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Franklin Graham minimiza críticas a imagem de Trump como Jesus

Foto publicada por Franklin Graham no início de abril. (Fonte: IG @franklin_graham.)
Foto publicada por Franklin Graham no início de abril. (Fonte: IG @franklin_graham.)

O evangelista e CEO da Samaritan’s Purse, Franklin Graham, divulgou um comunicado na manhã de quinta-feira, 16, minimizando a reação negativa à publicação, agora excluída, do presidente Donald Trump nas redes sociais, na qual ele aparece como uma figura semelhante a Cristo, vestida com uma túnica, com luz emanando de suas mãos.

“Não acredito que o presidente Trump tenha se retratado conscientemente como Jesus Cristo; isso certamente seria inapropriado ”, disse Graham. “Aprecio que o presidente tenha deixado bem claro que não acreditava que as imagens geradas por IA representassem isso; ele pensou que se tratava de um médico ajudando alguém e, quando soube das preocupações, apagou a publicação imediatamente.”

No último domingo, o presidente publicou o controverso retrato na plataforma Truth Social, e ao meio-dia de segunda-feira ele já havia sido removido. Em uma coletiva de imprensa na Casa Branca naquele dia, o presidente dos EUA disse: “Sim, eu o publiquei, e pensei que fosse eu como médico e que tivesse algo a ver com a Cruz Vermelha… Havia um funcionário da Cruz Vermelha ali, o que apoiamos.”

Na quarta-feira, Trump publicou outra imagem mostrando Jesus o abraçando em um pódio em frente a uma bandeira americana. A legenda, publicada por uma conta chamada Irish for Trump, sugeria que “Deus poderia estar jogando sua carta na manga”. O presidente acrescentou à publicação: “Os lunáticos da esquerda radical podem não gostar disso, mas eu acho bem legal!”. A imagem foi compartilhada por usuários do X que consideraram a ação mais uma ofensa.

Ao ver essa nova imagem, Graham expressou sua aprovação e acusou os detratores de Trump de serem motivados por más intenções. “Acredito que seus inimigos estão sempre ansiosos para aproveitar qualquer oportunidade para fazê-lo parecer mal”, escreveu ele.

Ele também afirmou: “Devo dizer que gosto da imagem de Jesus sussurrando em seu ouvido, ou pelo menos com a mão em seu ombro, guiando-o. Todos nós precisamos disso; todos nós precisamos ouvir Jesus”, disse ele.

A primeira publicação de Trump gerou condenação de vários ex-apoiadores do presidente nas redes sociais, incluindo o influenciador Riley Gaines, que comentou: “Sinceramente, não consigo entender por que ele postaria isso. Ele está buscando uma resposta? Ele realmente pensa isso? De qualquer forma, duas coisas são certas: 1) Um pouco de humildade lhe faria bem; 2) Deus não se deixa escarnecer.”

Franklin Graham e o Vaticano

A defesa de Trump feita por Graham ocorre em meio à disputa pública em curso entre o presidente e o Papa Leão XIV sobre a guerra no Irã, que Graham defendeu no mês passado citando o exemplo bíblico do Rei Davi.

Em sua declaração de quinta-feira, Graham expressou a esperança de que o representante da Igreja Católica pudesse um dia se encontrar com Trump para agradecê-lo por seus esforços na proteção da liberdade religiosa.

Ele também escreveu: “Não sou católico, sou evangélico, mas valorizo ​​a forma como o presidente Trump defendeu a liberdade religiosa de pessoas de todas as crenças, incluindo milhões de evangélicos e católicos nos Estados Unidos e em todo o mundo. Ele é o presidente mais cristão e pró-vida que já conheci, e não faz segredo disso.”

Graham, pastor e apoiador de longa data do presidente, tem aparecido repetidamente nas notícias nas últimas semanas. No Domingo de Ramos, Trump divulgou uma carta particular que o evangelista lhe enviou em outubro passado, na qual o instava a considerar seriamente seu destino eterno, aceitar Jesus Cristo como seu Salvador e parar de confiar em suas próprias obras se quisesse ir para o Céu.

Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

Novo estudo lança dúvidas sobre as discussões a respeito de um renascimento religioso nos EUA

Bandeira dos EUA e duas cruzes no topo de uma igreja (Foto: Canva Pro)
Bandeira dos EUA e duas cruzes no topo de uma igreja (Foto: Canva Pro)

Especulações sobre um possível renascimento religioso nos EUA foram contraditas por uma nova pesquisa nacional que sugere que pouca coisa mudou nos hábitos ou identidades religiosas dos americanos no último ano.

O mais recente Censo de Religião Americana de 2025 do Instituto de Pesquisa de Religião Pública (PRRI) constatou que a filiação religiosa permaneceu amplamente estável, sem evidências claras de um retorno generalizado à vida religiosa nos EUA.

Conforme afirma o relatório: “Apesar das notícias em contrário veiculadas pela mídia, a afiliação religiosa entre os americanos mudou pouco no último ano.”

O estudo se baseia em uma amostra aleatória de cerca de 40.000 adultos em todos os 50 estados, utilizando amostragem por endereço projetada para refletir a população dos EUA. Os pesquisadores afirmam que a escala e a metodologia fornecem um dos retratos mais detalhados da religião na América hoje.

Embora algumas discussões na mídia e em círculos políticos tenham apontado para um renovado interesse pela fé, particularmente entre os homens mais jovens, os dados sugerem o contrário.

A frequência semanal à igreja não se recuperou. Cerca de 26% dos americanos disseram que frequentavam cultos religiosos pelo menos uma vez por semana em 2025, o mesmo percentual do ano anterior e uma queda em relação aos 31% registrados em 2013.

Entretanto, o número daqueles que afirmaram frequentar as aulas raramente ou nunca frequentá-las aumentou drasticamente, chegando agora a 53%, em comparação com 42% há uma década.

O panorama religioso geral também parece estável.

Dois terços dos americanos (66%) se descrevem como cristãos, enquanto 28% dizem não ter nenhuma afiliação religiosa – um número que se estabilizou após anos de crescimento.

Os principais grupos cristãos, incluindo protestantes evangélicos brancos (13%), protestantes tradicionais brancos (13%) e católicos brancos (12%), não apresentaram mudanças desde 2024.

As religiões não cristãs e os cristãos não brancos também permaneceram estáveis.

A estabilização no índice de desfiliação religiosa é notável, mas os pesquisadores alertam que isso não deve ser confundido com uma reversão das tendências de longo prazo.

A proporção de americanos sem identidade religiosa aumentou significativamente na última década, passando de 21% em 2013 para 28% em 2025, embora esse crescimento tenha diminuído agora.

Entre os americanos mais jovens, frequentemente no centro das narrativas de renascimento religioso, não houve nenhuma mudança significativa, indica o estudo.

Os americanos mais jovens continuam significativamente menos religiosos do que as gerações mais velhas, tanto em termos de identidade quanto de prática religiosa – quase 40% dos adultos entre 18 e 29 anos se descreveram como não religiosos.

Uma crescente desigualdade de gênero também está surgindo.

Embora os níveis de afiliação religiosa entre os jovens do sexo masculino tenham permanecido estáveis, as jovens do sexo feminino estão cada vez menos propensas a se identificar com uma religião, com 43% delas se descrevendo como não afiliadas, enquanto o número para os jovens do sexo masculino é de 35%.

O relatório destaca diferenças marcantes na identidade religiosa entre os diferentes espectros políticos.

Os republicanos são muito mais propensos a se identificar como cristãos brancos (68%), enquanto os democratas são mais diversos religiosamente, com proporções maiores de cristãos não brancos (34%), crentes não cristãos (8%) e pessoas sem filiação religiosa (34%).

A identidade religiosa também se cruza com a sexualidade.

Menos de 40% dos americanos LGBTQ se identificam com o cristianismo, enquanto entre os americanos heterossexuais esse número chega a 69%.

Indivíduos LGBTQ também são significativamente mais propensos a dizer que não têm nenhuma afiliação religiosa – 51% em comparação com apenas 25% dos americanos heterossexuais.

Embora alguns observadores tenham apontado sinais de um renovado interesse espiritual nos EUA, os dados sugerem uma interpretação mais cautelosa. A identidade religiosa não está diminuindo no mesmo ritmo que nos anos anteriores, mas também não está se recuperando.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Disney volta a usar “senhoras e senhores” após anos usando linguagem neutra

Show de fogos de artifício no Magic Kingdom, Disney World. (Foto: Jaime Creixems/ Unsplash)
Show de fogos de artifício no Magic Kingdom, Disney World. (Foto: Jaime Creixems/ Unsplash)

A Disney World parece ter dado um passo atrás em sua política de linguagem neutra, retomando a tradicional saudação “senhoras e senhores” em seus parques temáticos. A mudança, percebida por fãs e que rapidamente repercutiu nas redes sociais, marca um possível retorno a uma comunicação mais familiar após anos de adaptações para promover a inclusão.

A volta da expressão “Ladies and gentlemen” foi notada em anúncios internos, especificamente no monotrilho expresso do Magic Kingdom, em Orlando. Um perfil dedicado a parques temáticos no X, chamado “Theme Park Cheetah”, compartilhou um vídeo registrando o momento, celebrando o retorno da saudação que havia sido descontinuada por volta de 2021.

Em 2021, a Disney Parks havia anunciado uma estratégia de comunicação mais inclusiva, buscando que os visitantes se sentissem representados. O objetivo era cultivar um ambiente onde todas as pessoas se sentissem bem-vindas e valorizadas por suas identidades únicas. Na época, a empresa substituiu saudações como “Ladies and gentlemen, boys and girls” (Senhoras e senhores, meninos e meninas) por frases mais abrangentes, como “Good evening, dreamers of all ages” (Boa noite, sonhadores de todas as idades).

Vivian Ware, gerente de diversidade e inclusão da Disney, comentou sobre essas mudanças em uma videoconferência em março de 2022. Ela destacou o desejo da companhia de celebrar a aliança, o apoio mútuo e a busca por visões e ideias diversas como contribuições essenciais para o sucesso coletivo. A intenção era clara: criar um ambiente onde todos se sentissem acolhidos e valorizados.

Até o momento, a Disney não emitiu um comunicado oficial confirmando se a retomada da saudação “senhoras e senhores” representa uma mudança geral de política ou se trata de uma alteração pontual em comunicações específicas. A repercussão nas redes sociais sugere que os fãs estão atentos a essas alterações.

A adoção inicial da linguagem neutra visava refletir a diversidade do público e garantir que todos se sentissem representados nas experiências oferecidas. O retorno da saudação tradicional pode indicar uma reavaliação das estratégias de comunicação da empresa, buscando um equilíbrio entre a inclusão e a preservação de elementos clássicos que fazem parte da identidade da marca há décadas. A forma como a Disney continuará a navegar por essas questões definirá a experiência de seus visitantes nos próximos anos.

Folha Gospel com informações de Guia-me e Fox Business

Ataque russo destrói igreja e mata líder evangélico na Ucrânia

Igreja Batista, em Zaporíjia, na Ucrânia, destruída após ataque da Rússia (Foto: Reprodução/Instagram)
Igreja Batista, em Zaporíjia, na Ucrânia, destruída após ataque da Rússia (Foto: Reprodução/Instagram)

Um novo e devastador ataque russo contra a Ucrânia intensificou o conflito nesta quinta-feira (16), resultando na destruição de um templo na cidade de Zaporíjia e na morte de um líder evangélico. O bombardeio, que utilizou dezenas de mísseis e centenas de drones, atingiu diversas regiões do país, causando um rastro de destruição e perdas significativas.

O missionário Lyubomyr Matveyev, atuante na Ucrânia e ligado à Junta de Missões Mundiais (JMM), relatou a tensão vivida durante a noite em uma mensagem enviada ao pastor João Marcos Barreto Soares, diretor-executivo da JMM. “Tivemos uma noite bem complicada. Estamos bem, graças a Deus, mas na cidade de Zaporíjia um míssil russo atingiu a nossa igreja, destruiu o templo e causou a morte de um dos líderes”, detalhou Matveyev.

A ofensiva russa, descrita por autoridades ucranianas como uma das mais difíceis dos últimos meses, lançou cerca de 700 drones, além de mísseis balísticos e de cruzeiro. O ataque deixou um saldo trágico de ao menos 18 mortos, incluindo uma criança, e mais de 100 feridos. As ações provocaram danos em áreas urbanas e atingiram diferentes cidades ucranianas.

A Força Aérea da Ucrânia informou ter interceptado a maior parte dos projéteis, neutralizando a maioria das ameaças aéreas. Contudo, parte dos ataques conseguiu atingir alvos em pelo menos 26 localidades. Cidades como Kherson e Mykolaiv sofreram interrupções no fornecimento de energia em decorrência dos impactos.

Diante da gravidade da situação, o pastor João Marcos reforçou o pedido de intercessão pela Ucrânia, pelo fim da guerra e pela proteção dos missionários que atuam no país. O episódio ocorre enquanto o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, busca reforçar os sistemas de defesa aérea em uma agenda internacional pela Europa, visitando Alemanha, Noruega e Itália.

Em declaração pública, Zelensky criticou a resposta internacional, afirmando: “Mais uma noite mostra que não há espaço para flexibilização ou alívio de sanções neste momento”. Por outro lado, o Ministério da Defesa russo declarou que a ofensiva foi uma retaliação a ataques ucranianos anteriores, com alvos em instalações militares e estruturas de apoio às forças armadas ucranianas. Drones também atingiram a região portuária de Tuapse, no Mar Negro, resultando em mortes, feridos e um incêndio de grandes proporções.

Folha Gospel

Leitura bíblica cai nos EUA, mas interesse aumenta, mostra estudo

Bíblia Sagrada (Foto: Reprodução)
Bíblia Sagrada (Foto: Reprodução)

Um novo estudo nacional divulgado pela American Bible Society aponta para uma tendência paradoxal nos Estados Unidos: enquanto a leitura e o engajamento com a Bíblia diminuíram em relação ao ano anterior, o interesse e a abertura para suas mensagens experimentaram um crescimento significativo. Os dados mais recentes revelam que 9 milhões de americanos a mais demonstraram interesse no conteúdo bíblico desde 2024, sinalizando uma mudança sutil, mas notável, nas atitudes em relação às Escrituras.

Essas descobertas, parte do relatório 2026 State of the Bible, indicam um aumento na parcela da população que se encontra no chamado “Movable Middle” – indivíduos curiosos sobre a Bíblia, mas ainda não profundamente engajados. Este grupo, que representa agora 28% dos adultos americanos, expandiu-se consideravelmente nos últimos dois anos. A pesquisa sugere que esse crescimento no “Movable Middle” advém, em grande parte, de pessoas que antes estavam desengajadas da leitura bíblica, um segmento que encolheu em 5 milhões de adultos desde 2024.

Um cenário em transformação

O cenário atual contrasta com 2025, quando o mesmo relatório havia registrado um aumento surpreendente no engajamento bíblico, especialmente entre homens jovens, alimentando discussões sobre uma possível renovação espiritual. Contudo, a tendência de crescimento naquele ano parece ter se estabilizado. A edição de 2026 foca em um público crescente de americanos que, embora abertos à Bíblia, não participam ativamente de sua leitura regular.

De acordo com John Farquhar Plake, Diretor de Inovação da American Bible Society e editor-chefe da série de relatórios, o número de americanos considerados “Scripture Engaged” (profundamente engajados com as Escrituras) retornou a aproximadamente 17%, um patamar similar ao observado há dois anos. “Embora o engajamento com as Escrituras tenha diminuído, o número de americanos interessados e abertos à Bíblia cresceu substancialmente”, comentou Plake.

Oportunidades para o diálogo

Plake destaca que muitos dentro desse grupo “Bible Curious” (curiosos sobre a Bíblia) demonstraram disposição para explorar as Escrituras, desde que recebam orientação. Essa abertura representa uma “oportunidade” para igrejas e para a comunidade de fiéis, segundo ele. A pesquisa buscou entender essa dinâmica, entrevistando 2.649 adultos americanos entre 8 e 27 de janeiro de 2026.

O estudo também confirmou uma familiaridade duradoura com a Bíblia entre os americanos. Cerca de metade dos entrevistados afirmou ter lido pelo menos metade da Bíblia, com um terço relatando ter lido a maior parte ou a totalidade dela. Dezessete por cento declararam ter lido a Bíblia inteira, enquanto apenas 10% confessaram não ter lido nenhuma parte.

Formatos e atitudes

No que diz respeito aos formatos de leitura, a Bíblia impressa continua sendo a preferida, utilizada mensalmente por quase 80% dos leitores. No entanto, os formatos digitais também são amplamente adotados, com 62% dos usuários acessando as Escrituras digitalmente a cada mês. Observa-se que entre as gerações mais novas, como Millennials e Geração Z, o uso digital supera ligeiramente o impresso, embora a maioria declare utilizar ambos os formatos regularmente.

Um dado relevante revelado pelo estudo é a forte correlação entre os hábitos de leitura e as atitudes em relação à Bíblia. Entre os respondentes que afirmam que a Bíblia transformou suas vidas, 64% relataram ter lido a maior parte ou a totalidade dela. Em contrapartida, 60% daqueles que veem a Bíblia como uma ferramenta de controle ou manipulação indicaram ter lido pouco ou nada do conteúdo.

O uso de planos de leitura estruturados também se mostrou associado a um maior engajamento. Quase três quartos dos participantes que seguem um guia ou programa de leitura afirmaram ter lido a maior parte ou a totalidade da Bíblia. Estes achados, coletados pela NORC at the University of Chicago, visam auxiliar líderes religiosos a responderem às mudanças nos padrões de engajamento bíblico.

A American Bible Society planeja lançar o relatório em sete capítulos até novembro, com futuras publicações abordando temas como paternidade, inteligência artificial e propósito de vida, indicando um esforço contínuo para compreender e apoiar o relacionamento dos americanos com as Escrituras em um mundo em constante evolução.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Projeto de lei quer proibir aplicação da Sharia no Brasil

Câmara dos Deputados (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)
Câmara dos Deputados (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

Um projeto de lei apresentado na Câmara dos Deputados em 2026 visa impedir a aplicação de normas baseadas na Lei Islâmica, conhecida como Sharia, em território brasileiro. A proposta, de autoria do deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), busca garantir que as leis nacionais, especialmente a Constituição Federal e os direitos fundamentais, prevaleçam sobre quaisquer preceitos religiosos que possam conflitar com elas. O objetivo principal é proteger direitos básicos, como os de mulheres, crianças e minorias, assegurando a soberania jurídica do país.

A iniciativa surge em um contexto onde a Sharia é aplicada em diferentes graus em países como Irã, Afeganistão, Brunei e Arábia Saudita. Em nações ocidentais, interpretações dessa legislação têm sido associadas a práticas questionáveis, como punições corporais severas e o casamento de menores. O deputado ressalta que o projeto não se trata de restringir a liberdade religiosa, mas sim de evitar que práticas incompatíveis com os valores democráticos e os direitos humanos sejam implementadas no Brasil, mesmo que de forma paralela.

O texto do Projeto de Lei 824/2026 estabelece claramente que nenhuma prática, contrato ou organização poderá impor regras religiosas que contrariem a legislação brasileira. A proposta proíbe de forma explícita medidas que resultem em discriminação ou subjugação de mulheres, crianças e minorias. Entre os pontos que o projeto busca vetar estão:

  • Punições corporais;
  • Casamentos forçados;
  • Coerção e intimidação;
  • Contratos que impliquem renúncia de direitos fundamentais;
  • Criação de sistemas jurídicos paralelos no país.

Conforme declara o parlamentar, o objetivo é “impedir a criação de jurisdições paralelas e reforçar que, no Brasil, apenas o ordenamento jurídico nacional tenha validade, preservando a soberania, o Estado Laico e os direitos fundamentais”.

Adicionalmente, o projeto propõe alterações na Lei de Migração. O intuito é impedir a concessão de visto ou residência a estrangeiros que defendam ou promovam a imposição do sistema jurídico-religioso da Sharia, caso este seja incompatível com a Constituição brasileira. Se tal promoção ocorrer após a entrada no país, o estrangeiro poderá ter seu visto revogado e ser expulso, sempre com garantia de ampla defesa. É importante ressaltar que o projeto reafirma a intenção de não restringir a fé islâmica nem a prática religiosa individual, preservando a liberdade de crença, mas focando na impossibilidade de aplicação de práticas que desrespeitem o ordenamento jurídico nacional.

O projeto está disponível para consulta pública através de uma enquete no portal da Câmara dos Deputados, permitindo que os cidadãos expressem seu apoio ou preocupação com a proposta. Após a etapa inicial, o projeto aguarda designação de relator e deverá ser analisado por diversas comissões, incluindo Direitos Humanos e Minorias, Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, Relações Exteriores e Defesa Nacional, e, por fim, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Folha Gospel

Orações perto de clínicas de aborto são autorizadas pela justiça da Alemanha e da Áustria

Grupo pró-vida austríaco Jugend Für Das Leben. (Foto: JFDL)
Grupo pró-vida austríaco Jugend Für Das Leben. (Foto: JFDL)

Decisões judiciais recentes na Alemanha e na Áustria reabriram o debate sobre a liberdade de expressão e manifestação pacífica. Tribunais nesses países autorizaram a realização de vigílias e orações em prol da vida nas proximidades de clínicas de aborto, após tentativas de autoridades locais de impor restrições a essas atividades. A justificativa central das cortes é que expressões pacíficas de opinião e oração não devem ser automaticamente equiparadas a assédio contra mulheres que buscam interromper a gravidez.

Essa inversão de entendimento legal ocorre em um cenário europeu onde, nos últimos anos, diversos países têm implementado medidas para impedir que pessoas tentem dissuadir mulheres de realizar abortos. Um dos casos mais notórios é o do Reino Unido, que estabeleceu “zonas de exclusão” ao redor de clínicas, resultando em denúncias e multas para indivíduos que oravam em silêncio nessas áreas. Governos com diferentes inclinações políticas têm aplicado restrições semelhantes em contextos públicos.

Na Alemanha, especificamente no estado da Renânia do Norte-Vestfália, uma proibição imposta em 2024 impedia um grupo pró-vida de se aproximar a menos de 100 metros de clínicas de aborto. As autoridades basearam a restrição na Lei de Conflito da Gravidez, que veta atos de “assédio ou intimidação” a gestantes. Contudo, um tribunal em Aachen determinou que a lei foi aplicada de maneira incorreta.

Segundo a decisão judicial, o grupo, com duas décadas de atuação na promoção de alternativas ao aborto, limitava-se a exibir imagens de Jesus ou de crianças, sem abordar diretamente as mulheres nem tentar qualquer tipo de contato. Os magistrados enfatizaram que a legislação não proíbe a manifestação de opiniões de forma geral, nem a exposição de gestantes a opiniões divergentes.

Na Áustria, um tribunal administrativo em Viena também se pronunciou a favor da liberdade de reunião. O grupo Jugend Fürs Leben (“Juventude Pela Vida”) havia planejado uma “oração silenciosa e pacífica pela proteção, dignidade e preservação da vida humana” próximo a clínicas de aborto. A iniciativa chegou a ser inicialmente proibida e denunciada à polícia, mas a decisão foi revertida.

Os juízes austríacos deixaram claro que a oração pacífica é considerada uma assembleia protegida pela Constituição. Consequentemente, manifestações dessa natureza não devem ser proibidas no futuro, reafirmando o direito à livre expressão pacífica.

Apesar dessas decisões favoráveis à liberdade de expressão pacífica, o debate sobre o tema permanece aceso. Em 2026, o parlamento austríaco discute uma nova legislação que aborda o assédio em vias públicas, o que pode representar novos desafios para grupos pró-vida. No entanto, com base nas garantias constitucionais de liberdade de expressão e reunião existentes em muitos países europeus, encontros de oração e manifestações públicas que não envolvam abordagem indesejada dificilmente poderão ser vetados.

Ainda assim, organizações pró-vida relatam hostilidade em diversas partes da Europa. Em Portugal, durante a Marcha Pela Vida de março de 2026, um coquetel molotov foi lançado contra o evento. Na Suíça, confrontos com a polícia ocorreram devido a tentativas de interrupção de festivais pró-vida por grupos anarquistas. Paralelamente, observam-se tendências de liberalização das leis de aborto em vários países europeus, como a Inglaterra, que deixou de processar abortos realizados em casa após o prazo legal. O cenário, portanto, continua complexo e em constante evolução.

Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

Cristãos na Nigéria e Síria enfrentam massacres e ameaças à extinção

Funeral de cristãos mortos em 28 de agosto de 2025, no Condado de Kauru, estado de Kaduna, Nigéria. (Foto: Iliya Tata para o Christian Daily International-Morning Star News)
Funeral de cristãos mortos em 28 de agosto de 2025, no Condado de Kauru, estado de Kaduna, Nigéria. (Foto: Iliya Tata para o Christian Daily International-Morning Star News)

Cristãos na Nigéria e na Síria estão enfrentando um cenário de mortes brutais, com ataques direcionados por militantes islâmicos que ameaçam a existência de comunidades milenares. Em algumas regiões nigerianas, professar a fé cristã pode significar uma sentença de morte. Durante a Semana Santa, uma onda de terror perpetrada por homens armados resultou na morte de mais de 60 fiéis em vilarejos, negócios e igrejas, transformando dias de celebração em momentos de horror.

Em Jos, na Nigéria, militantes invadiram um bairro predominantemente cristão no Domingo de Ramos, abrindo fogo contra moradores e matando pelo menos uma dúzia de pessoas. Todd Nettleton, Vice-Presidente da Voice of the Martyrs, destacou a motivação religiosa nos ataques. “Os atiradores gritavam ‘Allahu Akbar’ enquanto (continue lendo em Tribuna Gospel clicando aqui)

Zé Bruno critica pastores com camarim e tratamento exclusivo

Zé Bruno é pastor da igreja A Casa da Rocha e líder da banda Resgate. (Foto: Reprodução)
Zé Bruno é pastor da igreja A Casa da Rocha e líder da banda Resgate. (Foto: Reprodução)

O pastor da igreja A Casa da Rocha e líder da banda Resgate, Zé Bruno, causou burburinho no meio eclesiástico ao proferir críticas contundentes sobre a estrutura de algumas igrejas. Em uma palestra que gerou debates, ele atacou o que chamou de “elitização” do ministério pastoral, argumentando que essa tendência transforma líderes em figuras isoladas e distantes de seus fiéis, com tratamentos que beiram o luxo.

A discussão central gira em torno de privilégios como camarins, salas reservadas e atendimentos diferenciados para líderes religiosos. Zé Bruno questiona a necessidade dessas “bolhas” que separam o pastor do restante da congregação, defendendo uma maior proximidade e igualdade. Ele sugere que essas práticas incentivam uma cultura superficial, mais voltada para o espetáculo do que para a essência da fé.

O fim do camarim e a valorização da simplicidade

Zé Bruno utilizou sua própria experiência na Casa da Rocha para exemplificar seu ponto de vista. Ele mencionou que, em sua igreja, ele próprio estaciona o carro longe se não houver vaga, enfrenta filas na cantina e compra seu próprio ingresso, atos que contrastam com a imagem de um líder servido e intocável. Essa atitude visa desconstruir a ideia de um pastor “pachá”, abanado por servos, e resgatar a figura do líder como parte integrante da comunidade.

“Você tem uma salinha onde fica enquanto as pessoas chegam? Eu não tenho”, disparou.

A crítica se estende àqueles que, segundo ele, criam um ambiente de bajulação ao oferecer regalias exclusivas. “Você está ensinando que o puxa-saco prospera”, alertou, destacando a importância de um ambiente onde a lealdade e a fé sejam genuínas, e não motivadas por privilégios. Ele defende que os próprios líderes devem tomar a iniciativa de “autossabotar” essas barreiras institucionais para promover uma igreja mais unida e autêntica.

A fé como um empreendimento: uma crítica à superficialidade

O pastor lamentou o que percebe como uma transformação da fé em um “empreendimento”, onde os objetivos institucionais parecem se sobrepor à vivência cristã genuína. Ele reconhece que seu discurso direto e polêmico pode atrair críticas na internet, mas reafirma a importância de expor a verdade, mesmo diante de possíveis repercussões negativas. Seu posicionamento se apresenta como um contraponto a um mercado gospel cada vez mais inclinado a hierarquias de luxo e performances exageradas.

Zé Bruno apela para um retorno à simplicidade e à essência da mensagem religiosa, desafiando líderes a refletirem sobre suas práticas e o impacto que elas causam na comunidade que lideram. A busca pela autenticidade e pela proximidade com os fiéis emerge como um chamado importante em meio às complexidades do cenário religioso contemporâneo.

Folha Gospel

Ex-pastor da Lagoinha é investigado por suspeita de assédio contra adolescentes

Fachada da Lagoinha Church em Orlando, EUA (Foto: Reprodução)
Fachada da Lagoinha Church em Orlando, EUA (Foto: Reprodução)

Um ex-pastor da Igreja Batista da Lagoinha, de 37 anos, está sob investigação em Belo Horizonte por suspeita de crimes contra a dignidade sexual de dois fiéis adolescentes. Os jovens, atualmente com 16 e 17 anos, teriam sido vítimas de aliciamento e atos libidinosos praticados por Lucas Tiago de Carvalho Silva, que liderava o grupo de adolescentes na unidade do bairro São Geraldo.

A 1ª Vara Especializada em Crimes contra a Criança e o Adolescente da capital mineira determinou medidas protetivas urgentes, amparadas pela Lei Henry Borel. A investigação aponta que o ex-pastor teria se valido de sua posição e “eloquência pastoral” para manipular os jovens e seus familiares, mascarando intenções sexuais sob o disfarce de amizade e aconselhamento espiritual. A notoriedade e a confiança depositada na figura religiosa foram ferramentas utilizadas nesse suposto esquema.

As informações são da Folha de S.Paulo.

Investigação revela métodos de manipulação

De acordo com o documento judicial, os métodos empregados pelo investigado variavam. Em um dos casos, a aproximação teria se iniciado com a criação de um grupo de estudos cristãos. As conversas evoluíram para o envio de conteúdo sexual explícito, incluindo fotos e vídeos íntimos do próprio pastor. Relatos indicam que ele alegava estar em “crise no casamento” para ganhar a confiança do adolescente, utilizando mensagens de visualização única para dificultar rastros.

No outro caso, as supostas investidas teriam ocorrido em espaços da igreja, como a cozinha e tatames. O ex-pastor teria praticado toques abusivos, beijos no pescoço e sexo oral. O depoimento de uma das mães à Polícia Civil descreve como Silva “usava sua lábia” para persuadi-la a enviar o filho à igreja, demonstrando a pressão psicológica exercida.

Os adolescentes, em seus depoimentos, descreveram a progressão das interações. Um deles relatou que o que começou como “abraço e carinho” evoluiu para o que considerou “abuso e pedofilia”, com momentos de ser pressionado contra a parede. O outro jovem mencionou ter sido exposto a “conteúdo impróprio no celular” dentro de um carro, sem ter sido abordado pessoalmente.

Medidas protetivas e posicionamento da igreja

Diante das denúncias, a Justiça determinou que Lucas Tiago de Carvalho Silva mantenha uma distância mínima de 500 metros das vítimas e seja proibido de contatá-las por qualquer meio. A proibição se estende à frequência das proximidades da unidade da Lagoinha São Geraldo. O descumprimento dessas ordens pode acarretar prisão preventiva imediata.

A Igreja Batista da Lagoinha informou que agiu “imediata e responsável” ao tomar conhecimento das denúncias no final de janeiro. Silva foi afastado do cargo e proibido de frequentar a unidade assim que as acusações chegaram ao conhecimento da liderança. A igreja afirmou que as famílias foram ouvidas em menos de 24 horas e orientadas a procurar as autoridades, disponibilizando apoio pastoral, psicológico e jurídico.

A instituição repudiou “de forma absoluta qualquer prática contra a dignidade e integridade de crianças e adolescentes” e declarou confiar na responsabilização dos envolvidos. O caso segue em fase de inquérito policial, com a igreja se colocando à disposição para colaborar com as investigações.

É importante ressaltar que a Folha de S.Paulo optou por não identificar os jovens e seus pais, protegendo a identidade das vítimas menores de idade. Um relato de uma das mães descreveu um cenário de isolamento e pressão após a revelação dos fatos, com questionamentos de membros da congregação que a fizeram sentir-se “como se nós fôssemos os errados”.

Fonte: Folha de S.Paulo

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