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Fé ajuda a vencer vícios, aponta estudo de Harvard e Stanford

Pessoas louvando durante culto em igreja (Foto: Canva Pro)
Pessoas louvando durante culto em igreja (Foto: Canva Pro)

Um amplo estudo conduzido por especialistas de Harvard e Stanford, divulgado recentemente, aponta a fé como um fator crucial na batalha contra dependências químicas e na prevenção do uso de substâncias. A pesquisa, intitulada “Espiritualidade e Uso de Álcool e Outras Drogas Nocivos ou Perigosos” e publicada na prestigiada revista JAMA Psychiatry, solidifica a espiritualidade como um pilar na recuperação e na prevenção do consumo de álcool e outras drogas.

Os pesquisadores analisaram dados de mais de meio milhão de participantes, correlacionando a frequência em atividades religiosas, o engajamento em práticas espirituais e a relevância pessoal da fé com indicadores de uso problemático de substâncias. Os resultados indicam que grupos de apoio que integram a fé e a conexão com um “poder superior”, como o Alcoólicos Anônimos, demonstram alta eficácia na superação de vícios.

Práticas espirituais influenciam o cérebro e reduzem riscos

Evidências da neurociência corroboram essas descobertas, sugerindo que práticas espirituais podem modular regiões cerebrais associadas ao controle do estresse e ao sistema de recompensa, facilitando assim o processo de reabilitação. O envolvimento espiritual mostrou-se ligado a uma diminuição de 13% no risco de desenvolvimento de dependência. Esse benefício se expande para 18% em indivíduos que participam de serviços religiosos semanalmente, atuando como uma barreira protetora contra o consumo de drogas e adiando o início do uso, o que pode prevenir vícios crônicos na vida adulta.

Os autores do estudo ponderam que os efeitos positivos da fé também podem advir de fatores complementares, como redes de suporte social mais robustas, um maior senso de pertencimento comunitário e a adoção de estilos de vida mais organizados.

Espiritualidade como ferramenta terapêutica no tratamento de dependência

Diante dos resultados, os pesquisadores recomendam a inclusão da espiritualidade como um componente nos atendimentos médicos a dependentes químicos, sempre com respeito à autonomia e às crenças individuais de cada paciente. A sugestão é que profissionais de saúde possam abordar o tema de forma sensível, por meio de perguntas como “A religião ou espiritualidade são importantes para você ao pensar sobre sua saúde?” ou “Você gostaria de ter alguém com quem conversar sobre assuntos espirituais?”.

A pesquisa também endossa a formação de parcerias entre os sistemas públicos de saúde e comunidades religiosas. A relevância do tema é acentuada pelas estatísticas globais da Organização Mundial da Saúde (OMS), que registram mais de 3 milhões de mortes anuais devido ao consumo de álcool e drogas. No Brasil, dados recentes apontam para quase 9 mil mortes por overdose em 2023, com um investimento governamental significativo em tratamentos nos anos anteriores.

Relatório dos EUA classifica Nigéria como um dos países mais perigosos para cristãos

Cristãos durante culto em igreja na Nigéria (Foto: Gracious Adebayo/Unsplash.com )
Cristãos durante culto em igreja na Nigéria (Foto: Gracious Adebayo/Unsplash.com )

Um novo e contundente relatório apresentado ao governo americano lança um alerta internacional sobre a escalada da perseguição a cristãos na Nigéria, classificando o país africano como um dos ambientes mais hostis para a prática da fé. O documento, fruto de um esforço conjunto de comitês da Câmara dos Representantes, detalha um aumento significativo em ataques violentos direcionados a membros de igrejas, líderes religiosos e comunidades cristãs em diversas regiões.

O material foi concebido para expor a crise humanitária e religiosa que aflige milhares de nigerianos, reunindo dados, análises e depoimentos que pintam um quadro sombrio de assassinatos, destruição de vilarejos e deslocamentos forçados.

O objetivo primário da iniciativa, conforme destacado pelo deputado Riley Moore, é instigar uma resposta mais enérgica por parte dos Estados Unidos frente à grave situação. Ele enfatiza que o reconhecimento formal da perseguição é um passo crucial para a ativação de medidas diplomáticas e políticas eficazes na proteção da liberdade religiosa. Brian Mast, presidente do Comitê de Relações Exteriores da Câmara, reforça a urgência, afirmando que os Estados Unidos não podem se omitir diante do sofrimento da comunidade cristã nigeriana.

Tom Cole, presidente do Comitê de Orçamento da Câmara, ressaltou a natureza multifacetada do relatório. “Nosso relatório conjunto se concentra na defesa de vidas, na preservação da liberdade religiosa e na luta contra o terrorismo. Afirmamos uma dualidade necessária, não importa onde estejamos: defendemos os princípios dos EUA reforçando a segurança. Protegemos a fé desmantelando o terrorismo.” Ele complementou, “E reconhecemos que um mundo em que os fiéis estejam seguros não é alcançado apenas pela esperança – ele é garantido por uma vigilância que dissuade o mal, enfrenta a violência e permanece de guarda para que a oração nunca fique indefesa.”

Chris Smith, outro congressista envolvido na elaboração do documento, aponta para uma falha persistente das autoridades nigerianas em conter a violência perpetrada por grupos radicais ao longo de quase duas décadas. A ausência de responsabilização para os agressores, segundo ele, tem sido um fator determinante para a contínua intensificação dos ataques. O parlamentar criticou a postura do governo nigeriano, afirmando que a omissão em punir extremistas islamistas que atacam indiscriminadamente cristãos e muçulmanos não radicalizados tem encorajado ainda mais atos de terror e sofrimento.

Em resposta à classificação da Nigéria como um “lugar perigoso para os cristãos”, o governo nigeriano, por meio do ministro da Informação e Orientação Nacional, Mohammed Idris, declarou que está comprometido em salvaguardar todos os seus cidadãos. Idris assegurou que a violência observada não é resultado de políticas governamentais ou discriminação religiosa, mas sim de complexas ameaças à segurança, incluindo terrorismo, criminalidade organizada e tensões comunitárias históricas. No entanto, essa narrativa contrasta com a visão expressa por figuras como o ex-presidente Donald Trump, que anteriormente designou a Nigéria como “País de Preocupação Especial” em 2025, citando recorrentes violações à liberdade religiosa.

Os autores do relatório veem a situação como um chamado urgente à comunidade internacional, com a expectativa de que o documento sirva para aprofundar o debate global sobre perseguição religiosa e catalisar ações concretas em defesa dos cristãos nigerianos. A comunidade internacional acompanha com apreensão, enquanto líderes religiosos e organizações humanitárias continuam a denunciar a grave crise de liberdade religiosa no país.

Fonte: Tribuna Gospel

Congresso de Honduras aprova incentivo à leitura da Bíblia em escolas

Congresso Nacional de Honduras. (Foto: Imagem ilustrativa/Facebook/Congreso Nacional HN).
Congresso Nacional de Honduras. (Foto: Imagem ilustrativa/Facebook/Congreso Nacional HN).

O Congresso Nacional de Honduras deu um passo inédito ao aprovar um incentivo para a leitura da Bíblia em escolas públicas do país. A iniciativa, apresentada pelo presidente da casa legislativa, Tomás Zambrano, visa reintroduzir princípios éticos e cívicos que, segundo ele, têm se desvanecido na sociedade, contribuindo para o aumento da violência.

Em sessão realizada no dia 3 de fevereiro, os deputados debateram e endossaram a proposta, que Zambrano classificou não como uma questão religiosa, mas sim de fomento a valores essenciais nas crianças.

O deputado Arnold Burgos reforçou o argumento, enfatizando a importância da formação espiritual para a construção de cidadãos com forte caráter ético em Honduras. Ele ressaltou que, embora nem todos tenham tido a oportunidade de frequentar aulas bíblicas, a inculcação de valores cristãos é crucial, pois muitos se perdem no percurso de vida. Godofredo Fajardo, outro deputado, complementou que a educação tradicional, focada apenas em disciplinas como matemática e leitura, não é suficiente para formar indivíduos mais completos.

“Não basta ensinar adição e leitura, precisamos de princípios e valores para formar cidadãos melhores”, argumentou Fajardo, ecoando a necessidade de um componente moral no desenvolvimento educacional. A decisão do Congresso foi unânime, culminando na criação de uma comissão especial multipartidária. Este grupo terá a tarefa de definir os moldes da implementação da leitura bíblica nas instituições de ensino, sendo composto por nove legisladores, representantes do Ministério da Educação e líderes das igrejas evangélica e católica.

A inclusão da Bíblia nos currículos educacionais demandará uma alteração em artigos específicos da Constituição de Honduras. Os artigos 77 e 151, que tratam do caráter secular do Estado hondurenho, precisarão ser revistos para acomodar a nova diretriz. Paralelamente ao avanço legislativo, a Associação Hondurenha de Pais manifestou apoio à proposta, mas com ressalvas importantes. A associação solicitou que qualquer medida educacional semelhante envolva consulta prévia a pais, diretores e conselhos de professores.

A Associação também defendeu que a participação nas leituras bíblicas seja opcional, não obrigatória, como forma de respeitar a diversidade religiosa e de crenças presente no país. A medida busca garantir que a iniciativa promova valores sem impor uma doutrina específica, preservando a pluralidade da sociedade hondurenha.

André Valadão nega rótulo de “bolsonarista”

Presidente Bolsonaro visita igreja evangélica Lagoinha Church, em Orlando nos EUA, liderada pelo pastor, cantor e empresário André Valadão
Presidente Bolsonaro visita igreja evangélica Lagoinha Church, em Orlando nos EUA, liderada pelo pastor, cantor e empresário André Valadão

O líder da Lagoinha Global, pastor André Valadão, utilizou suas redes sociais para desmentir qualquer filiação partidária fixa, especialmente o rótulo de “bolsonarista”, que tem sido atribuído a ele por parte da mídia. A declaração surge em meio a discussões sobre a relação entre lideranças religiosas e a esfera política.

Ao ser questionado por um seguidor sobre um possível abandono do ex-presidente Jair Bolsonaro ou sobre um retorno de apoio a candidatos da direita, Valadão foi enfático em sua resposta. “Nunca, nunca, nunca abandonei Bolsonaro, até porque eu não sou bolsonarista, como muitas mídias soltaram”, esclareceu. Ele reiterou sua posição, afirmando: “Não sou bolsonarista”.

Segundo o pastor, não existe uma filiação partidária ou um alinhamento automático com qualquer grupo político. Ele explicou que, em cada processo eleitoral, o eleitor tem a liberdade de se posicionar em relação ao candidato que considera mais próximo de seus próprios valores cristãos.

Valadão criticou o que percebe como uma tentativa de rotulação por parte de meios de comunicação e redes sociais, alertando para a existência de vínculos inexistentes. “As pessoas às vezes querem fazer um vínculo que não existe. Toma cuidado, hein?”, alertou.

Apesar das declarações, a fala gerou repercussão imediata nas plataformas digitais, com internautas compartilhando registros fotográficos e vídeos do pastor em eventos ao lado de membros da família Bolsonaro desde 2022. Um dos momentos mais citados foi a participação do senador Flávio Bolsonaro em um culto da Lagoinha em Orlando, nos Estados Unidos, em dezembro de 2025. Na ocasião, Valadão realizou uma oração pública pelo senador, pedindo sua reconciliação com Deus. O episódio reacende o debate sobre a interação entre líderes evangélicos e figuras políticas.

Fonte: Comunhão

México: igrejas suspendem atividades em meio à onda de violência

A onda de violência no estado de Jalisco, México, após a morte de "El Mencho", espalha temor entre cristãos (Foto: Portas Abertas)
A onda de violência no estado de Jalisco, México, após a morte de "El Mencho", espalha temor entre cristãos (Foto: Portas Abertas)

Em 22 de fevereiro de 2026, ataques coordenados atingiram 20 estados do México, principalmente Jalisco. Autoridades afirmam que o cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG, da sigla em espanhol) é responsável pela onda de violência. O medo rapidamente alcançou a comunidade cristã local.

O motivo da agitação teria sido a morte de Nemesio Oseguera, líder do CJNG, durante uma operação militar federal em Tapalpa, Jalisco.

Horas após a morte de Nemésio, também conhecido como “El Mencho”, veículos foram incendiados, comércios queimados, rodovias bloqueadas e tiroteios ocorreram em áreas comerciais e residenciais.

“As ruas estão vazias. Escolas e comércios estão fechados. As pessoas não conseguem sair de suas casas”, disse Evelyn Ramírez*, da equipe da Portas Abertas no México.

Jalisco foi o estado mais afetado. O governo declarou alerta vermelho, ativou protocolos de emergência e aumentou a presença militar. Em Guadalajara, o aeroporto e um hospital foram evacuados por motivos de segurança. As autoridades pediram que os moradores permanecessem em casa.

Em Jalisco e Guanajuato, algumas igrejas suspenderam cultos. Outras encerraram as atividades mais cedo após o primeiro ataque. Uma igreja em Guanajuato foi afetada quando membros do cartel incendiaram um veículo do lado de fora durante um funeral.

“A situação é crítica. Por favor, continuem orando por nosso país, para que a ordem seja restaurada”, conclui Evelyn.

“Disseram para ficarmos em casa e cancelar as atividades. Se desobedecermos, podemos ser mortos”, afirmou o pastor Juan Manuel Ruiz*.

À medida que a violência se espalhava, muitos cristãos se dedicaram à oração. Em Guadalajara, líderes cristãos foram vistos orando do alto dos telhados das igrejas sobre a cidade quase deserta.

Como orar pelos cristãos em Jalisco? 

  • Ore pela paz e pela restauração da ordem em Jalisco e nos outros estados afetados pela violência no México
  • Interceda por proteção das famílias e comunidades afetadas. 
  • Clame para que em meio à instabilidade, os cristãos possam testemunhar a esperança e a segurança que Cristo traz e vidas sejam salvas. 

*Nomes alterados por segurança.

Fonte: Portas Abertas

Brunei: o último país no ranking da Lista Mundial da Perseguição 2026

Bandeira de Brunei (Foto: Portas Abertas)
Bandeira de Brunei (Foto: Portas Abertas)

A Lista Mundial da Perseguição (LMP) reúne e classifica os 50 países onde os cristãos são mais perseguidos. A pesquisa da Portas Abertas é feita anualmente, assim, os resultados de 2026 refletem a análise feita no período entre outubro de 2024 e setembro de 2025.

Na LMP 2026, Brunei é o último país do ranking. A 50ª posição não indica que a perseguição não seja preocupante no país, mas que os índices de pressão e violência contra cristãos em outras nações foram ainda maiores. Isso fica evidente pois entre os três níveis de pressão classificados pela LMP – alta, severa e extrema – Brunei apresenta perseguição extrema aos cristãos.

Na pequena nação de Brunei, país governado por um monarca e sob a lei da sharia no Sudeste Asiático, os seguidores de Jesus enfrentam grandes dificuldades. Existem apenas algumas igrejas e não é permitido construir novas nem reformar as existentes.

Parceiros locais da Portas Abertas têm ajudado os líderes a treinar e discipular jovens, preparando-os para assumir papéis de liderança em Brunei. Homens e mulheres estão sendo capacitados por meio de treinamentos contínuos e mobilização para que a igreja sobreviva e continue a missão no país.

“Nunca pensei que poderia liderar antes, mas o treinamento me deu confiança para dar um passo adiante. Percebi que Deus colocou dons em mim que eu não via antes”, admitiu um dos jovens treinados.

Essa jornada também incentiva a mentoria, em que líderes experientes caminham ao lado de jovens adultos e adolescentes, oferecendo orientação, encorajamento e prestação de contas. Esse relacionamento constrói caráter e força, além de transmitir sabedoria e experiência de forma natural, moldando um legado de fé passado de geração em geração.

A igreja em Brunei continua crescendo, mesmo sob restrições

Em uma nação onde a fé, muitas vezes, é vivida silenciosamente, a próxima geração está se levantando com humildade, coragem e ancorada no propósito de Deus. Eles testemunham que até o menor começo, quando colocado nas mãos de Deus, pode acender um movimento que transforma vidas.

“Não pensei que poderia ser alguém que Deus usaria para fazer diferença na vida de outra pessoa. Mas nesse acampamento, um adolescente abriu o coração sobre sua luta com autoestima, e eu compartilhei como já me senti assim e como Deus me transformou”, relata um dos participantes do treinamento.

“Esse momento me lembrou: é para isso que somos chamados. Sou realmente grato pela oportunidade de servir e fazer parte de algo eterno”, conclui o jovem líder.

Fonte: Portas Abertas

Guerra na Ucrânia completa 4 anos com perseguição religiosa intensa contra igrejas protestantes em áreas ocupadas pela Rússia

Igreja destruída na Ucrânia em meio à guerra com a Rússia (Foto: ICC)
Igreja destruída na Ucrânia em meio à guerra com a Rússia (Foto: ICC)

Com a guerra entre Rússia e Ucrânia completando quatro anos hoje, relatos de líderes religiosos e grupos de direitos humanos indicam um cenário de crescente assédio e violência contra comunidades religiosas em territórios sob controle russo. As congregações protestantes na Ucrânia têm sido alvos específicos de operações, fechamentos e intimidação, em um esforço para remodelar o panorama religioso local de acordo com os interesses políticos e militares de Moscou.

Desde a invasão em larga escala iniciada em fevereiro de 2022, as autoridades de ocupação têm sistematicamente restringido ou removido grupos religiosos considerados desleais. Em diversas regiões controladas pela Rússia, igrejas protestantes foram forçadas a encerrar suas atividades ou a se registrar sob regulamentações russas, o que muitas congregações se recusam a aceitar.

Pastores e fiéis relataram casos de detenção, interrogatório e confisco de propriedades de igrejas. Um caso amplamente divulgado envolveu o pastor batista Sergey Ivanov, que liderava uma congregação no sul da Ucrânia ocupada. Segundo redes eclesiásticas e observadores de direitos humanos, as forças russas detiveram Ivanov sob a acusação de cooperar com autoridades ucranianas e de recusar o registro de sua igreja conforme as leis russas.

Membros da congregação de Ivanov informaram que os cultos foram interrompidos e o templo foi efetivamente fechado enquanto o pastor era interrogado. Esta situação reflete uma tendência mais ampla de pressão sobre comunidades batistas e evangélicas, muitas das quais se opõem ao controle imposto pela ocupação sobre suas atividades religiosas.

Clérigos ortodoxos também enfrentaram restrições ao resistirem ao controle russo. Na Crimeia, o padre Serhii Mykhalchuk, da Igreja Ortodoxa da Ucrânia, reportou assédio recorrente e pressão legal das autoridades russas após a anexação da península. Tribunais ordenaram o despejo de sua paróquia da catedral em Simferopol, e propriedades da igreja foram apreendidas após a recusa da comunidade em se registrar sob as novas leis religiosas russas, vinculadas às estruturas eclesiásticas de Moscou.

Ativistas pela liberdade religiosa apontam que essa atuação faz parte de uma campanha para erradicar a sociedade civil independente e substituí-la por instituições alinhadas a Moscou. Comunidades protestantes, historicamente ativas em ajuda humanitária e ações comunitárias na Ucrânia, têm sido objeto de escrutínio por parte das autoridades de ocupação, que frequentemente as acusam de ligações com governos ocidentais.

Paralelamente, autoridades russas têm utilizado estruturas ligadas à Igreja Ortodoxa Ucraniana (UOC), historicamente associada à Igreja Ortodoxa Russa, para promover sua agenda. Em áreas ocupadas, a UOC tem sido cada vez mais empregada como um canal para mensagens políticas e controle administrativo, obscurecendo a distinção entre a vida religiosa e as políticas estatais. Críticos argumentam que essa abordagem representa uma cooptação explícita de instituições religiosas para legitimar a autoridade russa em territórios ocupados.

Enquanto muitos fiéis ortodoxos na Ucrânia mantêm sua prática religiosa de forma independente da política, as autoridades de ocupação têm promovido clérigos alinhados a Moscou e marginalizado ou removido líderes religiosos que expressam lealdade a Kyiv. Observadores de direitos humanos alertam que o resultado é um estreitamento da liberdade religiosa nas áreas ocupadas da Ucrânia.

Igrejas que não cooperam com os oficiais de ocupação enfrentam assédio, fechamento ou expulsão. Em contrapartida, estruturas religiosas percebidas como favoráveis à governança russa recebem tratamento privilegiado. Com o prolongamento da guerra, líderes religiosos afirmam que o alvo contra igrejas reflete uma tentativa mais ampla de moldar a sociedade ucraniana sob o controle russo.

A situação das comunidades religiosas em territórios ocupados permanece como um importante indicador da situação geral dos direitos humanos no conflito.

Fonte: Tribuna Gospel (Leia mais clicando aqui)

Professor cristão do ensino fundamental é ameaçado de demissão por se recusar a ler livro com temática LGBT

Sala de aula (Foto: Reprodução)
Sala de aula (Foto: Reprodução)

Um professor do primeiro ano do ensino fundamental em Nashville, Tennessee, afirma ter sido ameaçado de demissão e transferido para um novo cargo após solicitar adaptações religiosas para evitar ler livros para crianças que promovem o casamento entre pessoas do mesmo sexo, o que entraria em conflito com suas crenças sobre casamento e sexualidade.

Eric Rivera é um cristão devoto que lecionava para alunos do primeiro ano na KIPP Antioch College Prep Elementary School, de acordo com um comunicado divulgado na quarta-feira pelo First Liberty Institute, uma organização sem fins lucrativos de advocacia de interesse público. A KIPP é uma escola pública charter que opera sob a supervisão da Comissão de Escolas Públicas Charter do Tennessee.

De acordo com uma carta que o First Liberty Institute enviou aos funcionários da escola em nome de Rivera na terça-feira, o conflito começou em janeiro, quando Rivera percebeu que o currículo de Língua Inglesa selecionado para sua turma incluía um livro que apresentava um casal do mesmo sexo e seu filho.

“Exigir que um professor viole suas crenças religiosas para manter o emprego é uma discriminação flagrante que viola a Lei dos Direitos Civis”, disse Cliff Martin, consultor sênior do First Liberty Institute, em um comunicado enviado ao The Christian Post.

“Nosso cliente se preocupa profundamente com seus alunos e simplesmente tem uma objeção religiosa a ministrar certas aulas, tendo solicitado uma simples adaptação religiosa”, continuou Martin. “A escola transmitiu a mensagem de que qualquer pessoa com uma visão tradicional do casamento é inadequada para lecionar no primeiro ano do ensino fundamental.”

A escola KIPP Antioch College Prep Elementary não respondeu imediatamente ao pedido de comentário do The Christian Post.

A carta do grupo jurídico afirmava que “buscaria as medidas cabíveis” caso não recebesse uma resposta da escola até sexta-feira.

Um dos livros que Rivera foi instruído a ler para seus alunos foi Stella Brings the Family , conforme relatado pela WZTV . O livro conta a história de uma menina com dois pais que está preocupada em como comemorar o Dia das Mães sem a mãe.

Rivera sentiu que o conteúdo do livro entrava em conflito com suas crenças religiosas e que não poderia, em “sã consciência”, lê-lo para seus alunos e conduzir uma discussão sobre ele. O professor solicitou que um colega lesse o livro para os alunos no dia 6 de janeiro, enquanto ele permanecia na sala de aula para observar.

No dia seguinte, o professor do primeiro ano recebeu uma intimação para comparecer à sala do diretor, onde afirma ter recebido uma carta de “Advertência Final” e sido ameaçado de demissão.

“A carta acusava o Sr. Rivera de não cumprir a ‘expectativa’ de ensinar o currículo ‘com fidelidade’ e afirmava que, como resultado de sua conduta, os alunos ‘perderiam conteúdo alinhado com o escopo da unidade’”, relata o First Liberty Institute em sua carta aos funcionários da escola.

“Não só o currículo continuou sendo ensinado à sua turma do primeiro ano por meio de um professor substituto, como a posição da KIPP transmite a mensagem de que qualquer pessoa que compartilhe das mesmas crenças e valores religiosos do Sr. Rivera é incapaz de lecionar em sua escola e, ao mesmo tempo, manter a ‘fidelidade’ ao currículo escolhido”, diz a carta do First Liberty Institute. “Além disso, o Sr. Rivera foi instruído a ‘manter a fidelidade ao currículo, ministrando todas as aulas de acordo com o Escopo e Sequência da KIPP Nashville’.”

Além de ameaçar com medidas disciplinares adicionais, como a demissão, a carta de “Aviso Final” também afirmava: “Uma cópia deste aviso insatisfatório será arquivada em seu dossiê pessoal.”

Rivera afirma que não recebeu nenhum aviso prévio da escola antes de receber a carta de “Aviso Final”, nem foi alvo de qualquer ação disciplinar. O professor cristão diz que posteriormente aceitou um cargo de professor de tecnologia antes de se transferir para uma vaga no jardim de infância.

“O Sr. Rivera afirmou acreditar que deveria poder lecionar na primeira série de acordo com suas convicções, pedindo a outro professor que lesse os dois livros do currículo aos quais ele se opunha”, afirma a carta do First Liberty Institute.

“No entanto, a diretora indicou que a crença no casamento entre pessoas do mesmo sexo é tão fundamental para a unidade de língua portuguesa que o Sr. Rivera não poderia, de forma alguma, ser autorizado a lecionar qualquer parte da unidade e, portanto, teve que ser removido da sala de aula do primeiro ano”, diz o documento.

Na carta, os advogados argumentam que o Título VII da Lei dos Direitos Civis de 1964 torna “ilegal para um empregador discriminar qualquer indivíduo em relação à religião e também exige que os empregadores acomodem as práticas religiosas dos funcionários, a menos que isso imponha uma ‘dificuldade indevida’ à condução dos negócios do empregador”.

Os advogados argumentam que “a KIPP não pode demonstrar qualquer dificuldade excessiva neste caso” e que “a KIPP não ofereceu acomodações razoáveis ​​ao Sr. Rivera, violando o Título VII da Lei dos Direitos Civis”.

Os advogados também acreditam que a KIPP pode ter violado a Constituição dos EUA e a lei do Tennessee ao não fornecer aos pais a notificação sobre o “currículo de orientação sexual ou identidade de gênero”.

Em um comunicado compartilhado com a WZTV, a Comissão de Escolas Charter do Tennessee explicou que todas as escolas charter devem seguir “os mesmos padrões acadêmicos do Tennessee que as escolas públicas tradicionais e, embora tenham flexibilidade na seleção de currículo e materiais, ainda devem estar alinhadas com esses mesmos padrões estaduais”.

“Todas as escolas são obrigadas a cumprir a lei de conceitos proibidos e devem disponibilizar um formulário em seus sites para o envio de denúncias de violações”, afirma a comissão. “A Comissão disponibiliza um formulário para o envio de reclamações relacionadas à lei de conceitos proibidos, bem como a quaisquer outras violações da lei das escolas charter, em nosso site. Professores e funcionários de escolas charter são empregados da escola ou da operadora charter e, como tal, todos os assuntos de pessoal são tratados pela escola.”

Um caso envolvendo pedidos de pais para adaptações em materiais que conflitam com crenças religiosas terminou com a decisão da Suprema Corte dos EUA no ano passado, permitindo que os pais optem por não incluir seus filhos nos materiais curriculares com temática LGBT de um distrito escolar de Maryland.

Em uma decisão de 6 a 3 , o tribunal superior decidiu no caso Mahmoud, Tamer, et al. v. Taylor, Thomas W., et al . que as Escolas Públicas do Condado de Montgomery não podem obrigar as crianças a serem expostas a livros com temática LGBT no currículo se seus pais se opuserem.

O juiz Samuel Alito foi o autor do parecer da Suprema Corte, acompanhado pelo presidente da Suprema Corte, John Roberts, e pelos juízes Amy Coney Barrett, Brett Kavanaugh, Neil Gorsuch e Clarence Thomas.

“Um governo onera o exercício religioso dos pais quando exige que eles submetam seus filhos a uma instrução que representa ‘uma ameaça muito real de minar’ as crenças e práticas religiosas que os pais desejam incutir”, escreveu Alito.

“E um governo não pode condicionar o benefício da educação pública gratuita à aceitação, por parte dos pais, de tal instrução. Com base nesses princípios, concluímos que os pais provavelmente terão sucesso em sua contestação às políticas do Conselho.”

Folha Gospel com informações de The Christian Post

México mata chefão do narcotráfico cujo cartel tinha como alvo igrejas

Bandeira do México (Foto: Canva Pro)
Bandeira do México (Foto: Canva Pro)

No domingo (22 de fevereiro), as forças militares do México mataram o líder de um cartel de drogas no estado de Jalisco, cujas exigências de extorsão e ameaças resultaram no fechamento de mais de 100 igrejas.

A operação militar mexicana em Tapalpa, Jalisco, deixou Rubén Nemesio Oseguera Cervantes, “El Mencho”, líder do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), ferido e que faleceu posteriormente a caminho do hospital. A operação resultou na morte de 30 membros do cartel e em 70 prisões em sete estados, além da morte de pelo menos 25 membros das forças armadas mexicanas.

O CJNG, ativo em 40 países, incluindo os Estados Unidos, com negócios criminosos que vão além da cocaína e do fentanil, abrangendo também o comércio de abacates e óleo, é considerado o cartel de drogas mais perigoso do México. Extorquindo empresas com “aluguéis abusivos” e assumindo o controle de propriedades agrícolas inteiras no México, o CJNG aterroriza tanto empresários quanto líderes religiosos.

Em retaliação à operação contra líderes do CJNG, membros do cartel bloquearam 252 rodovias no domingo, nos estados de Jalisco, Michoacán, Tamaulipas, Guanajuato e outros 16, além de incendiar veículos e atacar postos de gasolina e estabelecimentos comerciais, informou o gabinete de segurança do México. Os bloqueios foram desmantelados na segunda-feira (23 de fevereiro), segundo o governo, mas escolas e o transporte público permaneceram fechados em diversos estados.

Anteriormente, vários pastores evangélicos foram intimidados a pagar “dinheiro de proteção” à CNGJ. Na maioria dos casos, os pastores não registram queixas junto às autoridades por medo de represálias contra a sua segurança e a de suas famílias.

Por simplesmente “abrir uma igreja”, pastores recebem mensagens exigindo grandes somas de dinheiro, como: “Estou ligando em nome do chefe. Sabemos onde você mora, o endereço da igreja e o que sua família faz, pastor, então você precisa pagar suas dívidas ao chefão do cartel. Se não quiser que as coisas piorem para você, coopere.”

O cartel lançou campanhas massivas de extorsão por telefone, que líderes religiosos tentaram conter denunciando os números de telefone ou trocando seus números de celular. Outros tomaram a difícil decisão de fechar suas igrejas devido ao assédio e às ameaças constantes.

Somente em 2024, mais de 100 igrejas evangélicas fecharam no estado de Chiapas devido à violência e à insegurança geradas pelo crime organizado. Denunciando o assédio por parte de grupos criminosos, pastores e membros das igrejas optaram por suspender as atividades.

Naquela época, o presidente da Associação de Pastores Evangélicos de Tapachula, Gamaliel Fierro Martínez, afirmou que o problema era generalizado porque grupos criminosos assediavam toda a população.

“Moradores e fiéis foram desalojados”, disse Fierro. “Há igrejas que costumavam realizar cultos durante toda a semana e agora reduziram para um dia por semana, com horários variados, porque o problema é pior no final da tarde e à noite.”

Embora a CNGJ inicialmente não perseguisse pessoas de nenhuma religião, “especialmente católicos”, a violência acabou atingindo igrejas católicas. A comunidade Crente (Pueblo Creyente) do município de Chicomuselo, Chiapas, relatou em 2023 que agentes pastorais e paroquianos foram detidos por membros do grupo El Maíz, considerado uma base social para a CNGJ; 11 membros da comunidade Crente da Diocese de San Cristóbal de las Casas foram executados em 13 de maio de 2024, supostamente “por se recusarem a se juntar a qualquer um dos grupos do crime organizado”.

Líderes religiosos católicos da região denunciaram violações dos direitos humanos, ameaças constantes, intimidação, assédio, desapropriação de seus recursos naturais e materiais, bem como migração forçada, perseguição, detenções, desaparecimentos e assassinatos, sem qualquer resposta das autoridades.

Segundo dados do Centro Católico Multidimensional (CCM), até 80% dos assassinatos de figuras religiosas ficam impunes no México. Entre 2019 e 2026, 13 padres foram assassinados no país. O México é considerado um dos mais perigosos para a prática religiosa devido ao crime organizado e à violência estrutural.

Padres são alvos do crime organizado por trabalharem em comunidades vulneráveis, defenderem os direitos humanos ou denunciarem a insegurança, tornando-se assim figuras “incômodas”.

Ataque separado

Ao mesmo tempo, os cristãos evangélicos continuam a sofrer nas mãos dos aldeões que praticam o catolicismo romano, a religião tribal ou uma combinação de ambos.

Em Chanal, no estado de Chiapas, membros da igreja evangélica Água Viva foram emboscados na noite de 31 de janeiro, conforme relataram em uma recente coletiva de imprensa.

Segundo a denúncia apresentada ao Ministério Público, um membro da igreja estava retornando à sua comunidade após imprimir convites para uma campanha evangelística quando ele e outros foram interceptados por volta das 19h30 por Alfredo Núñez Gómez e outros.

“Sem dizer uma palavra, eles nos atacaram”, disse o cristão não identificado. “Eles jogaram uma garrafa em mim e, quando diminuímos o passo, ele, junto com o filho, o genro e a esposa, nos espancaram.”

Os cristãos conseguiram escapar e buscaram ajuda de uma testemunha de parte do ataque, Alfredo López Hernández. O processo, que inclui laudos médicos, depoimentos e gravações de áudio, também cita Marciano Gómez López, o suposto líder dos agressores, como suspeito.

Três mulheres e dois homens ficaram feridos na agressão, incluindo o pastor, que lutava pela vida devido à gravidade dos ferimentos. Uma das mulheres se feriu ao tentar defender o marido da agressão.

“O que mais nos dói não é apenas a agressão, mas a impunidade”, disse um dos queixosos. “Em Chanal, professar uma religião diferente da tradicional nos torna um alvo.”

As vítimas expressaram medo não apenas por sua segurança física, mas também pela segurança de suas famílias e colegas do setor de transportes, muitos dos quais têm sido testemunhas silenciosas da crescente hostilidade.

Eles fizeram um apelo contundente ao Procurador-Geral de Chiapas, Jorge Luis Llaven Abarca, exigindo que seu gabinete investigasse minuciosamente o caso, agisse de acordo com a lei e atribuísse responsabilidades sem favoritismo ou impunidade.

“Não estamos condenando ninguém prematuramente; simplesmente queremos que o ocorrido seja esclarecido e que a lei seja aplicada”, declarou o consultor jurídico do grupo. “A resposta das autoridades será crucial para determinar se há igualdade de justiça em Chiapas ou se certas pessoas têm o direito de agredir e intimidar simplesmente por causa de nossas crenças.”

Este caso recente de intolerância religiosa em Chanal, um município predominantemente católico com fortes tradições e costumes, gerou alarme internacional sobre a fragilidade da liberdade religiosa nas regiões indígenas do México.

Folha Gospel com informações de Christian Daily

Evangélicos se manifestam em apoio ao Dia da Bíblia na Guatemala

A Aliança Evangélica da Guatemala manifestou-se em relação à revisão do Decreto ue estabeleceu a celebração do Dia da Bíblia (Foto:: Congresso da Guatemala)
A Aliança Evangélica da Guatemala manifestou-se em relação à revisão do Decreto ue estabeleceu a celebração do Dia da Bíblia (Foto:: Congresso da Guatemala)

A Aliança Evangélica da Guatemala emitiu uma declaração pública expressando preocupação com a polarização em torno do Decreto 5-2025, legislação que estabeleceu a celebração do Dia da Bíblia e que está atualmente sob análise do Tribunal Constitucional.

A declaração foi dirigida ao Tribunal Constitucional, ao Congresso, ao Poder Executivo e à comunidade evangélica. Nela, a organização afirmou que o debate público deve ser conduzido com respeito e sem estigmatizar pontos de vista divergentes, reafirmando seu compromisso com a liberdade religiosa, a dignidade humana e a ordem constitucional.

A declaração surge em meio à revisão em curso de uma contestação constitucional contra o Decreto 5-2025, que designa o primeiro sábado de agosto como Dia Nacional da Bíblia. A medida foi aprovada pelo Congresso da Guatemala em agosto de 2025 e entrou em vigor após sua publicação oficial.

O decreto afirma que a celebração busca reconhecer o impacto histórico, espiritual e cultural da Bíblia na sociedade guatemalteca e promove

A Aliança Evangélica afirmou que a comemoração não implica o estabelecimento de uma religião oficial, mas sim representa o reconhecimento da herança cultural e ética da nação. Expressou ainda confiança de que o Tribunal Constitucional conduzirá uma revisão técnica em conformidade com a doutrina constitucional e a legislação vigente, respeitando tanto a liberdade religiosa quanto o caráter laico do Estado.

A organização também enfatizou que, para grandes setores da população, a Bíblia representa uma fonte de valores e coesão social, argumentando que suas contribuições históricas e sociais transcendem as denominações religiosas. Nesse sentido, defendeu que o debate público permaneça dentro de uma estrutura de coexistência plural.

A disputa legal decorre de um processo judicial que busca declarar inconstitucional a lei que estabelece o Dia Nacional da Bíblia. O debate gerou opiniões divergentes na sociedade, bem como em círculos religiosos e políticos, a respeito do alcance do laicismo e da presença de expressões de fé na vida pública.

A lei foi aprovada pelo Congresso como medida de urgência nacional e com apoio da maioria dos legisladores, seguindo os procedimentos legislativos ordinários da Guatemala.

Enquanto os guatemaltecos aguardam a decisão do Tribunal Constitucional, o caso se configura como um precedente significativo na relação entre legislação, liberdade religiosa e laicidade no país. A decisão final determinará se a celebração do Dia Nacional da Bíblia permanece como política pública ou se seu arcabouço legal será modificado com base na interpretação constitucional.

Folha Gospel com informações de Christian Daily

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