perseguição ou violência, o que os torna a comunidade religiosa mais perseguida do mundo”, disse ele. “Isso significa que um em cada sete cristãos é afetado.”

Ele acrescentou que o custo humano dessa perseguição continua sendo grave. Segundo dados citados durante seu discurso, quase 5.000 cristãos foram massacrados por causa de sua fé em 2025, uma média de cerca de 13 mortes por dia.

O arcebispo afirmou que aqueles que foram mortos por causa de suas crenças são considerados mártires dentro da tradição cristã – testemunhas cujas vidas atestam sua fé. Do ponto de vista do direito internacional, no entanto, ele enfatizou que são vítimas de graves violações dos direitos humanos.

Ele alertou que a responsabilidade final cabe aos governos para garantir a segurança e os direitos dos fiéis religiosos.

“É dever do Estado proteger a liberdade de religião ou crença”, disse ele, enfatizando que as autoridades devem prevenir ataques contra fiéis e garantir a responsabilização por violações.

O arcebispo Balestrero prosseguiu dizendo que a liberdade religiosa é um direito humano fundamental reconhecido pelo direito internacional. Os governos, afirmou, não devem apenas defender os fiéis da violência, mas também evitar restringir a sua liberdade de praticar a sua fé em público ou em privado, segundo informações da Vatican Media .

Ele alertou que a impunidade para crimes contra comunidades religiosas persiste entre os desafios globais mais graves no combate à perseguição.

Ele observou que os cristãos em muitas partes do mundo continuam a enfrentar violência, prisão, confisco de seus bens, deslocamento forçado e outros abusos por causa de suas crenças.

O Arcebispo também apontou para formas de discriminação menos visíveis, mas ainda significativas, incluindo a marginalização social, a exclusão de certas profissões e as restrições legais que limitam silenciosamente a capacidade dos cristãos de expressar ou viver sua fé.

Ele afirmou que, mesmo em algumas partes da Europa, a hostilidade contra os cristãos resultou em mais de 760 ataques anticristãos contra igrejas, atos de vandalismo e agressões físicas somente em 2024.

Pesquisas recentes comprovam a dimensão do problema

A Lista Mundial da Perseguição 2026, da Portas Abertas, estima que 388 milhões de cristãos sofrem atualmente perseguição e discriminação severas em todo o mundo, um aumento de 8 milhões em comparação com o ano anterior.

O relatório identifica a Coreia do Norte como o país mais perigoso do mundo para ser cristão, onde a prática da fé pode levar à prisão em campos de trabalhos forçados ou à execução.

No entanto, a Nigéria continua sendo o país mais perigoso para os cristãos, sendo responsável por 70% dos quase 4.900 cristãos que perderam a vida por causa de sua fé durante o período analisado.

O relatório também destaca a violência e a instabilidade generalizadas em partes da África subsaariana, como o Sudão e o Mali, bem como a crescente pressão sobre as comunidades cristãs no Oriente Médio e em partes da Ásia, como o Iêmen e a Síria.

O arcebispo Balestrero alertou que, em algumas sociedades ocidentais, a liberdade religiosa é cada vez mais ameaçada por pressões legais e culturais que limitam a expressão pública das crenças cristãs.

Citando casos recentes documentados pelo Observatório da Intolerância e da Discriminação contra os Cristãos na Europa, ele apontou para 2.211 incidentes registrados em 2024 envolvendo ações judiciais contra indivíduos por atividades como oração silenciosa perto de clínicas de aborto ou referência pública a passagens bíblicas sobre questões sociais.

Ele afirmou que tais situações levantam sérias preocupações sobre a proteção da liberdade religiosa e apelou aos governos para que cumpram a sua obrigação de respeitar e defender os direitos de todos os crentes.

Ao concluir seu discurso, o Arcebispo descreveu os ataques contra os cristãos como ataques aos valores espirituais e sociais mais profundos simbolizados pela cruz cristã – tanto a relação da humanidade com Deus quanto os laços entre as pessoas dentro da sociedade.

Segundo ele, salvaguardar a liberdade religiosa é essencial não apenas para proteger os fiéis, permitindo-lhes “responder livremente ao chamado da verdade”, mas também para preservar a dignidade humana e a harmonia social.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Projeto de lei anticonversão é elaborado em Maharashtra, estado da Índia

Maharashtra, estado da Índia (Foto: Reprodução)
Maharashtra, estado da Índia (Foto: Reprodução)

O governo de Maharashtra, segundo estado mais popoloso da Índia, aprovou em 5 de março de 2026 um projeto de lei anti-conversão, denominado Dharma Swatantrya Adhiniyam 2026 (Lei da Liberdade Religiosa, 2026).

A legislação proposta visa impedir conversões religiosas forçadas ou ilícitas, tanto por indivíduos quanto por organizações, assegurando a liberdade religiosa através da proibição de práticas coercitivas ou enganosas. A fonte deste anúncio é o site Persecution.org.

A proposta de lei estabelece que qualquer conversão religiosa necessitará de aprovação prévia de uma autoridade designada e de um aviso de 60 dias. As autoridades terão 25 dias para registrar a conversão; caso contrário, esta será considerada nula e sem efeito.

A nova legislação também prevê que, se um parente de sangue da pessoa que deseja se converter apresentar uma queixa alegando que a conversão é ilegal, a polícia poderá registrar um relatório de informação inicial (FIR) e iniciar uma investigação.

O projeto de lei será apresentado em ambas as casas da legislatura de Maharashtra. Se aprovado, o texto seguirá para o presidente para sanção antes de se tornar lei. Em caso de condenação por conversões religiosas forçadas ou fraudulentas, os responsáveis poderão ser…

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Mais de 9 mil conversões em evento evangelístico no Peru

Evento evangelístico "Esperanza Lima" em Peru, com Franklin Graham. (Foto: Reprodução/BGEA)
Evento evangelístico "Esperanza Lima" em Peru, com Franklin Graham. (Foto: Reprodução/BGEA)

No último fim de semana, um evento evangelístico no Peru, liderado pelo evangelista Franklin Graham, registrou a conversão de mais de 9.400 pessoas. A iniciativa, denominada “Esperanza Lima”, ocorreu nos dias 7 e 8 de março no Estádio Nacional, na capital peruana.

O festival contou com a participação de mais de 90 mil pessoas ao longo dos dois dias, com transmissão online para espectadores em diversas partes do mundo. Na noite de abertura, as instalações do estádio ficaram lotadas com mais de 40 mil presentes, e um grande número acompanhou do lado de fora, ouvindo as mensagens de Graham e apresentações de artistas cristãos.

A organização do evento informou que, momentos antes do encerramento da pregação do evangelista, as arquibancadas já estavam repletas de pessoas demonstrando desejo por uma nova vida espiritual. Franklin Graham compartilhou a parábola do Filho Pródigo, enfatizando a mensagem de retorno e salvação através de Jesus Cristo.

“Alguma vez vocês quiseram fugir dos seus problemas? Acho que alguns de vocês aqui esta noite estão fugindo. É hora de voltar para casa, para o seu Pai Celestial. Jesus não veio aqui para condená-los. Ele veio para salvá-los.”

Graham relembrou sua própria trajetória, mencionando que, em sua juventude, fugiu de Deus, encontrando…

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Projeto de Lei quer isentar igrejas e templos de ICMS em PE

Plenário da Assembleia Legislativa de Pernambuco - ALEPE. (Foto: Reprodução / Alepe)
Plenário da Assembleia Legislativa de Pernambuco - ALEPE. (Foto: Reprodução / Alepe)

Um projeto de lei apresentado na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) prevê a isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para igrejas e templos na compra de veículos automotores.

A iniciativa, de autoria do deputado estadual Renato Antunes (PL), visa alterar a legislação estadual para abranger operações internas de aquisição.

A proposta, identificada como PL 3778/2026, justifica a medida pela atuação das entidades religiosas em oferecer “assistência espiritual” e suporte a comunidades vulneráveis.

O deputado destaca que essas organizações frequentemente fornecem alimentação, orientação, acolhimento e apoio emocional a milhares de famílias.

Segundo Renato Antunes, essas ações diminuem a necessidade de políticas públicas diretas e colaboram efetivamente para o bem-estar coletivo.

O texto do projeto também argumenta que a isenção visa reduzir custos e dinamizar a atividade econômica em Pernambuco ao eliminar a cobrança do imposto estadual em situações específicas.

“Ficam isentas do ICMS as operações internas de circulação de mercadorias destinadas à aquisição de veículos automotores novos por organizações religiosas, desde que utilizados exclusivamente para as suas atividades essenciais”, detalha o projeto de lei.

A proposta está atualmente em análise nas Comissões de Justiça, Finanças e Administração Pública da Alepe, tendo sido publicada no Diário Oficial em 25 de fevereiro.

Para avançar, o PL 3778/2026 precisa ser aprovado nessas comissões antes de ser submetido à votação em plenário. Caso aprovado, o texto seguirá para a possível sanção do Poder Executivo, que terá a responsabilidade de regulamentar os detalhes da aplicação do benefício fiscal.

Folha Gospel com informações de Diário de Pernambuco

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