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Anistia Internacional pede desculpas por relatório que classificou organizações cristãs como antidireitos

Bandeira da Anistia Internacional do Reino Unido ao lado do Big Ben (Foto: Canva IA)
Bandeira da Anistia Internacional do Reino Unido ao lado do Big Ben (Foto: Canva IA)

Organização admite erro grave ao classificar dezenas de entidades religiosas e de defesa da vida como contrárias aos direitos humanos no Reino Unido.

A Anistia Internacional do Reino Unido emitiu um pedido de desculpas público após classificar dezenas de organizações cristãs, pró-vida e críticas à ideologia de gênero sob o rótulo de “antidireitos”. A entidade de direitos humanos admitiu que o documento intitulado “A growing threat: the anti-rights movement in the UK” jamais deveria ter sido publicado por não cumprir os critérios internos de pesquisa e verificação editorial, assumindo total responsabilidade pelo equívoco, conforme anunciado pela Anistia Internacional do Reino Unido.

O dossiê listava 117 entidades que supostamente fariam parte de uma articulação para enfraquecer proteções voltadas a mulheres e pessoas LGBT+ em território britânico. Entre os nomes mencionados figuravam a Aliança Evangélica, a Conferência dos Bispos Católicos da Inglaterra e Gales, o Instituto Cristão, a Comunhão Médica Cristã, os Cristãos no Parlamento, a instituição CARE, a emissora Premier, a Sociedade para a Proteção de Crianças Nascidas e a Associação Evangelística Billy Graham do Reino Unido. O mapeamento também incluiu centros de gravidez em crise e grupos de defesa de espaços segregados por sexo, além da Beira’s Place, fundada pela escritora JK Rowling. Nenhuma organização islâmica constava na relação.

Repercussão e retirada imediata do ar

Diante de uma forte onda de críticas de ativistas de direitos das mulheres e das próprias instituições afetadas, o material foi removido do ar em menos de 48 horas após a publicação. Além de pedir a revisão do status de caridade das instituições listadas junto à Charity Commission, o texto original recomendava que o serviço público de saúde britânico, o NHS, deixasse de encaminhar mulheres a centros de gravidez em crise.

A direção da entidade explicou que a publicação ocorreu sem passar pelo fluxo regular de revisões institucionais e confirmou que o material não voltará a circular. Além de uma apuração interna em andamento, uma auditoria externa independente foi prometida para analisar as falhas que levaram ao incidente. A Anistia Internacional também removeu de seus arquivos digitais outro documento anterior, intitulado “Like a Snowball”, que trazia abordagens semelhantes contra opiniões críticas de gênero.

Onze das organizações cristãs listadas formalizaram uma contestação junto à Charity Commission, reivindicando a salvaguarda de suas atuações nos debates democráticos. As instituições alegaram que o relatório promoveu generalizações superficiais e lembraram que o trabalho por elas desempenhado visa justamente salvaguardar liberdades fundamentais asseguradas por convenções internacionais.

Posicionamento das lideranças afetadas

O diretor do Instituto Cristão, Ciarán Kelly, apontou um desvio de propósito na atuação histórica da organização internacional.

“A Anistia se distanciou muito de suas origens de defesa dos prisioneiros de consciência. Agora, adota uma abordagem de ‘escolha o que quiser’ para os direitos humanos. Tragicamente, isso não inclui o direito à vida de bebês no útero, os direitos de mulheres exploradas pela prostituição ou os direitos à liberdade de consciência e de expressão.”

O diretor da Aliança Evangélica no Reino Unido, Peter Lynas, expressou descontentamento com a postura metodológica adotada no estudo.

“É triste ver a Anistia abandonar direitos em favor das ideologias mais recentes.”

O diretor executivo da rede Premier, Kevin Bennett, cobrou esclarecimentos transparentes sobre os processos editoriais internos do grupo de direitos humanos.

“A Anistia tem perguntas reais a responder sobre como este relatório foi criado e publicado, e o que isso revela sobre sua verdadeira posição nessas questões. A Anistia foi fundada com a missão de proteger a liberdade de consciência e de crença. É tristemente irônico que, em relatórios como este, ela consiga exatamente o oposto ao fazer acusações contra organizações e indivíduos que buscam contribuir de forma ponderada para o debate nacional sobre temas complexos e polêmicos.”

Pastor em Ceuta pede oração enquanto número de mortos aumenta e migrantes retornam

Fronteira costeira de Ceuta com barreiras e policiamento. (Foto: Reprodução)
Fronteira costeira de Ceuta com barreiras e policiamento. (Foto: Reprodução)

O avanço migratório inédito provocou dezenas de mortes e levou a Espanha a enviar forças militares para conter a crise humanitária no enclave norte-africano

A cidade de Ceuta tenta restabelecer a normalidade após uma travessia sem precedentes de mais de 50 mil migrantes a partir do Marrocos em um único dia, em 30 de julho, sobrecarregando a infraestrutura local e provocando intervenção militar espanhola. O avanço em massa resultou em dezenas de óbitos na fronteira e desencadeou uma crise diplomática e de segurança na União Europeia, conforme dados reportados pela agência Reuters e pelo portal Evangelical Focus.

Respostas militares e restrições internacionais

No lado espanhol da fronteira, as autoridades confirmaram a morte de ao menos 72 indivíduos, enquanto cinco corpos adicionais foram localizados na costa norte-africana no domingo. O governo do Marrocos contestou os números e apontou que 11 pessoas morreram por afogamento, alegando estar verificando as informações. Mais de mil pessoas necessitaram de assistência médica emergencial durante a crise.

Como resposta imediata, o governo da Espanha enviou tropas do exército para o enclave de Ceuta e instalou uma barreira flutuante de 500 metros na costa. Em âmbito continental, a Itália suspendeu temporariamente a circulação sem passaporte do espaço Schengen com a Espanha por um mês, enquanto 22 nações da União Europeia exigiram ações coordenadas de proteção de fronteiras.

Impacto das redes sociais e relatos dos migrantes

Ambos os governos atribuíram a proporção do fluxo migratório à disseminação de vídeos virais em redes sociais, que mostravam a facilidade de travessia e encorajavam a população. Um trabalhador de padaria da cidade marroquina de Fez, identificado como Brahim, relatou ter abandonado seu emprego após assistir às postagens digitais na expectativa de um futuro melhor, mas acabou sobrevivendo por três dias apenas com água potável antes de retornar.

Quase a totalidade dos migrantes regressou ao Marrocos em 48 horas devido à escassez de alimentos, fechamento de comércios e hostilidade de parte da população local. O sentimento de desolação foi compartilhado por trabalhadores locais como Tito, proprietário de uma loja de ferragens que permaneceu fechada. Ele demonstrou empatia ao afirmar que os jovens migrantes são explorados e tratados como moedas de troca política. Por outro lado, Mohamed Ahmed, um sudanês de 43 anos que nadou por quatro horas para alcançar o território espanhol, declarou preferir a morte a retornar ao seu país de origem.

Lideranças locais e apelo por apoio espiritual

Diante da tensão social acumulada, que resultou em protestos de moradores pelas ruas de Ceuta, líderes religiosos locais manifestaram preocupação com o esgotamento dos serviços públicos e a segurança das famílias. O líder da igreja evangélica Casa de Alabanza, pastor Javier Santolaria, cuja esposa atua na linha de frente como enfermeira, pediu apoio espiritual global diante do cenário crítico. Ele demonstrou ceticismo sobre soluções políticas fáceis e indicou que a população local suspeita de agendas ocultas por trás do incidente.

O pastor orientou os fiéis da congregação que se sentiam impotentes e temerosos diante dos desdobramentos na fronteira.

“O que mais gostaríamos é que vocês orassem. Orem por nossa cidade, pelas autoridades e por toda a equipe que trabalha na linha de frente.”

Ele também solicitou clamor pela segurança tanto dos cidadãos locais quanto dos imigrantes.

“Orem para que as manifestações continuem pacíficas e para que estas ruas não se transformem em um barril de pólvora.”

A comunidade religiosa intensificou os períodos de oração pelas forças de segurança, profissionais de saúde e demais órgãos envolvidos.

“Esperamos que o Senhor nos permita ser um farol de esperança e apoio para a nossa cidade.”

Pastor detido denuncia uso de seus filhos por promotores para forçar confissão na China

Bandeira da China acenando em um mastro em um céu azul (Foto: Canva Pro)
Bandeira da China acenando em um mastro em um céu azul (Foto: Canva Pro)

Detido na China, o pastor Liu Zhenbin revela pressão de promotores que usaram seus filhos pequenos para obter confissão, conforme relata a ChinaAid

O pastor chinês Liu Zhenbin, detido durante uma operação contra sua congregação não registrada, denunciou que um promotor usou a segurança de seus filhos pequenos em uma tentativa de forçar uma confissão de culpa. A revelação consta em uma correspondência enviada pelo próprio líder religioso de dentro do centro de detenção na cidade de Beihai, na região de Guangxi, e foi divulgada pela associação de direitos humanos ChinaAid.

Pessoas próximas ao processo relataram que o promotor responsável pelo caso advertiu o pastor para que pensasse no futuro de sua família caso não colaborasse com a investigação.

“Seus filhos ainda são muito jovens. Você precisa pensar neles.”

O líder religioso admitiu ter ficado profundamente abalado com a declaração, ressaltando o forte desejo de acompanhar o crescimento de suas crianças. Liu Zhenbin e a esposa cuidam de três filhos menores de idade.

As acusações formais impostas pelas autoridades, originalmente ligadas ao uso ilegal de redes de informação, foram posteriormente agravadas para os crimes de operações comerciais ilegais e fraude. O pastor argumenta que o processo judicial visa unicamente intimidar o movimento de igrejas domésticas em território chinês, desestimulando novos líderes por meio do medo de perseguição penal.

Histórico de repressão contra a comunidade religiosa

A congregação liderada por ele, a Igreja Zion de Pequim, optou por não se filiar ao Movimento Patriótico das Três Autonomias, órgão estatal que supervisiona os grupos protestantes autorizados pelo governo. Os dirigentes da comunidade afirmam que o registro oficial comprometeria a independência religiosa. Após ter suas atividades presenciais suspensas à força pelas autoridades em 2018, a igreja migrou para transmissões virtuais durante a pandemia, expandindo o número de membros.

Uma ação policial de alcance nacional contra a Igreja Zion foi deflagrada em 9 de outubro de 2025, resultando no interrogatório e detenção de cerca de 30 pastores e fiéis. Liu Zhenbin foi levado de sua residência em Qingdao dois dias depois, tendo seus bens confiscados. Atualmente, oito representantes da igreja continuam encarcerados, incluindo os líderes Wang Lin, Gao Yingjia, Yin Huibin, Lin Shucheng, Wang Cong, Wang Zhong e Wu Qiuyu.

O pastor sênior da instituição, Ezra Jin Mingri, de 56 anos, foi libertado recentemente após passar 266 dias sob custódia, em decorrência de negociações diplomáticas entre funcionários dos governos chinês e norte-americano. O caso havia sido discutido diretamente pelo presidente Donald Trump com o líder da China, Xi Jinping, durante um encontro em Pequim. Após chegar aos Estados Unidos em 4 de julho, Jin Mingri declarou que continuará lutando pela libertação dos demais companheiros, descrevendo que os detidos enfrentam celas superlotadas e dormem no chão sob forte calor.

A campanha de sinicização e restrições legais

A campanha de sinicização, iniciada em 2015, exige lealdade prioritária ao Partido Comunista em detrimento de crenças religiosas. Um plano de cinco anos direcionado a cristãos impôs a censura de sermões, o monitoramento de doações e a inclusão da ideologia de Xi Jinping nos seminários. A estimativa da ChinaAid indica que mais de 10 mil pessoas foram presas na última década, enquanto templos autorizados somam 44 milhões de membros e as igrejas não registradas concentram cerca de 115 milhões de fiéis.

Advogados de direitos humanos que assumem esses casos também enfrentam a cassação de suas licenças profissionais. A organização irlandesa Frontline Defenders aponta que pelo menos 30 advogados perderam o direito de exercer a profissão entre 2017 e 2023, incluindo Zhang Kai, defensor de membros da Igreja Zion.

Governo do Irã classifica emissoras cristãs como organizações hostis e ameaça colaboradores

Sinais de TV cristã transmitidos via satélite para o Irã em meio à perseguição.
Sat-7 é um canal de TV cristão no Irã. (Foto: Reprodução)

Regime iraniano lista redes de TV cristãs como organizações hostis e intensifica medidas contra dissidentes e minorias religiosas

O regime islâmico do Irã adicionou emissoras de TV cristãs à sua lista de organizações e indivíduos considerados hostis. A medida, divulgada recentemente pelo Ministério de Inteligência, inclui redes evangélicas como Sat-7, Nejat, Seven e Mohabat TV, além de jornais em língua persa, sites, canais de mídia social e figuras proeminentes da oposição.

A inclusão na lista de hostis, que abrange mais de 300 entidades e pessoas, implica que qualquer cooperação com os citados, incluindo o envio de fotos ou vídeos, pode resultar em processo judicial. A lei de espionagem, reforçada após conflitos anteriores, já levou à condenação de pelo menos cinco cristãos a penas que somam mais de 40 anos de prisão. Estes foram acusados de serem “mercenários do Mossad” treinados no exterior por igrejas nos EUA e em Israel, atuando sob o disfarce do “sionismo cristão de evangelização”, de acordo com o Ministério da Inteligência.

Fred Petrossian, do Article 18, explicou que, na visão oficial da República Islâmica, “hostil” designa indivíduos ou instituições que se opõem ou combatem o sistema. “O escopo desse conceito nas leis e procedimentos judiciais da República Islâmica é muito vago e amplo e pode incluir desde críticas e atividades midiáticas até o que é considerado ‘propaganda contra o sistema’. Na prática, não tem limites”, afirmou.

Com a proibição de atividades missionárias e o fechamento de igrejas nos últimos 40 anos, as emissoras cristãs passaram a ocupar um espaço importante na disseminação de estudos bíblicos e programas evangelísticos. Fred Petrossian destacou que “redes [de mídia] cristãs em língua persa baseadas fora do Irã preencheram parte do vazio causado pelas restrições às atividades de igrejas e instituições cristãs dentro do país”.

A emissora SAT-7, por exemplo, transmite programas cristãos, incluindo a série “The Chosen”, via satélite para o Irã, contornando a censura estatal. O Irã, país predominantemente muçulmano, tem um histórico de perseguição a cristãos, com a proibição de igrejas e materiais religiosos. Convertidos do islamismo enfrentam acusações de apostasia, puníveis pela Sharia, podendo resultar em prisão e tortura. Apesar da repressão, a igreja clandestina no país continua a crescer, com o Irã figurando na 10ª posição da Lista Mundial da Perseguição 2026 da Missão Portas Abertas.

Cristãos utilizam ferramentas de inteligência artificial mais que a média da população

A Inteligência artificial ChatGPT (Foto: Reprodução)
A Inteligência artificial ChatGPT (Foto: Reprodução)

Pesquisa indica que cristãos praticantes nos EUA utilizam IA com maior frequência em suas rotinas pessoais e profissionais, superando a média da população e pastores

Cristãos praticantes nos Estados Unidos demonstram um uso significativamente mais elevado de inteligência artificial (IA) tanto em suas vidas pessoais quanto no ambiente de trabalho, quando comparados à média da população adulta americana e, especialmente, aos seus pastores. A constatação é de uma nova pesquisa conduzida pelo instituto Barna.

Os dados revelam que 15% dos adultos americanos utilizam IA “com muita frequência” em suas vidas pessoais, enquanto 16% o fazem “frequentemente” e 29% “às vezes”. Entre os cristãos praticantes, esses percentuais saltam para 26% que usam IA “com muita frequência”, 18% “frequentemente” e 24% “às vezes”.

Uma diferença notável surge ao comparar o uso de IA por cristãos praticantes e seus líderes religiosos. Um levantamento separado com 442 pastores protestantes nos EUA apontou que apenas 5% utilizam IA “com muita frequência” em suas vidas pessoais, com 16% empregando-a “frequentemente” e 34% “às vezes”.

A tendência se mantém quando o foco é o uso de IA para fins profissionais. Cerca de 21% dos cristãos praticantes relataram usar a tecnologia “com muita frequência” em seus trabalhos, em contraste com 12% dos adultos americanos em geral e apenas 6% dos pastores.

Um ponto em comum entre cristãos e não cristãos no uso de IA é a finalidade principal. Mais de 60% em ambas as demografias indicaram ter utilizado a tecnologia para buscar informações específicas, o que representa o uso mais reportado.

A pesquisa apontou ainda que cristãos praticantes utilizam IA para uma gama mais ampla de propósitos do que os adultos americanos em geral, o que pode explicar o uso geral mais elevado. A maior disparidade foi observada na área de escrita, onde mais de 40% dos cristãos praticantes afirmaram ter usado IA para escrever, editar, traduzir e resumir textos, contra pouco mais de 30% do público geral.

Daniel Copeland, Vice-Presidente de Pesquisa na Barna, comentou que a distinção principal não está em quem usa ou não a IA, mas na frequência com que ela é empregada. “Os pastores entendem que a IA existe, mas não estão imersos nela da mesma forma que seus congregados engajados podem estar”, afirmou.

Copeland alertou para o risco de os pastores subestimarem o quão comum a IA se tornou para as pessoas ao seu redor. “Para a maioria dos cristãos praticantes, a IA não é para uso ocasional. Ela já está integrada em como trabalham, aprendem e tomam decisões”, concluiu.

Pais cristãos alertam sobre riscos da inteligência artificial após suicídio de filho adolescente

Família cristã observando com apreensão um chatbot de IA, simbolizando os perigos da tecnologia.

Família cristã dos EUA alerta pais sobre riscos de inteligência artificial após tragédia com filho de 14 anos

Um casal cristão nos Estados Unidos decidiu compartilhar sua dolorosa experiência para alertar outras famílias sobre os perigos do uso de inteligência artificial (IA) por crianças e adolescentes. Após o filho Sewell, de 14 anos, tirar a própria vida em fevereiro de 2024, seus pais, Megan Garcia e Sewell Setzer Jr., descobriram que o adolescente havia desenvolvido um forte vínculo emocional com um chatbot de IA.

Segundo o casal, o jovem, descrito como carinhoso, inteligente e muito apegado à família, passou a compartilhar com a ferramenta conversas sobre seus pensamentos suicidas. Em uma entrevista, o pai relatou que Sewell era um menino doce e que, quando estava perto da família, sentia-se bem. Contudo, com o tempo, observaram mudanças em seu comportamento, como retraimento, dificuldades escolares e menor interação familiar.

Diante das alterações, os pais implementaram medidas como monitoramento de seus eletrônicos, limitação do tempo de tela e buscaram terapia para Sewell quando ele deixou de se abrir com eles. A busca por entender a causa da tragédia levou os pais a investigar os dispositivos do filho, esperando encontrar indícios de bullying ou ameaças online. No entanto, encontraram meses de interações com um chatbot de IA projetado para simular amizade, apoio emocional e até relacionamentos amorosos.

Megan contou que, durante o período, o filho compartilhava com o chatbot seus medos, desejos e pensamentos suicidas. Ela expressou que a IA, em vez de sugerir ajuda, chegou a reforçar algumas de suas ideias e indicou que ele deveria “voltar para casa” pouco antes do ocorrido. Para a mãe, Sewell acreditava na autenticidade da relação com a inteligência artificial, o que criou uma barreira inesperada.

“Jamais imaginei que a IA pudesse surgir e criar uma barreira entre nós e nosso filho”, afirmou Megan, ressaltando que a família possuía uma base sólida, com envolvimento da igreja, escola e parentes. Sewell foi criado em um ambiente cristão, frequentava a igreja aos domingos, e os pais acreditavam estar em uma situação segura.

O caso do casal reforça uma preocupação crescente entre pais sobre o uso de chatbots por jovens. A CBN News destacou relatos anteriores, incluindo o de um adolescente de 16 anos que teria sido desencorajado por um chatbot a contar aos pais sobre seus pensamentos suicidas. Especialistas apontam que muitos desses sistemas são programados para validar as falas do usuário, o que representa um risco para indivíduos emocionalmente vulneráveis.

De acordo com a OpenAI, aproximadamente 1 milhão de pessoas por semana discutem planos de suicídio com o ChatGPT. Paul Asay, diretor da Plugged In, plataforma da organização cristã Focus on the Family, comentou que esses sistemas “tendem a ser muito encorajadores, e isso pode ser um problema real, especialmente se um adolescente estiver lidando com uma doença mental”.

Robbie Torney, da Common Sense Media, alertou que a capacidade de memorização de conversas anteriores por parte de muitos sistemas de IA pode gerar nos usuários, especialmente jovens, a sensação de serem compreendidos. “Para um adolescente ou pré-adolescente vulnerável, isso pode dar a sensação de que o chatbot realmente o conhece”, explicou Torney.

Além dos riscos à saúde mental, pesquisas já documentaram casos de chatbots que produziram conteúdo sexual impróprio, incentivaram comportamentos prejudiciais e falharam em identificar sinais de alerta que um ser humano reconheceria. “Esses chatbots não têm discernimento. Eles não têm moral. Eles não têm senso de responsabilidade ou reconhecimento da mesma forma que um ser humano”, disse Torney.

Diante deste cenário, especialistas recomendam vigilância parental ativa no uso da IA pelos filhos. Sugerem atenção a sinais de retraimento ou perda de interesse em atividades cotidianas, limitação do uso de telefones a espaços familiares compartilhados e manutenção dos aparelhos fora dos quartos, principalmente à noite.

A orientação também inclui discutir a segurança da IA para além de fraudes ou plágio, promovendo um ambiente seguro para que crianças e adolescentes se sintam à vontade para expressar emoções difíceis. Atualmente, Megan e Sewell Setzer Jr. buscam influenciar o Congresso dos Estados Unidos na defesa de regulamentações mais rigorosas para plataformas de inteligência artificial voltadas ao público jovem.

Apesar da perda, o casal afirma que a fé os sustenta. “Minha fé é a única coisa que me mantém de pé. A graça do Senhor é real. Eu a sinto todos os dias”, declarou o pai. Megan acrescentou que a fé proporciona a graça para suportar a dor e a calma ao lembrar do sacrifício realizado.

PG lança ‘De Volta ao Começo’ e resgata a energia do arena rock dos anos 80 e 90

Cantor e compositor PG. (Foto: Reprodução)
Cantor e compositor PG. (Foto: Reprodução)

Novo álbum de PG, “De Volta ao Começo”, traz influências do arena rock e hard rock com produção em áudio imersivo

O cantor e compositor PG, com quase três décadas de carreira no rock, apresenta seu mais recente trabalho de estúdio, intitulado “De Volta ao Começo”. O projeto é composto por nove faixas inéditas que reverenciam o hard rock e o arena rock, gêneros que marcaram as décadas de 1980 e 1990.

O ex-vocalista do Oficina G3 assina a produção musical do álbum e aposta na tecnologia de áudio imersivo Dolby Atmos para… (Clique aqui para continuar lendo e assistir o clipe de “De volta ao Começo”)

Moeda de 2.500 anos de Chipre encontrada em praia de Israel oferece pistas sobre a história da época bíblica

Uma rara moeda cipriota de 2.500 anos foi descoberta na praia de Ashdod, no sul de Israel. (Cortesia da Autoridade de Antiguidades de Israel)
Uma rara moeda cipriota de 2.500 anos foi descoberta na praia de Ashdod, no sul de Israel. (Cortesia da Autoridade de Antiguidades de Israel)

Descoberta de moeda antiga de 2.500 anos em Israel lança nova luz sobre comércio e rotas marítimas do período bíblico entre Chipre e a região

Uma moeda com aproximadamente 2.500 anos, originária de Chipre e achada recentemente em uma praia israelense, tem fornecido aos pesquisadores novas evidências sobre as trocas comerciais e a movimentação de pessoas entre as duas localidades durante a era bíblica. O artefato foi encontrado no mês passado em uma das praias de Ashdod, localizada no sul de Israel. Avi Chaprak, vice-diretor do departamento de praias de Ashdod, que normalmente auxilia banhistas na recuperação de objetos perdidos, avistou a moeda e percebeu que se tratava de um achado incomum.

Em conformidade com a legislação de antiguidades de Israel, o objeto foi entregue para avaliação pela Autoridade de Antiguidades de Israel. Especialistas da autoridade concluíram que nunca antes uma moeda semelhante havia sido encontrada no país. A datação da cunhagem da moeda aponta para meados do século V a.C., na cidade de Salamis, situada na costa leste de Chipre, período em que o Império Persa exercia domínio sobre a ilha. Com peso aproximado de 11 gramas, o item é de uma denominação conhecida como siclo, amplamente utilizada no Império Persa.

Yanniv David Levy, pesquisador e curador do departamento de moedas da Autoridade de Antiguidades, relatou que, à primeira vista, a moeda parecia ser de prata. No entanto, testes posteriores indicaram que ela é feita de um metal diferente revestido com prata, uma técnica documentada em outras moedas cipriotas da época, uma vez que a prata era escassa na ilha. Levy destacou que moedas intactas com este peso e denominação são raras sobreviventes da era persa, pois a maioria era fragmentada para ser usada como moeda corrente no cotidiano, prática mais comum em locais afastados da costa e em áreas mais interiores de Israel. A descoberta de uma moeda completa em um sítio costeiro, segundo Levy, é particularmente incomum e carrega um valor histórico significativo.

Uma face da moeda exibe um carneiro deitado voltado para a esquerda. O reverso apresenta apenas a cabeça do animal, virada na mesma direção, emoldurada por um carimbo quadrado rebaixado, acompanhada por um ramo de louro em pé e três caracteres que parecem pertencer ao antigo sistema de escrita silábica de Chipre.

Evangeline Markou, que estuda a cunhagem antiga cipriota como pesquisadora no instituto histórico da Fundação Nacional de Pesquisa Helênica em Atenas, explicou que moedas de Salamis do século V chegavam a portos em todo o Mediterrâneo oriental. Ela observou que peças com um local de achado exato são mais difíceis de localizar, e esta pode oferecer novas perspectivas sobre o contato comercial e a movimentação que ligavam Chipre ao que na época era conhecido como a Terra de Israel. Levy acrescentou que o relato preciso do local e das circunstâncias do achado permite aos pesquisadores identificar a moeda e utilizá-la como evidência sólida dos elos comerciais e marítimos que conectavam a região há mais de dois milênios.

Ashdod, onde a moeda emergiu, serviu como porto na costa mediterrânea de Israel por milhares de anos e, no século V a.C., fazia parte da costa levantina sob controle persa, o mesmo império que então dominava Chipre. Na antiguidade, Ashdod era uma das cinco cidades da antiga pentápole filistéia, uma aliança costeira que precedeu o controle persa na região por séculos. Chipre passou ao domínio persa no final do século VI a.C., embora reinos locais como Salamis continuassem a cunhar suas próprias moedas, frequentemente com símbolos locais em vez de imagens persas. O siclo era a denominação padrão de prata do Império Persa Aquemênida, circulando juntamente com o dárico de ouro e ambos amplamente distribuídos pelos territórios do império no século V a.C.

Chaprak recebeu um certificado de apreço da autoridade de antiguidades pela denúncia do achado. Ele descreveu que a moeda lhe pareceu pertencer a um patrimônio compartilhado, razão pela qual a entregou imediatamente. “Se através deste ato eu contribuí com mais uma pequena peça para a pesquisa e a história da Terra de Israel, então essa é uma grande honra para mim”, declarou.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Sylvester Stallone destaca a importância da vida comunitária cristã para o crescimento espiritual

Sylvester Stallone. (Foto: Reprodução)
Sylvester Stallone. (Foto: Reprodução)

Stallone defende comunidade espiritual como essencial para a fé cristã comparando a igreja ao “ginásio da alma”

A meio século da estreia de Rocky, Sylvester Stallone reafirma sua crença na importância da fé congregacional. Recuperadas com o lançamento do trailer de I Play Rocky, cinebiografia sobre a luta do ator para protagonizar o filme que escreveu, suas declarações reavivam o debate sobre a necessidade da vida em comunidade para os cristãos. O ator, que sempre conectou a criação de Rocky à sua espiritualidade, expressou em entrevistas passadas que não se via como escritor, mas sentiu um chamado divino para redigir o roteiro, comparando a experiência a ser movido por Deus.

O detalhe de Rocky abrir com um mural de Jesus sobre o ringue não foi uma coincidência, segundo o ator. O filme I Play Rocky, com estreia prevista para 6 de novembro, busca apresentar a história de superação de um ator desconhecido a uma nova geração, remetendo ao lançamento original de Rocky em 1976. Durante a promoção de Rocky Balboa, Stallone aprofundou sua visão sobre a igreja e a vida espiritual.

Em declarações à The Dove Foundation, Stallone enfatizou a importância da igreja, afirmando “Sem a igreja é como ter um barco sem timão. A igreja é o ginásio da alma”. O astro, que se afastou da fé cristã no auge da fama antes de retornar à vida eclesial, direciona sua mensagem àqueles que acreditam ser possível viver a fé individualmente. Ele ressaltou que a comunidade proporciona uma unidade espiritual inatingível isoladamente: “Todos na igreja estão na mesma página em termos de espírito, unidade e unicidade, e isso você não obtém sozinho”.

Stallone também questionou a postura de fé completamente individualista, ponderando que “Muita gente diz, ‘Ah, eu consigo sozinho. Tenho uma relação um a um com Deus,’ bom, não é exatamente a mesma coisa”. O ator foi mais direto ao sugerir que alguns fiéis usam essa justificativa para evitar o compromisso espiritual, dizendo que “Algumas pessoas talvez tentem justificar sua preguiça. Você obtém o que você coloca”.

Ele comparou o papel dos líderes religiosos a treinadores que auxiliam no crescimento espiritual do crente: “Os sacerdotes, os reverendos, os ministros e os pastores, eles são os treinadores. São eles que te guiam nesses momentos difíceis e te levam àquele lugar que você acha que não pode ir, mas com a ajuda deles, você pode”.

Stallone relatou que seu retorno à igreja trouxe benefícios concretos à sua vida pessoal: “Quanto mais eu vou à igreja e mais me entrego ao processo de acreditar em Jesus e ouvir sua palavra e deixar que ela guie minha mão, sinto que a pressão desapareceu. Eu realmente sinto”. Em um cenário cultural onde a frequência à igreja parece cada vez mais opcional, as palavras de Stallone servem como um lembrete contundente de que ninguém cresce sozinho e que a fé, assim como o boxe, necessita de uma equipe para acompanhar o combate espiritual.

Folha Gospel com informações de Evangélico Digital

Justiça do Trabalho nega reconhecimento de vínculo empregatício entre esposa de pastor e igreja

Martelo da Justiça sobre uma Bíblia (Foto: Reprodução/Facebook)
Martelo da Justiça sobre uma Bíblia (Foto: Reprodução/Facebook)

Justiça trabalhista mineira nega vínculo empregatício a esposa de pastor por atuação religiosa

A Justiça do Trabalho de Minas Gerais manteve a decisão que rejeitou o reconhecimento de vínculo empregatício entre a esposa de um pastor evangélico e a Igreja do Evangelho Quadrangular. Por unanimidade, a Décima Turma do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-MG) considerou que as atividades da mulher na congregação ocorreram por convicção religiosa e em função do papel desempenhado ao lado do marido no ministério pastoral, e não em uma relação de emprego. A decisão encerra o processo, que foi julgado em segunda instância após recurso da autora e não cabe mais apelação.

Na ação, a mulher argumentou que passou a desempenhar tarefas permanentes para a igreja após o marido assumir funções pastorais. Segundo sua alegação, as atividades eram realizadas de forma habitual, pessoal e subordinada à instituição, integrando a rotina da congregação. Ela sustentou ainda que, embora não recebesse salário diretamente, a manutenção financeira familiar dependia dos valores pagos à igreja ao marido, buscando, por isso, o reconhecimento do vínculo empregatício e dos direitos trabalhistas.

O relator do caso, desembargador Ricardo Antônio Mohallem, direcionou a análise para os aspectos jurídicos da relação, sem adentrar em avaliações sobre religião ou organização eclesiástica. O magistrado focou na verificação dos requisitos para caracterizar um contrato de trabalho, conforme previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Ele enfatizou que o contrato de trabalho é de “contrato-realidade”, dependendo da forma como o serviço é efetivamente prestado.

Contudo, a própria autora declarou em audiência que sua atuação na igreja visava acompanhar o marido e atender às exigências do papel de esposa de pastor. Ela confirmou que nunca recebeu salário ou qualquer pagamento direto da instituição, e que todos os valores destinados ao sustento familiar eram pagos exclusivamente ao marido. Para a Décima Turma, as provas documentais e testemunhais evidenciaram que a atuação da autora estava atrelada ao ministério religioso e à assistência espiritual prestada em conjunto com o pastor.

Os desembargadores entenderam que não havia subordinação jurídica típica de uma relação de emprego, mas sim uma atuação voluntária motivada pela fé. O acórdão ressaltou que o trabalho religioso voluntário, baseado em convicções espirituais e não em interesses econômicos, afasta a caracterização do vínculo empregatício. A decisão pontuou que a atuação decorre de idealismo, crença e vocação religiosa, elementos que são incompatíveis com a lógica de um contrato de trabalho.

Adicionalmente, os magistrados consideraram que qualquer ajuda financeira recebida para o sustento do pastor e de sua família tem caráter assistencial, voltado à viabilização da atividade missionária, e não natureza salarial. A decisão mencionou ainda um precedente do próprio TRT-MG, datado de 2004, que estabelece que atividades de assistência espiritual e propagação da fé não configuram objeto de contrato de emprego por não possuírem conteúdo economicamente avaliável. Dessa forma, o colegiado confirmou integralmente a sentença de primeira instância, negando o pedido da autora.

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