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Projeto restringe festas de Carnaval perto de igrejas no Espírito Santo

Carnanval em frente a uma igreja (Foto: Canva IA)
Carnanval em frente a uma igreja (Foto: Canva IA)

Uma proposta legislativa apresentada na Assembleia Legislativa do Espírito Santo visa restringir a realização de festas de Carnaval e eventos similares nas proximidades de igrejas e outros locais de culto religioso.

A medida, que tramita sob o número 49/2026, é de autoria do deputado estadual Delegado Danilo Bahiense (PL) e sugere a proibição em um raio de até 100 metros de qualquer templo, independentemente de sua denominação.

A restrição proposta abrange o período de Carnaval e outras festas populares, especificamente nos dias e horários em que houver celebrações religiosas. O objetivo é evitar que esses eventos comprometam o sossego e a segurança das atividades religiosas.

Conforme o texto do projeto, o descumprimento das novas regras pode acarretar penalidades que vão desde a aplicação de multas até o cancelamento da festividade.

O Poder Executivo estadual seria responsável por indeferir solicitações de autorização para eventos que não estejam em conformidade com a norma, além de orientar os organizadores e fiscalizar o cumprimento, visando assegurar a liberdade religiosa.

Na justificativa apresentada, o deputado Delegado Danilo Bahiense argumenta que o Estado tem a prerrogativa de organizar o uso do espaço público com vistas à preservação do sossego e da ordem, direitos considerados fundamentais.

“O presente projeto não cria privilégio religioso, mas protege o exercício regular do culto, evitando interferências externas desproporcionais, especialmente ruídos excessivos e aglomerações que possam inviabilizar as celebrações religiosas”, declarou o parlamentar na mensagem que acompanha a proposição.

TV Gazeta planeja encerrar contrato com Igreja Universal na busca de independência financeira

Televisão e um controle remoto (Foto: Jonas Leupe - Unsplash)
Televisão e um controle remoto (Foto: Jonas Leupe - Unsplash)

A TV Gazeta planeja uma reestruturação editorial significativa com o objetivo de reduzir sua dependência financeira da Igreja Universal do Reino de Deus. Juliana Algañaraz, superintendente geral da emissora, expressou em entrevista ao podcast NaTelinha na última terça-feira (3) o desejo de impulsionar a produção de conteúdo original, mas enfrenta desafios devido à forte ligação com a instituição religiosa.

O contrato vigente com a Universal é responsável por aproximadamente 80% da receita da TV Gazeta, segundo apurações do TV Pop. A igreja ocupa cerca de 11 horas da programação diária da emissora, o que, segundo Algañaraz, dificulta a consolidação de uma identidade nacional coesa. “Dentro da nossa estratégia, queremos criar uma faixa de programação brasileira. Neste momento, estou um pouco engessada porque herdei a igreja”, desabafou a executiva, que também lidera a Fundação Cásper Líbero.

Algañaraz comparou a presença religiosa na programação a um “calo no pé”, defendendo a possibilidade de a emissora prosperar sem a venda de horários. Apesar da estabilidade financeira que o acordo proporciona, o modelo atual limita a diversidade de projetos e a autonomia criativa. A estratégia da nova gestão mira atrair um público mais jovem e diversificado.

O plano é encerrar a parceria com grupos religiosos, embora a transição exija prudência financeira. A superintendente reconheceu que a venda de horários é uma forma de receita de baixo investimento em produção, mas pretende aproveitar os horários vagos e aguardar o término do contrato, previsto para 2027. Nos próximos 12 meses, a meta é desenvolver novos formatos que possam suprir a receita atualmente proveniente da igreja.

“Está nos meus planos [encerrar a negociação], mas não é fácil”, concluiu Algañaraz sobre o futuro da relação contratual da TV Gazeta com a Igreja Universal.

Justiça suspende cobrança de IPTU sobre templo alugado em Cuiabá

Balança e martelo da Justiça (Foto: FolhaGospel/Canva Pro)
Balança e martelo da Justiça (Foto: FolhaGospel/Canva Pro)

A 1ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Cuiabá concedeu liminar suspendendo a cobrança de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) sobre um imóvel alugado e utilizado como templo pela Igreja Internacional da Graça de Deus.

A decisão, proferida pela juíza Laura Dorilêo Cândido nesta quarta-feira (4), atende a um pedido da instituição religiosa em uma ação declaratória de imunidade tributária contra o Município de Cuiabá.

A igreja, que se declara uma instituição sem fins lucrativos, argumentou em sua defesa que utiliza o imóvel, localizado na Avenida Josefa Souza Silva, no bairro Jardim Industriário, para a realização de cultos e outras atividades religiosas desde novembro de 2010.

Embora o contrato de locação estabeleça a responsabilidade da igreja pelo pagamento do IPTU e taxas, a instituição relatou ter enfrentado dificuldades ao tentar formalizar um pedido administrativo para o reconhecimento da imunidade tributária. Segundo a igreja, o Município teria se recusado a receber a solicitação, alegando “irregularidades do imóvel ou existência de débitos pendentes”.

A defesa da igreja baseou-se na Emenda Constitucional nº 116/2022, que alterou o artigo 156 da Constituição Federal. A nova redação prevê expressamente que o IPTU não incide sobre templos de qualquer culto, estendendo a imunidade para casos em que as entidades religiosas são locatárias do bem imóvel e o utilizam para suas finalidades essenciais.

Ao analisar o pedido, a magistrada considerou a comprovação inicial da natureza religiosa da instituição, a existência do contrato de locação e a destinação do imóvel como templo. A juíza ressaltou que a continuidade da cobrança do tributo poderia acarretar inscrição em dívida ativa e o ajuizamento de execução fiscal contra a igreja.

Diante disso, a tutela de urgência foi deferida, suspendendo a cobrança do IPTU, tanto para débitos vencidos quanto para os que ainda vencerem, no âmbito da ação judicial.

O Município de Cuiabá foi notificado e tem o prazo legal para apresentar sua contestação.

Jovem se torna evangelista em prisões dos EUA após conversão

Makenna Brown se converteu na prisão e se tornou evangelista em penitenciárias nos EUA. (Foto: Reprodução/CBN News)
Makenna Brown se converteu na prisão e se tornou evangelista em penitenciárias nos EUA. (Foto: Reprodução/CBN News)

Uma jovem, que se viu envolvida com drogas e crimes a ponto de encarar uma sentença de até 30 anos de reclusão, encontrou um novo propósito de vida através da fé no ambiente carcerário. Atualmente, Makenna Brown dedica-se a compartilhar sua história e a mensagem do evangelho com outros detentos nos Estados Unidos. Ela foi presa em fevereiro de 2021, em Cartersville, Geórgia, enfrentando acusações graves.

Makenna descreveu seu estado emocional à CBN News como um período em que se via “tornada um monstro” e incapaz de se imaginar sendo aceita ou amada por quem era. A busca por aceitação, que a acompanhava desde os 12 anos, intensificou-se com o envolvimento em drogas, furtos e relacionamentos superficiais. Essas atividades, segundo ela, proporcionavam uma falsa confiança e a sensação de pertencimento.

O vício, no entanto, comprometeu seus planos futuros, como cursar a faculdade, e passou a ditar suas escolhas. A sensação de rejeição e vazio apenas se agravava, levando-a a um estado de profunda escuridão espiritual. “Comecei a ficar tão espiritualmente sombria que o suicídio parecia uma boa saída”, relembrou, mencionando ter chegado a considerar o ato extremo com uma arma em mãos.

Em sua busca por esperança, Makenna explorou a Nova Era, mas sentiu que faltava algo. A prisão de Makenna, seu namorado e amigos por diversos crimes graves marcou um ponto de virada. Foi nas condições adversas da detenção que sua transformação começou a se manifestar.

Enquanto caminhava em seu quarto na prisão, Makenna viu escrito na parede um versículo bíblico que falava sobre o batismo com água e o batismo com o Espírito Santo e fogo. Ela interpretou isso como um sinal, um momento em que sentiu uma comunicação direta. “Eu disse: ‘Deus, se é que o Senhor está me ouvindo, confio mais no Senhor do que em mim mesma neste momento’”, declarou.

Poucos dias depois, Makenna foi atraída para um culto no refeitório da prisão. Ao ouvir uma pregação e sentir a imposição de mãos por um pastor, ela experimentou uma sensação sobrenatural, descrita como a pureza da presença divina. “Quando o pastor impôs as mãos sobre mim, senti algo sobrenatural. Senti a pureza da presença do Senhor tão verdadeira e real, eu soube que podia confiar”, testemunhou. Naquele momento, as acusações que enfrentava tornaram-se secundárias, pois seu coração encontrou um sentimento de pertencimento que nunca havia experimentado.

Durante os seis meses em que esteve detida, Makenna mergulhou no estudo da Bíblia, descobrindo um senso de amor e escolha divina. Essa nova fé trouxe-lhe paz e uma nova identidade. “As palavras Dele começaram a me transformar. Ele dizia: ‘Você não foi rejeitada. Eu te escolhi e te amo, não importa o que aconteça. Eu morri por você, apesar de você mesma'”, contou. Sua vida passou a girar menos em torno de si mesma e mais em aprender a se amar e se perdoar.

Após sua liberação, com todas as acusações retiradas, Makenna tornou-se membro e líder de louvor na igreja do pastor que a evangelizou. Ela também iniciou um trabalho evangelístico na prisão do Condado de Bartow, o mesmo local onde esteve detida. “Nunca mais me sinto sozinha. É como uma conversa constante com o Senhor. É emocionante e lindo. Agora tenho integridade. O sangue dele basta, você não precisa fazer nada para encobrir o que fez ou tentar mudar a si mesmo. Quando Ele disse: ‘Está consumado’, foi por você”, concluiu.

Folha Gospel com informações de CBN News

Marido de Damares não pediu divórcio por ela estar com câncer

Damares ao lado do marido, o pastor Aldori de Oliveira. (Foto: reprodução/redes sociais)
Damares ao lado do marido, o pastor Aldori de Oliveira. (Foto: reprodução/redes sociais)

Boatos que circularam nas redes sociais e em diversos veículos de comunicação sobre um suposto divórcio entre a cantora gospel Damares e seu marido, o pastor Aldori de Oliveira, motivado por um diagnóstico de câncer da artista, foram desmentidos. Não há qualquer registro de processo judicial, documento cartorário ou manifestação pública que confirme o pedido de divórcio por parte do mardio da cantora, segundo apuração do site “O Fuxico Gospel”.

Até o momento, a assessoria da cantora Damares não confirmou qualquer diagnóstico de câncer ou doença terminal. A ausência da artista nas redes sociais desde o dia 1º de janeiro de 2026 e a falta de agenda de shows recentes intensificaram as preocupações dos fãs sobre seu estado de saúde.

Em uma manifestação publicada em 18 de fevereiro, Damares agradeceu o apoio e as orações dos fãs, pedindo respeito ao momento de reserva, sem mencionar qualquer doença ou tratamento médico. O casamento, aliás, continua oficialmente mantido, com o casal tendo celebrado recentemente a renovação dos votos matrimoniais durante a comemoração das bodas de prata.

A cantora, que assinou contrato com uma gravadora de São Paulo há mais de um ano, ainda não lançou trabalhos recentes, o que pode estar relacionado ao quadro clínico em questão. Fãs e admiradores têm demonstrado apoio e enviado mensagens de solidariedade online, expressando votos de rápida recuperação.

Damares, nascida em Umuarama (PR) em 30 de janeiro de 1980, iniciou sua carreira musical ainda criança em eventos religiosos. Seu primeiro álbum, “Asas de Águia”, foi lançado em 1997. A projeção nacional veio em 2008 com o álbum “Apocalipse”, que continha o hit “Sabor de Mel”. Trabalhos posteriores como “Diamante” (2010) e “O Maior Troféu” (2013) receberam diversas certificações, consolidando sua popularidade no meio gospel.

A artista, reconhecida por suas mensagens de fé, esperança e superação, é referência na música pentecostal, tendo se apresentado em eventos internacionais e recebido prêmios como o Troféu Talento e o Troféu Promessas.

Folha Gospel com informações de Fuxico Gospel, Diário do Pará e Portal Prefeitura

Cristão ex-gay é absolvido da acusação de propaganda de terapias para reverter a homossexualidade

Matthew Grech, cristão ex-gay, processado por compartilhar seu testemunho. (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Matthew Grech, cristão ex-gay, processado por compartilhar seu testemunho. (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Nesta quarta-feira (4 de março), um juiz em Malta considerou um cristão ex-gay inocente da acusação de fazer propaganda de terapias para reverter a homossexualidade apenas por ter compartilhado seu testemunho de conversão nas redes sociais, pondo fim a três anos de incerteza jurídica.

A magistrada Monica Vella proferiu a sentença a favor de Matthew Grech, de 33 anos, que enfrentava até cinco meses de prisão e uma multa de 5.000 euros caso fosse condenado por violar a Lei de Afirmação da Orientação Sexual, Identidade de Gênero e Expressão de Gênero. Do lado de fora do Tribunal de Justiça, na Rua da República, esta manhã, Grech classificou a decisão como uma “vitória para a verdade e a liberdade”.

O tribunal também absolveu os jornalistas Mario Camilleri e Rita Bonnici, apresentadores do PMnews Malta, que realizaram uma entrevista em 2022 que levou ao processo. O grupo de direitos humanos Christian Concern descreveu a absolvição dos jornalistas como “mais uma vitória para a liberdade de imprensa”.

Grech, um funcionário da igreja que abandonou o estilo de vida gay após se converter ao cristianismo, divulgou uma declaração pública após o encerramento do caso.

“Desde o início, deixei claro que não cometi nenhum crime”, disse Grech. “Nunca fui culpado de nada, exceto de falar abertamente sobre minha própria vida, sobre minha jornada espiritual para me tornar cristão e sobre a profunda diferença e liberdade que minha fé trouxe a todos os aspectos de quem eu sou.”

Malta tornou-se o primeiro país da União Europeia a proibir a terapia de conversão em 2016.

Grech foi processado por supostamente promover práticas de conversão durante uma entrevista no PMnews Malta, uma plataforma de mídia que defende a liberdade de expressão. Grech compartilhou seu testemunho de conversão ao cristianismo e de ter abandonado voluntariamente um estilo de vida homossexual. O programa o apresentou como representante da Federação Internacional para a Escolha Terapêutica e de Aconselhamento (IFTCC).

Os advogados de defesa alegaram que as acusações violavam os direitos fundamentais de Grech, previstos no Artigo 41 da Constituição de Malta e no Artigo 10 da Convenção Europeia dos Direitos Humanos. A equipe de defesa sustentou que Grech expressou sua fé e identidade pessoais na entrevista, e não fez propaganda de terapia.

O magistrado Vella decidiu que a acusação não conseguiu provar nem um ato criminoso nem a intenção criminosa. O juiz observou que a transmissão ocorreu em 2022, antes de o governo introduzir as alterações de 2023 que ampliaram a definição de publicidade. Aplicar essas definições retroativamente violaria princípios legais, considerou o tribunal.

Na entrevista, Grech mencionou perspectivas científicas sobre o tratamento de traumas por meio da terapia da fala, que pode “às vezes reduzir a atração pelo mesmo sexo e a confusão de gênero”, afirmou a Christian Concern. Segundo relatos, Grech rejeitou o termo “terapia de conversão” e, em vez disso, explicou sua perspectiva de fé bíblica.

“Entendi que, na Bíblia, a homossexualidade não é uma identidade como a entendemos hoje em dia”, disse Grech na época. “E também não é um sentimento, mas uma prática. Isso significa que, independentemente dos sentimentos sexuais que um homem ou uma mulher experimente, se tiverem relações sexuais com uma pessoa do mesmo sexo, cometem o ato homossexual aos olhos de Deus, e isso é pecado.”

Grech afirmou que, como em qualquer outro pecado, uma pessoa pode se arrepender, pedir perdão a Deus e pedir-Lhe forças para superar. “Estou falando aqui de uma perspectiva cristã”, acrescentou.

Silvan Agius, ativista LGBTQI+ e alto funcionário da União Europeia para a Igualdade, apresentou queixa à polícia acusando Grech de anunciar ilegalmente práticas de conversão. Agius, que integra o gabinete da Comissária Europeia para a Igualdade, Helena Dalli, apresentou a queixa juntamente com os ativistas Cynthia Chircop e Christian Attard.

Grech afirmou hoje, em seu comunicado, que o caso virou sua vida de cabeça para baixo, apesar de não ter prejudicado ninguém nos últimos “três longos anos”. Ele ressaltou que sofreu não por infringir a lei, mas por compartilhar seu testemunho pessoal de esperança e renovação em um podcast.

“Este processo nunca deveria ter sido instaurado”, disse Grech. “Acredito que foi motivado politicamente e totalmente sem fundamento. Ele expôs o perigo de leis penais com redação vaga, que podem ser distorcidas e aplicadas arbitrariamente. Quando as leis são imprecisas, elas se tornam ferramentas, e ferramentas em mãos erradas podem se tornar armas.”

Grech observou que, nos últimos três anos, o próprio processo se tornou uma punição. Ele suportou tensão emocional, danos à reputação, custos financeiros e incerteza constante.

“Ninguém deveria ter que viver sob o peso de acusações criminais simplesmente por exercer seu direito à liberdade de expressão”, disse ele.

Grech também considerou a decisão do juiz uma reafirmação de um princípio fundamental: falar sobre a própria experiência de vida. Ele salientou que, se isso inclui o poder transformador de Cristo, não é crime.

“O fato de isso ter acontecido em Malta com o apoio da ampla rede política europeia deveria servir de alerta para o mundo”, disse Grech. “Durante todo esse calvário, meus direitos constitucionais foram violados, incluindo meu direito a um julgamento justo e eficiente. A responsabilização é fundamental. Nenhuma autoridade civilizada no mundo deveria ter o poder de censurar e fazer seus cidadãos sofrerem como aconteceu comigo, simplesmente por expressar a fé cristã e a moralidade que dela decorre.”

Ele acrescentou que não guarda ressentimentos e que hoje o dia é sobre liberdade. Afirmando esperar que ninguém mais em Malta ou em qualquer outro lugar sofra por compartilhar suas experiências de vida e sua fé, Grech disse que a absolvição envia uma mensagem clara de que a liberdade de expressão importa.

“O direito à autodeterminação importa”, disse Grech. “E a lei jamais deve ser usada como arma para silenciar o testemunho cristão legítimo. Estou aqui hoje grato, grato à minha equipe jurídica, grato àqueles que me apoiaram e, acima de tudo, grato a Deus, cuja graça transformadora é a própria história pela qual fui processado. A verdade não se torna ilegal porque, para alguns, é impopular. Hoje, a liberdade venceu.”

Mike Davidson, fundador do IFTCC e do Core Issues Trust, testemunhou em defesa de Grech na última audiência. Ele esclareceu que Grech nunca se submeteu a terapia relacionada à sua sexualidade e não tinha conhecimento prévio dessas práticas. Davidson expressou alívio pelo fato de o tribunal ter esclarecido o caso.

“Em sua essência, havia um princípio simples, porém vital: o de que os indivíduos devem ser livres para falar sobre suas próprias experiências de vida sem medo de sanções criminais”, disse Davidson.

O Centro Jurídico Cristão (CLC) apoiou a defesa de Grech. O grupo de direitos humanos alegou que Grech era um “alvo em Malta” desde que ganhou as manchetes em 2018 por contar sua história como participante do X Factor Malta. Agius, cujas responsabilidades incluem inclusão e igualdade, considerou a história de Grech “problemática”, segundo o Centro Jurídico Cristão.

“O veredicto de inocência de hoje é uma vitória clara e decisiva, não apenas para Matthew, mas para a liberdade cristã e a liberdade de expressão em todo o mundo”, disse Andrea Williams, diretora executiva da CLC. “Após anos de pressão, a tentativa de criminalizá-lo fracassou porque a promotoria nunca conseguiu definir de forma coerente o que significa ‘terapia de conversão‘.”

Williams classificou o termo como politicamente carregado e sem qualquer fundamento na realidade. Ela afirmou que o caso expôs como ativistas buscaram “instrumentalizar a lei” para silenciar pessoas que expressam crenças cristãs tradicionais sobre sexualidade e identidade.

“Nunca houve qualquer evidência credível que justificasse as acusações feitas contra ele, apenas uma campanha agressiva para silenciar pontos de vista que divergem de uma ideologia predominante”, acrescentou Williams.

Williams destacou a natureza perigosa do caso, citando o fato de que a acusação incluía locutores que confrontaram Grech durante a entrevista.

“A absolvição de hoje envia uma mensagem inequívoca: as tentativas de criminalizar o ensino e o testemunho cristãos não prevalecerão”, disse Williams. “Esta é uma vitória para Malta, para a Europa e para todos aqueles que se preocupam com a liberdade de expressão e a liberdade religiosa em todo o mundo.”

Folha Gospel com informações de Christian Daily

Crimes de ódio anticristãos aumentaram em toda a Europa

Cruz caída no chão após vandalismo em igreja evangélica (Foto: Reprodução/YouTube)
Cruz caída no chão após vandalismo em igreja evangélica (Foto: Reprodução/YouTube)

Os crimes de ódio anticristãos na Europa aumentaram durante o mês de janeiro, de acordo com o Observatório sobre Intolerância e Discriminação contra Cristãos na Europa (OIDAC).

O grupo relata 39 crimes de ódio anticristãos registrados, na maioria dos casos visando locais de culto e símbolos, em vez de indivíduos.

Houve 18 incidentes de vandalismo, 10 incêndios criminosos, cinco casos de profanação e quatro roubos de símbolos religiosos.

Três casos envolveram violência contra cristãos, incluindo uma agressão a um pregador de rua na Holanda.

Dez dos incidentes ocorreram na Itália, oito na Alemanha e sete na França. Outros sete países registraram pelo menos um incidente.

A OIDAC observou que janeiro registrou um número excepcionalmente alto de ataques relacionados a incêndios criminosos, a maioria dos quais ocorreu na Alemanha e na Itália.

Fora da UE, foram registados dois incidentes no Reino Unido e um na Ucrânia. Um dos incidentes no Reino Unido envolveu a proibição, pela polícia, de uma “Caminhada com Jesus” planeada em Whitechapel, devido ao risco de distúrbios graves resultantes de uma reação hostil da população maioritariamente muçulmana da zona.

Recentemente, o Parlamento Europeu aprovou uma resolução reafirmando sua oposição a todas as formas de preconceito e discriminação, incluindo a perseguição anticristã, e reconhecendo sua falha em nomear um coordenador para lidar com a cristianofobia, apesar de já possuir um coordenador plenamente capacitado para o combate à islamofobia. A resolução foi bem recebida pela OIDAC .

O grupo afirmou que “o Parlamento [Europeu] não só reconhece a escala global da perseguição anticristã, como também destaca uma assimetria institucional na atual estrutura antidiscriminatória da UE”.

Apesar de descrever os 39 incidentes registrados como um “aumento”, é perfeitamente possível que o número real de crimes de ódio anticristãos seja muito maior, já que um relatório publicado no ano passado sugeriu que esses crimes são frequentemente ” minimizados, subnotificados ou politicamente ignorados “.

Dados previamente publicados pela OIDAC sugerem que em 2024 ocorreram mais de 2.200 crimes de ódio anticristãos na Europa , o que corresponde a uma média mensal superior a 180.

A diretora da OIDAC, Anja Tang-Hoffman, afirmou que os dados mais recentes “apontam para a necessidade de monitoramento contínuo, medidas preventivas eficazes e respostas proporcionais das autoridades policiais”.

“Garantir a proteção dos locais de culto e o exercício livre e seguro da religião continua sendo uma obrigação fundamental dos Estados, de acordo com os padrões europeus de direitos humanos, e um componente essencial da coesão social e do pluralismo”, afirmou ela.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Missionários usam redes sociais para pregar o Evangelho durante Ramadã

Homem segura Bíblia e smartphone (Foto: Canva IA)
Homem segura Bíblia e smartphone (Foto: Canva IA)

Em uma região do Sudeste Asiático com forte presença muçulmana, missionários encontraram nas redes sociais uma nova e eficaz ferramenta para disseminar o Evangelho, especialmente durante o Ramadã. Este período, marcado pelo jejum dos fiéis islâmicos do nascer ao pôr do sol, é visto como um momento de grande sensibilidade espiritual e, consequentemente, de maior risco para cristãos locais que não aderem à prática.

O jejum, um dos pilares do Islã, é levado a sério pelos muçulmanos como um caminho para a salvação. Em contextos onde o Islã é a religião predominante, a adesão a esses preceitos é observada atentamente, e aqueles que não participam podem enfrentar hostilidade.

Foi nesse cenário que um grupo de missionários lançou uma pergunta nas redes sociais, estrategicamente pensada para o período de Ramadã e para o maior tempo que as pessoas passam online. A questão foi “Boas obras são suficientes para ir para o céu?”. A iniciativa visa iniciar conversas com o objetivo de apresentar o Evangelho e conduzir as pessoas a um encontro com Jesus.

Segundo o Conselho de Missões Internacionais (IMB), os resultados superaram as expectativas. Nas semanas seguintes, o grupo registrou dezenas de mensagens, com uma média de 80 interações diárias. Jacob Stanley, que atua na região auxiliando igrejas locais em evangelização digital, expressou surpresa com o nível de engajamento.

“As pessoas ficam mais tempo online [durante o Ramadã] e têm uma sensibilidade maior para assuntos espirituais. Então, louvamos ao Senhor por isso e pela oportunidade de apresentá-las ao Evangelho”

Abertura para o Evangelho impulsiona discipulado

Stanley tem colaborado com igrejas no Sudeste Asiático para implementar estratégias de evangelização que incluem o uso intensivo das mídias sociais. Um dos focos é preparar cristãos para responder em tempo real a perguntas e para conduzir diálogos mais profundos, especialmente em comunidades onde o Evangelho pode ser recebido com ceticismo ou hostilidade.

Essas interações têm se mostrado valiosas não apenas para alcançar novos fiéis, mas também para o discipulado dos cristãos locais. As conversas, mesmo que desafiadoras, geram questionamentos importantes e discussões bíblicas produtivas, incentivando a gentileza e a humildade nas respostas.

“Essas conversas criaram muitas perguntas interessantes e tivemos muitas boas discussões bíblicas. Continuo a encorajá-los a serem gentis e humildes”, relatou Stanley. A experiência tem fortalecido a fé dos missionários e dos cristãos locais, que aprendem mais sobre a Bíblia e sobre como expressar sua fé em ações de divulgação online.

Stanley pede orações pelas igrejas e pelos fiéis na região Ásia-Pacífico, para que recebam discernimento e que muitas portas se abram para o compartilhamento do Evangelho através das mídias sociais.

Folha Gospel com informações de IMB

Luiza Possi encerra 25 anos de carreira secular para dedicar-se à música gospel

Cantora Luiza Possi (Foto: Reprodução/Instagram)
Cantora Luiza Possi (Foto: Reprodução/Instagram)

Após duas décadas e meia dedicadas à música popular brasileira, Luiza Possi comunicou uma mudança drástica em sua trajetória profissional. A artista, conhecida por sucessos no MPB e pop, decidiu deixar a carreira secular para se dedicar a louvar a Deus.

A revelação foi feita em um vídeo compartilhado nas redes sociais na última terça-feira (3), onde ela descreveu a decisão como o recado mais importante de sua vida.

Filha da renomada cantora Zizi Possi, Luiza Possi trilhou um caminho artístico desde a adolescência, acumulando prêmios e gravações em diversos idiomas. Contudo, após sua conversão e batismo, a cantora sente-se chamada para uma nova jornada.

A artista anunciou seu novo álbum, intitulado “É Só o Amor”, que marcará o encerramento de um ciclo de 25 anos. Ela expressou que este trabalho representa o fim de uma estação para dar início a outra, onde cantará o amor por Jesus Cristo e por Deus, que agora ocupa o primeiro lugar em sua vida.

Luiza Possi encorajou seus seguidores a a acompanharem esta nova fase, definindo a transição para a música gospel como um chamado divino cumprido com orgulho. A cantora reconheceu que o caminho não será simples, mas declarou com convicção: “Essa é a nova estação da minha vida. E eu te convido para viver o fim de um ciclo e para entrar comigo no começo de uma nova estação, linda também, que vai ter muitos frutos. Eu sei disso. Nós vamos cantar um outro tipo de amor”.

A decisão de Luiza Possi gerou uma onda de apoio nos comentários de suas publicações. Internautas e artistas cristãos manifestaram seu encorajamento. A apresentadora Karina Bacchi citou o Salmo 40.3, desejando que um novo cântico de louvor seja posto em sua boca. A cantora e pastora Nãna Shara celebrou a novidade, expressando orgulho e antecipando a glória de Deus em sua nova ministração. O ator Juliano Cazarré também parabenizou a artista pela coragem e pelo amor demonstrado em sua caminhada espiritual.

STF libera exibição de documentário sobre o grupo conservador católico Arautos do Evangelho

Sede do Supremo Tribunal Federal (STF) - Foto: Antonio Augusto/STF
Sede do Supremo Tribunal Federal (STF) - Foto: Antonio Augusto/STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), garantiu a exibição da série documental “Escravos da Fé: Os Arautos do Evangelho”, ao cassar decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que havia proibido a divulgação da obra pelo canal HBO e pela plataforma HBO Max.

A produção, prevista para estrear ainda neste semestre, foi contestada judicialmente após pedido dos Arautos do Evangelho. O grupo religioso alegou que o documentário poderia expor dados sensíveis relacionados a um inquérito civil que tramita sob segredo de Justiça e que apura supostas violações de direitos de alunos em instituições administradas pela associação.

O STJ acolheu os argumentos e entendeu que a exibição poderia causar dano irreversível à imagem da entidade, gerando uma “condenação popular” antes da conclusão do processo judicial. A decisão determinava que a Warner Bros. e a Endemol Shine Brasil se abstivessem de mencionar o grupo na produção.

Recurso ao STF e alegação de censura

A Warner Bros., responsável pela exibição, recorreu ao STF sustentando que não é parte do inquérito e, portanto, não teria acesso a documentos sigilosos. Segundo a empresa, o documentário foi produzido com base em fontes públicas, entrevistas, pesquisas históricas e materiais obtidos de forma lícita.

No julgamento das Reclamações (RCL) 90822 e 90982, Flávio Dino considerou que a decisão do STJ configurava censura prévia, prática vedada pela Constituição Federal. O ministro citou entendimento consolidado pelo STF no julgamento da ADPF 130, que assegura ampla proteção à liberdade de expressão e proíbe restrições antecipadas à circulação de informações.

“É inadmissível, como regra, a imposição de censura prévia”, afirmou o ministro, destacando que o Judiciário não pode impedir a divulgação de uma obra com base em suposições sobre eventuais danos futuros. Para Dino, não se pode presumir quebra de segredo de Justiça apenas porque o documentário aborda tema semelhante ao de investigação em curso.

Ele ressaltou, contudo, que permanece vedada a utilização de peças processuais do inquérito protegido por sigilo. Caso haja eventual violação à honra ou à imagem, segundo o ministro, a discussão deve ocorrer posteriormente, por meio de ação judicial específica.

Contexto e denúncias

Os Arautos do Evangelho são uma associação católica de perfil conservador, com atuação em mais de 70 países. Nos últimos anos, o grupo foi alvo de denúncias envolvendo supostos maus-tratos e abusos contra jovens que participaram de internatos ligados à instituição — acusações que motivaram investigações do Ministério Público.

De acordo com a Warner Bros., o documentário aborda a história e a atuação da associação religiosa. Com a decisão do STF, a produção poderá ser exibida, desde que respeitado o sigilo dos documentos judiciais protegidos.

Folha Gospel com informações de STF e CNN Brasil

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