Um ato de vandalismo chocou o Centro Histórico de Querétaro, no México, na última sexta-feira, 8, quando um grupo de indivíduos mascarados tentou incendiar o histórico Templo de San Francisco. O incidente ocorreu em meio à marcha do Dia Internacional da Mulher, conhecida como 8M, e as imagens da ação rapidamente se espalharam pelas redes sociais, gerando indignação e debate.
Os vídeos divulgados mostram claramente manifestantes ateando fogo à porta principal da igreja, além de causarem danos visíveis à fachada do edifício. Felizmente, o estrago não foi de maiores proporções. Segundo Martín Lara Becerril, porta-voz da Diocese de Querétaro, a porta da igreja havia recebido um tratamento preventivo com materiais retardantes de fogo, o que auxiliou a conter as chamas.
Ataques em contexto de mobilizações
A tentativa de incêndio, que ocorreu durante a passagem da marcha pela Avenida Corregidora, é um reflexo de uma onda de ataques contra locais religiosos que têm se tornado mais frequentes no México. De acordo com o Mexico Daily Post, esses atos são frequentemente associados a grupos considerados radicais e vêm gerando preocupação.
O porta-voz da Diocese de Querétaro ressaltou que tais ataques a igrejas e símbolos religiosos não são apenas atos de vandalismo, mas representam uma agressão direta ao patrimônio cultural e à liberdade religiosa da população.
Preocupações históricas e culturais
O Templo de San Francisco, um dos edifícios religiosos mais tradicionais de Querétaro, faz parte da área histórica da cidade, reconhecida como Patrimônio Mundial pela UNESCO. A frequência desses atos de profanação, vandalismo e incêndio contra templos no México levanta preocupações significativas.
Relatos indicam que esses incidentes podem ser interpretados como provocações perigosas e extremistas, capazes de reavivar antigas tensões históricas. Um exemplo notório é a Guerra Cristera, conflito ocorrido no México entre 1926 e 1929, que defendia a liberdade religiosa e resultou em cerca de 250 mil mortos, além de um grande fluxo de refugiados para os Estados Unidos.
A reportagem do Mexico Daily Post aponta que nem mesmo as barreiras de proteção impediram que os grupos radicais alcançassem as portas da igreja durante a marcha do 8 de março.
A situação expõe a complexidade das manifestações e os desafios em manter a ordem pública e o respeito ao patrimônio e à diversidade de crenças.
Folha Gospel com informações de Guia-me

