Igreja ADVEC Recife, na Caxangá, destruída pelo fogo. (Foto: Reprodução)
Fogo atingiu igreja da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, no bairro do Cordeiro, na manhã deste domingo (16); Corpo de Bombeiros mobilizou equipes e não houve registro de feridos
Um incêndio de grandes proporções atingiu, na manhã deste domingo (16), um templo da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC)localizado na Avenida Caxangá, no bairro do Cordeiro, na Zona Oeste do Recife. O fogo provocou danos significativos no interior da igreja, atingiu a área onde são realizados os cultos e causou o desabamento de parte do teto.
O incêndio mobilizou o Corpo de Bombeiros, que enviou várias viaturas para combater as chamas. As informações divulgadas pelas fontes consultadas apontam para o emprego de oito viaturas na ocorrência, enquanto outra reportagem mencionou nove veículos. Após o controle do fogo, os bombeiros realizaram o trabalho de rescaldo para evitar que novos focos surgissem.
Segundo relatos de testemunhas, o fogo começou por volta das 8h30. Uma das informações divulgadas sobre a ocorrência aponta que dois funcionários estavam no local quando as chamas começaram. Um deles, que trabalhava como zelador, teria percebido o incêndio e acionado o Corpo de Bombeiros.
As circunstâncias exatas do início do incêndio ainda não foram determinadas. Testemunhas relataram que as chamas teriam começado na parte interna do templo, nas proximidades de uma mesa de som, mas essa informação ainda não foi confirmada oficialmente pelas autoridades. A avaliação da estrutura e informações da concessionária de energia deverão contribuir para esclarecer a origem do fogo.
Teto desabou e interior do templo ficou destruído
Imagens divulgadas após o incêndio mostram a dimensão dos estragos. A área destinada aos cultos foi fortemente atingida, com cadeiras e outros equipamentos destruídos pelas chamas. Parte do teto também desabou durante o incêndio.
Apesar dos danos, algumas áreas do prédio permaneceram preservadas. Segundo informações divulgadas por uma das equipes que atenderam à ocorrência, salas administrativas e outras dependências da igreja não foram atingidas diretamente pelo fogo.
A Defesa Civil do Recife foi acionada para avaliar as condições da estrutura do imóvel depois que os bombeiros concluíram o combate às chamas. O local permaneceu sob supervisão das autoridades para avaliação dos riscos provocados pelo incêndio e pelo desabamento.
Não houve registro de feridos
Apesar da intensidade do incêndio e dos danos provocados no templo, não houve registro de pessoas feridas. As informações sobre a presença de funcionários no momento do início do fogo indicam que eles conseguiram deixar o local e acionar o socorro.
A ocorrência também chamou a atenção de moradores e pessoas que passavam pela Avenida Caxangá. A grande quantidade de fumaça e a intensidade das chamas puderam ser observadas de diferentes pontos da região.
Culto precisou ser cancelado
Um culto que estava previsto para ocorrer no templo atingido pelo incêndio precisou ser cancelado. A programação religiosa da ADVEC, entretanto, foi mantida em outra unidade da igreja, localizada no bairro da Imbiribeira.
A própria ADVEC confirmou o incêndio em seu site oficial e informou que o pastor Silas Malafaia se manifestou sobre o ocorrido.
Malafaia também publicou imagens do incêndio em suas redes sociais (Veja vídeo no final da matéria). Segundo informações divulgadas pelo Pleno.News, o pastor afirmou que o templo poderá ser reconstruído ou que a igreja poderá receber um novo espaço.
Igreja avalia os próximos passos
Com o incêndio controlado, o foco agora passa a ser a avaliação dos danos estruturais e a investigação sobre a origem das chamas. A Defesa Civil deverá verificar as condições do imóvel antes que qualquer decisão sobre sua utilização seja tomada.
A ocorrência destruiu grande parte da área destinada aos cultos, mas não interrompeu as atividades da denominação, que informou que os cultos continuam em outra unidade.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre a causa do incêndio. A hipótese de problema elétrico ou de um foco iniciado próximo à mesa de som aparece nos relatos preliminares, mas ainda depende de investigação técnica.
O episódio mobilizou moradores do Cordeiro durante a manhã deste domingo e deixou um dos templos da ADVEC no Recife com graves danos materiais. Apesar da destruição, não houve vítimas, e a denominação já trabalha com alternativas para manter suas atividades enquanto aguarda a avaliação da estrutura atingida.
No dia 6 de agosto de 2026, a tradução dos quatro Evangelhos para o dialeto galês do norte de Pembrokeshire é lançada oficialmente durante o festival Eisteddfod. O projeto busca aproximar a mensagem bíblica da comunidade local, valorizando a identidade linguística característica dessa região histórica do País de Gales.
O lançamento da obra digital e em formato de áudio celebra o legado do Reverendo Lyn Lewis Dafis, responsável por traduzir os textos sagrados. Sob o título original de Y Beder Ifengyl yn iaith Sir Benfro, a iniciativa ganha vida através de um esforço comunitário para preservar as nuances desse falar regional.
A preservação de uma identidade linguística regional
Enquanto a região sul de Pembrokeshire é predominantemente anglófona, a porção norte desenvolveu um dialeto singular da língua galesa. Motivado por essa riqueza cultural, o Reverendo Lyn Lewis Dafis iniciou o projeto com o objetivo de tornar as escrituras sagradas mais acessíveis e relevantes para os moradores locais.
Utilizando a versão Beibl Cymraeg Newydd (Nova Bíblia Galesa) como ponto de partida, ele verteu os quatro Evangelhos para o dialeto de sua terra natal. Embora a tradução tenha sido concluída por volta do ano 2000, o manuscrito permaneceu inédito até o falecimento do autor.
A trajetória do tradutor Lyn Lewis Dafis
Nascido em 1960 em Llain, Mynachlog-Ddu, no sudoeste de Gales, Lyn Lewis Dafis dedicou sua vida acadêmica e espiritual ao seu país. Graduou-se em Língua e Literatura Galesa na Aberystwyth University e trabalhou por 25 anos como bibliotecário na Biblioteca Nacional de Gales a partir de 1989.
Como teólogo talentoso, Dafis tinha uma habilidade notável de comunicar os ensinamentos religiosos de forma clara para todas as idades. Ele colaborou frequentemente com a Radio Cymru e escreveu para diversos periódicos galeses sob o nome bárdico de Dogfael. Em 2002, recebeu as vestes brancas no National Eisteddfod de St David’s e, a partir de 2005, manteve um blog sob sua identidade de bardo.
Na vida clerical, atuou na igreja Eglwys y Santes Fair antes de ser ordenado diácono em 2015 e sacerdote em 2016. Ele serviu como vigário na St John’s Church, em Penrhyncoch, e foi nomeado Oficial de Língua Galesa para a Diocese de St David’s em 2021. Dafis faleceu em 2022, aos 61 anos.
O projeto de áudio e o lançamento oficial no Eisteddfod
Com a autorização da família do tradutor, o texto foi inicialmente disponibilizado na internet. Em 2026, a Sociedade Bíblica encomendou uma versão em áudio da obra. A gravação foi realizada pela Undeb yr Annibynwyr Cymraeg em parceria com a Llyfrau Llafar Cymru, contando com a participação de voluntários de toda a região de Pembrokeshire.
O projeto ganhou visibilidade nacional ao ser apresentado no programa de televisão em língua galesa Dechrau canu dechrau canmol, da BBC Cymru, no dia 31 de maio de 2026. O lançamento oficial da versão em áudio ocorreu na edição de Pembrokeshire do festival Eisteddfod, apresentado por Sian Rees, integrante da Sociedade Bíblica.
O Eisteddfod é um dos maiores eventos culturais da Europa, reunindo cerca de 150 mil visitantes anualmente para celebrar a música, a literatura e a arte galesas. O festival serviu como o cenário ideal para homenagear a memória e o trabalho de Lyn Lewis Dafis.
Como acessar a tradução dos evangelhos
O público pode ter acesso imediato ao material de forma totalmente gratuita e digital. A gravação em áudio dos quatro Evangelhos está disponível por meio das seguintes plataformas:
Aplicativo ap Beibl: basta baixar o aplicativo gratuito nas lojas de aplicativos móveis e selecionar a opção Y Beder Ifengyl.
YouVersion: os arquivos de áudio também podem ser acessados diretamente pela plataforma digital de leitura bíblica.
A iniciativa garante que a herança cultural e espiritual do dialeto de Pembrokeshire continue viva para as próximas gerações.
Inundação em uma região africana (Foto: Reprodução)
A organização Compassion International alerta para o risco de inundações devastadoras a partir de outubro de 2026 em diversas nações da África
A organização humanitária Compassion International iniciou uma mobilização preventiva com mais de 8 mil igrejas parceiras em 29 países da África para enfrentar os impactos de um fenômeno El Niño que promete ser um dos mais intensos já registrados, com previsão de início para outubro de 2026. A preparação antecipada visa mitigar os efeitos de graves inundações projetadas principalmente para a África Oriental e Ocidental, conforme detalhado pela gerente sênior de resposta a desastres da instituição, Faith Magadi, ao portal Christian Daily International.
Projeções do Centro de Previsão Climática da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) apontam uma probabilidade de 63% de ocorrência de um evento classificado como muito forte, caracterizado por temperaturas da superfície do mar acima de 2,0 °C da média na região monitorada do Pacífico. Em meados de julho, o Instituto Internacional de Pesquisa para Clima e Sociedade registrou o índice semanal da região Niño 3.4 em 2,1 °C acima da média, com modelos climáticos convergindo para um pico de intensidade entre outubro e dezembro.
A variabilidade histórica do fenômeno exige cautela e ação antecipada dos órgãos locais. A especialista da Compassion reforçou que o comportamento do clima exige atenção constante às previsões regionais.
“A maneira como o El Niño se comporta é; às vezes prevê-se que seja muito forte e não se confirma tão forte. Às vezes não se prevê que seja realmente forte e surge mais forte do que o previsto. Com o El Niño, há sempre uma chance de 50/50, mas este parece cada vez mais provável à medida que o tempo passa.”
O mapeamento de vulnerabilidade elaborado pela Compassion aponta que países como Quênia, Uganda, Etiópia, Tanzânia e Ruanda estão em rota direta de colisão com o excesso de chuvas na África Oriental. Na porção ocidental do continente, nações como Gana, Togo e Burkina Faso apresentam uma exposição inédita se comparada a eventos anteriores. No território ganense, o impacto já se faz notar com índices pluviométricos severos registrados entre junho e julho, resultando em inundações que desalojaram milhares de famílias e provocaram dezenas de mortes, incluindo na vizinha Costa do Marfim. Em Gana, o balanço governamental liderado pelo ministro do Interior, Mohammed Muntaka Mubarak, apontou 12 mortos, sete desaparecidos e mais de 38 mil pessoas afetadas em 25 comunidades, após chuvas de cerca de 140 milímetros atingirem a capital sob a gestão do presidente John Mahama.
Impacto acumulado agrava vulnerabilidade social
A sobreposição de crises agrava o cenário para as populações que já vivem em situação de vulnerabilidade extrema. Magadi descreveu o efeito cascata provocado por um desastre dessa magnitude em comunidades empobrecidas.
“Uma inundação está se somando à pobreza. Somando-se a uma estação de chuvas fracassada. Somando-se a habilidades limitadas e acesso limitado a serviços financeiros. O que acontece com a acumulação de fatores é que ela leva a uma crise prolongada. Uma crise que teria sido resolvida em três meses vai se prolongar.”
Dados do relatório de risco climático infantil da UNICEF revelam que mais de 65 milhões de crianças no leste e sul da África já estão expostas a múltiplos riscos climáticos sobrepostos. A assistência humanitária da Compassion já atuou anteriormente na mesma região de dezembro de 2025 a fevereiro de 2026, distribuindo alimentos e recursos financeiros para cerca de 7 mil famílias no condado de Marsabit, no Quênia, alcançando aproximadamente 43 mil pessoas.
As quatro etapas de preparação das igrejas
Diante da iminência do desastre, a Compassion orienta as lideranças eclesiásticas locais a assumirem um papel central na liderança comunitária e na interlocução com autoridades públicas, forças policiais e divisões governamentais de emergência. A estratégia institucional baseia-se em quatro etapas fundamentais de preparação para os próximos meses: organização estrutural interna das paróquias, aquisição de equipamentos de emergência como lanternas e aparelhos de comunicação rudimentares, mapeamento de moradores vulneráveis — com atenção especial a idosos, pessoas com deficiência e famílias chefiadas por menores — e conscientização das famílias para ações preventivas dentro de suas capacidades financeiras.
A eficiência financeira da preparação também justifica o foco preventivo adotado pela organização. Estudos indicam que cada dólar investido na preparação de desastres economiza cerca de sete dólares que seriam aplicados na resposta emergencial posterior, proporção também referendada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e pelo Programa Mundial de Alimentos (WFP), que lançaram um apelo conjunto de 202 milhões de dólares em junho de 2026 para proteger 8,8 milhões de pessoas.
A especialista reforçou as vantagens práticas da mitigação precoce.
“A resposta vem com logística, infraestrutura quebrada que você precisa consertar, e é maior do que a preparação.”
Embora os modelos apontem para um cenário severo, cientistas recomendam cautela na análise de projeções de longo prazo. Pesquisadores do clima como Paul Roundy alertam que o histórico de super El Niños é restrito a apenas três registros instrumentais confiáveis, o que limita a base para previsões categóricas. Enquanto o leste da África aguarda altos volumes de chuva, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (IFAD) alerta que regiões do Sahel e do sul do continente podem enfrentar secas severas no mesmo período.
Torre Eiffel em Paris, capital da França (Foto: Canva Pro)
Um levantamento recente revelou que 40 crimes de ódio anticristãos foram registrados em toda a Europa durante o mês de julho. Os incidentes incluíram vandalismo, profanação de templos e até violência física direta contra fiéis, mantendo um padrão preocupante já observado em períodos anteriores.
Os dados foram documentados pelo Observatório sobre a Intolerância e Discriminação Contra Cristãos na Europa (OIDAC Europa). O órgão apontou que os ataques visaram locais de culto, símbolos religiosos, cemitérios e indivíduos devido à sua fé, acendendo um alerta sobre a segurança dessas comunidades no continente.
Como os crimes de ódio contra cristãos se distribuíram em julho
O relatório mensal do OIDAC Europa classificou as 40 ocorrências por tipo de hostilidade. O vandalismo liderou as estatísticas, evidenciando uma tendência contínua de danos deliberados contra o patrimônio religioso cristão.
A divisão exata das ocorrências de julho aponta os seguintes registros:
Vandalismo: 18 casos registrados.
Ataques incendiários: 8 ocorrências.
Profanações: 7 episódios direcionados a locais sagrados.
Violência física: 2 agressões contra pessoas.
Ameaças: 2 casos documentados.
Roubo de objetos religiosos: 2 ocorrências.
Vandalismo combinado com violência: 1 caso registrado.
Esse volume geral de ataques é idêntico ao registrado em junho, que também somou 40 incidentes, ficando ligeiramente abaixo do pico de 41 casos registrados no mês de março.
Países com maior número de ocorrências
A análise geográfica dos dados mostra que a Europa Ocidental concentra a maior parte dos crimes de ódio registrados no período. A Alemanhaliderou a lista de nações mais afetadas, somando 15 incidentes ao longo do mês de julho.
Na sequência, a França registrou 10 ocorrências, seguida pela Itália com 5 casos, o Reino Unido com 3 e a Polônia com 2 episódios. Países como Áustria, Finlândia, Irlanda, Turquia e Bósnia e Herzegovina registraram um crime de ódio anticristão cada.
Essa distribuição segue a tendência apontada no relatório anual anterior da organização, que documentou 2.211 crimes de ódio contra cristãos na Europa, com França, Reino Unido e Alemanha figurando historicamente como os países mais afetados.
Casos graves de profanação e violência registrados em julho
Entre as ocorrências mais graves detalhadas pelo relatório, destacam-se atos de profanação extrema de templos usando dejetos humanos ou animais. Na igreja católica St. Johann, em Bad Dürrheim, na Alemanha, um homem de 40 anos sob o efeito de álcool deixou excrementos no interior do templo e quebrou portas e janelas de vidro, causando um prejuízo estimado em 15.000 euros.
Outros templos também foram alvo de vandalismo semelhante. Na igreja católica de St. Giles, em Worth am Rhein, também na Alemanha, fezes de cachorro foram colocadas diante do altar por um autor desconhecido.
Na França, a igreja de St. Symphorien, em Chambray-les-Tours, teve hóstias espalhadas pelo chão e dejetos deixados perto da entrada. Em Abenheim, na Alemanha, vândalos urinaram na pia de água benta da igreja de St. Boniface.
Ameaças violentas também foram registradas, como na igreja Sancta Maria in Albis, em Breil-sur-Roya, na França, onde foi deixada uma mensagem escrita com a frase: “A única igreja que ilumina é a que queima”.
Além dos ataques aos templos, a integridade física dos fiéis foi diretamente afetada. Em Tramore, na Irlanda, uma mulher que rezava na igreja católica Holy Cross foi esfaqueada antes da missa matinal por um homem com problemas mentais conhecidos. A vítima sofreu ferimentos graves, mas que não apresentavam risco de morte.
O que representam esses números para a segurança dos fiéis
O OIDAC Europa utiliza esses levantamentos mensais e anuais, construídos a partir de pesquisas próprias, registros policiais e dados de outras entidades, para reportar suas conclusões à OSCE para o seu relatório anual de crimes de ódio. O objetivo da organização é garantir um ambiente onde os cristãos possam exercer plenamente seus direitos de liberdade de religião, consciência, expressão e associação.
O levantamento ressalta que muitos outros incidentes de vandalismo e violência ocorreram na Europa em julho, mas foram excluídos das estatísticas oficiais porque uma motivação anticristã explícita não pôde ser estabelecida com precisão.
De acordo com o relatório, os dados de julho continuam a demonstrar um padrão persistente de ataques que afetam locais de culto, símbolos religiosos, comunidades cristãs e expressões visíveis da fé cristã em todo o território europeu.
Mapa com destaque para o Estreito de Gibraltar, que divide a Espanha e Marrocos (Foto Reprodução)
Após uma massiva crise migratória que levou cerca de 80 mil pessoas a entrarem no território espanhol de Ceuta em apenas dois dias, igrejas evangélicas locais se mobilizaram para oferecer ajuda humanitária e espiritual aos milhares de migrantes que permanecem na região.
A entrada repentina de pessoas quase duplicou a população local de 85 mil habitantes, gerando um estado de choque e sobrecarga nos serviços públicos. Os voluntários agora correm contra o tempo para distribuir alimentos e apoio em meio a um cenário de extrema tensão política e social.
Entenda a dimensão da crise humanitária em Ceuta
A maior parte dos migrantes cruzou a fronteira a partir do Marrocos, muitos deles nadando ao redor da cerca que delimita o território. Estima-se que cerca de 80 mil pessoas tenham tentado entrar ilegalmente em Ceuta nos últimos dois dias de julho, sendo que a grande maioria já foi devolvida pelas autoridades espanholas.
A crise ocorreu poucas semanas após o Supremo Tribunal da Espanha decidir que migrantes interceptados no mar tentando nadar até Ceuta ou Melilla não podem ser devolvidos sumariamente, exigindo um processo de deportação regular.
O governo do Marrocos foi acusado de afrouxar deliberadamente os controles em seu lado da fronteira para exercer pressão política sobre a Espanha. A tática assemelha-se às ações do falecido líder líbio Muammar Gaddafi, que exigia concessões de líderes europeus em troca de sua cooperação para impedir a migração ilegal da Líbia, país que se tornou um grande ponto de trânsito após a queda de seu regime em 2011.
A resposta das igrejas evangélicas locais
Diante do impacto repentino, a comunidade cristã local se organizou para suprir as necessidades mais urgentes. O pastor Javier Santolaria, da igreja Casa de Alabanza, coordena esforços para fornecer alimentação diária aos milhares de migrantes que ainda aguardam a resolução de suas situações.
Além do amparo material, os voluntários distribuem Escrituras Sagradas em árabe aos migrantes. A iniciativa busca oferecer apoio espiritual para pessoas que passam longas horas sem qualquer ocupação nos abrigos temporários da cidade.
O impacto na comunidade e nos serviços públicos
O fluxo migratório de mais de 70 mil pessoas em poucas horas alterou completamente a rotina de Ceuta. Por questões de segurança, a igreja Casa de Alabanza precisou realizar seus cultos de forma online no domingo seguinte ao incidente, devido ao clima de instabilidade instalado nas ruas após a entrada massiva de pessoas.
A infraestrutura local enfrenta forte pressão, afetando diretamente hospitais, escolas e as forças policiais. A população local também expressou descontentamento, realizando protestos contra planos de converter duas escolas da região para acolher menores de idade desacompanhados.
O pastor Javier Santolaria reforça a necessidade de apoio e orações para que as igrejas locais tenham forças para continuar o trabalho comunitário em meio aos desafios diários e à sobrecarga emocional que a crise trouxe para os moradores da região.
as igrejas locais se tornaram pontos cruciais de acolhimento.
O recente terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o oeste da Colômbia na última segunda-feira (10) transformou a realidade de milhares de pessoas. Até o momento, os dados oficiais revelam um cenário extremamente grave e que exige atenção internacional imediata.
Diante do desastre, as igrejas locais se tornaram pontos cruciais de acolhimento. Comunidades cristãs estão se mobilizando para oferecer abrigo, alimentação e apoio emocional para os desabrigados que perderam suas casas ou que temem retornar devido ao risco de novos tremores.
O impacto do sismo no oeste colombiano
O tremor teve seu epicentro em Chocó, mas foi sentido fortemente em várias partes do território colombiano. Além de residências, o terremoto afetou gravemente a infraestrutura pública do país, danificando estradas, escolas, hospitais, aeroportos e construções históricas.
De acordo com o balanço apresentado pelo presidente Abelardo de la Espriella nesta quarta-feira (12), as consequências humanas são devastadoras:
Mortos: 265 pessoas confirmadas.
Desaparecidos: 496 pessoas ainda não localizadas.
Feridos: 3.984 pessoas recebendo algum tipo de assistência médica.
Igrejas na linha de frente do apoio humanitário
Com tantas pessoas desalojadas, os templos religiosos abriram suas portas para servir como centros de distribuição de suprimentos básicos e locais de repouso. O trabalho conjunto visa garantir o acesso a itens de sobrevivência urgentes, como água potável e alimentos de primeira necessidade.
A organização Portas Abertas acompanha de perto a situação por meio de redes de parceiros locais. O grupo mantém contato direto com pastores e lideranças locais para mapear os danos, identificar as famílias em maior vulnerabilidade e avaliar o impacto estrutural nas próprias congregações.
Danos a templos e relatos de sobreviventes
O terremoto também atingiu diretamente os membros e as lideranças das igrejas. Em Buenaventura, a queda de uma parede de um templo feriu um pastor e colocou sua família sob grave risco durante o incidente.
“Meu braço direito está imobilizado neste momento. Um membro da congregação sofreu escoriações causadas pela queda de tijolos, mas, graças a Deus, consegui empurrar minha esposa para longe antes que a parede a atingisse”, relatou o pastor.
Além disso, na comunidade de Tapalito, em Chocó, o tremor destruiu casas e comprometeu seriamente o templo local. Outras congregações no oeste da Colômbia também relataram o surgimento de rachaduras profundas em suas estruturas após os abalos sísmicos.
O temor de novas réplicas e o isolamento
Mesmo nos locais onde as construções não desabaram por completo, o pânico gerado pela possibilidade de novos tremores fez com que muitas famílias passassem a noite ao relento. Na região de Antioquia, moradores preferiram dormir fora de casa diante do colapso de edifícios vizinhos.
O isolamento geográfico de algumas regiões afetadas continua sendo o maior obstáculo para as equipes de socorro. Em áreas de difícil acesso, o envio de ajuda humanitária ocorre de maneira mais lenta, o que torna ainda mais urgente a atuação descentralizada de igrejas e voluntários locais para amparar as vítimas e iniciar a reconstrução.
Justiça da Indonésia condena pastor Dedi Saputra a dois anos de prisão por blasfêmia
O tribunal de Banda Aceh, na Indonésia, condenou o pastor cristão Dedi Saputra a dois anos de prisão sob a acusação de blasfêmia e discurso de ódio. A decisão judicial, emitida em 10 de julho de 2026, encerra um processo que chamou atenção internacional devido à extrema rapidez de sua condução, durando apenas 142 dias desde a prisão do religioso.
O pastor de 31 anos, que é ex-muçulmano e atuava em West Kalimantan, foi considerado culpado sob o Artigo 301 do Código Penal indonésio e legislações correlatas. O caso gerou fortes debates sobre a aplicação seletiva de leis de blasfêmia no país e as garantias de liberdade de expressão e crença para grupos minoritários.
O vídeo no TikTok e o início do processo
A polêmica começou com um vídeo publicado na conta de Saputra no TikTok, sob o usuário @tersadarkan5758, no qual ele respondia a um questionamento sobre sua conversão religiosa. Na gravação, o pastor afirmou que o profeta Maomé possuía apenas uma esposa antes de sua missão profética, mas que passou a ter dezenas de esposas posteriormente.
Embora o vídeo original tenha sido deletado, o clipe foi editado e republicado por outro usuário, que anexou informações de uma revista islâmica detalhando a vida familiar do profeta. A queixa formal que originou a investigação foi apresentada em novembro por Mohd Rendi Febriansyah, presidente do conselho regional da associação de Estudantes Islâmicos da Indonésia (PII) em Aceh.
Rapidez na tramitação judicial e o papel de Aceh
A detenção de Saputra ocorreu em 18 de fevereiro de 2026, quando ele retornava para casa com sua esposa. Em um curto período, o pastor foi transferido de West Kalimantan para a sede policial da província de Aceh, local onde ocorreu o julgamento e a subsequente condenação de dois anos, período que já desconta o tempo em que esteve sob custódia.
A celeridade do processo foi apontada por observadores como um reflexo direto do conservadorismo de Aceh, única província indonésia com autonomia especial para aplicar a Sharia (lei islâmica). Ativistas de direitos humanos, como os do Setara Institute, alertam que a aplicação dessas leis costuma ser desproporcional e prejudicial às minorias religiosas do país.
Críticas internacionais e o avanço de leis de teor religioso
Organizações internacionais de defesa da liberdade de crença, incluindo a Comissão dos Estados Unidos sobre Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF), incluíram o caso de Saputra em seus relatórios de monitoramento de violações de direitos fundamentais. A aplicação da lei é frequentemente descrita por entidades civis como arbitrária, baseando-se por vezes em pareceres religiosos informais para justificar as ações do Estado.
“Existe uma discriminação inegável na aplicação da lei em casos de difamação religiosa. Se o incidente envolve não muçulmanos, a máquina estatal age com extrema rapidez para conter qualquer reação da maioria,” ressalta Bonar Tigor Naipospos, vice-presidente do Setara Institute.
De acordo com dados de institutos de pesquisa locais, a descentralização política na Indonésia facilitou a aprovação de centenas de regulamentos de inspiração religiosa em dezenas de províncias nas últimas décadas. Essas medidas costumam ganhar força em períodos pré-eleitorais, quando legisladores buscam consolidar apoio popular junto à população majoritária.
O desfecho do julgamento do pastor Dedi Saputra evidencia as tensões constantes entre o pluralismo garantido pela constituição da Indonésia e as pressões conservadoras locais, mantendo o país sob os holofotes do debate global sobre tolerância e direitos humanos.
“Ao liderarmos o louvor, não devemos ser celebridades”, alerta Smith.
Após mais de quatro décadas em palcos, com multidões cantando suas músicas de cor, Michael W. Smith está convencido de que um dos maiores perigos para um líder de louvor pode ser justamente aquilo que sinaliza sucesso: atenção e fama.
O veterano da música cristã, de 68 anos, vendeu mais de 15 milhões de álbuns, compôs ou gravou mais de 36 canções que alcançaram o primeiro lugar nas paradas e conquistou quatro prêmios Grammy e mais de 45 Dove Awards ao longo de uma carreira que ajudou a definir a música cristã contemporânea. Suas canções, do sucesso crossover “Place in This World” a “Friends” e o hino de adoração “Agnus Dei”, são amadas por gerações de cristãos.
Mas, atualmente, Smith disse estar preocupado com o que acontece quando a pessoa que lidera o culto se torna mais visível do que o Deus que está sendo adorado.
“Acho que precisamos ter cuidado para que isso não seja motivado por celebridades”, disse Smith ao The Christian Post . “Podemos todos dizer: ‘Bem, estamos fazendo tudo por Ele’. Mas basta olhar para as redes sociais e você verá que elas são um pouco focadas apenas no eu.”
Talvez, acrescentou ele, o culto moderno também tenha “perdido a reverência”.
Enfatizando que não está “apontando o dedo para ninguém em particular”, Smith esclareceu que seus alertas vêm de alguém que sabe em primeira mão como os elogios podem facilmente distorcer até mesmo as intenções mais sinceras.
“O Senhor não divide a Sua glória com ninguém”, lembrou Smith, citando o que seu amigo e colega líder de louvor, Michael Olson, lhe disse há alguns anos. “Essas palavras me deixaram sem fôlego.”
“Foi uma revelação, sinceramente, e ele estava certo”, disse Smith. “Ao liderarmos o louvor, não devemos ser celebridades. Devemos, de certa forma, desaparecer, para ser honesto, e nosso objetivo é mudar a atmosfera e permitir que Deus encontre as pessoas. Esse é o nosso trabalho.”
House of Worship
Smith abordou “House of Worship”, um novo evento cinematográfico que chega a mais de 400 cinemas em todo o país a partir de 23 de agosto, com essa mesma mentalidade. Apresentado pela The Fuel Music e Ori Music em associação com a K-LOVE e a Air1, o filme reúne 25 artistas e compositores cristãos de destaque para revisitar as canções que ajudaram a moldar o culto evangélico moderno.
Smith e a pioneira australiana da música de adoração, Darlene Zschech, atuam como produtoras executivas, com um elenco que inclui CeCe Winans, Kari Jobe, Cody Carnes, Naomi Raine, Matt Redman, Israel Houghton, Paul Baloche, Brian e Jenn Johnson, Charity Gayle, Hillary Scott e outros.
Gravado em formato circular no World Wide Stages em Spring Hill, Tennessee, o projeto reúne artistas de diferentes gerações. Winans se junta a Zschech para “Shout to the Lord”, Redman e Scott interpretam “The Heart of Worship”, Tim Hughes e Carnes revisitam “Here I Am to Worship”, enquanto Smith e Chris Brown, do Elevation Worship, apresentam “Agnus Dei”.
“Havia uma união incrível na sala durante dois dias”, disse Smith sobre a atmosfera enquanto os artistas adoravam juntos. “Todas as músicas, elas nunca se prenderam ao modelo do que estávamos fazendo. Cada uma meio que ganhou vida própria.”
“Ninguém simplesmente chegava, cantava e ia embora”, disse ele. “Todos ficavam. … Foram dois dias muito emocionantes para mim. Fico feliz por ter participado. … Foi tudo o que pude fazer para conter as lágrimas.”
Canções como “The Heart of Worship”, “Shout to the Lord”, “Come Now Is the Time to Worship” e outras apresentadas no filme perduraram por décadas porque “resistiram ao teste do tempo”, disse ele.
“Acho que muitos desses jovens líderes de louvor e pessoas que frequentam cultos hoje em dia não conhecem muitas dessas músicas”, disse Smith. “E acho que eles precisam conhecê-las.”
Smith ainda canta “The Heart of Worship”, uma de suas canções de adoração favoritas, e disse que espera cantar “Breathe” pelo resto da vida.
“Espero que a próxima geração possa se ver revisitando e ouvindo algumas dessas músicas”, disse ele, “porque elas provavelmente precisam voltar a fazer parte do repertório, pelo menos de vez em quando, nas igrejas ao redor do mundo.”
Sucesso e fama
Desde o início de sua carreira musical no começo dos anos 80, o catálogo de Smith agora inclui mais de três dezenas de canções número 1, e seus álbuns A Million Lights e Surrounded se tornaram sua 30ª e 31ª entradas no Top 10 da parada Top Christian Albums da Billboard, mais do que qualquer outro artista solo na época.
Ele foi incluído no Hall da Fama da Música Gospel, e uma homenagem realizada em 2019 na Bridgestone Arena, em Nashville, reuniu artistas como Amy Grant, Vince Gill, CeCe Winans, Wynonna, Randy Travis e outros para celebrar sua carreira.
Sua influência também se estendeu para além do rádio cristão. Smith apresentou “Friends” nos funerais do evangelista Billy Graham e do ex-presidente George H.W. Bush, e fundou a Rocketown, uma organização juvenil com sede em Nashville.
Mas, apesar do sucesso, o artista afirmou que o tempo e uma comunhão mais profunda com Deus lhe proporcionaram uma relação diferente com os elogios ao longo dos anos.
“Eu realmente não me importo com o que as pessoas pensam de mim”, disse ele. “Você só precisa liderar com humildade. É preciso ter um espírito elevado.”
“Minha intenção sempre foi boa”, disse Smith, refletindo sobre seus primeiros anos na indústria da música. “Mas você se distrai. Você se distrai com a atenção, com todos aplaudindo, e às vezes acaba se perdendo.”
Smith atribui um ponto de virada à gravação de Worship, o álbum ao vivo histórico lançado em 11 de setembro de 2001. O projeto, que incluía “Agnus Dei”, “Above All”, “Breathe” e “Awesome God”, de Rich Mullins, tornou-se o álbum mais vendido da carreira de Smith. Ele se lembrou de sair do palco após a gravação em Lakeland, Flórida, e encontrar os artistas nos bastidores emocionados com o que havia acontecido.
“Todos nós choramos”, lembrou Smith. “Estávamos chorando nos bastidores porque sentimos que algo mudou na atmosfera.”
O artista disse que se perguntou então se o que eles haviam vivenciado na sala poderia ser traduzido para uma gravação, “e foi”.
Hoje, antes de subir ao palco para liderar o louvor, Smith faz três orações: para que Deus se agrade do que ele diz, faz e canta, para que ele seja “revestido de humildade” e para que suas motivações permaneçam puras.
Apesar de seus alertas, Smith disse que vê muito o que celebrar na música de adoração contemporânea; jovens compositores, disse ele, estão dando à sua geração uma linguagem com a qual expressar a fé.
“Há um verdadeiro mover de Deus, e eu amo isso”, disse ele. “Você vê crianças pequenas adorando e chorando. É emocionante. É lindo de se ver.”
Smith disse que a fome espiritual que observa entre os jovens o faz lembrar de outro período que mudou sua vida: o Movimento de Jesus das décadas de 1960 e 1970, que impactou até mesmo sua cidade natal, Kenova, na Virgínia Ocidental.
“Provavelmente não vi nada parecido desde os anos 70”, disse ele. “Eu estava lá durante o Movimento de Jesus. Ele chegou à minha pequena cidade de Kenova, na Virgínia Ocidental, quando eu era adolescente, e mudou minha vida. … Estou dando esta entrevista a você por causa do Movimento de Jesus.”
Geração Z
Recentemente, Smith assistiu a um show de Forrest Frank, cujos sucessos como “Lemonade” e “Your Way’s Better” atraíram um grande público da Geração Z. Smith disse ter ficado impressionado ao ver os jovens fãs cantando cada palavra enquanto Frank proclamava abertamente sua fé cristã.
“Ver o Forrest lá em cima compartilhando o Evangelho, sem vergonha nenhuma, foi simplesmente incrível”, disse Smith, acrescentando que artistas como Frank são “jovens Josués” que estão “causando impacto”.
“Acredito que estamos pelo menos vendo o começo disso”, disse ele sobre o reavivamento. “Talvez estejamos no meio disso, mas acho que vai se tornar muito maior.”
Para Smith, o projeto House of Worship ofereceu mais um vislumbre do que pode acontecer quando gerações de cristãos se unem e se enxergam como uma família. Durante as filmagens, Smith contou que os líderes de louvor mais jovens agradeciam repetidamente aos artistas veteranos por abrirem caminho, enquanto os artistas mais velhos respondiam encorajando-os a continuar o que estavam fazendo.
“Era uma família”, disse Smith. “Havia muito amor no ar. Você vê esses artistas que estão… completamente imersos em cada música. Eu não trocaria essa experiência por nada.”
Com “House of Worship”, Smith disse que espera que o público saia com esperança — desde cristãos exaustos ou em luto até aqueles que nunca ouviram o Evangelho.
“Espero que alguém que não conhece o Senhor veja isso e se sinta tocado e entregue seu coração a Jesus”, disse Smith. “Isso seria simplesmente incrível.”
“É só ligar o filme, ligar o disco e cantar as músicas”, acrescentou. “Independentemente de como você se sente, apenas cante as músicas. … Essas músicas estão cheias de esperança. Acho que elas proporcionarão essa oportunidade e ajudarão as pessoas a superar momentos difíceis.”
E depois de mais de quatro décadas gravando, fazendo turnês e vendo a música cristã se transformar ao seu redor, Smith disse que é “grato pela jornada”, acrescentando: “Foi incrível”.
“Acho que meus melhores dias ainda estão por vir.”
Fachada exterior do Ministério Público Federal em Rondônia (Foto: Reprodução)
O Ministério Público Eleitoral emitiu uma recomendação oficial para as igrejas e templos religiosos de Rondônia proibindo qualquer atividade de campanha política para as eleições de 2026. A orientação visa assegurar que os espaços de fé não sejam utilizados para favorecer candidatos ou partidos.
Com essa medida, fica expressamente proibido realizar pedidos de votos ou promover candidaturas durante cultos e celebrações religiosas. A decisão já foi enviada aos responsáveis pelas instituições e aos promotores eleitorais do estado.
O que está proibido nas instituições religiosas
A recomendação do órgão eleitoral é clara sobre a neutralidade dos templos. Durante os eventos religiosos, não pode ocorrer nenhuma ação que tente convencer os fiéis a votar em determinado candidato ou grupo político.
A proibição também se estende aos materiais de propaganda eleitoral. Está vetada a distribuição ou exibição de itens como:
Santinhos e panfletos de campanha;
Cartazes, faixas e adesivos;
Camisetas de candidatos ou partidos.
Essas regras valem para o interior dos templos e também para todas as áreas externas integradas ou ligadas às igrejas, impedindo o uso da estrutura física para fins eleitorais.
A responsabilidade de pastores, padres e líderes
O alerta do Ministério Público Eleitoral direciona-se diretamente a pastores, padres, sacerdotes, ministros e demais líderes religiosos. Essas autoridades não podem utilizar a influência do cargo para promover ou atacar candidatos e partidos.
De acordo com o órgão, não é necessário o pedido direto de voto para que a conduta seja considerada irregular. Elogiar publicamente um candidato, debater as eleições sob uma ótica partidária ou usar o prestígio pessoal para direcionar as escolhas dos fiéis pode dar início a uma investigação.
Além disso, as entidades religiosas estão proibidas de ceder sua estrutura financeira, funcionários físicos ou canais de comunicação para auxiliar qualquer tipo de campanha eleitoral.
Consequências e punições previstas
O desrespeito a essas normas pode resultar em investigações rigorosas conduzidas pela Justiça Eleitoral rondoniense. Caso fiquem comprovadas as irregularidades dentro dos templos, as punições aplicadas são graves.
O candidato que for beneficiado pela propaganda ilegal em templos religiosos pode perder o registro de candidatura ou até mesmo ter o seu mandato cassado, caso seja eleito. A lei também prevê que os envolvidos nas irregularidades fiquem impedidos de disputar eleições por um determinado período de tempo.
Pastor e cantor Marquinhos Menezes. (Foto: Reprodução)
O pastor Marquinhos Menezes, líder da ADVEC Niterói, faleceu aos 53 anos após uma batalha contra o câncer de estômago. Conheça sua trajetória e legado.
O pastor Marquinhos Menezes, líder da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) de Niterói, faleceu nesta quinta-feira (13) após uma batalha contra o câncer. A confirmação de seu falecimento foi divulgada pelo pastor Silmar Coelho em uma publicação no Instagram, gerando grande comoção entre fiéis e amigos.
Marquinhos enfrentava um câncer de estômago desde 2024 e estava internado em estado grave desde o final de julho. O líder religioso deixa um legado de fé e dedicação à comunidade que liderava no Rio de Janeiro.
A batalha do pastor contra o câncer de estômago
A luta de Marquinhos Menezes contra a doença começou em 2024, quando recebeu o diagnóstico de câncer de estômago. O pastor passou por procedimentos médicos e, em outubro do ano passado, precisou iniciar um novo ciclo de quimioterapia após o retorno da enfermidade.
No final de julho, o quadro clínico do pastor agravou-se, o que levou à sua internação em estado grave no Complexo Hospitalar de Niterói. Durante todo o período de internação, familiares e membros do ministério mantiveram a esperança ativa.
Mobilização de fé e apoio da igreja
A situação do pastor mobilizou uma grande rede de apoio espiritual e intercessão. No dia 2 de agosto, membros da ADVEC de Niterói se reuniram em frente ao Complexo Hospitalar de Niterói para realizar uma vigília de oração e louvor, clamando por sua recuperação.
No mesmo dia, a cantora Eyshila usou suas redes sociais para pedir que as pessoas continuassem orando pela saúde do pastor. A mobilização demonstrou o carinho e o respeito que a comunidade mantinha por Marquinhos.
O legado de Marquinhos Menezes
Como líder da ADVEC de Niterói, o pastor era uma figura de referência para a comunidade local, guiando os fiéis com dedicação. Sua trajetória foi marcada pelo compromisso com o trabalho pastoral e pelo amparo aos membros da igreja.
Marquinhos deixa a esposa, Lilian Azevedo, e a filha, Sophia. A comunidade da ADVEC e o meio evangélico prestaram condolências à família neste momento de dor.