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Cantor Isaac Sá morre aos 80 anos em Pernambuco

Cantor e empresário Isaac Sá (Foto: Reprodução)
Cantor e empresário Isaac Sá (Foto: Reprodução)

O cantor e compositor evangélico Isaac Sá faleceu, nesta segunda-feira, 20, aos 80 anos em Pernambuco. A notícia entristece a comunidade religiosa e o cenário musical do estado, onde o artista construiu uma carreira sólida de mais de quatro décadas. Ele vinha enfrentando algumas dificuldades de saúde relacionadas à sua idade, mas a família optou por não divulgar detalhes específicos sobre as causas de seu falecimento.

A informação sobre a partida de Isaac Sá foi inicialmente divulgada pelo radialista, cantor e amigo pessoal Ademir Gomes, conhecido como Matuto de Jesus. O legado deixado pelo artista, marcado por hinos e uma voz inconfundível, ecoa na memória de seus fãs e admiradores.

Trajetória de um ícone evangélico

Nascido em Caruaru-PE em 17 de junho de 1945, Isaac Sá, cujo nome de batismo era Isaac Lima Sá, foi uma figura proeminente na música evangélica pernambucana. Com uma trajetória que ultrapassa os 40 anos, ele gravou dezenas de discos, entre LPs e CDs, consolidando seu nome com canções que tocaram o coração de muitos. Sua voz marcante e suas composições o tornaram uma referência no gênero.

Ao longo de sua carreira, Isaac Sá lançou mais de 12 discos, apresentando ao público hinos que se tornaram clássicos. Uma coletânea especial intitulada “Pra Matar Saudades”, selecionada por sua filha Débora Sá, trouxe de volta sucessos como “Jesus é Tudo”, “Cântico Novo”, “Anjo Bom” e “Festa na Catedral”, permitindo que novas gerações conhecessem seu trabalho.

Entre suas canções mais emblemáticas está “Regresso”, um hino que emociona pela letra sobre o retorno ao lar e a força da fé. Outros clipes populares que marcaram sua carreira incluem “Regresso” e “Taxista de Cristo”, demonstrando a diversidade e a mensagem de suas músicas.

Atualmente, Isaac Sá residia em Recife, onde mantinha uma vida ativa, conciliando a paixão pela música com a administração de uma rede de lojas conhecida como Casas Sá. Sua presença não se limitava aos palcos; ele era um empreendedor atuante na capital pernambucana.

Despedida e homenagens

O velório de Isaac Sá ocorrerá nesta terça-feira (21), a partir das 11h, no Cemitério Memorial Guararapes, localizado na BR 101, em Jaboatão dos Guararapes. O sepultamento será realizado no mesmo local, às 15h. A despedida reunirá familiares, amigos e admiradores, que prestarão as últimas homenagens a este grande nome da música evangélica.

Isaac Sá deixa um importante legado na comunidade evangélica, marcado por sua fé, talento e dedicação à música. Sua obra continuará a inspirar e a emocionar, mantendo viva a memória deste artista pernambucano.

Ouça “Festa na Catedral”:

Apenas 22% dos americanos veem os cristãos como empáticos, revela pesquisa

Pastor pregando (foto: reprodução)
Pastor pregando (foto: reprodução)

Uma pesquisa recente do instituto Barna aponta um cenário preocupante para a imagem pública dos cristãos nos Estados Unidos. Apenas 22% dos adultos americanos consideram que cristãos são conhecidos por sua empatia. Essa baixa percepção sugere um problema mais profundo do que uma simples questão de imagem, indicando que muitos americanos esperam julgamento antes de cuidado.

Dados adicionais da pesquisa Spiritually Open, do mesmo instituto, revelam que quase metade das pessoas sem filiação religiosa descreve o cristianismo como julgador (48%) ou hipócrita (49%). Somente 15% expressam respeito pela fé cristã. No quesito empatia, a situação é igualmente reveladora, com não cristãos divididos igualmente sobre a capacidade de cristãos em ouvir ativamente, deixando muitos sem se sentirem ouvidos, cuidados ou compreendidos.

Quando questionados sobre o que esperam de conversas com cristãos, a resposta principal foi clara: escutar sem julgar. O pastor e presidente da organização Bread for the World, Eugene Cho, enfatiza que o problema não é a falta de informação, mas sim de empatia.

“O problema não é mais informação — é empatia”, disse Cho. Ele observa que a situação piora quando exemplos negativos isolados são generalizados para representar grupos inteiros. “O que muitas vezes acontece é que as pessoas pegam esses exemplos de exceção e os usam para representar o todo”, explicou Cho. “Esse foco em exceções negativas alimenta a falta de empatia e cria uma perigosa mentalidade de ‘eu, meu e mim’.”

Essa dissonância ficou evidente recentemente, quando a resposta da Igreja a questões como operações de imigração foi frequentemente obscurecida, hesitante ou tão politizada que prejudicou seu testemunho. Enquanto alguns cristãos se manifestaram com clareza e coragem, muitos outros não o fizeram, transmitindo uma mensagem de defensividade, distração ou ausência no momento em que a compaixão seria esperada, especialmente por imigrantes e céticos.

A análise sugere que a questão transcende um mero problema de comunicação ou marketing, apontando para uma falha mais intrínseca na demonstração de empatia. Embora a palavra empatia não apareça nas escrituras, o conceito de sentir com o outro é central nos Evangelhos, exemplificado nas ações de Jesus ao curar e ensinar multidões por compaixão.

A palavra grega para compaixão, *splanchnizomai*, derivada de *splanchna* (partes internas, entranhas), indica uma empatia visceral e física, um movimento em direção à dor alheia, mesmo que inconveniente. Essa profundidade de compaixão contrasta com a percepção de uma versão mais fria do cristianismo encontrada atualmente.

Uma explicação para esse distanciamento pode residir na forma como, em muitos círculos cristãos, a verdade e o amor têm sido tratados como prioridades conflitantes. A ênfase excessiva na correção e na defesa da verdade, por vezes, justifica uma notável falta de ternura, transformando o princípio de “falar a verdade em amor” em um slogan onde a verdade domina e o amor perde espaço.

Essa dinâmica dificulta a empatia, pois o outro passa a ser visto não como um próximo, mas como uma ameaça, um adversário ou um inimigo a ser vencido. O instinto se torna defensivo e a postura, guardada, dificultando o cuidado genuíno com aqueles que são vistos apenas como opositores.

Cho adiciona que a escassez percebida e a polarização intensificam esse instinto. “Quando as pessoas sentem que não há o suficiente para todos, elas entram em modo de sobrevivência, e a empatia fica de lado”, disse ele, observando que isso resulta em uma cultura que restringe o círculo de preocupação, focando em um modelo de “eu, minha família, meus filhos, meu pequeno grupo”.

Essa postura não distorce apenas a política, mas também o discipulado. O amor ao próximo pode perder o significado quando os vizinhos se tornam abstratos. “Você não pode amar seu vizinho se você não o conhece”, alertou Cho, considerando o contrário como “ginástica teológica”.

A distância impede o conhecimento mútuo, facilitando estereótipos e a visão de grupos externos, como imigrantes ou oponentes políticos, como problemas a serem resolvidos em vez de indivíduos a serem ouvidos. Os Evangelhos, por outro lado, mostram Jesus agindo em proximidade, movido pela dor de pessoas reais em situações concretas, sem se isolar.

Essa lacuna de empatia representa um problema de credibilidade, pois muitos americanos não estão rejeitando crenças cristãs, mas sim a forma como os cristãos são percebidos em suas interações: desinteressados em ouvir, lentos para cuidar e rápidos para julgar.

Segundo Cho, a empatia começa com uma mudança simples, porém custosa, de postura: “Acho que começa com ouvir e aprender. Significa fazer um esforço extra para se conectar com pessoas fora de nossos círculos habituais.”

Essa conexão não elimina desacordos, mas muda o tom deles. “Pode não mudar a forma como votamos”, disse Cho, “mas muda a forma como vemos as pessoas.”

A Igreja, portanto, necessita de um testemunho mais autêntico, com cristãos reconhecidos não apenas por defender a verdade, mas por tratar as pessoas com dignidade. É preciso menos medo, menos posturas defensivas e menos tendência a transformar conversas difíceis em batalhas culturais. Atualmente, muitos fora da Igreja se preparam para serem julgados antes de serem conhecidos, e os dados sugerem que essa expectativa tem fundamento. Embora se possa argumentar que o contexto é injusto ou que a Igreja é mal compreendida, a disparidade entre a autoimagem dos cristãos e a experiência alheia exige reflexão. Para que as mensagens sobre amor, graça e o caminho de Jesus sejam levadas a sério, a empatia deve ser uma prática visível e central, e não uma habilidade opcional, o que, para muitos americanos, ainda não é.

Folha Gospel com informações de Relevant Magazine

Eleições 2026: Lula usa fim da escala de trabalho e críticas a bets para atrair evangélicos

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O governo federal tem apostado em pautas em alta na política para se aproximar de grupos evangélicos e conservadores, com as eleições se aproximando. O discurso, em alguns casos, foi moldado em discussões internas do próprio governo. Os dois principais assuntos explorados são as plataformas de apostas online, popularmente conhecidas como “bets”, e a extinção da escala de trabalho 6×1, que prevê seis dias de labor para um de descanso.

Esses temas têm aparecido com frequência nas declarações de membros do governo e serviram de “gancho” para mensagens direcionadas a conservadores e evangélicos nos últimos dias. Em entrevista concedida na terça-feira (14), o presidente Lula criticou as plataformas de apostas, posicionando-se como um cristão, apesar de ser católico. Para o chefe do Executivo e seu grupo político, parte do endividamento da população tem relação com as “bets”, que estariam “assaltando o povo”.

“E agora tem as bets para assaltar o povo”, declarou o petista. “Nós brigamos a vida inteira contra cassino, eu pelo menos, como cristão, agora o cassino está dentro da sua casa”, acrescentou o presidente, que uma semana antes já havia manifestado o desejo de fechar as plataformas. “Se fazem tão mal, por que a gente não acaba? Estamos tentando discutir isso”, afirmou.

Na mesma ocasião, Lula ressaltou ter o “compromisso moral, ético e até cristão de não permitir que os fascistas voltem a governar”, numa tentativa de dissipar especulações sobre sua candidatura à reeleição. O presidente, que historicamente evitou misturar religião e política, em 2022 aceitou divulgar uma carta ao público evangélico apenas após insistência de aliados, acreditando que propostas econômicas atrairiam o segmento.

A pesquisa Datafolha da semana passada, no entanto, indicou que o adversário de Lula, Flávio Bolsonaro, possui o dobro da intenção de voto entre evangélicos, embora o cenário geral para o segundo turno aponte um empate técnico entre os dois, com 45% para Lula e 46% para Bolsonaro, dentro da margem de erro de dois pontos.

Um dia após a fala de Lula, na quarta-feira (15), o ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos, acenou aos conservadores ao divulgar um projeto de lei que visa o fim da escala de trabalho 6×1. Boulos associou a proposta à defesa da família, um pilar importante para o público conservador. A ideia de fazer essa ligação foi percebida por integrantes do governo em discussões internas sobre o tema.

“O projeto de lei com urgência do fim da escala 6×1 é o projeto da família trabalhadora. Porque quem defende a família no Brasil, defende que o trabalhador e a trabalhadora possam ficar mais tempo com a sua família”, declarou Boulos.

O ministro também ponderou que a aprovação do projeto daria mais tempo para as pessoas frequentarem a igreja, um argumento que, segundo relatos, teria sido originado por ele. Ele destacou a importância da medida para as mulheres, que muitas vezes ficam sobrecarregadas com o trabalho e as responsabilidades domésticas. “Ela não tem descanso, não tem tempo de lazer, não tem tempo de ir para a igreja, não tem tempo de assistir a um jogo de futebol”, disse o ministro, ressaltando o impacto para a vida delas.

Folha Gospel com informações de Folha de S.Paulo

Assembleia de Deus em PE é acusada de negar velório a membro em disciplina

Fachada de templo da Assembleia de Deus em Pernambuco (Foto: Reprodução)
Fachada de templo da Assembleia de Deus em Pernambuco (Foto: Reprodução)

A Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Pernambuco (IEADPE), na cidade de Ipojuca, enfrenta uma séria acusação por parte de familiares de um diácono. Segundo relatos, a instituição religiosa vetou a realização do velório de um dos filhos do diácono nas dependências do templo. A justificativa apresentada pela liderança local teria sido o fato de o falecido estar cumprindo disciplina eclesiástica na igreja.

A polêmica ganhou notoriedade após a divulgação de um áudio onde Eliane, irmã do falecido e filha do diácono, expressa a profunda tristeza do pai. Ela descreve o líder religioso como “desolado” pela decisão da congregação, onde serviu por muitos anos. A família alega que a igreja baseou sua negativa no argumento de que o membro havia cometido um pecado e, por isso, estaria impedido de ter sua cerimônia fúnebre no templo.

As informações são do site Fuxico Gospel.

No áudio divulgado, Eliane questiona a interpretação bíblica e a postura da igreja diante da dor da família enlutada. “Infelizmente o que eu vi ontem foi meu pai desolado porque a igreja se negou a fazer o velório do meu irmão, alegando que ele estava em disciplina”, relatou.

A filha do diácono enfatizou que, apesar de reconhecer uma falha cometida pelo irmão, a família esperava um gesto de compaixão por parte da instituição religiosa. “A Igreja dele não acolhe. Não acolhe um membro porque está em disciplina, não acolhe a família, a mãe e o pai desse membro que está sofrendo tanto pela partida de um filho”, lamentou em uma comunicação enviada a outros membros da congregação.

A IEADPE possui um regimento interno que prevê normas rigorosas para a disciplina de seus membros, podendo resultar em afastamento de funções e atividades. Contudo, o caso em Ipojuca suscita um debate acerca dos limites dessas punições, especialmente em momentos de luto e perda familiar.

Até o momento, nem a assessoria da IEADPE e nem a liderança setorial de Ipojuca não emitiram nenhum pronunciamento oficial sobre o ocorrido.

Fonte: Fuxico Gospel

Ex-vice-presidente da Indonésia é criticado por declaração falsa sobre o cristianismo

Igreja protestante na Indonésia (Foto: Canva Pro)
Igreja protestante na Indonésia (Foto: Canva Pro)

O ex-vice-presidente da Indonésia, Muhammad Jusuf Kalla, foi alvo de uma denúncia formal à Polícia Metropolitana de Jacarta em 12 de abril. A ação foi movida pelo Conselho Executivo Central do Movimento da Juventude Cristã Indonésia (DPP GAMKI) e outras organizações.

A controvérsia se originou a partir de um vídeo de uma palestra de Jusuf Kalla na Mesquita da Universidade Gadjah Mada, em 5 de março.

O clipe, que rapidamente se tornou viral em plataformas como Facebook, TikTok e YouTube, mostra o ex-vice-presidente discorrendo sobre conflitos religiosos em Poso e Ambon, ocorridos entre 1998 e 2002. Em sua fala, Jusuf Kalla teria afirmado que tanto muçulmanos quanto cristãos acreditam na (continue lendo em Tribuna Gospel clicando aqui)

Governo condena quase 400 pessoas por acusações de terrorismo na Nigéria

Cristãos mortos durante ataques no Domingo de Ramos na Nigéria (Foto: Reprodução/ICC)
Cristãos mortos durante ataques no Domingo de Ramos na Nigéria (Foto: Reprodução/ICC)

Um tribunal federal de Abuja, na Nigéria, condenou 386 pessoas por acusações de terrorismo, em uma das maiores condenações em massa dos últimos tempos. Os condenados tinham ligações com o Estado Islâmico da Província da África Ocidental (ISWAP) ou com o Boko Haram, um grupo terrorista mortal fundado no norte da Nigéria.

As condenações ocorrem em um momento em que o governo nigeriano enfrenta forte pressão dos Estados Unidos para conter o terrorismo dentro de suas fronteiras e proteger de forma mais eficaz as comunidades cristãs vulneráveis ​​afetadas pela violência perpetrada por essas organizações terroristas islâmicas.

Relatórios indicam que os condenados receberam penas que variam de cinco anos à prisão perpétua. As autoridades acusaram inicialmente 508 pessoas. Duas foram absolvidas, oito receberam baixa e 112 casos foram adiados, de acordo com autoridades citadas pela BBC.

Embora o governo nigeriano negue a ocorrência de violência com motivação religiosa no país, muitos analistas e organizações da sociedade civil relatam há tempos ataques direcionados a locais de culto cristãos, comunidades e líderes religiosos nas regiões central e norte, onde o ISWAP e o Boko Haram realizam a maioria de seus ataques.

Muitos muçulmanos inocentes também perderam suas vidas ou bens para esses grupos. Ainda assim, o extremismo religioso radical que impulsiona o ISWAP e o Boko Haram resultou em violência particularmente severa contra os cristãos.

Em 2025, os Estados Unidos reincluíram a Nigéria em sua lista de Países de Preocupação Especial (CPC, na sigla em inglês), que designa países com padrões particularmente graves de violações da liberdade religiosa.

Longa história de violência

A Nigéria enfrenta uma significativa violência interna há anos, em grande parte perpetrada por grupos terroristas e pastores fulani militantes. Dezenas de milhares de pessoas foram mortas ou sequestradas por esses grupos, e centenas de milhares foram deslocadas internamente.

O mais proeminente desses grupos militantes é o Boko Haram, que foi fundado como uma escola islâmica em 2002. A partir daí, o grupo rapidamente desenvolveu uma agenda de islamismo radical e, em 2009, lançou uma campanha de violência que continua até hoje.

Embora o grupo tenha se fragmentado e mudado de liderança diversas vezes desde a sua fundação — hoje se autodenominando Jama’tu Ahlis Sunna Lidda’awati wal-Jihad (JAS) — ele manteve suas tendências violentas e uma “escala de prioridades” de alvos, com os cristãos no topo, seguidos pelo governo e pelos muçulmanos que não aderiram ao grupo.

Além de grupos terroristas organizados como o Boko Haram, muitas comunidades se radicalizaram ao longo do tempo e contribuem coletivamente para o número total de mortes no país. Frequentemente desencadeadas por questões como conflitos por pastagens ou recursos hídricos limitados, essas disputas podem rapidamente assumir uma dimensão religiosa, levando à violência contra líderes religiosos, locais de culto e comunidades inteiras conhecidas por sua afiliação religiosa.

Segundo um analista da militância local na Nigéria, o ISWAP está financiando militantes fulani em seus ataques contra agricultores cristãos — um conflito em curso que o ISWAP vê como “mais uma oportunidade para atacar cristãos, que eles consideram um obstáculo fundamental para o estabelecimento de um Estado Islâmico na África Ocidental”. Esse envolvimento reforça ainda mais as conotações religiosas até mesmo dos conflitos locais e destaca a necessidade de combater a perseguição religiosa em todos os níveis de violência na Nigéria.

Entretanto, o governo — sob o presidente cristão Goodluck Jonathan, o presidente muçulmano Muhammadu Buhari e agora Bola Tinubu — há muito tempo falha em fornecer uma resposta eficaz à violência ou proteção adequada para as comunidades vulneráveis ​​que são regularmente alvo de ataques por causa de sua religião, como as do estado de Kaduna, no sul do país, onde certas comunidades cristãs têm sofrido repetidos ataques de extremistas muçulmanos.

Se Tinubu está mesmo empenhado em conter a violência na Nigéria, um fator que ele precisa abordar é a religião. Embora não seja o único fator em jogo — a falta de oportunidades econômicas é outro —, trata-se de um fator crucial que ele não pode se dar ao luxo de ignorar.

Seja por meio de programas para combater o extremismo religioso ou por meio de esforços direcionados para fornecer segurança a comunidades cristãs vulneráveis ​​em áreas assoladas pela violência, Tinubu só poderá avançar significativamente rumo à paz se estiver disposto a abordar as tensões religiosas presentes em seu país.

Folha Gospel com informações de International Christian Concern

Governo planeja criar Conselho de Bem-Estar Cristão na Índia

Cristãos na Índia (Foto: ICC)
Cristãos na Índia (Foto: ICC)

A Índia propôs a criação de um Conselho Nacional de Bem-Estar Cristão para tratar de questões que afetam os cristãos, particularmente aquelas relacionadas ao direito pessoal e às práticas comunitárias.

Embora a mídia tenha anunciado a proposta na semana passada, nenhum pronunciamento oficial do governo foi feito.

A proposta já gerou debates entre organizações cristãs e políticos sobre seu alcance e intenções, com alguns argumentando que ela poderia prejudicar a autonomia da igreja.

O governo do BJP ocasionalmente tenta atrair os cristãos minoritários com tais propostas, mas não tomou medidas claras e visíveis contra o discurso de ódio e a violência contra os cristãos em todo o país.

Consequentemente, alguns membros da comunidade cristã encaram essas propostas do BJP com cautela.

A proposta do Conselho Nacional de Bem-Estar Cristão está ligada às próximas alterações na Lei de Regulamentação de Contribuições Estrangeiras (FCRA). Essas mudanças permitem que as autoridades, possivelmente o conselho, controlem os ativos de organizações que perderem ou não renovarem suas licenças da FCRA.

A organização International Christian Concern (ICC) relatou anteriormente que os cristãos indianos consideram que as emendas à FCRA concedem controle governamental excessivo sobre organizações minoritárias que recebem fundos estrangeiros.

Alguns críticos descreveram as alterações da FCRA como restritivas e levantaram preocupações constitucionais.

Os críticos também veem a proposta do conselho de assistência social cristã como parte de um plano mais amplo relacionado à concessão do status de “microminoria” aos cristãos. O conselho funcionaria como um órgão quase judicial com representantes do governo estadual.

As áreas de atuação incluem os direitos relacionados ao casamento e ao funeral, a proteção da escolha religiosa de crianças nascidas em casamentos inter-religiosos e a garantia de acesso ao culto religioso.

Os críticos afirmam que vincular o Conselho à gestão de ativos da FCRA poderia expandir consideravelmente o controle do Estado sobre os bens e operações da igreja.

Jose K. Mani, líder do Congresso de Kerala, classificou a proposta como uma tentativa de minar a autoridade da igreja, que opera sob o Cânon Cristão.

Folha Gospel com informações de International Christian Concern

Livro propõe um olhar mais leve, honesto e possível sobre a maternidade

Livro Maternidade sem apuros (Foto: Canva Pro)
Livro Maternidade sem apuros (Foto: Canva Pro)

Ser mãe hoje parece exigir da mulher um desempenho impecável em todas as áreas, da carreira à criação dos filhos. E isso faz com que muitas se sintam insuficientes, como se nunca fossem o bastante ou do jeito que o mundo idealizou. No livro Maternidade sem apuros, da editora Mundo Cristão, a autora Renata Veras conversa diretamente com esse coração sobrecarregado e oferece uma solução libertadora: abrir mão da ideia de autossuficiência e acolher a própria vulnerabilidade.

Com especialização em Psicopedagogia, Renata une preparo acadêmico e a vivência prática de quem educa as filhas Valentina e Carolina. Ao longo da obra, ela retrata temas que percorrem desde a gestação até a primeira infância: a exaustão física, o peso da responsabilidade e o “tribunal domiciliar de pequenas causas”. O livro também mergulha em águas profundas e pouco visitadas, como a culpa pela infertilidade e consolo para o luto gestacional.

A maternidade, para Renata, passa longe das idealizações românticas. Em vez disso, escreve sobre a experiência como ela é, cheia de falhas, limites e aprendizados constantes. Ao questionar a ideia da “mãe perfeita”, a escritora defende que mães reais criam filhos reais: não é preciso carregar o mundo nas costas o tempo todo. Existe valor também nos erros, no inacabado e no que ainda está sendo construído. “Talvez o primeiro passo seja admitir que somos imperfeitas, limitadas e que, sozinhas, não damos conta de tudo”, assume.

Com uma narrativa direta e íntima, a autora compartilha as próprias cicatrizes para criar uma conexão real com a leitora. Ao final de cada capítulo, a seção “Para reflexão” funciona quase como uma pausa para trazer o conteúdo na prática para o cotidiano. Maternidade sem apuros não pressiona, dita regras ou aumenta a cobrança, mas ajuda cada mãe a recalcular a rota e curtir essa experiência, especialmente quem está começando ou já se sente cansada da rotina.

Sobre a autora: Renata Veras é mãe da Valentina e Carolina, casada com Valberth Veras. Mestre em Teologia Sistemática e formada em Teologia e em Educação com especialização em Psicopedagogia, desenvolve seu ministério como membro da Igreja Batista Maanaim e como coordenadora e professora no Seminário e Instituto Bíblico Maranata

Ficha técnica
Título
: Maternidade sem apuros
Subtítulo: A graça suficiente de Cristo para mães insuficientes
Editora:‎ Mundo Cristão
Autora: Renata Veras
Onde encontrar: Amazon (compre aqui)

Falso pastor que castigava e abusava de fiéis em igreja no Maranhão é preso

Mãos algemadas (Foto: Canva Pro)
Mãos algemadas (Foto: Canva Pro)

Uma operação policial deflagrada nesta sexta-feira (17/4) em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís, Maranhão, resultou na prisão do líder da igreja Shekinah House Church. O falso pastor, investigado há dois anos, foi detido sob acusações graves que incluem estelionato, estupro de vulnerável, posse sexual mediante fraude e associação criminosa.

A ação, denominada “Falso Profeta”, foi conduzida pela Polícia Civil do Maranhão (PCMA) com o apoio da Polícia Militar (PMMA). A prisão ocorreu no bairro Recanto do Poeta, em um espaço vinculado à igreja onde residiam entre 100 e 150 fiéis. O pastor foi encontrado em seu quarto, acompanhado de outro dirigente da instituição. As investigações já identificaram, até o momento, entre cinco e seis vítimas dos crimes investigados.

Pastor comandava fiéis em ambiente de abuso

Segundo o delegado Sidney Oliveira, titular da Delegacia de Paço do Lumiar, o pastor, que é casado, é suspeito de ter abusado sexual e psicologicamente de fiéis, incluindo homens, mulheres e até mesmo menores de idade. As investigações revelaram práticas de castigo físico dentro da comunidade religiosa. Vídeos apreendidos pela polícia mostram fiéis sendo espancados como medida punitiva.

Documentos encontrados no local também indicam um controle rígido sobre os fiéis. Papéis foram apreendidos com frases escritas à mão, como “Eu preciso aprender a respeitar o meu líder”, repetida dezenas de vezes por diferentes indivíduos. Celulares e cartões de crédito dos fiéis também foram recolhidos pela polícia, levantando suspeitas sobre a prática de estelionato e controle financeiro.

Relatos de ex-fiéis confirmam abusos

A gravidade das acusações é reforçada por relatos de ex-membros da igreja. Em depoimento nas redes sociais, um homem detalhou sua experiência na igreja em 2013, afirmando ter sofrido severos abusos. Ele relatou ter sido agredido fisicamente, junto com seu primo, e submetido a choques elétricos. De acordo com o relato, o falso pastor afirmava que eles possuíam demônios que precisavam ser retirados. Mesmo após conseguirem deixar a congregação, o ex-fiel mencionou que foram alvo de pragas lançadas pelo líder religioso.

A operação “Falso Profeta” demonstra o desfecho de uma investigação que se estendeu por dois anos, expondo uma rede de abusos que operava sob o manto da liderança religiosa. As autoridades continuam os trabalhos para identificar todas as vítimas e reunir provas contra o pastor e outros envolvidos.

Folha Gospel

Esposa de criador de ‘The Chosen’ enfrenta cirurgia de câncer com fé e gratidão

Dallas Jenkins, criador da série ‘The Chosen’ e sua esposa Amanda Jenkins (Foto: Reprodução)
Dallas Jenkins, criador da série ‘The Chosen’ e sua esposa Amanda Jenkins (Foto: Reprodução)

Amanda Jenkins, esposa de Dallas Jenkins, criador da popular série de TV ‘The Chosen’, enfrentou uma batalha contra o câncer, submetendo-se a uma mastectomia dupla após ser diagnosticada com a doença. A notícia foi compartilhada pelo próprio Dallas Jenkins durante uma conversa no podcast “No Limbs No Limits”, apresentado pelo evangelista Nick Vujicic.

Além da própria luta de Amanda, a família Jenkins também lida com a (Continue lendo em Tribuna Gospel clicando aqui)

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