Cantora gospel e pastora Ana Paula Valadão (Foto: Reprodução/Instagram)
A cantora gospel e pastora Ana Paula Valadão manifestou celebração em relação aos ataques promovidos pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, ocorridos em um contexto onde o mundo lamentava as mais de 500 mortes e cerca de 750 feridos.
Em um vídeo divulgado em suas redes sociais (vídeo abaixo), a artista expressou comoção pela ação militar, citando a perseguição religiosa sofrida por cristãos no país asiático.
A cantora gospel disse estar emocionada. “A gente ora tanto pela igreja perseguida. Nós, cristãos, falando do nosso povo. E o Irã sofrendo tanto na lista de países de maior perseguição. Se não me engano, estava em nono lugar. Mesmo que você não concorde com Israel, nisso ou naquilo, você precisa ser alguém que entende o que é uma ditadura. O que é as atrocidades que nós vimos nas câmeras que filmaram há poucas semanas, gente.”
Ana Paula Valadão comentou sobre a população iraniana. “Nós temos que orar e entender que os iranianos estão celebrando o que começou a acontecer hoje. Os ataques são tão precisos, né? Fico impressionada, tão certeiros ali, aquele palácio, o complexo residencial aiatolá que foi eliminado. O que essa igreja iraniana vai fazer apressando a vinda do senhor, nós ainda não vimos. Vem, senhor Jesus! Aliás, eu quero honrar que não só a igreja iraniana, mas o povo iraniano em geral.”
A postura de Valadão gerou fortes reações negativas na internet. Críticos apontaram a insensibilidade em celebrar mortes, especialmente de civis.
Uma internauta no antigo Twitter questionou a celebração: “A pessoa tem que ser muito ruim pra celebrar a morte de inocentes.” Outro perfil lamentou a fala da cantora, lembrando de mortes de mulheres e meninas em ataques a escolas: “A Bíblia [diz]: ‘Deus não se agrada da morte do ímpio.’. Ana Paula Valadão: ‘Temos que celebrar a precisão dos ataques ao Irã’. E, só para lembrar, foram 153 mulheres e meninas mortas num ataque a uma escola feminina!”
A manifestação da cantora gerou revolta entre muitos outros usuários.
Assista o vídeo de Ana Paula Valadão abaixo:
Ana Paula Valadão disse estar emocionada com os ataques ao Irã, justificando pela perseguição aos cristãos no país. Sim, o Irã figura entre as nações onde há severa repressão à fé cristã. Mas reconhecer perseguição não nos autoriza a comemorar morte.+ pic.twitter.com/MxWPGxLdGU
Advogada e ativista política Attieh Fard (Foto: Reprodução/attiehfard.uk)
Uma advogada cristã nascida no Irã disse ao site Premier que está “alegre” com as medidas que estão sendo tomadas para derrubar o regime em seu país. Attieh Fard afirmou que este é um “momento histórico” que se desenrolará “no tempo de Deus”, acrescentando que ela e seus compatriotas iranianos “caminham com Deus, que é um Deus de justiça”.
Em vez de encarar a ação militar como uma “guerra”, ela disse que os iranianos que se opõem ao regime estão aliviados com a intervenção dos EUA e de Israel e a veem como uma “missão de resgate”.
A advogada, na semana passada, organizou uma carta assinada por mais de 200 pastores, ministros religiosos e líderes de organizações cristãs de todo o mundo, pedindo a mudança de regime no Irã.
Expressando esperança de que esse momento esteja próximo, Attieh Fard disse que os cristãos que ela conhece no Irã foram orientados a permanecer em suas casas e manter a calma enquanto a ação militar se desenrola. Mas, apesar do bloqueio da internet, muitos conseguem acessar informações e transmitir mensagens via satélite. Acredita-se também que o príncipe herdeiro exilado, Reza Pahlavi, tenha iniciado um serviço de TV via satélite e fará anúncios sobre quando será seguro para as pessoas saírem e retomarem o controle.
Attieh Fard disse: “Eu acredito no tempo de Deus. Ele está no controle e tem falado aos cristãos com amor por meio de palavras e visões. Um dos líderes da nossa igreja disse que isso se reflete no capítulo bíblico de Sofonias 3:17: ‘O Senhor Deus está contigo, o poderoso guerreiro que te salva. […] Eu lidarei com todos os que te oprimiram. Libertarei o paralítico. Reunirei os exilados. Darei a eles louvor e honra em toda terra onde sofreram vergonha. Naquele tempo, eu os reunirei e os trarei de volta para casa.’”
“Acredito que isso ressoa no coração de milhares e milhares de iranianos que estão no exílio e também dentro do Irã, que sofreram opressão, que sofreram vergonha.”
“Caminhamos com Deus e confiamos no plano de Deus”.
Folha Gospel com informações de Premier Christian News
Vista aérea de Al-Olaya, no norte de Riade, Arábia Saudita (Foto: Canva Pro)
Todas as atividades da igreja no norte da Arábia foram suspensas em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio.
Em uma carta aos fiéis, o Bispo Aldo Berardi, Vigário Apostólico da Arábia do Norte, apelou aos cristãos para que permanecessem calmos e atentos às medidas de segurança após as explosões no Bahrein, Kuwait e Catar. Ele escreveu: “Neste momento de incerteza, peço a todos os fiéis do Vicariato que permaneçam calmos, unidos em oração e atentos à segurança de todos. Por favor, sigam atentamente as instruções das autoridades civis e adotem todas as precauções necessárias em suas casas, locais de trabalho e paróquias.”
O bispo Berardi convidou os padres da região para se reunirem e celebrarem uma missa pela paz no domingo à noite.
Ele também incentivou que se demonstre cuidado e atenção especiais aos mais vulneráveis e pediu orações da comunidade internacional neste momento.
As trocas de mísseis continuaram neste domingo, depois que o Irã confirmou a morte de seu Líder Supremo e prometeu vingança.
Mísseis de retaliação iranianos estão sendo interceptados em Israel e em outros países do Oriente Médio, com relatos de danos em aeroportos de Dubai e Abu Dhabi.
Em meio à crescente tensão, os cidadãos britânicos nos Emirados Árabes Unidos estão sendo aconselhados a registrar sua presença junto ao Ministério das Relações Exteriores.
Folha Gospel com informações de Premier Christian News
Bandeira do Irã sobre a capital Teerã (Foto: Canva Pro)
O ataque coordenado dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, no sábado (28), aprofundou a crise no Oriente Médio e ampliou o número de vítimas civis, incluindo dezenas de estudantes. Segundo a organização humanitária Crescente Vermelho, ao menos 555 pessoas morreram e 747 ficaram feridas em 131 cidades atingidas pelos bombardeios.
Entre os episódios mais graves está o ataque a uma escola primária feminina em Minab, no sul do país. Neste domingo (1º), o Ministério da Educação do Irã elevou para 153 o número de meninas mortas na ação, além de 95 feridas. O governo iraniano atribuiu o episódio aos Estados Unidos e a Israel, classificando o bombardeio como um “ataque sionista desumano”.
A ofensiva ocorreu após semanas de negociações entre Washington e Teerã sobre o programa nuclear iraniano, que não chegaram a um acordo. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o objetivo da operação é destruir a capacidade nuclear do Irã e impedir que o país obtenha uma bomba atômica. Em vídeo divulgado nas redes sociais, declarou que o regime iraniano “não poderá mais desestabilizar a região” e incentivou a população a pressionar pela queda dos aiatolás.
Durante o dia, explosões foram registradas em Teerã e em dezenas de outras cidades. O governo americano confirmou a morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, informação que posteriormente foi confirmada pelo regime iraniano. Em resposta, o Irã lançou mísseis contra Israel e atacou bases militares americanas no Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrein. O Exército dos EUA informou que não houve militares feridos e que os danos foram “mínimos”.
O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de escoamento de petróleo do mundo, foi fechado por razões de segurança, elevando a preocupação global com impactos econômicos. Esta é a segunda vez em menos de um ano que os Estados Unidos realizam ataques diretos contra alvos iranianos.
“A morte de alunos em um espaço dedicado à aprendizagem constitui grave violação da proteção conferida às escolas pelo direito internacional humanitário”, destacou a entidade. A Unesco também citou a Resolução 2601 (2021) do Conselho de Segurança da ONU, que condena ataques a escolas em conflitos armados e reforça a obrigação de proteger ambientes educacionais.
Escalada militar e tensão histórica
O confronto ocorre em meio a uma longa rivalidade entre Irã e Estados Unidos, iniciada após a Revolução Islâmica de 1979. Nos últimos anos, as tensões aumentaram com a saída americana do acordo nuclear de 2015 e a retomada de sanções econômicas.
O Irã enfrenta grave crise econômica, com inflação superior a 40% ao ano e forte desvalorização do rial. Protestos internos contra o regime foram reprimidos com violência, ampliando o desgaste político.
Com o envio de porta-aviões e reforço militar ao Oriente Médio, os Estados Unidos ampliaram sua presença na região, enquanto o Irã fortaleceu alianças com Rússia e China. Especialistas avaliam que o risco de um conflito regional de maiores proporções permanece elevado, especialmente após os ataques a bases americanas e o fechamento do Estreito de Ormuz.
A comunidade internacional acompanha com preocupação os desdobramentos, diante do temor de novas mortes de civis e de um agravamento da instabilidade geopolítica.
Folha Gospel com informações de G1, Comunhão e Agência Brasil
Segundo uma nova análise do Pew Research Center, Singapura é o país com maior diversidade religiosa do mundo, enquanto os Estados Unidos ocupam o primeiro lugar em diversidade religiosa entre as nações mais populosas do planeta.
O relatório, parte do projeto Global Religious Futures do Pew Research Center, examina a composição religiosa de 201 países e territórios em 2020. Ele divide as populações em sete categorias — cristãos, muçulmanos, hindus, budistas, judeus, adeptos de outras religiões e pessoas sem religião — e calcula um Índice de Diversidade Religiosa (IDR) com base na distribuição equitativa desses grupos em cada país.
Para os cristãos em todo o mundo, as descobertas destacam tanto oportunidades quanto desafios: embora o cristianismo continue sendo a fé majoritária em muitas regiões, os fiéis vivem cada vez mais em sociedades religiosamente plurais, onde a interação com vizinhos de outras religiões — ou sem religião — faz parte do cotidiano.
Com uma pontuação RDI de 9,3 em 10, Singapura é o país que mais se aproxima de uma distribuição uniforme entre as sete categorias religiosas analisadas, segundo relatório da Pew.
Os budistas representam 31% da população de Singapura. Os sem religião correspondem a 20%, os cristãos a 19%, os muçulmanos a 16%, os hindus a 5% e os adeptos de outras religiões a 9%. Nenhum grupo detém a maioria.
O Suriname ocupa o segundo lugar em diversidade religiosa geral e é o único país latino-americano entre os 10 primeiros. Cerca de 53% de sua população se identifica como cristã, juntamente com minorias significativas de hindus (22%), muçulmanos (13%) e sem religião (8%).
Outros países no top 10 estão concentrados na região da Ásia-Pacífico — incluindo Taiwan, Coreia do Sul e Austrália — e na África subsaariana, incluindo Maurício, Guiné-Bissau, Togo e Benim. A França é a única nação europeia entre os 10 países mais diversos, com uma população composta por 46 % de cristãos, 43% de pessoas sem religião e 9% de muçulmanos.
Embora os Estados Unidos ocupem a 32ª posição no ranking geral, o país lidera em diversidade religiosa entre as 10 nações mais populosas, cada uma com pelo menos 120 milhões de habitantes.
Os EUA são o país mais diverso entre os maiores países.
Entre os maiores países do mundo, os Estados Unidos têm a pontuação mais alta no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), com 5,8, seguidos por Nigéria, Rússia, Índia e Brasil, de acordo com o Pew Research Center.
Estima-se que os cristãos representem 64% da população dos EUA em 2020. Pessoas sem religião correspondem a cerca de 30%, enquanto muçulmanos, hindus, budistas, judeus e adeptos de outras religiões juntos somam aproximadamente 6%, com cada grupo representando cerca de 1% a 2%.
A Nigéria, o país mais populoso da África, é o segundo mais diverso religiosamente entre as 10 maiores nações. Cristãos e muçulmanos representam cada um mais de 40% da população, tornando a Nigéria um dos países mais equilibrados entre os dois principais grupos religiosos.
Em contrapartida, o Paquistão — onde os muçulmanos representam cerca de 97% da população — é o país menos diverso religiosamente entre as 10 maiores nações, com um índice de diversidade religiosa (RDI) de 0,8.
Juntos, os 10 países mais populosos representam quase 60% da população mundial, o que destaca a importância da dinâmica religiosa na formação do testemunho cristão global e das relações inter-religiosas.
A maioria dos países ainda é religiosamente homogênea.
Apesar de existirem exemplos de pluralismo, o Pew Research Center constatou que, na maioria dos países, um único grupo religioso constitui a maioria.
Em 194 dos 201 países e territórios analisados, pelo menos 50% da população pertence a uma categoria religiosa. Em 43 locais, pelo menos 95% dos residentes seguem a mesma religião. Esses países são predominantemente muçulmanos (25), cristãos (17) ou budistas (1).
Os países com menor diversidade religiosa no mundo são o Iêmen, o Afeganistão e a Somália, onde os muçulmanos representam 99,8% ou mais da população. Timor-Leste e Moldávia também estão entre os menos diversos, com populações quase inteiramente cristãs.
Apenas sete países não possuem uma única maioria religiosa: Reino Unido, Maurício, Coreia do Sul, Austrália, França, Costa do Marfim e Singapura.
Para os líderes e igrejas cristãs, essas descobertas refletem um cenário global no qual a maioria dos fiéis vive ou como maiorias claras em contextos nacionais ou como parte de pluralidades religiosas significativas, o que exige uma gestão cuidadosa das relações inter-religiosas.
As regiões variam muito em diversidade.
Regionalmente, a área da Ásia-Pacífico é a mais diversificada religiosamente, com um índice geral de diversidade religiosa (RDI) de 8,7. Nenhum grupo religioso constitui maioria em toda a região. O maior grupo — os não afiliados a nenhuma religião — representa cerca de um terço da população.
Três regiões se enquadram na categoria de “alta diversidade”: América do Norte (RDI 6,0), África Subsaariana (5,9) e Europa (5,6). Em cada uma dessas regiões, os cristãos constituem a maioria da população total. O segundo maior grupo é o de pessoas sem religião na América do Norte e na Europa, e o de muçulmanos na África Subsaariana.
A América Latina e o Caribe são classificados como moderadamente diversos (RDI 3,1), com uma forte maioria cristã e uma população não religiosa menor.
O Oriente Médio e o Norte da África são a região menos diversa estudada, com um índice de diversidade religiosa (RDI) de 1,3 e uma população composta por 94 % de muçulmanos. A região inclui cinco dos dez países menos diversos religiosamente.
Onde vivem os cristãos
Segundo a análise do Pew Research Center, os cristãos são o grupo religioso com a distribuição geográfica mais ampla no estudo.
A maioria dos cristãos vive em países com níveis moderados de diversidade religiosa. No entanto, muitos também residem em nações altamente diversas, como os Estados Unidos, a Nigéria e a Etiópia.
Globalmente, apenas 1% das pessoas vivem em países com altíssima diversidade religiosa. Dezenove por cento vivem em sociedades altamente diversas, enquanto a maioria vive em contextos moderadamente diversos. Uma parcela menor vive em ambientes de baixa (9%) ou muito baixa (12%) diversidade.
Esses padrões sugerem que, para muitos cristãos, o ministério e a vida pública se desenvolvem em contextos onde coexistem múltiplas tradições religiosas e, em alguns casos, onde as populações estão fortemente divididas entre cristãos e muçulmanos ou entre cristãos e pessoas sem religião.
Mudanças modestas ao longo da década
Entre 2010 e 2020, os níveis de diversidade religiosa permaneceram relativamente estáveis em todo o mundo, segundo relatório da Pew.
No entanto, em cerca de duas dezenas de países, os índices de diversidade religiosa (RDI) sofreram alterações significativas, em grande parte devido à desfiliação religiosa entre os cristãos. Em locais onde a grande maioria cristã diminuiu e a população sem religião cresceu a partir de uma base pequena, os índices de diversidade aumentaram. Em países onde os sem religião já eram numerosos e se expandiram ainda mais, os índices de diversidade por vezes diminuíram.
Nos Estados Unidos, o nível de diversidade religiosa subiu de “moderado” para “alto” ao longo da década, enquanto a parcela cristã da população diminuiu 14 pontos percentuais, para 64%, e o número de americanos sem religião aumentou.
A Irlanda também passou de baixa para moderada diversidade, com a sua maioria cristã a diminuir 11 pontos percentuais, para 81%. Em contrapartida, os Países Baixos passaram de “muito alta” para “alta” diversidade, com a sua população sem religião a crescer para 54% e a sua população cristã a continuar a diminuir.
Os pesquisadores do Pew enfatizaram que as mudanças na composição religiosa nem sempre alteram os níveis gerais de diversidade, especialmente quando dois grandes grupos efetivamente trocam de posição em termos de tamanho relativo.
Para igrejas e organizações cristãs, o relatório oferece um retrato estatístico de um mundo no qual o cristianismo permanece globalmente significativo, mas cada vez mais inserido em ecossistemas religiosos complexos e variados — desde cidades-estado altamente plurais como Singapura até nações divididas igualmente como a Nigéria, e regiões onde uma única fé domina a vida pública.
Teerã, capital do Irã, após bombardeio dos EUA e de Israel durante a manhã de 28 de fevereiro de 2026 (Foto: Reprodução/Portas Abertas)
A tensão no Oriente Médio atingiu um novo patamar neste sábado (28), após ataques coordenados de Estados Unidos e Israel contra alvos militares e políticos no Irã. A ofensiva ocorreu horas depois do encerramento das negociações diplomáticas entre Teerã e Washington, que terminaram sem acordo.
Explosões foram registradas na capital iraniana, Teerã, além das cidades de Isfahan e Qom. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou “estado de emergência especial e imediato” no país. Tanto Irã quanto Israel fecharam seus espaços aéreos.
Durante a operação, as Forças de Defesa de Israel informaram que mais de 200 aeronaves da Força Aérea israelense atacaram cerca de 500 alvos iranianos em duas fases. Na primeira etapa, foram atingidos sistemas de defesa aérea e radares, especialmente nas proximidades de Teerã. Na segunda, os bombardeios miraram estruturas ligadas ao programa de mísseis balísticos do país.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que “grandes operações de combate” estavam em andamento, enquanto Israel classificou a ação como um ataque “preventivo”.
Mortes e alvo civil
Segundo a Agência de Notícias da República Islâmica, 53 pessoas morreram após bombardeios atingirem uma escola primária feminina no condado de Minab, na província de Hormozgan, no sul do Irã. Outras 48 pessoas ficaram feridas, de acordo com o governador Mohammad Radmehr.
O governo iraniano ainda não divulgou um balanço oficial consolidado sobre os danos causados pelos ataques.
Morte de Ali Khamenei é divulgada pela imprensa internacional
Em meio às incertezas, veículos da imprensa israelense e a emissora Fox News informaram que o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, teria sido morto durante os bombardeios.
Horas antes, o paradeiro do líder era tratado como incerto. O jornal The Times of Israel noticiou que não havia confirmação sobre sua condição, enquanto autoridades iranianas afirmavam que ele permanecia vivo. Até o momento, o governo do Irã não divulgou comunicado oficial confirmando a morte.
Irã reage e amplia confronto
Poucas horas após os bombardeios, o Irã lançou mísseis contra bases militares dos Estados Unidos em países árabes, incluindo Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein e Jordânia. A retaliação marcou uma nova fase do confronto entre Washington e Teerã e aumentou o temor de um conflito regional de maiores proporções.
A escalada militar ocorre em um cenário já considerado instável e levanta preocupações sobre um conflito prolongado no Oriente Médio.
Pedido de oração e alerta de organizações cristãs
Diante da gravidade do cenário, a organização Portas Abertas, que monitora a situação da Igreja Perseguida no mundo, emitiu um pedido urgente de oração pela população afetada.
A entidade convocou cristãos a intercederem especialmente pelo Irã, Palestina, Israel, Síria, Jordânia, Iraque e Líbano, destacando a necessidade de proteção aos civis e às comunidades cristãs locais.
“Somos pró-Jesus Cristo, a favor da paz e defendemos a Igreja Perseguida em todos os lugares”, declarou a organização.
Um especialista ligado à missão no Irã afirmou: “Como iraniano e cristão, falo com o coração pesado. Não celebro a guerra nem ignoro o sofrimento que ela impõe às famílias no Irã, em Israel e em toda a região. Cada vida é preciosa para Deus”. Ele acrescentou que sua oração é para que o momento resulte em “restauração da dignidade, esperança e paz”.
No Brasil, o pastor João Marcos Barreto Soares, diretor-executivo de Missões Mundiais da Convenção Batista Brasileira, também pediu intercessão pelos missionários na região. Segundo ele, todos estão bem, mas o cenário é “altamente preocupante” e pode resultar em um conflito “maior e mais duradouro”, com risco elevado para civis.
Reações e críticas
O pastor Renato Vargens, da Igreja Cristã da Aliança, em Niterói (RJ), criticou duramente o regime iraniano nas redes sociais, classificando-o como uma ditadura e defendendo que a comunidade internacional se posicione contra o governo dos aiatolás.
Enquanto isso, a população civil enfrenta pânico, evacuações e suspensão de atividades cotidianas, em meio à incerteza sobre os próximos desdobramentos do conflito.
Especialistas alertam que, caso a escalada militar continue, o Oriente Médio poderá enfrentar um dos confrontos mais amplos das últimas décadas.
Bobby Gruenewald, CEO e fundador da YouVersion falando durante lançamento do hub do app no Quênia (Foto: Reprodução/CDI)
O aplicativo bíblico YouVersion inaugurou oficialmente seu novo hub no Quênia, um movimento estratégico para aprimorar o conteúdo localizado e fortalecer a relevância regional. A iniciativa, lançada em 23 de fevereiro, visa ampliar a oferta de materiais adaptados à realidade africana em um aplicativo que já ultrapassou a marca de 1 bilhão de downloads globais em seu ecossistema de apps.
Bobby Gruenewald, CEO e fundador do YouVersion, destacou a necessidade de estabelecer laços fortes para contextualizar a experiência do usuário. “Percebemos há algum tempo que um dia precisaríamos ter escritórios e pessoas em diferentes partes do mundo. Sentimos que esse dia havia chegado”, explicou Gruenewald.
A expansão para a África, com hubs agora no Quênia e na África do Sul, segue iniciativas anteriores no Brasil, Cidade do México e Austrália, com planos futuros para a Europa.
A importância do Quênia no uso do aplicativo é notável, segundo Gruenewald. O país registra 19 milhões de instalações e aproximadamente 3 milhões de usuários ativos mensais, demonstrando uma forte adesão.
“Estamos aqui para servir algo que Deus já está fazendo neste país. A fé cristã faz parte deste continente há 2.000 anos, moldada e liderada por africanos desde o início”, afirmou o CEO durante seu discurso em Nairóbi. O crescimento digital da Bíblia na África reflete uma base espiritual consolidada que agora vivencia uma aceleração.
O entusiasmo com a plataforma se estende por diversas nações africanas. A Nigéria, por exemplo, já ultrapassou 40 milhões de instalações, com um aumento de 42% no engajamento diário. A Etiópia se aproxima dos 5 milhões de instalações, apresentando um crescimento expressivo de 94% no uso diário. Esses números posicionam a África do Sul, o Quênia e a Nigéria entre os líderes globais em engajamento diário com a Bíblia, transcendendo a esfera continental para impactar o cenário mundial.
“Algumas pessoas previram que a África se tornaria o centro do cristianismo global. Pelo que estamos vendo, acho que já é”, comentou Gruenewald, ressaltando a responsabilidade de manter a Palavra de Deus central nesse crescimento. O Quênia, segundo ele, ocupa um lugar especial nessa trajetória.
A Primeira-Dama do Quênia, Rachael Ruto, celebrou a abertura do hub, antecipando que ele trará esperança para famílias e jovens. “Hoje, a Palavra de Deus viaja à velocidade da luz pela internet. Ela alcança famílias. Ela alcança um estudante antes de uma prova. Ela nos alcança onde estamos”, declarou. “Como esposa, mãe e líder, entendo a importância da fé para fortalecer as famílias. Quando as famílias estão firmemente alicerçadas, elas constroem resiliência”. Ela expressou a confiança de que o hub queniano terá um impacto transformador em todo o continente.
Além do desenvolvimento de conteúdo, a expertise local da equipe é crucial para a oferta de serviços do YouVersion na África. Desafios como altos custos de dados e conectividade limitada em áreas rurais impulsionaram o desenvolvimento do Bible App Lite, uma versão otimizada para baixo armazenamento e uso offline.
Desde 2022, insights de comunidades africanas têm moldado as funcionalidades do aplicativo, beneficiando agora usuários globais que enfrentam restrições tecnológicas semelhantes.
O acesso a escrituras em línguas locais também é uma prioridade, com o aplicativo oferecendo conteúdo em aproximadamente 2.400 idiomas mundialmente, incluindo Swahili, Afrikaans, Xhosa e Zulu.
O YouVersion Kids, disponível em Afrikaans e Swahili, utiliza animações e atividades interativas para engajar crianças com as escrituras em sua língua nativa.
Todos os aplicativos da YouVersion são gratuitos, com o objetivo de remover barreiras financeiras ao acesso à Bíblia.
Um líder cristão da província indonésia de Kaliman Ocidental foi preso em 18 de fevereiro por comentários que fez sobre Maomé, o profeta do Islã, disseram fontes.
Segundo relatos da imprensa, a polícia prendeu Dedi Saputra quando ele e sua esposa voltavam para casa após comprarem itens pessoais e suprimentos para a igreja onde trabalha, na vila de Suka Maju, distrito de Sungai Betung, região de Bengkayang.
A polícia da província natal de Saputra, Aceh, o prendeu, e ele foi detido na Delegacia de Polícia de Bengkayang e no Quartel-General da Polícia Regional de Pontianak, na província de Kaliman Ocidental, antes de ser transferido de avião para o Quartel-General da Polícia Provincial de Aceh em 20 de fevereiro, informou o Serambinews.com, com sede em Aceh.
Após ser acusado pelas autoridades e organizações islâmicas de difamação religiosa e discurso de ódio relacionados a vídeos publicados em sua conta nas redes sociais, ele teria sido indiciado com base na Lei de Informação e Transações Eletrônicas da Indonésia (ITE) e no Código Penal Indonésio (KUHP) por supostamente disseminar discurso de ódio religioso.
A polícia de Aceh informou que ele está detido no Centro de Detenção da Polícia Regional de Aceh para investigação.
Ao serem presos, os policiais pararam a motocicleta em que ele e sua esposa, Etfy, estavam, impedindo-os de continuar a viagem. A polícia a levou para a igreja onde o marido trabalha, pois ela não pode dirigir, segundo o Komparatif.id.
Em um vídeo do TikTok publicado por Anggu Perman, Saputra disse que a polícia não o algemou e permitiu que ele devolvesse a motocicleta da igreja ao local.
Saputra, um ex-muçulmano, foi preso por supostamente insultar Maomé através de sua conta no TikTok, @tersadarkan5758, de acordo com o MetroTv.com. Publicado no final do ano passado, o vídeo foi visualizado cerca de 1,9 milhão de vezes e gerou ampla repercussão nas redes sociais.
Em um vídeo do TikTok editado e publicado por Kenzie De Jann Weringkukly após a exclusão da conta @tersadarkan5758, Weringkukly afirma que o vídeo que publicou foi a causa da prisão de Saputra. No vídeo, Saputra responde à pergunta de um internauta sobre a conversão a outra religião, afirmando: “Maomé, antes de se tornar profeta, tinha apenas uma esposa, mas quando se tornou profeta, passou a ter doze esposas”.
Weringkukly reforça a explicação de Saputra mostrando um artigo publicado na revista Suara Muhammadiyah que afirma: “Antes de sua profecia (entre os 25 e 40 anos), o Profeta Muhammad, que a paz esteja com ele, teve apenas uma esposa, Siti Khadijah bint Khuwaylid. Durante esse período, ele nunca praticou poligamia, e Khadijah foi sua única esposa até sua morte. Vários anos após sua profecia, ele teve de 11 a 13 esposas, conhecidas como Ummahatul Mukminin (Mães Adotivas dos Crentes). A maioria dos casamentos ocorreu em Medina por razões sociais e humanitárias, e para fortalecer os laços tribais, sendo Khadijah (sua primeira esposa) sua única esposa em Meca. Quando ele morreu, deixou nove esposas.”
Acredita-se que essa declaração tenha contribuído para incitar a ira entre os muçulmanos. O Escritório Provincial de Comunicação, Informação e Criptografia de Aceh, em seu site oficial, diskominfo.acehprov.go.id, informou que o governo de Aceh, juntamente com diversas organizações islâmicas, concordou em denunciar o proprietário da conta do TikTok @tersadarkan5758 à Polícia Regional de Aceh em 4 de novembro.
A decisão teria sido resultado de uma reunião com diversas autoridades, incluindo representantes de organizações islâmicas e juvenis de Aceh. O chefe do Escritório Islâmico da Sharia de Aceh, Zahrol Fajri, afirmou que a reunião abordou as preocupações da comunidade e das organizações islâmicas em relação aos comentários de Saputra em sua conta do TikTok.
O caso foi prontamente registrado sob o número LP/B/357/XI/2025/SPKT/Polícia de Aceh por Mohamad Rendi Febriansyah, presidente geral da filial de Aceh do Conselho Regional de Estudantes Islâmicos da Indonésia, juntamente com autoridades governamentais como o Escritório Islâmico da Sharia de Aceh, a Unidade de Polícia do Serviço Civil, a Força de Aplicação da Lei da Sharia de Aceh e outras organizações da comunidade islâmica, de acordo com o Beritaborneo.com.
“Denunciamos o conteúdo porque acreditamos que ele feriu os sentimentos dos muçulmanos”, disse Rendi, segundo relatos. “O vídeo também circulou amplamente e provocou descontentamento na comunidade.”
O Centro de Estudos e Tradições Inter-religiosas (CFIRST) pediu à polícia que se mantivesse neutra e garantisse a segurança de Saputra. O diretor do CFIRST, Arif Mirdjaja, afirmou que o novo Código Penal ( Kitab Undang-Undang Hukum Pidana , KUHP), implementado em 2 de janeiro, não inclui mais um artigo sobre blasfêmia.
“No novo Código Penal, o artigo sobre blasfêmia foi removido, portanto Dedi não pode mais ser acusado de blasfêmia”, disse Arif no domingo (22 de fevereiro).
Ele afirmou que o caso poderia criar um precedente negativo para a liberdade religiosa.
“A liberdade religiosa é um direito inderrogável que não pode ser restringido sob nenhuma circunstância”, disse Arif. “O Estado tem a obrigação de garantir a proteção de todos os cidadãos, sem exceção.”
Em resposta à publicação da TVOneNews no Instagram, o dono da conta do Facebook Ibaupaulo postou que casos como esse são o que “impede o progresso deste país, porque o Estado/governo ainda está ocupado gerenciando a fé de seus cidadãos… mas se esquece de sua responsabilidade de desenvolver recursos humanos e caráter”.
Outra conta do Facebook, Rudal, acusou a polícia de favorecimento, publicando: “Houve um incidente em que alguém insultou a crucificação de um gênio pagão, mas por que não o prenderam?”
Deni Febrianus Nafi, diretor do Instituto de Assistência Jurídica Ahavah, foi nomeado advogado da família Saputra, de acordo com o site medialiterasi.com.
Localizada no extremo norte da província de Sumatra, Aceh faz fronteira com Singapura e a Índia e possui autonomia especial para implementar a sharia (lei islâmica). A maioria da sua população é muçulmana, com apenas cerca de 1,5% a identificar-se como cristã. Outras religiões também são reconhecidas na Indonésia.
“The Chosen” é uma série baseada no relato bíblico do evangelho de Jesus Cristo. (Foto: Divulgação”.
A série de televisão The Chosen , que conta a história da vida de Jesus a partir da perspectiva humana daqueles que o cercavam, alcançou um novo recorde mundial do Guinness: sua primeira temporada está disponível em 125 idiomas , tornando-se a temporada de uma série de streaming mais traduzida da história. O reconhecimento foi concedido durante a ChosenCon 2026 , realizada em Charlotte, Carolina do Norte, diante de milhares de participantes que se reuniram para celebrar as conquistas da produção cristã.
Este recorde supera o anterior, estabelecido em setembro de 2025, e reafirma a ambição dos criadores de levar a mensagem da série a 600 idiomas , com o objetivo de alcançar 1 bilhão de pessoas em todo o mundo. A tradução e a dublagem para diversos idiomas foram possíveis graças ao trabalho de mais de 200 especialistas, linguistas e teólogos que colaboraram para garantir que as traduções fossem fiéis e culturalmente acessíveis.
Durante a mesma convenção, seu criador e diretor, Dallas Jenkins , revelou detalhes sobre a próxima temporada da série: a sexta temporada de The Chosen estreará em 28 de setembro de 2026 no Prime Video, e o episódio final será exibido como um evento cinematográfico global na primavera de 2027. Esta temporada abordará momentos-chave da narrativa cristã, incluindo a crucificação de Jesus, como Jenkins compartilhou com os fãs reunidos em Charlotte.
Além da sexta temporada, Jenkins mencionou outros projetos dentro do universo de The Chosen, incluindo uma série de aventura intitulada The Chosen in the Wild with Bear Grylls , com lançamento previsto para o verão ou outono de 2026, bem como futuras produções focadas em figuras bíblicas como José do Egito e Moisés . Essas iniciativas refletem uma expansão significativa de conteúdo baseado na Bíblia que complementa a narrativa central da série.
A série The Chosen começou como um projeto financiado por doações de espectadores e se tornou uma das produções religiosas mais assistidas do mundo. É distribuída gratuitamente em diversas plataformas, incluindo seu aplicativo oficial, e desde seu lançamento original já foi vista por centenas de milhões de pessoas em mais de 175 países, rompendo barreiras culturais por meio de suas traduções e abordagem narrativa.
O impacto da série não se mede apenas pelos números de traduções, mas também pela sua influência na produção de conteúdo religioso, uma vez que abriu portas para outras obras baseadas em histórias bíblicas e demonstrou a existência de um público global ávido por narrativas espirituais bem elaboradas.
Com esses novos marcos, The Chosen não apenas consolida sua posição na indústria do entretenimento cristão, mas continua a expandir seu alcance cultural e espiritual, aproximando a história de Jesus de públicos diversos ao redor do mundo.
Soldados do Corpo de Bombeiros e voluntários fazem busca e resgate de pessoas em escombros de casas soterradas por lama após fortes chuvas. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
As fortes chuvas que atingem a Zona da Mata de Minas Gerais provocaram um rastro de destruição e elevaram para 64 o número de mortos nas cidades de Juiz de Fora e Ubá. Equipes de resgate seguem mobilizadas nesta sexta-feira (27) nas áreas afetadas, onde ainda há registro de desaparecidos e novos riscos de deslizamento.
Em Juiz de Fora, o total de vítimas fatais chegou a 56. Cinco pessoas continuam desaparecidas. Segundo o Corpo de Bombeiros, um novo deslizamento atingiu três casas no Bairro Bom Clima, abrindo mais uma frente de buscas e resultando em mais um desaparecido.
No município, 51 pessoas foram resgatadas com vida. Ao todo, 700 moradores estão desabrigados e dependem de abrigos públicos, enquanto cerca de 3,5 mil estão desalojados, acolhidos temporariamente por parentes ou amigos.
Em Ubá, seis mortes foram confirmadas e duas pessoas seguem desaparecidas. As equipes de resgate continuam as buscas nas áreas atingidas. A cidade contabiliza 80 resgatados com vida, além de 25 desabrigados e 396 desalojados.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém alerta vermelho de “grande perigo” para chuvas intensas na região, com previsão de volumes superiores a 60 mm por hora ou mais de 100 mm em 24 horas. O aviso indica alto risco de alagamentos, deslizamentos de encostas e transbordamento de rios.
Igreja é invadida pela água em Juiz de Fora
Entre os imóveis atingidos está uma igreja evangélica localizada em Juiz de Fora. Na terça-feira (24), o templo da “A Igreja do Brasil” foi invadido pela enchente, que derrubou os muros do pátio e destruiu a porta de entrada.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o pastor William Hudson mostrou o interior do prédio completamente alagado. “Acabei de chegar aqui, acabou tudo. Os muros do fundo caíram também, não para de encher de água. A igreja virou passagem do rio, está passando dentro da igreja”, relatou.
Segundo ele, cinco anos de investimento foram perdidos em poucas horas. A mesa de som, avaliada em cerca de R$ 40 mil, foi atingida, e os prejuízos estruturais incluem a reconstrução dos muros, estimada em mais de R$ 200 mil. “Nós vamos demorar algum tempo para poder voltar para o nosso espaço, isso se for possível”, afirmou.
A igreja iniciou uma campanha online para arrecadar recursos destinados à reconstrução do templo. Doações podem ser feitas via PIX (CNPJ): 39.304.681.0001-17. O pastor também pediu apoio em oração e solidariedade.
Igrejas se mobilizam para ajudar vítimas
Além de enfrentar perdas, membros da congregação atingida estão atuando no apoio às vítimas das enchentes, auxiliando em resgates e na limpeza de residências.
Na cidade, a Igreja Pentecostal Morada de Deus está funcionando como ponto de arrecadação de donativos. A instituição recebe água potável, alimentos não perecíveis, itens de higiene pessoal, roupas para adultos e crianças, fraldas e materiais de limpeza. O endereço é Rua Bernardo Mascarenhas, 1334, Bairro Fábrica.
Enquanto as buscas continuam e o alerta de chuvas permanece, moradores da região enfrentam dias de luto, incerteza e reconstrução diante de uma das maiores tragédias recentes na Zona da Mata mineira.
Folha Gospel com informações de Estadão, Metrópoles, Guia-me e Comunhão