Cristãos orando em Marrocos
Cristãos orando em Marrocos

Muçulmanos constituem 99% da população, de acordo com dados do Departamento de Estado dos Estados Unidos, e o 1% restante experimenta “marginalização e exclusão”, de acordo com Jaward El Hamidi, do Comitê Marroquino para Minorias Religiosas.

“Eles estão enfrentando muitos problemas apesar da visão positiva do rei por meio do pluralismo religioso”, contou ao site de notícias Morocco World News.

“Nós estamos pedindo o direito de dar a nossas crianças nomes cristãos, de adorar em igrejas, ser enterrado em cemitérios cristãos e casar de acordo com nossa religião”, disse um porta-voz da Coalizão Nacional de Cristãos Marroquinos.

Liberdade de opinião e expressão é, geralmente, respeitada no Marrocos, desde que o islamismo, a monarquia e a integridade territorial não sejam criticados. Apesar disso, os cristãos continuam enfrentando uma série de pressões.

O Relatório de Liberdade Religiosa Internacional do Departamento de Estado norte-americano em 2017 disse que cristãos são “detidos e questionados sobre suas crenças e contatos com outros cristãos” ou pressionados para abandonar sua fé.

“Medo de perseguição do governo e da pressão cultural, familiar e social relatados conduz alguns cristãos locais, bahais e xiitas a se absterem da adoração pública e de se reunir discretamente em casas de membros”, o relatório acrescenta.

No Marrocos, cristãos novos convertidos podem encarar muita perseguição da família, mas também de forças de segurança – tribunais continuam condenando e prendendo cristãos em julgamentos injustos.

De acordo com o artigo 220 do Código Penal, qualquer tentativa de parar uma ou mais pessoas de exercer suas crenças religiosas, ou de participar de cultos religiosos, é ilegal e pode ser punido com três a seis meses de prisão e multa de 21 a 53 dólares.

O artigo aplica a mesma penalidade para qualquer um que “abala a fé de um muçulmano”, ou tenta convertê-lo para outra religião.

O islamismo é considerado a religião do reino, com o rei Mohammed VI mantendo o título de “Príncipe dos fiéis”.

Fonte: Missão Portas Abertas