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Corpo de Bombeiros resgata mulher após pastor notar que ela estava desaparecida no Maranhão

Corpo de Bombeiros resgata mulher encontrada desmaiada em residência no Maranhão

Uma ação rápida do Corpo de Bombeiros salvou a vida de uma mulher conhecida como Vavá, na cidade de Bacabal, no Maranhão. Ela foi encontrada desmaiada e gravemente debilitada dentro de sua própria residência após passar três dias desaparecida.

O resgate só foi de fato realizado graças à atenção do pastor de sua igreja, que estranhou a ausência da fiel. Preocupado com o histórico de saúde dela, ele acionou as autoridades competentes para averiguar o local.

A preocupação do pastor e o alerta de socorro

O pastor Ari, líder da igreja frequentada por Vavá, desconfiou de que algo grave havia acontecido quando ela completou três dias sem dar notícias. A mulher é bastante conhecida nas redes sociais devido a memes nos quais cita a “Assembleia de Deus do pastor Raposo”.

Sabendo que ela convive com epilepsia e apresenta um histórico de desmaios constantes, o pastor decidiu agir. Como ninguém na região sabia do paradeiro de Vavá, ele optou por chamar o Corpo de Bombeiros para forçar a entrada na casa.

A entrada na residência e o socorro médico

Ao arrombarem a porta do imóvel, os bombeiros encontraram Vavá caída ao lado da cama, desacordada e muito debilitada. A equipe de socorristas realizou a remoção da moradora carregando-a no colo até a viatura para levá-la com urgência ao Hospital Socorrão.

Segundo informações divulgadas pelo capitão Brandão, do Corpo de Bombeiros, a paciente apresentava marcas de saliva próximas à boca, o que aponta para uma provável crise convulsiva. Ela foi encontrada desorientada, sem conseguir falar e em estado avançado de desidratação.

Repercussão e a importância do ato

O resgate ganhou grande repercussão após o vídeo da ação ser compartilhado nas redes sociais pelo repórter Fabinho Siqueira. De acordo com informações repassadas pela equipe médica, Vavá estava tão debilitada que não resistiria por mais muitas horas caso o socorro não tivesse chegado.

Atualmente internada para receber o tratamento necessário, a paciente segue em processo de recuperação. A postura atenta do pastor Ari foi amplamente elogiada por moradores locais e internautas, que parabenizaram sua sensibilidade em notar a falta da fiel e tomar a atitude que evitou uma tragédia.

Igrejas se mobilizam para ajudar vítimas de terremoto na Colômbia

Terremoto na Colômbia. (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Terremoto na Colômbia. (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Um forte terremoto de magnitude 7,4 atingiu a Colômbia nesta segunda-feira (10), deixando pelo menos 111 mortos e 87 feridos nas áreas mais afetadas. O tremor causou destruição generalizada em grandes centros urbanos, incluindo a capital Bogotá, além de Cali, Manizales e Pereira.

O presidente colombiano, Alberto de la Espriella, confirmou que pelo menos 61 prédios colapsaram em todo o país e equipes de resgate correm contra o tempo para salvar vítimas presas nos escombros. Diante do cenário devastador, organizações locais e lideranças já iniciaram mobilizações de apoio emergencial.

Cidades mais atingidas e o trabalho de resgate

O epicentro do abalo sísmico ocorreu na região de Chocó, mas os reflexos do tremor de terra foram sentidos com extrema intensidade em várias regiões colombianas. As autoridades locais concentram esforços na avaliação dos prejuízos estruturais e na busca ativa por sobreviventes sob as dezenas de edifícios desmoronados.

O governo federal e os órgãos de defesa civil tentam mapear a total extensão dos danos materiais, que ainda é incerta devido ao colapso de infraestruturas essenciais. A prioridade máxima das equipes de socorro é a retirada segura das pessoas que permanecem soterradas nas estruturas colapsadas.

Mobilização de igrejas e apoio humanitário

Diante da catástrofe, a sociedade civil e comunidades religiosas começaram a se organizar de forma rápida para amparar as vítimas. Igrejas locais nas áreas afetadas se mobilizaram para fornecer auxílio prático imediato, apoio emocional e acompanhamento espiritual para as famílias atingidas pelo desastre.

A organização humanitária Missão Portas Abertas informou que suas equipes parceiras estão acompanhando a situação de perto para coordenar as ações de socorro. O foco inicial do grupo está em:

  • Avaliar as condições de segurança nas áreas afetadas;
  • Identificar as necessidades emergenciais imediatas das famílias afetadas;
  • Verificar o impacto sofrido por cristãos apoiados por projetos na região colombiana.

Apelo por solidariedade e orações pela nação

A comoção nacional gerou reações também no cenário político e religioso do país. A senadora cristã Sara Castellanos Guerra utilizou suas redes sociais para compartilhar um vídeo pedindo apoio espiritual para a Colômbia após o tremor, classificado por ela como o terremoto mais forte da última década no país.

Em sua mensagem gravada para o Instagram, a parlamentar fez uma prece direcionada especialmente às famílias atingidas na região de Chocó, epicentro da tragédia, clamando por conforto e união para enfrentar este momento difícil. As autoridades locais reforçam que as próximas horas serão cruciais para o resgate de sobreviventes e estabilização das áreas atingidas.

Evangélicos brasileiros vão aos EUA e alertam parlamentares contra interferência nas eleições do Brasil

Congresso dos EUA (Foto: Reprodução)
Congresso dos EUA (Foto: Reprodução)

Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito entregou carta em Washington e pediu respeito à soberania brasileira

Representantes da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito estiveram em Washington, nos Estados Unidos, na última semana, para levar a parlamentares americanos um alerta sobre possíveis tentativas de interferência externa nas eleições presidenciais brasileiras de outubro. O grupo entregou uma carta na qual manifesta preocupação com ações do governo norte-americano que, segundo os evangélicos, podem pressionar instituições brasileiras e afetar o processo eleitoral.

A iniciativa ocorreu em meio ao aumento das tensões entre Brasil e Estados Unidos e às discussões sobre possíveis medidas da administração do presidente Donald Trump relacionadas ao processo eleitoral brasileiro. Segundo a carta, o grupo considera necessário preservar a autonomia das instituições brasileiras e impedir que decisões políticas tomadas no exterior interfiram na escolha dos eleitores brasileiros.

Durante a passagem por Washington, os representantes da Frente levaram o documento aos gabinetes do senador Raphael Warnock, do senador Adam Schiff e da deputada Hillary Scholten. Os três parlamentares possuem trajetórias relacionadas à defesa de instituições democráticas e, no caso de Warnock, também uma forte ligação com a tradição cristã.

Warnock é pastor titular da Ebenezer Baptist Church, em Atlanta, igreja historicamente associada ao movimento pelos direitos civis e à trajetória do pastor Martin Luther King Jr. Adam Schiff é judeu e já presidiu o Comitê de Inteligência da Câmara dos Representantes, enquanto Hillary Scholten teve atuação como auxiliar em uma igreja cristã reformada em Grand Rapids.

Carta alerta contra possível interferência estrangeira

No documento, os representantes da Frente afirmam estar preocupados com informações sobre uma possível atuação do governo Trump em relação às eleições brasileiras. A preocupação está relacionada, entre outros pontos, a reportagens que indicaram a possibilidade de o governo americano enviar funcionários a Brasília para questionar a integridade do sistema eleitoral brasileiro.

Para o grupo, eventuais questionamentos sobre o processo eleitoral devem respeitar a soberania brasileira e ser tratados dentro dos mecanismos institucionais do próprio país. A carta defende que instituições democráticas brasileiras tenham liberdade para conduzir o processo eleitoral sem pressões externas.

A Frente também solicitou aos parlamentares americanos a criação de um canal permanente de diálogo, com o objetivo de discutir questões relacionadas à democracia brasileira e às relações entre os dois países.

Grupo também critica tarifas impostas pelos EUA

A carta entregue em Washington não se limitou às eleições. Os representantes dos evangélicos também abordaram as recentes medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos que afetam produtos e exportações brasileiras.

Segundo o grupo, decisões econômicas que impactam o comércio entre os dois países deveriam ser tomadas com base em critérios econômicos e técnicos, e não utilizadas como instrumentos de pressão política sobre questões internas do Brasil.

A manifestação ocorre em um momento de tensão nas relações entre Brasília e Washington, especialmente diante de discussões sobre tarifas e declarações de autoridades americanas envolvendo questões políticas brasileiras.

“Maior democracia da América do Sul”

Outro ponto destacado pelos representantes brasileiros é a importância do Brasil no cenário regional. A carta apresenta o país como a maior democracia da América do Sul e ressalta que a preservação de suas instituições interessa não apenas aos brasileiros, mas também à estabilidade democrática da região.

O grupo argumenta que pressões externas podem fragilizar instituições e aumentar a instabilidade política, razão pela qual defende a cooperação entre Brasil e Estados Unidos sem interferência direta no processo eleitoral.

A Frente pediu ainda que os parlamentares americanos mantenham diálogo com organizações brasileiras e contribuam para fortalecer a independência das instituições democráticas do país, em vez de apoiar iniciativas que possam ser interpretadas como interferência nas eleições.

Evangélicos destacam que não representam todo o segmento

A iniciativa também chama atenção para a diversidade política existente entre os evangélicos brasileiros. Na carta, os representantes da Frente fazem questão de destacar que lideranças evangélicas que apoiam publicamente o senador Flávio Bolsonaro não representam a totalidade dos evangélicos do país.

A afirmação procura reforçar que o segmento evangélico brasileiro não possui uma posição política única. Embora parte expressiva das lideranças religiosas tenha manifestado apoio a setores conservadores da política nacional, existem também grupos evangélicos que defendem posições diferentes e participam ativamente do debate público a partir de outras perspectivas.

A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito surgiu em 2016 como um movimento de evangélicos progressistas e tem atuação voltada à defesa do Estado Democrático de Direito, dos direitos previstos na Constituição e de pautas relacionadas à justiça social.

Defesa da soberania e da democracia

Ao levar a discussão para Washington, os representantes do grupo procuram inserir uma parcela do segmento evangélico brasileiro no debate internacional sobre a relação entre os governos dos dois países e o futuro das instituições democráticas brasileiras.

A principal preocupação apresentada na carta é que decisões tomadas por autoridades estrangeiras não ultrapassem os limites da diplomacia e acabem interferindo diretamente na escolha dos brasileiros nas urnas.

O grupo defende que eventuais questionamentos sobre as eleições sejam tratados por meio das instituições brasileiras e dentro dos mecanismos legais existentes. A proposta apresentada aos parlamentares americanos é de diálogo e cooperação, mas sem intervenção externa.

A movimentação também evidencia como a relação entre religião, política e democracia continua sendo um tema relevante dentro do próprio meio evangélico. Enquanto diferentes líderes e grupos religiosos assumem posições distintas sobre o cenário político brasileiro, a Frente busca apresentar aos interlocutores americanos uma perspectiva evangélica favorável à preservação da autonomia institucional do Brasil.

Ao final da carta, os representantes reforçam a importância de proteger as instituições brasileiras contra pressões externas e defendem a construção de uma relação permanente com parlamentares americanos para tratar de questões democráticas.

A viagem a Washington, portanto, colocou representantes de um segmento específico do evangelicalismo brasileiro diretamente em contato com integrantes do Congresso dos Estados Unidos. A mensagem levada pelo grupo foi clara: a defesa da democracia brasileira, segundo a Frente, deve passar pelo respeito à soberania nacional e pela rejeição a qualquer tentativa de interferência estrangeira no processo eleitoral.

Folha Gospel com informações de O Globo e Diário do Centro do Mundo

Missão aérea leva o Evangelho a lugares inacessíveis com dedicação incansável

Avião missionário em uma comunidade isolado. (Foto: Reprodução)
Avião missionário em uma comunidade isolado. (Foto: Reprodução)

Pilotos cristãos utilizam aeronaves e barcos para alcançar comunidades remotas com a mensagem do Evangelho e superando desafios logísticos e culturais.

A Jungle Aviation and Relay Service (JAARS) é uma organização com 75 anos de atuação que emprega pilotos missionários e diversos meios de transporte para levar o Evangelho a regiões de difícil acesso. O trabalho viabiliza que a mensagem divina alcance comunidades isoladas onde o deslocamento terrestre pode ser inviável ou demandar dias.

Steve Russell, presidente e CEO da JAARS desde 2022, detalha os desafios enfrentados, como a… (Clique aqui para continuar lendo)

Justiça arquiva inquérito contra pastor de Maringá por falta de provas de desvio de recursos

Pastor Robson José Brito (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Pastor Robson José Brito (Foto: Reprodução/Redes sociais)

O Ministério Público requereu o arquivamento fundamentado na prescrição.

A Justiça determinou o arquivamento definitivo do inquérito policial contra o pastor Robson José Brito, ex-presidente da Assembleia de Deus em Maringá. Após 12 anos de investigações, o caso foi encerrado sem que fossem encontradas provas de desvio de recursos ou de benefício pessoal por parte do religioso.

A decisão da 2ª Vara Criminal de Maringá, proferida em 11 de maio de 2026, acolheu o pedido de arquivamento feito pelo Ministério Público. O pastor nunca chegou a ser denunciado criminalmente durante todo o período de apuração, que teve início ainda em 2014.

Como a investigação começou e por onde tramitou

A investigação teve início em 2014 após uma representação apresentada por Francis Sérgio Gomes dos Santos ao Ministério Público Federal em Maringá. Os fatos relatados envolviam questionamentos sobre a aquisição da Rádio Catedral FM de Santa Fé, realizada em 2008, além da contratação de empréstimos e cartas de crédito.

Posteriormente, a Cieadep (órgão estadual da convenção) também apresentou questionamentos sobre a gestão financeira, incluindo dívidas e operações de imóveis. O caso tramitou inicialmente na esfera federal sob a Notícia de Fato nº 1.25.006.000169/2014-99.

Como o Ministério Público Federal não identificou materialidade de crime tributário federal, o processo seguiu para a esfera estadual, passando pelas comarcas de Sarandi e Maringá, sob o número 0005318-60.2014.8.16.0160.

Esclarecimentos apresentados pela defesa e depoimentos

Durante a apuração, foram solicitados documentos, analisados contratos e ouvidas testemunhas, incluindo a administradora de consórcios. Em depoimento, o pastor Robson José Brito explicou o funcionamento do campo eclesiástico de Maringá, composto por 126 congregações na época.

O pastor esclareceu que as cartas de crédito imobiliário eram utilizadas em reformas e obras das congregações, seguindo um sistema de solidariedade financeira entre as igrejas. Ele também afirmou que o valor da compra da rádio estava devidamente registrado no balanço patrimonial.

Sobre a separação da igreja de Sarandi, Brito declarou que houve um acordo aprovado pela Assembleia Geral e conselho fiscal, no qual aquela congregação assumiu parte das dívidas em contrapartida ao patrimônio retido. O tesoureiro da época confirmou a regularidade da destinação dos recursos.

A conclusão do inquérito e a decisão judicial

Em janeiro de 2026, o delegado Osmir Ferreira Neves Júnior assinou o relatório final apontando que o conjunto de provas era insuficiente para qualquer imputação penal. O documento indicou a ausência de dolo de apropriação ou de provas contábeis de desvio.

Diante da falta de materialidade delitiva, o Ministério Público requereu o arquivamento fundamentado na prescrição. O advogado de defesa, Bruno Rodrigues Brandão, destacou que a ampla apuração provou a inconsistência das suspeitas.

“Poucos casos são submetidos a um escrutínio dessa amplitude. E esse é o dado que deve ficar registrado perante a comunidade de fiéis — não a extensão da suspeita, mas o fato de que ela foi verificada até o limite e não se sustentou. Depois de doze anos e da análise de órgãos distintos, as acusações de desonestidade contra o pastor Brito se mostraram infundadas”, declarou o advogado.

A atuação do pastor em Maringá e sua situação atual

Robson José Brito liderou o Campo Eclesiástico de Maringá por mais de uma década, período em que 11 congregações tornaram-se igrejas autônomas. Ele deixou a presidência da instituição em agosto de 2018, mas permaneceu morando e trabalhando no município durante toda a investigação.

Atualmente, o pastor atua como vice-presidente na Assembleia de Deus de Paiçandu Oeste e pastoreia uma congregação no Jardim Guanabara há cerca de dois anos, mantendo sua rotina de atividades religiosas na região após o encerramento definitivo do caso judicial.

Pastor sul-coreano Son Hyun-bo encontra Donald Trump na Casa Branca

Son Hyun-bo, pastor sul-coreano, se encontra com o presidente Donald Trump na Casa Branca. (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Son Hyun-bo, pastor sul-coreano, se encontra com o presidente Donald Trump na Casa Branca. (Foto: Reprodução/Redes sociais)

O encontro foi confirmado por meio de registros compartilhados nas redes sociais

O pastor sul-coreano Son Hyun-bo, líder do movimento cristão conservador Save Korea, reuniu-se com o presidente Donald Trump na Casa Branca no último fim de semana. O encontro, que contou com a presença da família do líder religioso, marca uma forte aproximação entre lideranças conservadoras asiáticas e representantes do governo americano.

Son Hyun-bo, que lidera a World Church na cidade de Busan, ganhou destaque após passar 145 dias preso na Coreia do Sul por manter cultos presenciais durante a pandemia. A visita à presidência americana, que também incluiu uma passagem pelo Escritório de Fé da Casa Branca, sinaliza o crescente apoio político e diplomático internacional à sua causa.

Detalhes do encontro em Washington

O encontro foi confirmado por meio de registros compartilhados nas redes sociais por Chance Son, filho do pastor, que descreveu o momento como um diálogo amigável. Em um vídeo publicado no canal oficial de sua igreja no YouTube, o próprio Son Hyun-bo celebrou o convite recebido pelo governo dos Estados Unidos.

“Esta é a Casa Branca em Washington, D.C. Acabo de terminar uma reunião com o presidente Trump e estou saindo agora. Agradeço sinceramente à Casa Branca por convidar minha família”, declarou o pastor.

A viagem incluiu reuniões estratégicas com o Escritório de Fé da Casa Branca, uma unidade voltada para o diálogo com grupos religiosos e comunitários. Embora os detalhes exatos da conversa privada com Donald Trump não tenham sido divulgados, o simbolismo da visita destaca o prestígio de Son com alas conservadoras americanas.

A trajetória de prisão e o apoio diplomático americano

A prisão de Son Hyun-bo por 145 dias — sem direito a fiança ou condenação definitiva na época — ocorreu devido à sua recusa em fechar as portas da igreja durante as restrições sanitárias. O caso gerou ampla repercussão diplomática e forte envolvimento das autoridades americanas.

Durante o período de detenção, representantes do governo dos Estados Unidos acompanharam de perto os desdobramentos jurídicos. Um oficial da embaixada americana e o cônsul-geral em Busan acompanharam as sessões de julgamento de Son, seguindo instruções diretas do Departamento de Estado.

O suporte internacional também se manifestou em outras frentes de pressão política:

  • Representantes dos Estados Unidos visitaram o pastor na prisão por quatro vezes;
  • Uma petição internacional em favor de sua liberdade reuniu assinaturas de 10 mil pastores americanos;
  • Os dois filhos de Son foram convidados anteriormente à Casa Branca para uma sessão de esclarecimento de 90 minutos.

Tensões políticas e oposição a leis na Coreia do Sul

A atuação de Son Hyun-bo possui forte caráter político em seu país de origem. O pastor esteve à frente de protestos contra o impeachment do ex-presidente sul-coreano Yoon Suk-yeol e tem expressado preocupação contínua a autoridades americanas sobre novas legislações sul-coreanas.

Em junho de 2026, três funcionários do governo americano visitaram a igreja de Son em Busan para debater temas sensíveis ao cenário religioso e político do país. Entre os tópicos discutidos estavam as implicações da Lei de Dissolução de Corporações Religiosas, a Lei Antidiscriminação Abrangente e regulamentações para escolas cristãs alternativas.

Recentemente, Son enfrentou acusações de campanha eleitoral ilegal durante a eleição presidencial sul-coreana, resultando em uma sentença de seis meses de prisão com suspensão condicional da pena por um ano. Segundo o pastor, as investigações contra igrejas protestantes ganharam força após declarações públicas do presidente sul-coreano Lee Jae-myung.

O impacto do movimento Save Korea

A oposição liderada por Son Hyun-bo mobilizou milhares de fiéis em manifestações contínuas. Protestos individuais organizados por membros da igreja estenderam-se ao longo de meses, culminando em uma grande assembleia que reuniu cerca de um milhão de pessoas em outubro de 2025.

O convite para o encontro com Donald Trump na Casa Branca coroa essa trajetória de enfrentamento e posiciona o pastor Son Hyun-bo como um símbolo global de resistência religiosa e articulação conservadora internacional.

Pastor e outras 6 pessoas são executadas no Sudão

Reverendo Adil Idris Jangoul. (Foto: Reprodução/CSW)
Reverendo Adil Idris Jangoul. (Foto: Reprodução/CSW)

Líder religioso da Igreja Episcopal Sudanesa em Heban, nas montanhas Nuba do Sudão, foi executado extrajudicialmente 

Um pastor das montanhas Nuba, no Sudão, foi executado extrajudicialmente juntamente com outras seis pessoas, depois de ser preso por membros de uma facção armada em sua residência religiosa na cidade de Heban.

O reverendo Adil Idris Jangoul, da Igreja Episcopal Sudanesa, foi detido em 23 de julho dentro do complexo da igreja no bairro de Erie, em Heban, onde morava, informou esta semana o grupo de defesa da liberdade religiosa Christian Solidarity Worldwide.

Membros do Movimento Popular de Libertação do Sudão-Norte (SPLM/N), um grupo armado da região, apreenderam seu dinheiro e o prenderam sem incidentes.

No entanto, seu corpo foi encontrado posteriormente em uma estrada, ao lado dos corpos de outras seis pessoas, todas do grupo étnico Otoro. Todas as sete haviam sido mortas em execuções extrajudiciais.

Um ataque semelhante ocorreu em Heban no mesmo dia. Membros do grupo étnico Otoro, a mesma comunidade cujos integrantes foram mortos juntamente com Jangoul, realizaram o ataque, matando pelo menos 10 pessoas e fazendo mais de 20 reféns, entre eles crianças, informou a CSW.

Um dos reféns era o Reverendo Yakoub Brahim Tia. Ele já foi secretário-geral da Igreja de Cristo do Sudão e pertence ao grupo étnico Shawaya. Seis de seus parentes também foram detidos.

Todos os reféns foram libertados ilesos em 28 de julho, após ministros de diversas comunidades étnicas apelarem por sua libertação.

O presidente da CSW, Mervyn Thomas, disse estar profundamente preocupado com o aumento do derramamento de sangue, em parte com motivação étnica. Ele considerou os assassinatos especialmente desconcertantes porque as Montanhas Nuba sempre foram um local de coexistência pacífica, mesmo durante a ditadura do Sudão e a guerra civil entre as Forças de Apoio Rápido (RSF) e as Forças Armadas Sudanesas (SAF).

Thomas instou as autoridades a investigarem os assassinatos e a acalmarem as tensões sem demora. Ele também elogiou os líderes religiosos da região por apelarem pela libertação dos reféns e os encorajou a continuarem trabalhando em prol da coexistência pacífica.

A maioria dos membros da comunidade Otoro são cristãos, e este é o maior grupo étnico da região.

Segundo a organização Portas Abertas, que apoia cristãos perseguidos em todo o mundo, a situação dos cristãos em outras partes do Sudão também piorou.

As autoridades se baseiam em estatutos islâmicos antigos para justificar a conversão forçada ao islamismo e a aplicação de punições físicas a cristãos, afirmou a fonte, e igrejas foram bombardeadas ou confiscadas para serem usadas como bases de milícias, deslocando fiéis.

Algumas igrejas históricas foram fechadas, tiveram seu registro negado ou suas propriedades destruídas, acrescentou. Um líder religioso disse que sua casa e sua igreja foram incendiadas, juntamente com seus pertences.

Segundo a organização Portas Abertas, mulheres cristãs correm o risco de perder sua herança, sofrer violência doméstica e, às vezes, serem submetidas a tratamento psiquiátrico forçado. A violência sexual contra mulheres e meninas é cada vez mais comum, algumas são feitas prisioneiras e forçadas à escravidão sexual, inclusive no estado de Gezira, e os avanços nos direitos das mulheres foram revertidos desde o golpe de 2021.

O relatório afirma que cristãos do sexo masculino, especialmente líderes religiosos, enfrentam vigilância e falsas acusações de terrorismo. Homens que se convertem do islamismo sofrem espancamentos e prisão, e alguns foram sequestrados ou mortos pelas Forças de Apoio Rápido (RSF) e milícias aliadas.

Os convertidos frequentemente temem que milícias ou parentes descubram sua fé, e aqueles que são expostos são muitas vezes rejeitados por familiares e isolados por suas comunidades. Os convertidos do Islã enfrentam o maior risco de perseguição, sendo ameaçados por autoridades governamentais, grupos extremistas, familiares e comunidades.

A instabilidade remonta à tomada do poder pelos militares no Sudão em 2021 e à guerra que começou em 2023 entre as Forças Armadas Sudanesas (SAF) e as Forças de Apoio Rápido (RSF). Os confrontos têm levado à detenção frequente de líderes religiosos sem acusações formais, deixando as congregações sem liderança.

O SPLM/N, aliado às RSF desde 2025, controla a maior parte do estado de Kordofan do Sul, que inclui as Montanhas Nuba, embora as SAF ainda ocupem algumas cidades na região, de acordo com grupos que monitoram a guerra civil no Sudão.

Rafat Samir, que lidera uma igreja sudanesa e preside o Conselho Evangélico da Comunidade do Sudão, uma aliança de igrejas sudanesas, disse que grupos armados podem agir com impunidade, mesmo em cidades antes consideradas seguras.

O ritmo das conversões forçadas aumentou este ano, afirmou a organização Portas Abertas, enquanto a atividade de milícias cresceu em meio à crescente insegurança em todo o país. Cristãos são frequentemente alvos de extorsão e violência em áreas sem lei, acrescentou a organização.

O Sudão subiu uma posição este ano, alcançando o quarto lugar na Lista Mundial da Perseguição 2026 do grupo, um ranking anual dos países onde os cristãos enfrentam maior perseguição. Isso o coloca entre os locais mais afetados pela violência anticristã, atrás apenas da Coreia do Norte, Somália e Iêmen, em grande parte devido ao impacto da guerra civil nos níveis de perseguição.

Em março de 2025, a Comissão dos Estados Unidos para a Liberdade Religiosa Internacional, órgão consultivo federal, relatou que a guerra civil estava afetando particularmente as populações religiosas vulneráveis ​​no Sudão.

Samir disse que este é um período em que a igreja deve defender seus direitos.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Dia dos Pais: o desafio de formar filhos com fé, caráter e responsabilidade

Pai e filha lendo livro (Foto: Canva Pro)
Pai e filha lendo livro (Foto: Canva Pro)

Neste domingo (9), o Brasil celebra o Dia dos Pais, uma data que vai muito além da troca de presentes e das homenagens nas redes sociais. A ocasião também convida à reflexão sobre o significado da paternidade e sobre as marcas que um pai deixa na vida dos filhos ao longo dos anos.

Ser pai envolve muito mais do que garantir sustento e segurança financeira. A paternidade é construída diariamente por meio da presença, do exemplo, das palavras, das escolhas e dos valores transmitidos dentro de casa. São essas experiências que, muitas vezes, permanecem na memória dos filhos muito depois de os presentes terem sido esquecidos.

Um dos maiores legados que um pai pode deixar não está necessariamente relacionado ao patrimônio que conseguiu construir, mas aos princípios que ensinou. Fé, caráter, responsabilidade, respeito, honestidade, amor e capacidade de enfrentar as dificuldades são valores que podem acompanhar os filhos durante toda a vida.

A presença paterna também muda de acordo com as diferentes fases da vida. Quando os filhos são pequenos, o pai exerce principalmente o papel de proteção, cuidado e orientação. Com o crescimento, porém, a relação precisa amadurecer. O pai deixa gradualmente de tomar todas as decisões e passa a aconselhar, ouvir e ajudar os filhos a fazer suas próprias escolhas.

Essa mudança exige sabedoria. Amar um filho também significa prepará-lo para caminhar sozinho. O objetivo da paternidade não é manter os filhos permanentemente dependentes, mas oferecer fundamentos para que eles possam enfrentar o mundo com segurança, responsabilidade e valores sólidos.

O exemplo ensina mais do que as palavras

Dentro de casa, os filhos aprendem não apenas com aquilo que os pais dizem, mas principalmente com aquilo que observam. A maneira como um pai trata a esposa, reage diante dos problemas, cumpre compromissos, lida com outras pessoas e enfrenta momentos de dificuldade também se transforma em uma espécie de aula diária.

Por isso, a coerência entre discurso e comportamento tem papel fundamental na formação dos filhos. Conselhos podem ser esquecidos, mas experiências vividas tendem a permanecer. Um pai que deseja ensinar honestidade, por exemplo, precisa demonstrar honestidade em suas próprias atitudes.

O mesmo acontece com a fé. Em uma família cristã, a espiritualidade não é transmitida apenas por meio de ensinamentos bíblicos ou momentos de oração. Ela também pode ser percebida na maneira como o pai enfrenta as dificuldades, demonstra gratidão, pede perdão, trata o próximo e coloca sua confiança em Deus.

A figura paterna pode, assim, tornar-se uma das primeiras referências que uma criança terá sobre autoridade, cuidado, proteção e amor. Por isso, a forma como um pai exerce sua função pode influenciar profundamente a maneira como os filhos enxergam relacionamentos e até mesmo sua compreensão sobre Deus como Pai.

A chegada de um filho transforma toda a família

A paternidade também provoca mudanças que vão além da relação entre pai e filho. O nascimento ou a chegada de uma criança reorganiza toda a estrutura familiar. Um homem se torna pai, uma mulher se torna mãe, os pais do casal passam a ser avós e outros familiares assumem novos papéis.

Essa transformação traz responsabilidades, mas também modifica relacionamentos que já existiam. Um homem continua sendo filho depois de se tornar pai, mas passa a assumir uma nova prioridade dentro da própria família.

A experiência também pode levar o novo pai a olhar para sua própria história de maneira diferente. Ao educar uma criança, ele pode se lembrar da forma como foi criado, reconhecer ensinamentos que recebeu e até identificar comportamentos que deseja repetir ou transformar.

Nesse processo, a paternidade pode se tornar uma oportunidade de romper ciclos negativos e fortalecer aqueles que fizeram bem à família. Cada geração recebe uma herança emocional e cultural, mas também pode decidir o que será transmitido às próximas.

A Bíblia apresenta diferentes exemplos de pais

As Escrituras apresentam histórias de homens que podem ser lembrados por diferentes aspectos da experiência paterna. Entre eles estão Adão, Noé e José, marido de Maria e pai terreno de Jesus.

Adão aparece como o primeiro pai da humanidade e também como um exemplo das consequências das escolhas. Sua história mostra que as decisões de um pai podem ultrapassar sua própria existência e alcançar a família.

A narrativa também serve como alerta sobre responsabilidade. Pais não são perfeitos e podem cometer erros, mas suas atitudes têm consequências. Reconhecer falhas, buscar mudança e assumir responsabilidades também faz parte de uma paternidade saudável.

Noé, por sua vez, é apresentado como um homem que procurou permanecer fiel a Deus em meio a uma sociedade marcada pela corrupção. Ao receber a missão de construir a arca, ele trabalhou para preservar sua família e cumpriu a tarefa que havia recebido.

Sua história destaca características como obediência, perseverança e proteção. Em um mundo repleto de desafios, o papel do pai também envolve criar condições para que os filhos tenham orientação e segurança para enfrentar as dificuldades.

José e o exemplo de uma paternidade construída pelo cuidado

Outro personagem importante é José, que assumiu a responsabilidade de criar Jesus mesmo não sendo seu pai biológico. Ao descobrir a gravidez de Maria, José decidiu inicialmente não expô-la e, depois de receber uma orientação divina, aceitou a missão de formar aquela família.

Sua trajetória mostra que paternidade não se resume ao vínculo biológico. Cuidar, proteger, prover, orientar e amar também são elementos essenciais da função paterna.

José precisou tomar decisões difíceis para proteger Maria e Jesus. Em diferentes momentos, segundo os relatos bíblicos, ele demonstrou disposição para obedecer a Deus e colocar a segurança da família acima de seus próprios planos.

Esse exemplo também amplia a compreensão sobre homens que exercem a função paterna sem necessariamente serem pais biológicos. Pais adotivos, padrastos, avôs e outros homens que assumem responsabilidades afetivas e familiares podem desempenhar um papel decisivo na formação de uma criança.

O pai como referência de segurança

A presença de um pai pode representar segurança emocional para os filhos. Isso não significa estar disponível apenas financeiramente, mas participar da rotina, ouvir, conversar, demonstrar carinho e estar presente nos momentos importantes.

Pequenas atitudes podem se transformar em grandes memórias: uma conversa antes de dormir, uma oração em família, uma brincadeira, uma orientação diante de um problema ou simplesmente a disponibilidade para ouvir.

Com o passar dos anos, essas experiências ajudam a construir a percepção que os filhos terão sobre família, relacionamentos e responsabilidade. A presença paterna, portanto, não precisa ser medida pela quantidade de tempo perfeito compartilhado, mas pela qualidade da relação construída ao longo da vida.

Quando a paternidade precisa ser reconstruída

O Dia dos Pais também pode ser uma oportunidade para reconhecer que nem todas as histórias familiares são marcadas pela presença ou pelo relacionamento ideal entre pais e filhos.

Há famílias marcadas pela ausência, pelo abandono, pela perda, por conflitos ou por relacionamentos que precisam ser reconstruídos. Nesses casos, a data pode despertar sentimentos diferentes e até dolorosos.

Ainda assim, a paternidade pode ser ressignificada. Pedir perdão, reconhecer erros, reaproximar-se e demonstrar disposição para mudar são atitudes que podem abrir caminhos para novas histórias.

Também existem homens que assumem o papel de pai diante da ausência do pai biológico. Avôs, padrastos, tios, irmãos mais velhos e líderes que oferecem cuidado e orientação podem se tornar referências importantes na vida de crianças e adolescentes.

Mais do que deixar algo para os filhos, é preciso deixar algo dentro deles

No fim, o legado de um pai não pode ser medido apenas pelo que ele consegue entregar aos filhos. Bens materiais podem ser importantes, mas não substituem presença, amor, orientação e valores.

O patrimônio pode ser utilizado, perdido ou transformado. Já aquilo que é construído dentro de uma pessoa pode acompanhá-la durante décadas.

Um filho pode esquecer qual foi o presente recebido em determinado Dia dos Pais, mas dificilmente esquecerá completamente a forma como se sentiu diante de um pai que o abraçou, o ouviu, o corrigiu quando necessário e esteve ao seu lado nos momentos difíceis.

Por isso, celebrar a paternidade também significa olhar para o futuro. Cada pai está, de alguma maneira, ajudando a formar a próxima geração.

Neste Dia dos Pais, a pergunta talvez seja menos sobre o que um pai pode comprar ou oferecer e mais sobre o que ele está construindo dentro dos filhos.

Porque o maior legado de um pai pode não estar naquilo que ele deixa quando parte, mas naquilo que permanece vivendo nos filhos: a fé, o caráter, os ensinamentos, as memórias e o amor que foram construídos ao longo da caminhada.

Dor emocional e espiritualidade podem coexistir sem se anular, defende bispa em seu livro

Bispa Jeiza Pontes e o livro Doses de Cura. (Foto: Montagem/Folha Gospel)
Bispa Jeiza Pontes e o livro Doses de Cura. (Foto: Montagem/Folha Gospel)

Em novo livro, a bispa Jeiza Pontes defende que depressão não é falta de fé.

Mais de 11 milhões de brasileiros sofrem com depressão hoje, segundo a Organização Mundial da Saúde. Nesse cenário, o sofrimento emocional virou questão de saúde pública. Ainda assim, soluções simplificadas persistem em diferentes esferas da sociedade, inclusive dentro das igrejas, onde recomendações como “ore mais” ou “tenha mais fé” chegam em tom de cobrança quando o que falta mesmo é força para recomeçar.  
 
É essa lacuna entre discurso religioso e realidade clínica que a bispa Jeiza Pontes propõe mudar. No livro Doses de Cura: 40 respostas bíblicas para corações cansados, ela defende a possibilidade de coexistência entre fé e sofrimento psíquico, sem reduzir a complexidade da depressão e da saúde mental a um problema exclusivamente espiritual. 

O lançamento da Editora Vida foi escrito para quem convive com a doença e carrega dúvidas difíceis: qual o sentido dessa dor, por que o sentimento de culpa não passa, quem seria capaz de amar alguém nessa condição, o que fazer quando o cansaço de viver se torna concreto? Em 40 capítulos curtos, Jeiza responde a essas e outras perguntas com acolhimento, além de orientações práticas para redirecionar o próprio coração. 

Ideal para leitura diária, Doses de Cura traz a experiência prática de apoio emocional e espiritual desenvolvido por Jeiza Pontes. A autora é cofundadora do Instituto Minhas Doses de Cura, que oferece atendimento psicológico gratuito a cerca de mil pessoas por mês. A obra amplia o alcance desse trabalho, levando suporte também a leitores que ainda não tiveram acesso direto à iniciativa. Sobretudo, a obra ajuda cristãos a entender que ter fé não é um requisito a ser “cumprido” para merecer ajuda.  

Sobre a autora: Jeiza Pontes é esposa do Bispo Alex Pontes, com quem fundou a Comunidade Cristã Cabana Church, em São José do Rio Preto (SP). É mãe de Benício e dedica sua vida a ser um testemunho de que Cristo ainda transforma pessoas e faz o impossível se tornar realidade. O casal também é fundador do Instituto Minhas Doses de Cura (MDC), onde hoje, mensalmente, cerca de mil pessoas com transtornos relacionados à saúde mental recebem acompanhamento psicológico gratuito. 

Ficha técnica: 
Título: Doses de Cura 
Subtítulo: 40 respostas bíblicas para corações cansados 
Autora: Jeiza Pontes 
Editora: Vida 
Onde encontrar: Amazon (clique aqui para comprar) 

Pastor batista é libertado na Síria após duas semanas de prisão por publicações no Facebook

Pastor batista Nihad Hassan, libertado após detenção na Síria.
Pastor Nihad Hassan | Cortesia CSW

O pastor batista curdo Nihad Hassan foi libertado pelas autoridades sírias após passar duas semanas sob custódia no país. A detenção ocorreu devido a publicações em sua conta pessoal no Facebook consideradas ofensivas ao Islã e ao profeta Maomé, realizadas enquanto ele visitava familiares na região de Afrin, na Síria.

Após sua libertação, ocorrida em 3 de agosto, o líder religioso, que atua em uma congregação de língua curda no vizinho Líbano, foi aconselhado pelas próprias autoridades locais a retornar ao território libanês para garantir sua integridade física. A organização de direitos humanos Christian Solidarity Worldwide (CSW) celebrou a soltura, mas manifestou forte preocupação com as circunstâncias da prisão preventiva sem acusações formais.

O contexto da detenção e o retorno ao Líbano

Nihad Hassan, que tem origem islâmica e é conhecido por defender e dar visibilidade à situação dos curdos na Síria, permaneceu preso sem acusações formais entre os dias 20 de julho e 3 de agosto. O pastor seguiu a recomendação das forças de segurança sírias e já retornou ao Líbano, onde reside e lidera sua congregação.

A prisão do pastor mobilizou entidades internacionais. Mervyn Thomas, fundador e presidente da CSW, expressou alívio pelo reencontro de Hassan com sua família, mas fez um apelo crítico ao governo de transição da Síria para que encerre o uso de prisões e detenções arbitrárias nas áreas sob seu controle.

Thomas também incentivou líderes religiosos de diferentes credos a se unirem contra o sectarismo, promovendo ativamente a paz, a justiça e a reconciliação entre as comunidades locais.

A instabilidade política e a situação dos cristãos na Síria

A detenção do pastor ocorre em um cenário de extrema instabilidade na Síria. Desde a queda do governo de Bashar al-Assad, no final de 2024, o país vive um período de paz frágil, marcado pelo receio das comunidades cristãs em relação ao grupo islâmico que liderou a deposição do antigo regime. Mais de uma década de guerra civil e a presença de facções armadas com interesses étnicos e religiosos distintos dificultam a consolidação da ordem pública.

A violência continuou a se manifestar no país por meio de diversos episódios graves:

  • Em março de 2025, centenas de alauítas foram massacrados por um grupo armado.
  • Em julho de 2025, confrontos violentos eclodiram entre drusos e beduínos na região de Suwayda.
  • No fim de 2025, combates foram registrados entre forças do governo e curdos em Aleppo, logo após a realização das primeiras eleições parlamentares pós-transição.

Recentemente, a pressão sobre as minorias religiosas continuou a crescer. Na cidade de Saydnaya, os cristãos receberam ordens para restringir suas atividades religiosas exclusivamente ao interior dos templos. Líderes de igrejas locais acusam as forças de segurança de visar cidadãos cristãos deliberadamente com longas retenções em postos de controle, enquanto outras fontes apontam que os serviços de inteligência buscam indivíduos cristãos suspeitos de ligação com atrocidades cometidas durante o regime de Assad.

O apelo por justiça e transparência nas relações comunitárias

Diante da complexidade que envolve a convivência entre diferentes grupos étnicos e religiosos na Síria pós-Assad, a defesa de garantias fundamentais tornou-se ainda mais urgente. A liderança da CSW reforçou a necessidade de que o governo provisório trate as questões de relacionamento entre as comunidades com total transparência e estrita observância das leis vigentes.

O caso do pastor Nihad Hassan expõe a vulnerabilidade de minorias em áreas de transição política e sublinha os desafios para estabelecer um ambiente seguro e de coexistência pacífica em território sírio.

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