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Líderes evangélicos participam de café de oração em Kiev e pedem apoio à Ucrânia

O presidente Volodymyr Zelenskyy discursou no terceiro Café da Manhã Nacional de Oração da Ucrânia, em Kiev, em 23 de agosto de 2026, um dia antes do país comemorar o 35º aniversário de sua independência. (Foto: Reprodução/Gabinete da Presidência)
O presidente Volodymyr Zelenskyy discursou no terceiro Café da Manhã Nacional de Oração da Ucrânia, em Kiev, em 23 de agosto de 2026, um dia antes do país comemorar o 35º aniversário de sua independência. (Foto: Reprodução/Gabinete da Presidência)

Representantes evangélicos pediram perseverança nas orações e apoio à Ucrânia enquanto a guerra continua.

Uma delegação de líderes evangélicos de toda a Europa se uniu a mais de 1.500 participantes de 17 países no terceiro Café da Manhã Nacional de Oração da Ucrânia, no domingo, 23 de agosto, oferecendo orações de solidariedade a uma nação ainda em guerra quatro anos e meio após a invasão em grande escala da Rússia, enquanto se prepara para comemorar 35 anos de independência.

O secretário-geral da Aliança Evangélica Mundial, Rev. Botrus Mansour, ofereceu uma oração em árabe na reunião realizada em Kiev sob o patrocínio do presidente Volodymyr Zelenskyy. Orando em nome da comunidade evangélica mundial, Mansour pediu que aqueles que apoiam a Ucrânia não desanimassem e continuassem a orar e a trabalhar pela paz.

“O maior perigo agora não é o cansaço na linha de frente, mas sim o mundo se acostumando com ele”, disse Zelenskyy aos participantes, segundo um comunicado da presidência.

O evento reuniu chefes de Estado de países vizinhos, importantes figuras políticas dos Estados Unidos, capelães militares, familiares de soldados falecidos em combate e representantes de organizações beneficentes. O presidente da Lituânia, Gitanas Nausėda, a primeira-ministra da Estônia, Kristen Michal, e membros do Senado e do Congresso dos EUA estavam entre os presentes.

Zelenskyy dirigiu-se à diversidade da plateia em seu discurso de abertura. “Hoje é um dia importante. Hoje, em um mesmo salão, lado a lado, estão pessoas diferentes, de diferentes crenças, visões políticas, profissões e nacionalidades. Mas eventos importantes como este ressaltam que quaisquer diferenças entre nós não importam quando se trata do que mais importa: a verdade, a paz e como a oração, em momentos difíceis, nos une a todos”, disse ele, segundo reportagem da Rubryka.

A Ucrânia comemora nesta segunda-feira o 35º aniversário de sua independência — e o fim da ocupação soviética —, um marco que Zelenskyy enquadrou como indissociável da guerra atual. “Hoje marca o 1.642º dia da guerra em grande escala”, disse ele, segundo o comunicado presidencial. “A Rússia tem perseguido vários objetivos. Um deles é fazer da fé uma questão de permissão — deixar que Putin decida quem pode se reunir para orar e quem não pode, qual igreja pode existir e qual deve desaparecer. Toda a nossa luta também gira em torno disso.”

O café da manhã, que dá continuidade a uma tradição iniciada nos Estados Unidos em 1953, teve como foco três pedidos específicos que o presidente mencionou do púlpito. “Por favor, oremos hoje por três coisas importantes. Pelos que estão em cativeiro — para que todos consigam sair dessa situação. Pelos que estão em combate — para que possam retornar. E pela paz na Ucrânia, para que ela chegue — uma paz justa, uma paz duradoura, tão forte quanto o nosso povo, e justa”, disse Zelenskyy, segundo a agência Rubryka.

A guerra vista de perto: delegação visita Bucha, Irpin e Lviv

O Rev. Mansour viajou para a Ucrânia como parte de uma delegação evangélica de dez membros organizada pelo Rev. Alan Donaldson, Secretário-Geral da Federação Batista Europeia. O grupo também incluía o Rev. Jan Wessels, Secretário-Geral da Aliança Evangélica Europeia. Durante os dois dias que antecederam o café da manhã, a delegação visitou a cidade de Lviv, no oeste do país, e depois os subúrbios de Kyiv, Irpin e Bucha, onde as forças russas realizaram um massacre nas primeiras semanas da invasão em grande escala em 2022.

A guerra chegou até à capital. Enquanto estavam no centro de Kiev, as sirenes de ataque aéreo obrigaram o grupo a abrigar-se numa estação de metro, contou Mansour ao Christian Daily International.

“Esta não foi uma viagem comum. Foi uma viagem a um país em guerra”, disse Mansour após a visita. “Visitamos as cidades de Lviv e Irpin, testemunhando os sinais e o impacto da guerra. Depois, visitamos Bucha, onde um massacre foi cometido por soldados russos impiedosos.”

A experiência combinou tristeza com esperança, disse Mansour. “A impressão inicial é uma mistura de profunda tristeza pelo sofrimento extremo que a guerra causa e encorajamento ao ouvir como o Senhor está usando a igreja evangélica na Ucrânia durante esses anos sombrios. Acima de tudo, vivemos na esperança de que a paz e a justiça prevaleçam.”

Além do próprio café da manhã, a delegação se reuniu com pastores evangélicos ucranianos. “Fomos para encorajá-los, mas, apesar da dor e da dificuldade da situação, fomos nós que saímos encorajados — pela perseverança deles, pelo amor a Cristo, pela fidelidade e pelo trabalho que realizam para o Seu reino”, disse Mansour.

Ele fez um apelo aos cristãos de todo o mundo: “Por favor, juntem-se a nós em oração pelo povo ucraniano em geral e pela igreja em particular.”

Autoridades ucranianas descrevem a guerra como uma luta do bem contra o mal.

Durante o café da manhã, o presidente da Verkhovna Rada, Ruslan Stefanchuk, ofereceu uma oração por aqueles que sustentaram a Ucrânia durante a guerra. “A oração de hoje, na invicta Kiev, com suas cúpulas douradas, que não caiu em fevereiro de 2022 e jamais cairá, tem um poder e um significado muito especiais”, disse ele.

O primeiro-ministro Sergii Koretskyi relacionou o 35º aniversário da independência diretamente com os desafios que a Ucrânia enfrenta atualmente. “A Rússia invadiu nossa terra com uma guerra enraizada no desprezo pela vida humana, pela liberdade e pela dignidade”, afirmou. “As tropas russas estão destruindo igrejas ucranianas, devastando o patrimônio cultural e perseguindo comunidades religiosas nos territórios ocupados. Portanto, esta guerra é também uma guerra de visões de mundo, uma luta entre o bem e o mal, a luz e as trevas, a liberdade e a escravidão.”

Pence: A Ucrânia está vencendo, mas precisa de defesas aéreas antes do inverno.

O ex-vice-presidente dos EUA, Mike Pence, também discursou para a multidão, invocando a promessa bíblica de que onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade. Ele afirmou que a Ucrânia jamais se renderá e que uma força de ocupação pode tomar território, mas não pode conquistar um povo cuja fé permanece inabalável.

Após o café da manhã, Pence falou com a NewsNation depois de uma reunião privada com Zelenskyy. Entre as primeiras observações que fez, destacou a determinação que testemunhou em Kiev.

“Quatro anos e meio depois daquela invasão brutal e não provocada da Rússia, sinto que a vontade e o compromisso de defender a sua liberdade são ainda maiores hoje do que no dia em que os tanques russos entraram em ação pela primeira vez”, disse ele.

Pence descreveu uma guerra na qual a Ucrânia mudou fundamentalmente a dinâmica do combate moderno. “Eles essencialmente reinventaram a guerra”, disse ele. Ataques com drones em território russo, o afundamento de navios da marinha russa no Mar Negro e uma linha de frente amplamente controlada na região de Donbas apontavam, em sua avaliação, para um conflito que a Rússia estava perdendo no campo de batalha.

Mas a natureza dos ataques russos mudou. Com um impasse no terreno em Donbas, disse Pence, Moscou passou a usar mísseis de cruzeiro e mísseis balísticos de alta trajetória — armas que exigem baterias Patriot ou a tecnologia de interceptação THAAD para serem neutralizadas, sistemas que a Ucrânia atualmente não possui em número suficiente. Zelenskyy, disse ele, reiterou em sua reunião que a Ucrânia precisa urgentemente de acesso aos recursos de interceptação Patriot dos EUA.

“Impedir esses ataques com mísseis balísticos, de muitas maneiras, tirará a última arma de guerra das mãos de Vladimir Putin”, disse Pence. Sem essa proteção, acrescentou, Putin usaria os mísseis para destruir a infraestrutura energética da Ucrânia antes do inverno — como ele já demonstrou estar disposto a fazer, atacando um hospital infantil e um shopping center nos últimos dias.

Em um contexto internacional mais amplo, Pence pediu aos Estados Unidos que continuassem a desempenhar seu papel histórico como o arsenal da democracia. Ele observou que, embora a ajuda direta dos EUA sob a atual administração tenha sido interrompida, Washington não impediu que aliados europeus comprassem armas e as disponibilizassem para a Ucrânia. Ele também saudou a aprovação pelo Senado da Lei de Sanções Lindsey Graham e pediu aos aliados que disponibilizassem seus próprios sistemas de interceptação.

Apesar da urgência, Pence encerrou com uma nota esperançosa, dizendo: “Podemos estar no caminho para uma paz justa e duradoura.”

Folha Gospel com informações de Christian Daily

TikTok aceita pagar US$ 400 milhões por violações de privacidade de crianças

TikTok (foto: reprodução)
Tik Tok (foto: reprodução)

Acordo judicial histórico encerra disputa com o Departamento de Justiça norte-americano após aplicativo rastrear menores de treze anos sem autorização

O TikTok fechou um acordo financeiro de 400 milhões de dólares para encerrar uma ação judicial do governo dos Estados Unidos. A plataforma de vídeos era acusada de coletar sistematicamente dados confidenciais de crianças menores de 13 anos sem a devida autorização dos pais. A resolução do caso foi divulgada oficialmente na sexta-feira pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

O montante total pactuado envolve o pagamento imediato de 300 milhões de dólares. Adicionalmente, as autoridades federais solicitaram o encerramento de um termo de consentimento prévio firmado em 2019, o que condiciona o repasse de outros 100 milhões de dólares pela empresa chinesa após a validação judicial da quebra de acordo anterior.

O procurador-geral adjunto associado dos Estados Unidos, Stanley E. Woodward Jr., classificou o desfecho judicial como um marco protetivo de extrema relevância.

“Uma grande vitória para as crianças e pais americanos.”

Rastreamento mesmo em ferramentas de proteção infantil

As investigações federais revelaram falhas graves no recurso conhecido como Kids Mode, uma configuração voltada para menores de 13 anos que prometia limitar a captação de dados e filtrar publicações impróprias. Mesmo sob essa proteção ativa, o aplicativo continuou registrando endereços de e-mail e outras informações pessoais dos usuários mirins.

A plataforma também criava perfis comportamentais detalhados a partir do endereço IP e de dados identificadores de cada aparelho celular. Os investigadores apontaram que parte desse material acabou compartilhado com o Facebook e com uma agência de marketing para atrair os jovens de volta ao sistema assim que a atividade diária deles diminuía.

Estrutura precária para fiscalização de contas irregulares

A denúncia detalhou um severo cenário de desinvestimento do TikTok em suas equipes de moderação e segurança cibernética. Os funcionários encarregados de monitorar e identificar perfis de menores passavam de cinco a sete segundos avaliando cada conta individualmente. Em determinados períodos, toda a equipe responsável por essa triagem contava com menos de 24 pessoas.

O descaso gerou inclusive manifestações internas entre os próprios empregados do aplicativo, que relataram preocupações com a lentidão e a complexidade operacional para remover perfis infantis irregulares. Além disso, a companhia frequentemente ignorava os pedidos diretos de pais para deletar as contas de seus filhos, violando requisitos expressos da legislação federal americana.

Histórico recorrente de infrações regulatórias

Os problemas legais da empresa de tecnologia começaram com o Musical.ly, aplicativo de dublagem comprado pela ByteDance e posteriormente fundido ao TikTok. Na época, a Comissão Federal de Comércio aplicou uma multa de 5,7 milhões de dólares devido à captação indevida de dados infantis, estabelecendo obrigações rígidas de transparência que acabaram descumpridas pela rede social nos anos seguintes.

O porta-voz do TikTok, Alex Haurek, contestou as acusações governamentais apresentadas no processo judicial.

“Discordamos dessas alegações, muitas das quais se referem a eventos e práticas do passado que são factualmente imprecisas ou já foram resolvidas. Temos orgulho de nossos esforços para proteger as crianças.”

Pressão internacional e leis de proteção ao redor do mundo

A punição em território americano acompanha uma tendência global de cerco regulatório contra a plataforma. Em setembro de 2023, a União Europeia aplicou uma penalidade de 345 milhões de euros ao TikTok por falhar na proteção de privacidade de menores, ação semelhante à adotada pelo órgão regulador britânico após identificar o cadastro ilegal de mais de um milhão de crianças.

Essa mobilização externa impulsiona debates em diversos parlamentos sobre o endurecimento de restrições de idade. A Austrália, por exemplo, aprovou uma das legislações mais rígidas do mundo ao proibir terminantemente o uso de redes sociais por menores de 16 anos, motivada pela percepção de que as medidas voluntárias adotadas pelas empresas de tecnologia falharam em assegurar um ambiente digital seguro.

Douglas e Josué Gonçalves lançam livro sobre os desafios de criar filhos na atualidade

Pastor Josué Gonçalves e seu filho Douglas Gonçalves lançam o livro "Meus Filhos, Minhas Flechas", pela Editora Vida. (Foto: Montagem/IA)
Pastor Josué Gonçalves e seu filho Douglas Gonçalves lançam o livro "Meus Filhos, Minhas Flechas", pela Editora Vida. (Foto: Montagem/IA)

Em primeira parceria literária, pai e filho abordam educação, formação de caráter, fé, vocação e ansiedade entre os jovens

O pastor, escritor, criador e apresentador do podcast JesusCopy Douglas Gonçalves e seu pai, o pastor e terapeuta familiar Josué Gonçalves, lançaram o livro Meus Filhos, Minhas Flechas, pela Editora Vida. A obra marca a primeira vez que os dois escrevem juntos e reúne experiências de diferentes gerações para tratar dos desafios de criar e educar filhos na atualidade.

A publicação parte de uma imagem bíblica que compara os filhos a flechas e os pais a arqueiros. A proposta é discutir a responsabilidade dos pais na formação dos filhos, desde os primeiros anos de vida até as etapas de descoberta da identidade, da vocação e dos caminhos que seguirão na vida adulta.

A ideia do livro é alcançar tanto pais que estão começando a jornada da parentalidade quanto aqueles que já passaram por diferentes fases da criação dos filhos. Para isso, os autores apresentam perspectivas complementares: Douglas traz a experiência de quem mantém contato próximo com uma geração criada em um ambiente fortemente marcado pela tecnologia e pelas redes sociais, enquanto Josué reúne décadas de atuação no aconselhamento de famílias.

Fé, caráter e educação dentro de casa

Entre os principais temas abordados estão a educação na primeira infância, o equilíbrio entre carinho e limites e a participação dos pais no desenvolvimento do caráter dos filhos.

A obra também trata da necessidade de os pais acompanharem o processo de amadurecimento dos filhos e ajudarem na descoberta de suas vocações, incluindo possibilidades profissionais e ministeriais.

Um dos diferenciais apontados pelos autores é o uso de experiências pessoais. O livro reúne situações vivenciadas pelos dois, incluindo erros, acertos, dificuldades e aprendizados construídos ao longo da vida familiar. Dessa forma, a proposta não é apresentar a criação de filhos como uma fórmula pronta, mas discutir princípios que possam ser aplicados às diferentes realidades familiares.

A obra também chama atenção para a necessidade de uma formação que vá além do desempenho acadêmico ou profissional. A fé e a construção de valores aparecem como elementos importantes na preparação dos filhos para a vida adulta.

Ansiedade entre jovens também é abordada

Outro assunto presente no livro é a ansiedade entre os jovens. Os autores relacionam o tema aos desafios enfrentados pelas novas gerações e procuram apresentar caminhos que unam fé e saúde emocional.

A preocupação ganha espaço em um contexto em que crianças e adolescentes crescem cercados por telas, redes sociais e novas formas de relacionamento. Nesse cenário, os pais são chamados a compreender as transformações culturais e tecnológicas sem abrir mão da participação ativa na formação dos filhos.

A proposta apresentada por Douglas e Josué é justamente aproximar gerações. A experiência dos pais e o contato dos filhos com um mundo diferente daquele vivido pelas gerações anteriores podem, segundo a abordagem do livro, contribuir para uma relação familiar mais consciente.

Uma parceria entre duas gerações

A autoria compartilhada é um dos principais diferenciais de Meus Filhos, Minhas Flechas. Douglas Gonçalves atua como pastor, escritor, comunicador e fundador do JesusCopy, projeto que alcançou milhões de pessoas por meio de conteúdos cristãos, podcasts, pregações e livros. Ele é casado com Valéria e pai de Luísa e Davi.

Josué Gonçalves, por sua vez, é pastor, terapeuta familiar, conferencista e autor. É fundador do Ministério Amo Família e atua no aconselhamento de casais e famílias. Também é pastor sênior da Igreja Família Debaixo da Graça.

A trajetória dos dois em áreas diferentes do ministério contribui para a proposta de apresentar a criação dos filhos sob perspectivas geracionais distintas.

Criar filhos exige tempo e participação

Ao abordar a parentalidade, o livro reforça a importância da presença dos pais no cotidiano dos filhos. A formação do caráter é apresentada como um processo que acontece ao longo do tempo, por meio de relacionamentos, conversas, limites, exemplos e acompanhamento.

A mensagem central é que não existe uma solução rápida para a educação dos filhos. Entre as frases destacadas na divulgação da obra está: “Não existe fast food na criação de filhos. Não existe drive-thru de caráter.”

Nesse sentido, Meus Filhos, Minhas Flechas propõe uma reflexão sobre o papel dos pais não apenas como responsáveis pelo cuidado material, mas também como participantes ativos da formação emocional, espiritual e moral dos filhos.

A publicação chega às livrarias em um momento em que famílias enfrentam mudanças rápidas no comportamento das novas gerações e buscam maneiras de preservar vínculos, transmitir valores e acompanhar os filhos diante de novos desafios.

Detalhes do produto

Título‏ : ‎ MEUS FILHOS, MINHAS FLECHAS
Subtítulo‏ : ‎ Preparando seus filhos para impactar as futuras gerações
Editora ‏ : ‎ Editora Vida
Onde comprar‏ : ‎ Amazon (clique aqui)

Cassiane figura entre os 30 artistas que mais venderam álbuns no Brasil

Cantora gospel Cassiane. (Foto: Reprodução)
Cantora gospel Cassiane. (Foto: Reprodução)

A cantora gospel figura na vigésima quarta posição do ranking nacional de maiores vendagens de discos da revista Rolling Stone com sete milhões de cópias.

A cantora Cassiane atingiu um marco histórico ao se consolidar como a única representante da música cristã no ranking dos trinta artistas brasileiros com maior volume de vendas de discos em todos os tempos. Com uma trajetória iniciada na infância, a artista acumula um total estimado de sete milhões de cópias comercializadas ao longo de sua carreira, ocupando o vigésimo quarto lugar em um levantamento histórico detalhado pela revista Rolling Stone.

O mapeamento elaborado pela publicação considera diferentes fases do mercado fonográfico nacional, somando estimativas de mídias físicas, como LPs, fitas cassete e CDs, e execuções digitais em plataformas de streaming. No ranking geral, liderado pelo cantor Roberto Carlos com cerca de 120 milhões de cópias, Cassiane supera nomes consagrados de múltiplos gêneros, a exemplo de João Gilberto, Paula Fernandes e a Turma do Balão Mágico. O grupo dos dez primeiros colocados é composto por Leandro & Leonardo, Maria Bethânia, Milionário & José Rico, Chitãozinho & Xororó, Nelson Ned, Xuxa, Rita Lee, Angela Maria, Nelson Gonçalves e Roberto Carlos.

Para estruturar o índice, a pesquisa reuniu dados baseados em certificações oficiais da Pro-Música Brasil, antiga Associação Brasileira dos Produtores de Discos, declarações formais fornecidas por gravadoras e projeções publicadas pela imprensa especializada. Embora os números finais apresentem variações naturais de acordo com os períodos históricos de contabilidade da indústria, a presença da intérprete reforça seu impacto comercial contínuo ao longo de quatro décadas de atuação profissional.

Os marcos comerciais da trajetória da cantora

Entre as produções de maior destaque na discografia de Cassiane está o álbum Com muito louvor, lançado no ano de 1999. O projeto superou a marca de dois milhões de unidades vendidas e obteve a certificação de Disco de Platina Triplo pela Pro-Música Brasil, registrando mais de 750 mil cópias auditadas de forma oficial. O trabalho teve a produção musical e os arranjos assinados por Jairinho Manhães, marido da cantora, e reuniu faixas de grande repercussão como a canção homônima e o Hino da vitória.

Outros títulos também obtiveram marcas significativas no mercado nacional. Os discos Recompensa, lançado em 2001, e A cura, de 2003, receberam certificados de Disco de Platina Duplo por ultrapassarem 500 mil unidades distribuídas cada um. Antes disso, o álbum Sem palavras, de 1992, que marcou o início de sua parceria com a gravadora MK Music, já havia ultrapassado 100 mil cópias comercializadas. Posteriormente, em 2005, o CD Sementes da fé figurou entre os discos de ouro certificados no período, enquanto o DVD Viva, lançado em 2010 pela Sony Music, alcançou a décima nova posição entre os DVDs mais vendidos do Brasil.

Justiça nega pedido da Igreja da Lagoinha para isenção de imposto do festival Vira Brasil

Vira Brasil 2025 no Allianz Parque (Foto: Reprodução/SBT)
Vira Brasil 2025 no Allianz Parque (Foto: Reprodução/SBT)

Decisão judicial obriga instituição religiosa a recolher ISS sobre bilheteria de festival gospel com ingressos de até R$ 3.850 realizado em arena paulista

A Justiça de São Paulo rejeitou a solicitação da Igreja da Lagoinha para obter isenção tributária sobre a venda de ingressos de um festival gospel realizado na arena do Palmeiras na virada para 2025. A cobrança refere-se ao Imposto Sobre Serviços (ISS) da apresentação que reuniu milhares de pessoas na capital paulista, em decisão judicial noticiada pela Folha.

O município exige o pagamento de R$ 254,4 mil pelo evento Vira Brasil 2025. A igreja, que conta com mais de 600 templos e cerca de 120 mil fiéis, havia alugado o Allianz Parque, atualmente chamado de Nubank Parque, pelo montante de R$ 1,456 milhão. O festival reuniu cerca de 35 mil pessoas e teve transmissão televisiva pelo SBT, contando com 15 atrações musicais, incluindo nomes como Eli Soares, Ana Nóbrega e Tiffany Hudson.

Alegações de imunidade e comercialização

A polêmica em torno do evento envolveu os preços das entradas, que alcançaram R$ 3.850 no setor VIP, com valores mínimos partindo de R$ 275. A instituição religiosa acionou o Poder Judiciário alegando que possui direito à imunidade de impostos garantida pela Constituição Federal para atividades ligadas às suas finalidades essenciais.

A defesa da igreja argumentou que o festival funcionou como uma celebração coletiva para fomento da doutrina.

“buscou incentivar espiritualmente seus fiéis, além de divulgar, celebrar e fomentar a doutrina cristã”

Em outra passagem da petição judicial, a entidade reforçou a natureza do encontro na arena esportiva.

“é evidente o caráter religioso e espiritual”

A Prefeitura de São Paulo rebateu a tese ao destacar que a cobrança de ingressos e a presença de patrocinadores descaracterizam a atividade essencial do templo.

“O festival de música gospel teve intuito comercial e lucrativo, contrariando as suas finalidades institucionais”

A administração municipal também contestou a exclusão de parte do público devido aos valores elevados das entradas.

“Viver e anunciar o evangelho não é condizente com a elitização e a mercantilização do acesso à fé.”

Decisão do magistrado

O juiz Fabrício Fernandes acatou os argumentos da municipalidade e validou a cobrança tributária. Na sentença, o magistrado indicou que as provas anexadas ao processo confirmaram a exploração comercial da atividade, mencionando o contrato de exibição com a emissora de televisão, os patrocínios privados, a arrecadação da bilheteria e a divisão dos setores de ingressos.

A Igreja da Lagoinha ainda pode recorrer da decisão em instâncias superiores. O escritório de advocacia responsável pela representação legal da igreja foi procurado por telefone e correio eletrônico na quarta-feira, mas não enviou pronunciamento até a publicação da reportagem.

Estudante morre durante programa de treinamento missionário no Spurgeon College

Benjamin Speidel, 20, estudante que morre durante programa de treinamento missionário no Spurgeon College. (Foto: Reprodução)
Benjamin Speidel, 20, estudante que morre durante programa de treinamento missionário no Spurgeon College. (Foto: Reprodução)

O recém-chegado estudante Benjamin Speidel sofreu uma parada cardíaca enquanto participava de uma caminhada em Kansas City, segundo as autoridades locais

O recém-chegado estudante de 20 anos, Benjamin Speidel, faleceu no último sábado após sofrer uma parada cardíaca durante uma caminhada de treinamento missionário intensivo promovida pelo Spurgeon College, em Kansas City, nos EUA. A fatalidade ocorreu em uma área florestal e foi confirmada oficialmente por autoridades policiais e pela própria instituição de ensino, segundo o Christian Post.

O jovem participava da semana de preparação do programa Fusion, uma atividade de estilo recrutamento militar voltada a novos alunos. Socorristas foram acionados para atender a uma emergência médica por volta das 19h40 no Lago do Condado de Wyandotte. O gabinete do xerife local informou que, embora as tentativas de reanimação tenham sido imediatas, a morte foi confirmada no hospital, acrescentando que não há suspeitas de crime na ocorrência.

A família do estudante compartilhou a notícia em uma publicação oficial, expressando que o jovem estava engajado naquilo que mais amava fazer.

“Esta é a coisa mais difícil que já tivemos de compartilhar. E não há uma maneira simples ou eloquente de dizer as palavras, mas na noite de sábado, nosso filho e irmão, Benjamin, desmaiou devido a uma parada cardíaca em uma caminhada e foi para o Senhor.”

Os pais, Peter e Maria Speidel, ressaltaram que acreditam que nada poderia ter evitado o ocorrido, baseando-se tanto em relatos médicos quanto nos depoimentos de quem estava presente.

“Por isso, como família, somos gratos por ele estar fazendo o que sempre fez: seguindo Jesus de maneira atenciosa dia após dia.”

Repercussão na comunidade acadêmica

A liderança do Midwestern Baptist Theological Seminary (MBTS), ao qual o colégio é vinculado, prestou condolências e disponibilizou suporte psicológico para estudantes e funcionários afetados pelo trauma. O presidente da instituição, Jason K. Allen, manifestou profundo pesar pela perda precoce.

“Tudo indica que ele era um jovem promissor que amava o Senhor. Como pai de três estudantes universitários, simplesmente não consigo imaginar o que a família Speidel está passando. Imploro por suas orações por eles e por toda a comunidade do campus.”

Speidel também atuava de forma ativa na Igreja Batista de Lenexa, onde integrou recentemente um programa de mentoria espiritual para formandos do ensino médio. O pastor Chad McDonald relembrou a dedicação do jovem ao longo do último semestre.

“Seu amor e compromisso com Cristo eram evidentes. Ele queria entregar sua vida a serviço de Cristo e ver outros encontrarem a esperança do evangelho. Ele professou a Cristo e viveu Cristo.”

O reitor do Spurgeon College, Sam Bierig, também expressou sua tristeza pela interrupção brusca dos planos do aluno, cuja cerimônia de homenagem póstuma está agendada para o dia 24 de agosto.

“Estou profundamente entristecido com o falecimento repentino de Benjamin Speidel. Choro por seus pais e irmãos. Este é, sem dúvida, um grande golpe para nossas equipes missionárias e para toda a comunidade do Spurgeon College.”

Fundador da Igreja de Lúcifer é morto a tiros no Ceará

Fundador da Igreja de Lúcifer é morto a tiros no Ceará. (Foto: Reprodução)
Fundador da Igreja de Lúcifer é morto a tiros no Ceará. (Foto: Reprodução)

Criador do templo religioso que respondia por diversos crimes na Justiça cearense foi executado antes de passar por audiência de instrução do caso

O fundador da denominada Igreja de Lúcifer no Ceará foi morto em um ataque a tiros. Identificado como Paulo, o homem que criou o espaço religioso no início de 2024 era réu na Justiça e aguardava o andamento de um processo criminal em liberdade, conforme apontam registros obtidos pelo UOL.

A trajetória jurídica do acusado teve um ponto crítico em 15 de março de 2025, quando ele foi detido em flagrante em seu próprio estabelecimento comercial. Na data, policiais militares foram acionados para prestar apoio a um socorrista do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) que relatava sofrer ameaças no local.

Ao chegarem ao bar, os agentes solicitaram a redução do volume do som ambiente. A intervenção resultou em insultos proferidos pelo comerciante contra duas mulheres e contra a própria equipe policial. O proprietário também teria oferecido dinheiro aos policiais para evitar a prisão, o que gerou investigações pelos crimes de ameaça, desacato, corrupção ativa e conduta homofóbica.

A permanência do homem na prisão foi de curta duração. Em audiência de custódia realizada em 16 de março de 2025, o juiz Henrique Botelho Romcy determinou a soltura do investigado mediante o pagamento de fiança e o cumprimento de medidas cautelares pelo período de seis meses.

A denúncia contra o fundador do templo avançou, tornando-o réu pelos crimes de injúria racial, ameaça, desacato e corrupção ativa em 30 de junho de 2025. O andamento processual previa a realização de uma audiência de instrução programada para 4 de dezembro de 2026, etapa na qual ocorreriam os depoimentos das vítimas, das testemunhas de defesa e acusação, além do interrogatório do réu.

Antes das ocorrências policiais, o homem utilizava as redes sociais para divulgar as atividades da instituição religiosa, fundada oficialmente em janeiro de 2024. Por meio do Instagram, ele compartilhava registros de cerimônias, eventos externos e convites para atrair novos membros à organização.

Pesquisa aponta que apenas metade dos adolescentes nas igrejas confia no evangelho na Coreia do Sul

Jovens cristãos adorando a Deus durante culto. (Foto: Instagram/Dunamis Movement)
Jovens cristãos adorando a Deus durante culto. (Foto: Instagram/Dunamis Movement)

Uma nova pesquisa revelou que apenas 53% dos estudantes de ensino fundamental e médio que frequentam a escola dominical na Coreia do Sul declaram crer no evangelho com convicção. O estudo aponta para uma disparidade de gênero preocupante, além de destacar o papel insubstituível que o ambiente familiar desempenha no desenvolvimento espiritual dos jovens.

De acordo com dados divulgados pelo christiandaily.com, a pesquisa do Pastoral Data Research Institute (PDRI) — conhecido na Coreia como Mokdeyeon — mostra que a confiança na mensagem cristã cai para menos da metade entre o público feminino, registrando apenas 48%, enquanto os rapazes apresentam um índice de 57%.

O impacto direto da família na convicção espiritual

Os dados da pesquisa “Tendência da Próxima Geração da Igreja Coreana 2026” deixam claro que a fé dos adolescentes não se desenvolve de forma isolada. Os jovens que descrevem uma relação de proximidade com os pais registram uma confiança de 59% no evangelho.

Esse número salta significativamente para 75% entre os adolescentes cujas famílias realizam cultos domésticos regulares. O PDRI enfatizou que o relacionamento saudável com os pais e a prática de adoração em casa são os fatores mais diretamente associados à firmeza da fé na juventude.

A lenta recuperação da frequência pós-pandemia

O levantamento, que consultou 3.308 pessoas — incluindo alunos, pais, professores e líderes ministeriais —, expõe um abismo persistente na frequência aos templos desde o início da pandemia da COVID-19.

Enquanto a participação dos adultos nos cultos presenciais recuperou-se para 94% em maio de 2026, a frequência na escola dominical estagnou em 81%, permanecendo inalterada desde janeiro de 2024. No recorte semanal, apenas 60% dos jovens frequentam a igreja com essa regularidade, em comparação com 75% dos adultos.

Entre os jovens que frequentam a igreja:

  • 43% participam exclusivamente do culto de adoração;
  • 30% frequentam o culto de adoração e o estudo bíblico da escola dominical;
  • 27% envolvem-se de forma integral nas atividades gerais e comunhão da igreja.

O que atrai e o que afasta os adolescentes da igreja

Apesar dos desafios de frequência, o nível de satisfação geral dos jovens com a vida eclesiástica permanece relativamente alto, situando-se em 64% (com uma nota média de 3,9 de 5).

As amizades lideram como o principal motivo de contentamento (41%), seguidas pelo pastor ou pastor auxiliar (36%) e pelos momentos de louvor e adoração (32%). Por outro lado, a insatisfação de 43% dos estudantes insatisfeitos foca nos programas e atividades oferecidos, enquanto as pregações e os pastores são apontados como o problema principal por 27% de cada grupo descontente. A satisfação específica com os professores da escola dominical ficou em 61%.

A importância de retiros e adoração no crescimento da fé

Quando questionados sobre o que mais impulsiona o crescimento espiritual, os adolescentes apontaram os retiros de verão e inverno em primeiro lugar (42%), seguidos de perto pelo louvor (39%), sermões (28%) e a comunhão com colegas (25%).

Diante desses resultados, o PDRI sugere que as comunidades locais devem focar no fortalecimento dos ministérios de louvor e na organização de retiros estruturados, envolvendo os pais logo no início do ano para incentivar a participação dos filhos. Em um cenário de declínio nas taxas de natalidade e rápidas transformações sociais, entender a real situação da fé dos jovens torna-se urgente para a igreja sul-coreana.

Judeus são alvo de 63% dos crimes de ódio religioso nos EUA, afirma FBI

Placas contra antissemitismo. (Foto: Reprodução)
Placas contra antissemitismo. (Foto: Reprodução)

Dados oficiais do FBI apontam queda no total de ocorrências em relação ao ano anterior mas registram o terceiro pior índice da história do país

A minoria judaica nos Estados Unidos, que representa cerca de 2% da população local, foi o alvo de 63% de todos os crimes de ódio motivados por religião no país em 2025. O dado consta do relatório anual sobre estatísticas de violência sectária divulgado pelo FBI.

Ao todo, as autoridades policiais registraram 1.528 ocorrências de caráter antissemita de um montante de 2.408 episódios de intolerância religiosa no período. Esse volume de ataques contra cidadãos de fé judaica equivale a aproximadamente 14% de todos os crimes de ódio computados em território norte-americano, independentemente da motivação. A comunidade muçulmana aparece na segunda posição desse levantamento, com 205 registros de agressões ou ameaças.

Redução geral não apaga marcas históricas de hostilidade

Embora o número de casos contra judeus tenha apresentado queda na comparação com as 1.938 ocorrências mapeadas em 2024, o ano de 2025 se consolidou como o terceiro período mais violento para esse grupo desde o início dos registros históricos. O recuo acompanhou uma tendência de diminuição geral na criminalidade motivada por preconceito nos Estados Unidos, que caiu de 11.679 denúncias para 10.881 casos.

Impacto do cenário geopolítico e mortes confirmadas

Analistas associam a manutenção do alto patamar de hostilidade aos desdobramentos do ataque do grupo Hamas contra Israel ocorrido em 7 de outubro de 2023. Os senadores Jacky Rosen, democrata de Nevada, e James Lankford, republicano de Oklahoma, que coordenam uma frente parlamentar bipartidária de combate ao antissemitismo, alertaram que os índices permanecem superiores aos observados antes daquele conflito.

“Este relatório mostra a sombria realidade para os judeus americanos”, afirmaram os parlamentares, acrescentando que o país enfrenta uma crise que exige “ação coletiva”.

O ano de 2025 também marcou a retomada de ataques antissemitas com vítimas fatais pela primeira vez desde 2019. Em maio daquele ano, dois servidores da Embaixada de Israel foram assassinados a tiros em Washington, D.C. Poucas semanas depois, um ataque com artefatos incendiários contra um ato público em Boulder, no Colorado, causou a morte de uma pessoa idosa.

A depredação de patrimônio e a intimidação lideram as tipificações de delitos. O detalhamento estatístico aponta que, de 1.685 infrações antijudaicas identificadas, 920 envolveram vandalismo ou destruição de templos e propriedades privadas. A organização não governamental Anti-Defamation League, conhecida pela sigla ADL, reportou ainda 162 agressões físicas diretas e 505 episódios de coação psicológica.

Em um levantamento paralelo que abrange também incidentes de natureza não criminal, a entidade identificou um total de 6.274 atos hostis contra judeus, o que representa uma média de 17 episódios diários. O dirigente máximo da instituição, Jonathan Greenblatt, ponderou que o recuo estatístico de 33% frente ao ano anterior não minimiza a dimensão do cenário enfrentado pelas vítimas.

“Por trás de cada um desses números há uma pessoa que foi alvo simplesmente por ser judia, seja por vandalismo, intimidação ou violência”, declarou.

De acordo com o executivo, o antissemitismo se sustenta como uma das matrizes de preconceito mais duradouras e perigosas na sociedade contemporânea. Cabe destacar que o relatório do FBI é alimentado voluntariamente pelas forças policiais locais, contando com a participação de 16.791 delegacias americanas em 2025, o que equivale a 85,9% dos órgãos credenciados, sugerindo que o panorama real da violência pode apresentar subnotificação.

A sobrevivência do cristianismo corre risco na Síria

Pessoas fazendo orações na Igreja Greco-Católica Melquita de São Miguel, em Aleppo. (Foto: Ajuda à Igreja que Sofre)
Pessoas fazendo orações na Igreja Greco-Católica Melquita de São Miguel, em Aleppo. (Foto: Ajuda à Igreja que Sofre)

Alerta global indica que a violência contínua e a pressão social extrema ameaçam extinguir a população cristã sobrevivente em território sírio

A sobrevivência do cristianismo na Síria enfrenta uma ameaça sem precedentes devido à instabilidade na transição de poder e à persistência de conflitos armados no país. Após a queda do regime de Bashar al-Assad em dezembro de 2024, facções armadas continuam a disputar o controle de territórios, inviabilizando a consolidação de um Estado inclusivo. O diagnóstico consta em um relatório enviado à Organização das Nações Unidas pelo Centro Europeu para a Lei e a Justiça (ECLJ).

Antes do início da guerra civil, a população cristã em solo sírio era de aproximadamente dois milhões de cidadãos. Atualmente, esse contingente encolheu para uma faixa entre 300 mil e 500 mil pessoas. Esse declínio severo é impulsionado por uma espiral de falta de segurança, fuga do país e avanço da islamização nas políticas públicas e nos currículos de ensino.

Embora o grupo HTS, uma dissidência da al-Qaeda que assumiu o protagonismo político, tenha prometido construir uma Síria inclusiva e respeitosa com as minorias, episódios de violência sectária continuam a ocorrer. No ano passado, um atentado suicida contra uma igreja resultou na morte de 25 fiéis. O país também registrou o massacre de centenas de alauitas, conflitos entre drusos e beduínos em Suwayda e combates entre forças governamentais e curdos em Aleppo após impasses eleitorais.

A organização apontou que a comunidade não pleiteia vantagens em relação aos demais grupos.

“Os cristãos não buscam um status de privilégio, mas simplesmente uma participação igualitária na vida nacional. No entanto, eles enfrentam uma pressão social crescente: pregações islâmicas em bairros cristãos, a islamização gradual de certas políticas públicas e currículos escolares, restrições ao álcool e uma retórica que retrata os cristãos como fouloul — apoiadores do antigo regime.”

A governabilidade e a composição do parlamento atual também são alvos de críticas das entidades internacionais. Um terço dos assentos da assembleia legislativa foi preenchido por indicação direta do presidente Ahmed al-Sharaa, sem consulta popular direta. Esse modelo de distribuição de poder gerou descontentamento e culminou nos choques armados em Aleppo. Para os defensores de direitos humanos, a punição dos responsáveis por crimes violentos ocorridos na transição não pode ser seletiva.

A entidade alertou que o cenário atual ultrapassou a esfera do preconceito religioso habitual.

“Além da própria discriminação, a própria sobrevivência do cristianismo na Síria está agora em jogo. As escolas cristãs estão se tornando cada vez mais vulneráveis, as famílias no exílio continuam a perder suas propriedades, e os ataques terroristas, a violência, os sequestros e a impunidade generalizada geraram um profundo sentimento de abandono.”

Para interromper a saída em massa dessa população histórica, especialistas apontam que as estratégias globais precisam ser reformuladas.

“Proteger apenas a liberdade de culto, portanto, não é mais suficiente. Condições políticas, jurídicas, de segurança e econômicas devem ser estabelecidas para permitir que os cristãos permaneçam permanentemente em sua terra natal.”

Folha Gospel com informações de The Christian Today

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