Um templo cristão de múltiplos andares, conhecido como Igreja Yazhong ou Yayang, foi completamente demolido na cidade de Wenzhou, província de Zhejiang, China. A ação, orquestrada pelo Partido Comunista Chinês (PCC), intensifica a perseguição a comunidades religiosas não registradas no país.
A organização ChinaAid, dedicada ao apoio a cristãos perseguidos, reportou que a demolição ocorreu após o templo se recusar a cumprir determinações governamentais, como a instalação da bandeira chinesa em suas instalações.
Em dezembro do ano passado, autoridades locais já haviam demonstrado sua intenção de controle ao prender 103 membros da congregação e assumir a posse do edifício. Nas semanas que antecederam a demolição, o acesso à Igreja Yazhong foi restrito com postos de controle e a cruz do templo foi removida, sendo o prédio posteriormente coberto por lonas pretas. Durante o ato final de destruição, quatro membros foram detidos, incluindo You Ci’en, e fontes locais indicam que fiéis que tentam relatar os fatos continuam sob vigilância e interrogatório policial.
A perseguição à Igreja Yazhong se intensificou em junho do ano passado, quando funcionários do governo invadiram o local, derrubaram parte do muro externo e instalaram um mastro para a bandeira chinesa, o que gerou protestos da comunidade cristã. Bob Fu, presidente da ChinaAid, comentou sobre a motivação por trás dessas ações, afirmando que “Qualquer igreja que não queira se submeter ao poder estatal — mesmo sem ter qualquer envolvimento político — o Partido Comunista Chinês sente que precisa silenciar e até destruir”.
A cidade de Wenzhou, apelidada de “Jerusalém da China” devido à sua expressiva população cristã, tem sido palco de um aumento na repressão governamental nos últimos meses. “Meus irmãos e irmãs na fé se mantiveram firmes por tanto tempo. Mais do que a perda de um prédio de igreja, lamento como o PCC reprimiu esta área conhecida por seus cristãos fiéis e os oprimiu cada vez mais dia após dia”, declarou Bob Fu.
Ele acrescentou um apelo à comunidade global, expressando que “nossas orações não foram reduzidas a escombros. Que essa perda desperte a Igreja global para o que está acontecendo na China, um grande conflito entre fiéis e o poder do Estado”. A China figura em 17º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2026 da Missão Portas Abertas, refletindo o cenário desafiador para os cristãos no país.
Folha Gospel com informações de ChinaAid

