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Argélia fecha igrejas protestantes enquanto cristãos são forçados à clandestinidade

Governo da Argélia está fechando igrejas no país. (Foto: Morning Star News)
Governo da Argélia está fechando igrejas no país. (Foto: Morning Star News)

Quase todas as igrejas protestantes na Argélia foram obrigadas a fechar, forçando milhares de cristãos a se refugiarem em casas particulares e encontros informais, à medida que as autoridades intensificam o controle sobre o culto não muçulmano.

Os encerramentos, que têm sido sistemáticos desde 2017, não são incidentes isolados, mas fazem parte daquilo que um relatório de 2026 do Centro Europeu de Direito e Justiça (ECLJ) descreve como “um sistema jurídico e administrativo restritivo, incompatível com as normas internacionais de liberdade religiosa”.

O relatório documenta o que chama de crescente discrepância entre as garantias constitucionais da Argélia e a realidade vivida por sua minoria cristã.

Desde 2006, pelo menos 58 igrejas protestantes foram fechadas pelas autoridades, incluindo quase todas as afiliadas à Igreja Protestante da Argélia (EPA). Em janeiro de 2025, as últimas igrejas evangélicas restantes haviam efetivamente encerrado suas atividades.

O resultado é uma transformação silenciosa, porém abrangente, da vida cristã. As reuniões de oração agora acontecem em casas particulares, espaços improvisados ​​ou ao ar livre. Alguns fiéis se reúnem no que o relatório descreve como “igrejas domésticas”, enquanto outros se encontram em áreas remotas, “igrejas sob oliveiras”.

“Tentamos viver nossa comunhão da melhor maneira possível; o mais importante é estarmos juntos”, disse um representante da EPA em depoimento citado no relatório.

A legislação argelina exige que o culto não muçulmano seja autorizado pelo Estado, mas os cristãos afirmam que tais autorizações raramente são concedidas.

Segundo uma portaria de 2006, qualquer atividade religiosa deve ocorrer em edifícios oficialmente aprovados, enquanto uma lei de 2012 exige que as associações religiosas se registrem junto às autoridades, um processo que, segundo os críticos, tem sido efetivamente bloqueado.

“Na prática, as autoridades argelinas rejeitaram todos os pedidos de abertura de novos locais de culto”, afirma o relatório.

Sem reconhecimento legal, até mesmo pequenas reuniões podem ser consideradas violações.

Pastores e fiéis têm sido processados ​​por realizar cultos sem autorização, enquanto batidas policiais em reuniões de oração resultaram em detenções e interrogatórios.

Em um caso recente, um grupo de cristãos foi detido por horas após uma reunião religiosa, o que evidencia os riscos associados ao culto comunitário.

Além das restrições ao culto, o relatório destaca leis que criminalizam certas formas de expressão religiosa.

A legislação argelina considera crime “minar a fé de um muçulmano” ou tentar converter muçulmanos, com penas que incluem prisão e multas. O alcance dessas disposições é amplo.

“Qualquer expressão de fé cristã pode ser considerada uma tentativa de ‘minar a fé de um muçulmano’… e pode resultar em processo judicial”, observa o relatório.

As autoridades têm usado essas leis para processar casos envolvendo publicações em redes sociais, distribuição de material religioso e discussões públicas sobre o cristianismo.

Os cristãos muitas vezes evitam exibir símbolos religiosos ou falar abertamente sobre suas crenças, temendo consequências legais ou reações negativas da sociedade.

Comunidade cristã clandestina em crescimento

Apesar das crescentes restrições, a população cristã da Argélia cresceu nas últimas décadas, particularmente entre os protestantes evangélicos.

A comunidade conta atualmente com cerca de 156.000 pessoas, ou aproximadamente 0,3% da população, de acordo com dados citados no relatório.

Grande parte desse crescimento ocorreu na Cabília, uma região com uma identidade cultural distinta e uma história de diversidade religiosa.

“O tecido social foi danificado durante a guerra civil, tornando o terreno fértil para mudanças religiosas”, afirmou a historiadora Karima Dirèche, citada no relatório.

No entanto, esse crescimento ocorreu em grande parte fora das estruturas oficiais, à medida que as igrejas perdem o estatuto legal e a visibilidade pública.

Os convertidos do islamismo ao cristianismo enfrentam desafios específicos. Embora a conversão não seja explicitamente proibida, é amplamente percebida como uma ameaça à ordem religiosa e social da Argélia. O relatório observa que os convertidos podem sofrer pressão tanto das autoridades quanto de suas comunidades. Os cristãos frequentemente encontram discriminação dentro dos sistemas jurídicos e sociais que presumem que todos os cidadãos são muçulmanos.

Em toda a África do Norte, os governos geralmente garantem a liberdade de culto, mantendo, ao mesmo tempo, uma forte supervisão da vida religiosa.

Na Tunísia, a Constituição protege a liberdade de crença, mas o proselitismo continua sendo um tema delicado e os convertidos podem sofrer pressão social. Em Marrocos, o Estado permite atividades cristãs limitadas, mas restringe os esforços para converter muçulmanos e monitora de perto os grupos religiosos.

A Argélia, no entanto, destaca-se pela escala da aplicação da lei. O fechamento generalizado de igrejas protestantes e o uso consistente de medidas legais contra o culto não registrado criaram um dos ambientes mais restritivos para os cristãos na região.

A Argélia ratificou acordos internacionais que protegem a liberdade religiosa, mas o relatório afirma que esses compromissos não estão sendo totalmente implementados.

As reações dos organismos internacionais têm sido “em grande parte simbólicas e não vinculativas”, permitindo que a situação persista.

A questão voltou a atrair a atenção global nas últimas semanas, após uma visita papal histórica ao país, que destacou a herança cristã da Argélia e enfatizou o diálogo inter-religioso.

Mas, na prática, pouca coisa mudou.

Para muitos cristãos na Argélia, a vida religiosa agora se desenrola longe dos olhos do público. Sem acesso a locais de culto reconhecidos e sob o risco de consequências legais, os fiéis se adaptaram formando comunidades descentralizadas, muitas vezes discretas.

O relatório conclui que as pressões enfrentadas pelos cristãos não são acidentais, mas sim sistêmicas.

“A opressão dos cristãos na Argélia não pode ser entendida como uma série de incidentes isolados”, afirma o texto, “mas sim como o resultado de um sistema jurídico e administrativo restritivo”.

Com o crescente interesse internacional, o futuro da liberdade religiosa na Argélia permanece incerto e, para muitos fiéis, cada vez mais privado.

Folha Gospel com informações de Christian Daily

Evangélicos são favorecidos em presídios, aponta dossiê católico entregue ao papa

Padre celebrando missa em presídio. (Foto: Reprodução/Pastoral Carcerária Nacional)
Padre celebrando missa em presídio. (Foto: Reprodução/Pastoral Carcerária Nacional)

Um dossiê entregue ao papa Leão XIV pela Pastoral Carcerária, vinculada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), revela preocupações sobre um aparente favorecimento a pastores de igrejas pentecostais dentro de presídios brasileiros. O documento, obtido com exclusividade, aponta que representantes da Igreja Católica e de outras religiões enfrentam obstáculos significativos para prestar assistência religiosa aos detentos, um direito garantido pela Constituição, enquanto pastores evangélicos teriam acesso e frequência de visitas privilegiados em unidades prisionais.

O relatório, intitulado “Dossiê Nacional sobre as Restrições à Assistência Religiosa nas Unidades Prisionais Brasileiras”, foi apresentado diretamente ao papa em dezembro de 2025, no Vaticano. A Pastoral Carcerária alega no documento um “desrespeito ao acordo firmado entre a Santa Sé e o Estado brasileiro” em 2008, que trata especificamente do trabalho espiritual junto aos detentos. As descobertas também foram levadas ao conhecimento do então ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, no final de 2025.

Restrições na assistência religiosa católica

Segundo o dossiê, o acordo Brasil-Santa Sé, em seu artigo 8º, compromete a Igreja Católica a dar assistência espiritual aos fiéis detidos, e o governo brasileiro deve assegurar esse direito. No entanto, o cenário atual nas prisões parece ir contra essa determinação, com padres, irmãs e bispos católicos encontrando barreiras para exercer sua missão.

As dificuldades teriam se intensificado a partir do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e se estendido após a pandemia de Covid-19. Fontes da Igreja Católica indicam que uma “influência política de direita”, com fortes laços com igrejas evangélicas, seria um fator por trás dessas restrições. Um líder católico, que preferiu o anonimato, relatou que a Pastoral Carcerária, por atuar também na defesa de direitos humanos, acaba por “incomodar” algumas esferas, o que resultaria em mais restrições e perseguição.

Exemplos de arbitrariedades e discriminação

O documento não detalha nomes de unidades prisionais ou denominações evangélicas específicas, mas apresenta diversos exemplos, acompanhados de fotos, de supostas arbitrariedades e discriminação religiosa observadas pela Pastoral Carcerária ao longo de 2024. As imagens ilustram situações que os representantes da Igreja Católica consideram como assistência religiosa indigna, incluindo celebrações realizadas atrás das grades, com a presença ostensiva de policiais penais e escoltas armadas.

Barreiras físicas e de comunicação são apontadas como recorrentes. Em várias unidades, grades e telas com furos mínimos impedem o contato visual e a comunicação eficaz entre religiosos e detentos. Um religioso descreveu a situação como impossível para uma “pastoral da escuta”, onde o contato visual e a percepção do outro são essenciais.

Relatos indicam que missas e orações são frequentemente realizadas com o celebrante no pátio e os detentos confinados em celas, como observado no Pará e Mato Grosso do Sul. No Rio Grande do Sul, voluntárias precisaram usar banquinhos para alcançar janelas altas e ter um contato mínimo com as presas. Em Goiás, houve registros de celebrações e confissões com detentas algemadas.

Em São Paulo, a dificuldade na renovação de permissões de visita e a proibição de atendimentos nos pátios são citadas. Uma agente religiosa teve seu pedido de renovação negado com a justificativa de um antigo vínculo familiar com um preso, mesmo após o familiar ter sido liberado há mais de uma década.

Proibição de materiais religiosos e entraves administrativos

O dossiê também menciona a proibição do uso de vinho em missas em estados como Mato Grosso, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, sob a alegação de teor alcoólico, necessitando de intervenções episcopais para autorizações pontuais. A entrada de Bíblias, muitas vezes limitadas a uma por cela, e de terços também tem sido vetada em algumas unidades.

Agentes pastorais relatam ser frequentemente barrados na entrada com materiais básicos como papel e caneta, o que impede o encaminhamento de pedidos dos detentos. Uma pesquisa da Pastoral Carcerária revelou que 64% dos agentes que visitam presídios enfrentaram proibição de entrada por portarem itens religiosos, com terço (24,3%) e Bíblia (12,3%) sendo os mais comuns.

Os entraves administrativos incluem morosidade na emissão e renovação de credenciais para acesso às prisões, com atrasos que podem variar de três meses a mais de um ano. Quase metade das unidades pesquisadas suspende atendimentos sem aviso prévio ou justificativa.

Discriminação e militarização do sistema

Restrições de vestimenta também são mencionadas. Um padre foi impedido de entrar com seu colarinho clerical, enquanto um pastor evangélico teria entrado vestindo terno. Mulheres, especialmente negras e periféricas, são frequentemente impedidas de entrar devido a roupas consideradas “inadequadas”. O relatório destaca que impedimentos com vestuário e objetos religiosos, como saias, turbantes e véus, afetam particularmente religiões de matriz africana.

A ascensão da Polícia Penal, regulamentada em 2024, é apontada como um fator que contribui para as obstruções. A presença militarizada de policiais penais armados acompanha os religiosos, por vezes violando o sigilo com os detentos, o que dificulta a assistência religiosa.

Dados e posicionamentos oficiais

Segundo levantamento da Pastoral Carcerária, 85% das dioceses possuem o serviço no Brasil, mas as direções das unidades prisionais permitem, em média, a entrada de apenas três voluntários religiosos para presídios com mil detentos. A pesquisa com 460 agentes mostrou que 80% passam por revista ao entrar nas unidades; 67% enfrentam restrição na escolha do local da visita; 45,9% relatam contato em pátio com celas fechadas; 33,2% veem visitas sempre supervisionadas por policiais penais; 47,8% consideram o tempo destinado à visita insuficiente; 53% presenciaram ou têm conhecimento de violações de direitos humanos; e 47,6% afirmam que visitas religiosas foram suspensas arbitrariamente.

A Constituição e a Lei de Execução Penal garantem a assistência religiosa. Em 2024, uma resolução do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP) determinou espaços adequados e a entrada de itens religiosos. A coordenadora da Pastoral Carcerária Nacional, Petra Silvia Pfaller, lamentou as restrições e descreveu o presídio como uma “máquina mortífera”, especialmente para negros, jovens e pobres, ressaltando a importância da assistência religiosa para a ressocialização e dignidade humana.

O Ministério da Justiça, por meio da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), afirmou que a assistência religiosa é garantida por lei e que a gestão das unidades é de responsabilidade estadual e distrital. O ministério planeja a elaboração de notas técnicas, diretrizes nacionais e protocolos para padronizar e ampliar o acesso à assistência religiosa, incluindo o enfrentamento à discriminação religiosa e o acolhimento de diversas matrizes religiosas, com entregas previstas até junho de 2026.

Secretarias estaduais de administração penitenciária responderam de formas distintas. Alagoas negou favorecimento e afirmou que os critérios de acesso são técnicos e administrativos, aplicados indistintamente. O Rio Grande do Sul explicou que a organização das atividades religiosas considera a rotina prisional e a segurança, justificando a proibição de bebidas alcoólicas como medida de segurança, não restrição religiosa. São Paulo declarou atuar em observância aos direitos humanos, sem tratamento preferencial, citando parcerias com a Pastoral Carcerária e o respeito a protocolos de segurança para filmagens e acesso. Minas Gerais afirmou que suas diretrizes administrativas visam organizar acessos, garantir segurança e assegurar a regularidade das atividades de forma isonômica a todas as denominações.

Folha Gospel com informações do portal Metrópoles

Justiça ordena bloqueio de bens de ministério de Benny Hinn por dívida milionária

Benny Hinn durante entrevista com Stephen Strang, apresentador do The Strang Report. (Foto: YouTube/Captura de tela)
Benny Hinn durante entrevista com Stephen Strang, apresentador do The Strang Report. (Foto: YouTube/Captura de tela)

Um tribunal dos Estados Unidos determinou, pela segunda vez em cinco anos, que o ministério do televangelista Benny Hinn, conhecido como World Healing Center (WHCC), efetue o pagamento de uma dívida a uma empresa de marketing por serviços prestados. A decisão, proferida em janeiro, abre caminho para o bloqueio de bens da organização para quitar o débito de mais de US$ 144 mil.

O juiz John P. Chupp condenou a WHCC, sediada no Texas e que opera sob o nome comercial Benny Hinn Ministries, ao pagamento de “danos reais no valor de US$ 144.617,52, mais US$ 64,93 por dia a partir de 6 de novembro de 2025 até a data desta sentença”, além de honorários advocatícios. A PrintMPro, Ltd, anteriormente conhecida como PrintMailPro, alegou em setembro de 2025 ter fornecido materiais impressos e serviços de marketing por mala direta ao ministério entre janeiro e maio do mesmo ano.

Em fevereiro, a PrintMailPro buscou junto ao 141º Tribunal Distrital do Condado de Tarrant a emissão de uma ordem de penhora para (Leia a íntegra em Tribuna Gospel clicando aqui)

Adolescente filho de pastor completa um mês preso em Cuba sem provas

Jovem evangélico, filho de pastor, Jonathan Muir Burgos, de 16 anos, está detido em Cuba (Foto: Reprodução)
Jovem evangélico, filho de pastor, Jonathan Muir Burgos, de 16 anos, está detido em Cuba (Foto: Reprodução)

O jovem Jonathan Muir Burgos, de 16 anos, completou seu primeiro mês em detenção em Cuba no domingo, 13 de abril de 2026. Ele foi detido sem que autoridades apresentassem formalmente evidências contra ele. A situação levanta preocupações de organizações de direitos humanos sobre a condução legal do caso.

Jonathan foi detido em meados de março junto com seu pai, o pastor Elier Muir Ávila, sob alegações de envolvimento em manifestações contra o governo. Após um período de interrogatório, o pastor Elier Muir Ávila foi liberado, mas o adolescente permaneceu sob custódia. O Ministério Público cubano formalizou acusações contra o jovem em 02 de abril, determinando sua prisão preventiva, uma das medidas mais severas no sistema jurídico cubano, especialmente para menores.

A diretora da organização jurídica Cubalex, Laritza Diversent, apontou que a decisão de manter o adolescente em prisão preventiva (Leia a íntegra em Tribuna Gospel clicando aqui).

Do PCC à igreja: Pastor vive milagre após visão em cela e se torna pregador

O pastor Juliano Fraga teve um encontro com Deus dentro da prisão. (Foto: Instagram/Juliano Fraga)
O pastor Juliano Fraga teve um encontro com Deus dentro da prisão. (Foto: Instagram/Juliano Fraga)

O pastor Juliano Fraga, pregador pentecostal, compartilhou sua notável trajetória de fé no podcast Bereano Pentecostal, revelando como foi resgatado do mundo do crime por Jesus Cristo. Ele descreveu ter crescido em um lar cristão, mas se envolveu com más companhias na adolescência, o que o levou ao caminho do crime.

A prisão em 2005 representou um duro golpe para sua família. Enquanto isso, Juliano mergulhou ainda mais no submundo, tornando-se (leia a íntegra clicando aqui)

Número de jovens que consideram religião muito importante aumenta 50%

Jovens louvando a Deus durante culto. (Foto: Redes sociais)
Jovens louvando a Deus durante culto. (Foto: Redes sociais)

A percepção da religião como um elemento de grande importância na vida de homens jovens nos Estados Unidos experimentou um crescimento expressivo. Um levantamento recente do instituto Gallup indicou que 42% dos homens entre 18 e 29 anos afirmam que a religião é “muito importante” para eles, um salto notável em comparação aos 28% registrados entre 2022 e 2023. Este aumento de 14 pontos percentuais sugere um engajamento crescente da juventude masculina com a fé.

O estudo se destaca por focar não apenas em práticas religiosas, como frequência a cultos ou leitura da Bíblia, mas na centralidade que a religião ocupa no cotidiano dos indivíduos. Nesse quesito, os homens jovens agora superam as mulheres da mesma faixa etária por uma margem estatisticamente significativa, enquanto a porcentagem de jovens mulheres que consideram a religião “muito importante” apresentou uma leve queda, passando de 32% para 29%.

Adicionalmente, a pesquisa Gallup apontou que 40% dos homens jovens relatam frequentar serviços religiosos ao menos uma vez por mês, atingindo o nível mais alto para este grupo desde 2012-2013 e representando um aumento de sete pontos em relação ao biênio 2022-2023. Entre as jovens mulheres, o índice é ligeiramente inferior, com 39% reportando frequência semelhante.

Quanto à identidade religiosa, 63% dos homens jovens declararam identificar-se com alguma religião, um número que, embora estatisticamente estável em relação a dois anos atrás, permanece acima do seu ponto mais baixo recente. Esses achados quantificam uma tendência que tem se tornado cada vez mais evidente, agregando dados concretos a relatos anteriores baseados em padrões de frequência, vendas de materiais religiosos e declarações de líderes religiosos.

David Kinnaman, CEO do Barna Group, descreveu este movimento como “a indicação mais clara de renovação espiritual nos EUA em mais de uma década”, atribuindo-o em parte a uma geração moldada por incertezas que busca respostas para questões de propósito, identidade e comunidade na fé.

Russ Ewell, ministro executivo da Bay Area Christian Church, observou em um artigo de opinião de 2025 para a RELEVANT Magazine que homens jovens frequentemente expressam um sentimento de falta de propósito ou significado, o que os leva a buscar na igreja um sentido mais profundo. A análise demográfica da Gallup sugere que o crescimento no engajamento religioso entre jovens homens é particularmente concentrado entre republicanos. Houve aumento na frequência de cultos tanto entre homens quanto mulheres jovens republicanas, enquanto o movimento entre jovens democratas foi menor. Essa dinâmica partidária, segundo a Gallup, pode estar contribuindo para o aumento geral observado.

Folha Gospel com informações de Relevant Magazine

ONU registra proposta formal para limitar o termo “gênero” a “homem e mulher”

Sede da ONU, nos Estados Unidos (Foto: Reprodução)
Sede da ONU, nos Estados Unidos (Foto: Reprodução)

Na 70ª sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW), realizada em Nova Iorque de 9 a 19 de março, ocorreu um evento sem precedentes no sistema das Nações Unidas: a apresentação de um projeto de resolução para definir oficialmente o termo gênero como referente exclusivamente a “homens e mulheres” .

A proposta buscava reafirmar a terminologia de acordo com a definição estabelecida na Plataforma de Ação de Pequim de 1995, onde “gênero” era entendido em relação aos dois sexos biológicos. Segundo a delegação dos EUA, a crescente ambiguidade do termo em documentos recentes abriu caminho para interpretações que não encontraram consenso entre os Estados-membros.

A iniciativa, liderada pela delegação dos Estados Unidos, marcou um ponto de virada nas negociações internacionais sobre políticas de gênero.

A apresentação formal da minuta foi bem recebida por delegações e organizações que, há anos, denunciam a expansão da terminologia de gênero na ONU sem acordos explícitos entre os Estados. Para esses atores, a medida tomada na CSW representa o avanço diplomático mais significativo em décadas rumo à recuperação de uma definição limitada e juridicamente estável do conceito.

Embora a proposta não tenha sido colocada em votação — pois foi bloqueada por uma moção de “não ação” apresentada pela Bélgica em nome de 26 Estados-Membros da União Europeia — a sua mera introdução no processo de negociação quebrou um tabu histórico e obrigou os Estados a tomarem uma posição explícita sobre a definição do termo.

Fontes diplomáticas consultadas no âmbito da CSW indicaram que a iniciativa dos EUA abre caminho para que outros países voltem a invocar a definição de Pequim em sessões futuras , especialmente aqueles que manifestaram preocupação com a expansão conceitual do termo ” gênero” em documentos da ONU.

Delegações do Hemisfério Sul, que tendem a se alinhar com posições mais restritivas em relação à terminologia de gênero, têm alertado repetidamente que a falta de clareza conceitual dificulta a negociação e cria incerteza jurídica na implementação de políticas nacionais.

A proposta dos EUA surgiu num contexto de crescente tensão entre blocos: de um lado, países e organizações que exigem a manutenção da definição binária de gênero ; do outro, estados que defendem interpretações mais amplas ligadas às identidades de gênero.

O fato de a iniciativa ter forçado uma votação formal — rompendo com a tradição de consenso que caracterizou a CSW por 70 anos — demonstra a profundidade da divergência e a relevância do precedente estabelecido.

Rótulos contra grupos pró-vida

Expressões como “ideologia de extrema-direita”, “reação anti-gênero” ou “anti-direitos” são rótulos que a União Europeia usa rotineiramente em fóruns da ONU para se referir a grupos conservadores que rejeitam a definição de aborto como um direito humano e que se opõem à ideologia de gênero. Usando essa terminologia durante a CSW deste ano, os países europeus organizaram diversos eventos nos quais alertaram contra grupos pró-vida e pró-família e compartilharam estratégias para neutralizar sua influência.

Por exemplo, Lina Gálvez , membro do S&D e presidente da comissão FEMM do Parlamento Europeu, afirmou que “não podemos permitir que o fórum mais importante do mundo sobre os direitos das mulheres se torne uma vítima colateral da ideologia de extrema-direita”. Enquanto isso, Hélène Fritzon , vice-presidente do S&D responsável pela Europa Feminista, sustentou que “líderes autoritários e movimentos de extrema-direita estão atacando os direitos sexuais e reprodutivos, desmantelando a igualdade de gênero e cortando o financiamento de organizações de mulheres”.

Folha Gospel com informações de Evangelico Digital

Projeto de lei contra conversões e casamentos forçados avança no Paquistão

Bandeira do Paquistão (Foto: Folha Gospel/Canva)
Bandeira do Paquistão (Foto: Folha Gospel/Canva)

Na segunda-feira, 13 de abril, uma importante comissão da Assembleia da Província de Punjab, no Paquistão , teria aprovado uma legislação que ajudaria a proteger meninas cristãs e de outras religiões minoritárias que são alvos de conversão forçada e casamento infantil ilegal .

Segundo relatos da mídia, a comissão permanente de governo local e desenvolvimento comunitário da Assembleia do Punjab aprovou o Projeto de Lei de Restrição ao Casamento Infantil do Punjab de 2026, apesar das objeções de alguns membros, incluindo o presidente da comissão.

O governador de Punjab, Sardar Saleem Haider, promulgou a portaria em 11 de fevereiro, colocando-a em vigor por 90 dias, e sem a aprovação parlamentar, ela deverá caducar em maio.

O comitê, presidido por Pir Ashraf Rasool, analisou a Portaria de Restrição ao Casamento Infantil de Punjab de 2026 e, após sua aprovação, o projeto de lei foi encaminhado ao secretário provincial do governo local para a finalização das normas de implementação.

Em seguida, será apresentado à Assembleia do Punjab para aprovação.

Durante as deliberações, os membros da comissão afirmaram que a lei proposta visa coibir o casamento infantil , eliminar as disparidades de gênero e fortalecer os mecanismos de proteção à criança na província.

Rasool e o membro da comissão Zulfiqar Shah, no entanto, opuseram-se ao projeto de lei, argumentando que ele contraria as garantias constitucionais de liberdade religiosa.

Em uma declaração por escrito, Rasool afirmou que a legislação entra em conflito com as disposições que permitem aos cidadãos praticar livremente sua religião. Ele também sustentou que, segundo a jurisprudência islâmica, o casamento é permitido após a puberdade e pediu que exceções sejam incluídas na lei, citando as pressões socioeconômicas sobre famílias de baixa renda.

“Pais pobres frequentemente casam suas filhas cedo devido à falta de recursos e preocupações com a segurança delas”, disse Rasool ao jornal Dawn.

Outros membros da comissão rejeitaram as exceções propostas, alertando que tais disposições poderiam abrir caminho para abusos e minar a intenção da lei. Rasool afirmou que pretende contestar o projeto de lei na assembleia, apresentando emendas.

Criminalizar o casamento infantil

O Projeto de Lei de Restrição ao Casamento Infantil de Punjab de 2026 propõe elevar a idade mínima legal para o casamento para 18 anos, tanto para homens quanto para mulheres, substituindo as disposições da Lei de Restrição ao Casamento Infantil de 1929, com quase um século de existência, que estabelecia a idade em 18 anos para homens e 16 anos para mulheres.

O projeto de lei classifica o casamento infantil como um crime passível de punição, sem direito a fiança e sem possibilidade de acordo. Indivíduos que celebrarem, facilitarem ou promoverem tais casamentos poderão ser condenados a até sete anos de prisão e multas de até 1 milhão de rúpias paquistanesas (US$ 3.500).

Os registradores de casamento, ou nikah khawans , seriam proibidos de registrar casamentos envolvendo menores. As violações poderiam resultar em até um ano de prisão e multas de 100.000 rúpias (US$ 357).

Adultos que casarem com menores de idade poderão enfrentar pena de prisão rigorosa de dois a três anos e multas de até 500.000 rúpias (US$ 1.787).

A coabitação resultante de um casamento infantil seria tratada como abuso infantil, punível com pena de prisão de cinco a sete anos e multa mínima de 1 milhão de rupias, independentemente do alegado consentimento.

A legislação também criminaliza o tráfico de crianças ligado ao casamento e responsabiliza os pais ou tutores que facilitam ou não impedem o casamento de menores.

Esses crimes acarretam penas de prisão de dois a três anos e multas de até 500.000 rúpias.

Todos os casos abrangidos pela lei proposta seriam julgados nos Tribunais de Sessão e concluídos em até 90 dias, uma medida que visa agilizar a justiça.

Grupos de defesa dos direitos humanos têm pedido há muito tempo o aumento da idade legal para o casamento de meninas para 18 anos, argumentando que a estrutura legal anterior discriminava com base no gênero e expunha meninas adolescentes, especialmente aquelas de comunidades minoritárias cristãs e hindus vulneráveis, a casamentos forçados e abusos.

Os esforços para reformar a lei de 1929 enfrentaram resistência de alguns líderes religiosos e atores políticos. O Conselho de Ideologia Islâmica, um órgão consultivo constitucional, já se opôs anteriormente ao estabelecimento de uma idade mínima legal, argumentando que a lei islâmica não prescreve uma idade fixa alinhada aos padrões legais modernos.

Em abril de 2024, o Tribunal Superior de Lahore, em uma decisão do juiz Shahid Karim, considerou inconstitucional a distinção de idade baseada no gênero presente na lei de 1929, declarando sem efeito legal a disposição que estabelecia 16 anos como a idade mínima para meninas.

O tribunal ordenou ao governo provincial que alterasse a lei em conformidade.

Propostas de reforma subsequentes, incluindo mecanismos mais rigorosos de verificação de idade por meio de registros nacionais de identidade, foram debatidas até 2025, mas não foram implementadas antes da promulgação da portaria no início deste ano.

O Paquistão, um país de maioria muçulmana, ficou em oitavo lugar na Lista Mundial da Perseguição 2026 da Portas Abertas, que classifica os países onde é mais difícil ser cristão.

Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

Missão evangeliza crianças no Oriente Médio em meio à guerra

Crianças recebem ajuda de voluntários da Child Evangelism Fellowship. (Foto: Reprodução)
Crianças recebem ajuda de voluntários da Child Evangelism Fellowship. (Foto: Reprodução)

Em um cenário de conflito contínuo, ministros da Child Evangelism Fellowship (CEF), uma organização de destaque mundial em evangelismo infantil, seguem firmes em sua missão de levar a mensagem de Jesus a crianças no Oriente Médio. Mesmo diante da guerra que assola a região, esses evangelistas enfrentam os perigos para alcançar crianças que ainda não tiveram a oportunidade de conhecer o Evangelho, demonstrando um compromisso inabalável com sua fé e com o futuro dessas crianças.

A urgência da missão se torna ainda mais palpável quando líderes locais relatam a proximidade dos conflitos. “A situação está difícil no momento. Bombas estão perto da minha casa, mas ainda estamos oferecendo nosso ministério”, compartilhou Sam Rejoy, diretor do CEF no Oriente Médio, em entrevista à CBN News. Essa determinação é ecoada por líderes em outras áreas, como no Irã, onde uma líder refugiada expressou esperança de que a situação atual possa abrir portas para que o povo ouça o Evangelho. A dedicação é tamanha que, segundo Rejoy, os trabalhadores missionários se preparam para o ministério mesmo com “mísseis voando ao redor”.

A necessidade de levar o Evangelho a crianças no Oriente Médio é imensa. Sam Rejoy aponta que, dos dois bilhões de crianças em todo o mundo que precisam ouvir a mensagem, cerca de 40% residem nesta região. Ele reforça a importância da ação missionária com a pergunta bíblica: “Como eles ouvirão o Evangelho se alguém não for?”. A CEF atua ativamente em campos de deslocados, um testemunho do alcance de sua missão em meio à adversidade.

Para atingir seu público, a organização utiliza os Clubes de Boas Novas. Estes são encontros evangelísticos pensados para se adaptar à realidade local, ocorrendo em casas, quintais, escolas e centros comunitários. Além das atividades presenciais, a missão também explora a internet como ferramenta para alcançar as crianças do Oriente Médio, ampliando seu alcance em um ambiente desafiador.

A jornada dos evangelistas da CEF no Oriente Médio é marcada por desafios significativos, especialmente em uma região onde o cristianismo enfrenta hostilidade. “Nossos trabalhadores e voluntários já enfrentaram muita oposição e desafios. Muitas vezes enfrentam ataques pessoais ou são proibidos de compartilhar publicamente o Evangelho”, explicou Sam Rejoy. Apesar das restrições e da perseguição, o trabalho missionário tem demonstrado resultados encorajadores.

Um exemplo tocante é a história de um garoto de 11 anos que testemunhou a violência contra sua família. Tendo escapado e encontrado refúgio em um campo de deslocados, ele foi abordado pelos missionários da CEF. Eles compartilharam o Evangelho com ele e continuaram a oferecer apoio para lidar com o trauma psicológico profundo que a experiência lhe causou. Essa atuação demonstra o impacto transformador da missão, que não apenas oferece esperança espiritual, mas também suporte em momentos de extrema vulnerabilidade.

Folha Gospel com informações de CBN News

Cantora Amanda Wanessa celebra 39 anos com familiares e amigos

Cantora Amanda Wanessa durante culto de seu aniversário com familiares e amigos (Foto: Reprodução)
Cantora Amanda Wanessa durante culto de seu aniversário com familiares e amigos (Foto: Reprodução)

A cantora gospel Amanda Wanessa celebrou seus 39 anos em uma reunião íntima e emocionante ao lado de familiares e amigos. A comemoração aconteceu em sua residência, no Recife, na segunda-feira, 20 de abril de 2026, marcando mais um ano de vida da artista, reconhecida por sua voz marcante na música gospel brasileira.

A celebração foi documentada e compartilhada pela irmã da cantora, Dany Mendes, nas redes sociais. Os registros mostram um momento de profunda fé e união, com os presentes entoando hinos, realizando orações e lendo passagens bíblicas. Um dos momentos de destaque foi a interpretação da canção “Eu cuido de ti”, um dos grandes sucessos de Amanda Wanessa, que ganhou um significado especial para a família.

A irmã da cantora ressaltou a importância da canção “Eu cuido de ti” na vida da família e expressou gratidão a Deus pelo dom da vida de Amanda. “Porque Teu é o poder o domínio a honra e glória para todo sempre amém”, escreveu Dany Mendes na legenda, demonstrando a força da espiritualidade no cotidiano da artista. A postagem recebeu uma onda de carinho de amigos e fãs, que deixaram mensagens de afeto e demonstraram esperança na recuperação de Amanda.

O jornalista e radialista Everton Macário foi um dos que manifestaram seu apoio, declarando: “Seguimos torcendo e crendo no milagre de Amanda.” Este aniversário, mais uma vez, reforça a resiliência e a fé que permeiam a trajetória da cantora e de seus entes queridos, mesmo diante dos desafios.

Amanda Wanessa construiu uma carreira sólida na música gospel desde jovem. Sua trajetória na música evangélica a consolidou como uma referência no segmento, com um repertório que tocou e continua a tocar o público cristão por gerações. A força de sua voz e a mensagem de suas canções conquistaram um lugar especial no coração dos admiradores.

Entretanto, em 2021, a vida da cantora sofreu uma reviravolta após um grave acidente de carro na PE-60, em Rio Formoso, na Zona da Mata Sul de Pernambuco. O ocorrido resultou em sequelas significativas, exigindo um longo período de internação, acompanhamento médico intensivo e cuidados constantes.

Desde o acidente, Amanda Wanessa tem recebido atenção integral de sua família. Ela vive em casa, onde a dedicação diária e o esforço contínuo em sua reabilitação são marcantes, ainda que com pequenas evoluções ao longo do tempo. A família mantém viva a esperança por novos avanços em seu estado de saúde, cercada por muito amor e oração.

A celebração de seus 39 anos, mesmo de forma íntima, reafirma os laços familiares e a importância do suporte dos amigos nesse momento. A cantora gospel Amanda Wanessa continua sendo uma inspiração, e seus fãs e familiares seguem unidos em oração e torcida por sua plena recuperação, mantendo a fé como pilar central.

Folha Gospel

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