Início Site Página 2

Igreja Lagoinha fez movimentação atípica de R$ 57 milhões aponta relatório do Coaf

Sede do COAF. (Foto: Reprodução)
Sede do COAF. (Foto: Reprodução)

Um relatório recente do Coaf, enviado à Polícia Federal em fevereiro deste ano, revelou uma movimentação financeira de R$ 57,1 milhões em uma conta da Igreja Batista da Lagoinha, localizada no bairro Belvedere, em Belo Horizonte. Os valores, registrados entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, foram classificados como atípicos devido ao volume desproporcional frente ao faturamento anual presumido da instituição, que é de R$ 950 mil.

As investigações apontam que a conta foi utilizada por Fabiano Zettel, pastor afastado e cunhado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Os órgãos de controle suspeitam que a estrutura da igreja tenha sido utilizada como uma conta de passagem para ocultar a origem e o destino de recursos, caracterizando, segundo o Coaf, um possível artifício para burlar a identificação dos responsáveis finais pelas transações.

Entenda a natureza das operações financeiras

O documento detalha que a conta no Banco do Brasil registrou cerca de R$ 28,4 milhões em créditos e R$ 28,6 milhões em débitos. Apenas os valores recebidos pela unidade de Belo Horizonte equivalem a aproximadamente 30 vezes o faturamento anual estimado da instituição religiosa. Entre os destinos dos recursos, destacam-se repasses de R$ 4,9 milhões para construtoras e incorporadoras.

Além de Zettel, que foi preso em março na segunda fase da operação Compliance Zero e realizou 26 lançamentos na conta totalizando R$ 19,2 milhões, o relatório cita outros envolvidos:

  • Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, com quatro aportes de R$ 120 mil.
  • Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apontado como sicário de uma milícia privada ligada ao ex-banqueiro, com 11 depósitos que somam R$ 22 mil.

Posicionamento da Lagoinha Global

A Lagoinha Global, rede da qual a unidade Belvedere fazia parte até seu fechamento em março de 2026, informou que a administração local gozava de autonomia financeira. Segundo a denominação, a informação repassada na época era de que os montantes captados por Fabiano Zettel seriam destinados a obras e melhorias na estrutura física da igreja.

A instituição declarou que não tinha conhecimento da dimensão dos valores movimentados e que as intervenções de reforma eram, de fato, visíveis no local. A rede reforçou que, assim que as informações públicas sobre o caso Banco Master vieram a público, Zettel foi afastado de suas funções pastorais. A Lagoinha Global afirmou ainda que repudia qualquer prática ilícita e apoia a rigorosa apuração dos fatos pelas autoridades competentes. A defesa de Fabiano Zettel optou por não se manifestar sobre as acusações até o momento.

Polícia Federal investiga pastor em operação sobre desvio de emendas

Polícia Federal (Foto: Reprodução)
Polícia Federal (Foto: Reprodução)

A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação que tem como um dos principais alvos o pastor evangélico e empresário Ademar de Sena Sampaio. A investigação apura irregularidades envolvendo o desvio de emendas parlamentares e conexões com a produção do filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A ofensiva, autorizada pelo ministro Flávio Dino, busca esclarecer o destino de recursos públicos e a atuação de diversos envolvidos na cadeia de repasses. O nome de Ademar de Sena Sampaio aparece nos autos como um elo central entre a empresária Karina da Gama e o deputado federal Mário Frias (PL-SP), que também é alvo da apuração policial.

O papel da empresa Upcon nas investigações

O foco das autoridades recai sobre a Upcon Serviços Especializados, empresa gerida por Ademar de Sena Sampaio desde sua criação, em 2016. Com um capital social de R$ 800 mil, a companhia atua formalmente no setor de construção de edifícios, mas firmou contratos suspeitos em Camacan, na Bahia.

Segundo a investigação, a empresa foi contratada para executar obras que incluíam a construção de módulos sanitários e um galpão industrial. Parte do financiamento para esses projetos teve origem em recursos provenientes de emendas do chamado Orçamento Secreto e de verbas destinadas por uma deputada do PCdoB para o município baiano.

Vínculos políticos e institucionais

Além da atividade empresarial, o pastor possui conexões com o setor público e religioso que agora passam por um pente-fino da PF. Entre as descobertas das autoridades, destacam-se os seguintes pontos:

  • Ademar de Sena Sampaio ocupava um cargo de assessor comissionado no gabinete do deputado distrital Iolando (MDB) desde outubro de 2019.
  • O investigado atua como primeiro-tesoureiro da Assembleia de Deus de Brasília.
  • A conta bancária do pastor recebeu movimentações financeiras identificadas como remessas da própria Assembleia de Deus de Brasília, instituição que aparece como uma das principais fontes de recursos em seu registro pessoal.

A Polícia Federal continua o trabalho de análise dos documentos e contratos para determinar a extensão das possíveis irregularidades e o eventual comprometimento de outros agentes públicos ou instituições no esquema investigado.

Advogada chinesa de defensores da Igreja Zion deixa a China após pressão estatal

A advogada chinesa Ruth Wang
A advogada chinesa Ruth Wang

A advogada chinesa Ruth Wang decidiu não retornar à China e buscou refúgio temporário em Taiwan após sofrer severa pressão estatal por sua atuação na defesa de membros da Igreja Zion. Sócia do escritório VDoor Law Firm, ela temia se tornar o próximo alvo do regime após a escalada de ameaças contra sua equipe jurídica.

O caso expõe os riscos crescentes para profissionais do direito que defendem minorias religiosas no país asiático. Ruth tomou a decisão de se exilar temporariamente durante uma viagem familiar ao exterior, após ser intimada por autoridades de Pequim de maneira repentina.

O estopim da fuga e a pressão sobre o escritório VDoor Law Firm

Ruth estava de férias no Japão com sua família quando recebeu um telefonema de autoridades chinesas exigindo que comparecesse pessoalmente a uma reunião em Pequim. Diante do cenário de intimidação, ela decidiu não retornar e viajou para Taiwan, onde recebeu autorização para permanecer temporariamente enquanto busca uma alternativa segura de reassentamento.

A pressão sobre o escritório VDoor Law Firm vinha aumentando de forma asfixiante. As autoridades chinesas exigiram a dissolução da empresa sob ameaça de fechamento forçado e impuseram graves restrições aos profissionais envolvidos:

  • Zhang Kai, fundador do escritório e mentor de Ruth, teve sua licença profissional revogada e foi impedido de deixar a China.
  • Outros advogados do escritório receberam uma suspensão de seis meses de suas atividades profissionais.
  • Autoridades judiciais exigiram formalmente que os profissionais do escritório abandonassem a defesa de casos relacionados à Igreja Zion.

Alguns advogados que tentaram migrar para outras bancas de advocacia também enfrentaram restrições severas do governo, inviabilizando a continuidade de seus trabalhos.

A perseguição sistemática contra a Igreja Zion

A ofensiva estatal contra os advogados está diretamente ligada à repressão sofrida pela Igreja Zion. Fundada em 2007 pelo pastor Ezra Jin, a congregação é uma das maiores igrejas domésticas não registradas da China, reunindo mais de 5 mil fiéis em cerca de 40 cidades.

Em outubro de 2025, o regime realizou uma ampla operação contra a igreja, resultando na prisão do pastor Ezra Jin e de outros líderes. Jin permaneceu detido por quase nove meses, sendo libertado em julho de 2026. A situação do pastor chegou a ser discutida pelo presidente norte-americano Donald Trump com o líder chinês Xi Jinping em maio daquele mesmo ano.

Apesar da libertação de Jin, a perseguição continua intensa. Segundo dados da organização ChinaAid, pelo menos oito líderes da Igreja Zion continuam presos no Centro de Detenção de Beihai, na província de Guangxi, aguardando novos desdobramentos judiciais.

Um futuro incerto e a busca por acolhimento internacional

Atualmente em Taiwan, Ruth Wang enfrenta a burocracia de um território que não possui legislação formal para concessão de refúgio político e mantém uma relação diplomática delicada com cidadãos da China continental. Contudo, o Conselho para Assuntos do Continente de Taiwan informou que há mecanismos específicos para gerenciar o caso.

“Eu sinto que nossa família está enfrentando um futuro incerto. Não sabemos o que acontecerá ou se haverá algum lugar que possa nos acolher”, desabafou a advogada em entrevista à Associated Press.

Bob Fu, fundador da ChinaAid, apelou publicamente para que Taiwan garanta a proteção de Ruth contra uma possível devolução forçada e pediu ajuda aos Estados Unidos e a outros países para encontrar um destino definitivo para a família. Como alternativa de reassentamento, a advogada avalia a possibilidade de ingressar nos EUA ou no Canadá para realizar estudos ou solicitar asilo formal.

Diante da extrema incerteza, Ruth Wang declarou que busca esperança na narrativa bíblica do livro de Rute, comparando sua jornada à da personagem que encontrou acolhimento em uma terra estrangeira através de Boaz, confiando que receberá o amparo necessário para reconstruir sua vida com segurança.

Unigrejas nega irregularidades em movimentações financeiras citadas no caso Dark Horse

Unigrejas - União Nacional das Igrejas e Pastores Evangélicos (Foto: Reprodução)
Unigrejas - União Nacional das Igrejas e Pastores Evangélicos (Foto: Reprodução)

A União Nacional das Igrejas e Pastores Evangélicos (Unigrejas) manifestou repúdio a reportagens recentes publicadas por portais como UOL e Metrópoles. A entidade nega qualquer irregularidade em suas movimentações financeiras e afirma que todos os seus recursos possuem origem e destino devidamente comprovados.

As matérias jornalísticas associam a instituição a uma investigação da Polícia Federal (PF) que apura suspeitas relacionadas a emendas parlamentares e à produtora do filme Dark Horse. Segundo a nota oficial emitida pela entidade, os valores movimentados são contabilizados e informados regularmente à Receita Federal.

O contexto das investigações

As notícias que motivaram o posicionamento da Unigrejas baseiam-se em dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), citados em uma decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento autorizou diligências da PF no âmbito de uma investigação mais ampla.

Conforme os dados apontados pelas reportagens, houve o registro de algumas transferências específicas:

  • O Instituto Conhecer Brasil (ICB), responsável pela produção do filme Dark Horse, teria transferido R$ 50 mil para a entidade.
  • Karina Ferreira da Gama, presidente do mesmo instituto, teria enviado outros R$ 50 mil.
  • O Coaf indicou a existência de mais de R$ 1 milhão em depósitos feitos em diferentes localidades, sendo que cerca de R$ 928 mil teriam sido realizados em espécie.

Posicionamento da entidade sobre as reportagens

Em sua declaração pública, a Unigrejas afirmou que as reportagens foram produzidas com “má-fé e preconceito religioso“, classificando o conteúdo como uma tentativa de “assassinato de reputação”. A associação também ressaltou que, na visão da instituição, as publicações fomentam o ódio contra os cristãos.

A entidade enfatizou que os veículos de comunicação falharam ao não buscarem a organização para oferecer o direito de resposta antes da publicação das matérias. Embora tenha defendido a lisura de seus processos contábeis e fiscais, a Unigrejas não detalhou, no momento, a origem específica dos demais depósitos em espécie mencionados nos dados do Coaf. A associação reafirma que a totalidade de suas receitas é proveniente de doações e mantém seu compromisso com a transparência de sua gestão financeira.

Leia a íntegra da nota de repúdio

A UNIGREJAS — União Nacional das Igrejas e Pastores Evangélicos —, como qualquer associação legítima, sobrevive de doações. Toda a nossa movimentação financeira tem origem e destino claros, sendo, por esta instituição, que preza pela verdade e pela seriedade, integralmente comprovados, contabilizados e declarados perante a Receita Federal. Assim, a Unigrejas repudia as matérias dos portais Metrópoles e UOL, publicadas na data de ontem (10/9).

Movidos por má-fé e preconceito religioso, os textos sensacionalistas tentam deturpar os fatos por meio de descontextualizações e enquadramentos tendenciosos, demonstrando o claro objetivo de promover um assassinato de reputação. No que tange à nossa associação, as publicações atuam como um desserviço que fomenta o ódio contra os cristãos.

Além disso, lamentavelmente, os veículos falharam no princípio mais básico do jornalismo ao não nos procurar para os devidos esclarecimentos.

UNIGREJAS — União Nacional das Igrejas e Pastores Evangélicos

Enchentes no Nepal deixam mortos e desaparecidos entre a comunidade cristã local

Enchentes no Nepal deixam mortos e desaparecidos entre a comunidade cristã local (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Enchentes no Nepal deixam mortos e desaparecidos entre a comunidade cristã local (Foto: Reprodução/Redes sociais)

As devastadoras enchentes que atingiram o Nepal no final de agosto deixaram um rastro de destruição que afetou severamente a minoria cristã do país. Com mais de 900 mortes confirmadas e mais de 4.400 pessoas ainda desaparecidas, a comunidade cristã local enfrenta a perda de dezenas de fiéis e pastores, além de templos inteiros destruídos pelas águas.

A busca por sobreviventes é dificultada pelo isolamento total de diversas regiões afetadas pelas cheias. Parceiros locais de ajuda humanitária correm contra o tempo para restabelecer o contato com as áreas mais isoladas, onde congregações inteiras continuam sem dar notícias.

Impacto devastador sobre as igrejas locais

De acordo com a organização Nepali Christian Churches UK, as regiões de Rasuwa e Nuwakot foram as mais severamente castigadas pelas enchentes. Além dos danos estruturais catastróficos nos edifícios das igrejas, uma parcela significativa dos membros dessas congregações permanece desaparecida.

O trabalho de resgate e avaliação dos danos enfrenta barreiras físicas e tecnológicas extremas. Um parceiro local da organização International Christian Concern relatou os desafios de campo:

Líderes de igrejas locais estão enfrentando sérios desafios de comunicação. Eletricidade, redes móveis, conectividade de internet e acesso a estradas foram interrompidos, tornando extremamente difícil reunir informações precisas.

Devido a esse isolamento, as equipes de apoio estimam que ainda serão necessários vários dias para avaliar a extensão total dos danos e perdas humanos e materiais.

O cenário da minoria cristã no Nepal

Os cristãos representam uma pequena parcela da população nepalesa, equivalendo a cerca de 1,8% do total do país. Apesar de ser um grupo minoritário, a comunidade cristã vinha apresentando um crescimento contínuo, saltando de 375.000 fiéis (1,4%) no censo de 2011 para mais de meio milhão de pessoas no censo de 2021, um aumento impulsionado principalmente por conversões.

Esse crescimento ocorre em meio a um ambiente social e político complexo. Líderes cristãos locais sugerem que as autoridades e a sociedade em geral têm tomado medidas contra a fé cristã, que é vista por grupos majoritários como uma afronta à identidade hindu da nação.

Nos últimos anos, pastores foram presos, igrejas foram atacadas e leis que restringem a conversão religiosa foram aprovadas, enquanto grupos hindus pressionam para declarar o Nepal formalmente como uma nação hindu.

Esforços de socorro e os próximos passos

Diante do desastre provocado pelas cheias, ministérios de apoio e organizações locais mantêm o monitoramento constante da situação para fornecer ajuda de emergência e recursos básicos às famílias afetadas.

A prioridade imediata é restabelecer canais de comunicação seguros que permitam localizar as dezenas de desaparecidos e viabilizar a entrega de mantimentos essenciais para as comunidades cristãs isoladas e vulneráveis.

Cristão acusado de blasfêmia morre sob custódia no Paquistão

Cristãos sofrem intensa perseguição no Paquistão. (Foto: reprodução)
Cristãos sofrem intensa perseguição no Paquistão. (Foto: reprodução)

O óbito de Amir Peter ocorreu devido a complicações de diabetes sob custódia enquanto outros dois homens foram absolvidos recentemente por falta de provas

Um homem cristão mantido sob custódia no Paquistão faleceu antes de ser submetido a julgamento por acusações de blasfêmia consideradas infundadas por seus familiares. Amir Peter, que sofria de diabetes, enfrentou complicações graves de saúde no período de detenção após ser denunciado por comerciantes locais em julho de 2025, conforme dados disponibilizados pela organização Portas Abertas.

O caso chama atenção para as duras condições de detenção e a lentidão do sistema judicial paquistanês, país classificado na oitava posição da Lista Mundial da Perseguição 2026. Processos relacionados a ofensas religiosas costumam arrastar-se por longos períodos nos tribunais, gerando graves consequências aos acusados antes de qualquer decisão definitiva.

Em contrapartida, julgamentos recentes realizados em Lahore resultaram na absolvição de outros dois cidadãos de fé cristã que haviam sido denunciados sob alegações semelhantes. Dennis Albert, detido em abril de 2024 sob acusação de profanar o Alcorão ao sair de seu riquixá, foi inocentado devido à inconsistência nos depoimentos das testemunhas e à falta de comprovação de provas digitais. O magistrado fundamentou a decisão em diretrizes da Suprema Corte do país, que determinam o benefício da dúvida em favor dos réus.

O segundo caso envolveu Nadeem Masih, um homem com deficiência visual de 51 anos que prestava serviços de pesagem em um parque. Ele havia sido acusado de ofender o profeta Maomé, mas a defesa comprovou que a denúncia fora motivada por atritos estritamente pessoais. O tribunal analisou os fatos e determinou sua absolvição.

Apesar dos desfechos favoráveis na Justiça, a mera acusação de blasfêmia gera represálias graves e duradouras no país, incluindo ameaças de morte e deslocamento forçado de famílias. Um porta-voz da Portas Abertas Internacional detalhou as repercussões enfrentadas pelas vítimas e cobrou rigor nas investigações.

“Ser acusado de blasfêmia é algo extremamente sério no Paquistão e tem consequências que mudam a vida da pessoa envolvida e de sua família. Pedimos que as investigações sejam conduzidas de forma rigorosa por agentes experientes e que todas as evidências sejam cuidadosamente examinadas.”

Pastor é libertado após sequestro no estado de Plateau na Nigéria

Bandeira da Nigéria (Foto: Canva)
Bandeira da Nigéria (Foto: Canva)

Líder cristão Gabriel Joseph Dipak retorna para casa em Plateau enquanto o companheiro de viagem Hills Emmanuel é encontrado sem vida após emboscada

O líder religioso Gabriel Joseph Dipak, pertencente à Christ Apostolic Church, conseguiu retornar ao convívio familiar após passar dias sob custódia de criminosos no estado de Plateau, na Nigéria. O desfecho do rapto foi confirmado por representantes da comunidade cristã da região depois que o pastor conseguiu restabelecer contato seguro, conforme informações divulgadas pela organização Portas Abertas.

Detalhes da interceptação armada na rodovia

A abordagem criminosa ocorreu no fim do dia 28 de agosto de 2026, em um trecho rodoviário que interliga as localidades de Jos e Bokkos. Dipak ocupava um micro-ônibus de transporte comercial na companhia de outros oito passageiros quando o veículo acabou interceptado por criminosos munidos de armas de fogo. Durante a ação, os assaltantes recolheram pertences das vítimas e identificaram especificamente os líderes religiosos presentes a bordo para levá-los como reféns.

Desfecho trágico para segundo líder religioso

O outro líder abordado no veículo foi o pastor Hills Emmanuel, fundador do Wonderful Grace of God Evangelical Ministry. Diferente de Dipak, Emmanuel não sobreviveu ao episódio. Seu corpo foi localizado na manhã seguinte ao crime, em 29 de agosto de 2026, nas proximidades da área onde ocorreu a interceptação do veículo, apresentando ferimentos fatais por golpes de faca na região abdominal. O religioso deixa esposa e cinco filhos.

Exigência de resgate e panorama de insegurança

Durante o período de cárcere de Gabriel Dipak, os sequestradores chegaram a realizar exigências financeiras diretamente aos familiares do pastor para viabilizar a sua soltura. Até o momento, as autoridades e fontes locais não confirmaram se houve a quitação de qualquer valor de resgate. A região de Plateau tem sido palco de frequentes hostilidades contra comunidades religiosas locais.

A Nigéria figura na sétima posição da Lista Mundial da Perseguição 2026, sendo um dos territórios com maiores índices de violência direcionada a minorias cristãs. Episódios de sequestro, invasões armadas e migrações forçadas de populações inteiras continuam a desafiar a segurança no país africano, deixando milhares de famílias desabrigadas nas províncias mais vulneráveis.

Entidade ligada a igrejas movimentou R$ 7,7 milhões e entra no radar da investigação sobre o caso Dark Horse

Unigrejas - União Nacional das Igrejas e Pastores Evangélicos (Foto: Reprodução)
Unigrejas - União Nacional das Igrejas e Pastores Evangélicos (Foto: Reprodução)

Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) trouxe novos elementos para as investigações relacionadas ao caso Dark Horse, filme inspirado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o documento, a União Nacional das Igrejas e Pastores Evangélicos (Unigrejas) movimentou aproximadamente R$ 7,78 milhões entre outubro de 2025 e abril de 2026, valor considerado atípico pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

De acordo com a decisão, mais de R$ 1 milhão teria sido recebido por meio de depósitos realizados em diferentes regiões do país, incluindo cerca de R$ 928 mil em dinheiro vivo, circunstância que chamou a atenção dos investigadores.

A apuração também identificou transferências financeiras envolvendo entidades e pessoas já mencionadas em outras frentes da investigação. Entre elas estão repasses atribuídos ao Instituto Conhecer Brasil (ICB) e à empresária Karina Ferreira da Gama, apontada como presidente do instituto e ligada à produtora responsável pelo filme.

Além dos recebimentos, o relatório menciona transferências efetuadas pela entidade para organizações religiosas, incluindo a Igreja Universal do Reino de Deus e a Associação Nova Igreja Evangélica Holiness Shalom. Os investigadores buscam compreender a natureza dessas operações e se elas possuem relação com o objeto central da investigação.

Operação amplia alcance das investigações

O caso Dark Horse ganhou novos desdobramentos após uma operação da Polícia Federal autorizada pelo STF. A investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro, peculato e possíveis irregularidades envolvendo entidades culturais, empresas privadas e emendas parlamentares.

Entre os alvos estão pessoas ligadas à produção do filme e instituições que receberam recursos públicos destinados a projetos culturais e educacionais. Os investigadores tentam determinar se parte desses valores foi desviada para financiar a produção audiovisual.

Entidade religiosa não é acusada formalmente

Até o momento, a menção à Unigrejas ocorre no contexto do rastreamento financeiro realizado pelas autoridades. A decisão judicial não apresenta acusação formal contra a entidade, mas registra que suas movimentações financeiras integram o conjunto de informações analisadas pelos órgãos de investigação.

O avanço das apurações ocorre em meio à crescente repercussão política do caso, que envolve o Banco Master, o filme Dark Horse e figuras ligadas ao cenário político nacional. Nos últimos dias, diferentes partidos e lideranças passaram a defender maior transparência sobre os inquéritos em andamento.

As investigações seguem sob supervisão do STF e novas diligências não estão descartadas.

Fonte: UOL

Frente Evangélica cobra transparência total no Caso Master e pressiona André Mendonça

Ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (Foto: Reprodução/Gustavo Moreno/STF)
Ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (Foto: Reprodução/Gustavo Moreno/STF)

Carta enviada ao ministro André Mendonça pede a retirada do sigilo das investigações sobre o Banco Master e afirma que a fé cristã não deve ser usada como proteção para interesses políticos ou econômicos.

A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito divulgou uma carta pública dirigida ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça defendendo a retirada do sigilo das investigações relacionadas ao Caso Master. O documento sustenta que a busca pela verdade e pela justiça deve prevalecer sobre interesses políticos e que a fé cristã não pode ser utilizada como escudo para proteger qualquer pessoa envolvida em apurações.

Na manifestação, os signatários tratam Mendonça como “irmão na fé”, mas ressaltam que princípios cristãos como honestidade, prestação de contas e transparência exigem que os fatos sejam plenamente esclarecidos. O grupo afirma que a credibilidade das instituições depende de investigações conduzidas com clareza e acesso público às informações relevantes.

O pedido ocorre em meio ao avanço das investigações sobre o Banco Master, que se tornou um dos maiores escândalos financeiros em apuração no país. A Polícia Federal e outros órgãos investigam suspeitas de fraudes financeiras, corrupção, lavagem de dinheiro e favorecimento institucional envolvendo executivos do banco e agentes públicos.

Nos últimos dias, o caso ganhou novos desdobramentos. A PF convocou autoridades do sistema financeiro para prestar depoimentos, enquanto delações e documentos apresentados à Justiça ampliaram as suspeitas sobre a existência de uma rede de favorecimentos e pagamentos indevidos relacionados ao banco.

O escândalo também provocou forte repercussão política. Diversos setores da sociedade passaram a defender maior transparência sobre as investigações, argumentando que a divulgação parcial de informações gera desconfiança e alimenta disputas políticas em torno do caso.

Para a Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, o debate vai além das disputas partidárias. Segundo a entidade, o compromisso cristão com a verdade exige que qualquer suspeita seja apurada de forma rigorosa, independentemente da posição política, religiosa ou institucional dos envolvidos. O documento afirma que a fé deve servir como referência ética para a sociedade e não como instrumento de proteção contra o escrutínio público.

Confira a carta na íntegra

CARTA ABERTA AO MINISTRO ANDRÉ MENDONÇA

“Quem pratica a verdade vem para a luz” [João 3:21]

Excelentíssimo senhor ministro André Mendonça,

Nós nos dirigimos ao senhor como ministro do Supremo Tribunal Federal, relator do caso Master, mas também como irmão na fé em Jesus Cristo.

A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito é um movimento supradenominacional. Entre nós há presbiterianos, batistas, metodistas, luteranos, pentecostais e irmãos e irmãs de diferentes tradições evangélicas. Não falamos de fora da Igreja. Falamos a partir da fé que compartilhamos.

Pastor presbiteriano, o senhor chegou ao STF apresentado como “terrivelmente evangélico” e tornou-se referência para parte da comunidade evangélica. Esse reconhecimento traz uma responsabilidade ainda maior. Quando um cristão ocupa uma função pública, seus atos também alcançam o nome da fé que professa.

Nossa palavra não nasce da hostilidade. É uma exortação entre irmãos.

“NÃO HÁ NADA ENCOBERTO QUE NÃO VENHA A SER REVELADO” [Lucas 12:2]

Também nos orienta: “Cada um de vocês deve abandonar a mentira e falar a verdade ao seu próximo” [Efésios 4:25]

Diante da gravidade do caso Master, apontado como o maior crime financeiro da história do Brasil, o país precisa conhecer a verdade. Como relator, cabe ao senhor conduzir as investigações com transparência, serenidade e imparcialidade.

A VERDADE NÃO PODE APARECER AOS PEDAÇOS, escolhida conforme a conveniência do momento. Vazamentos seletivos, principalmente durante uma eleição, alimentam versões, atingem adversários e transformam uma investigação em instrumento político.

“Não cometam injustiça num julgamento; não favoreçam os pobres nem procurem agradar os grandes, mas julguem o seu próximo com justiça” [Levítico 19:15]. A Palavra também adverte que “pesos diferentes e medidas diferentes são abominação ao Senhor” [Provérbios 20:10].

O MESMO CRITÉRIO DEVE VALER PARA TODOS.

Não pode haver rigor para uns e proteção para outros, sejam aliados, adversários, ministros, candidatos ou irmãos na fé. “Não façam diferença entre as pessoas ao julgarem; ouçam tanto o pequeno como o grande” (Deuteronômio 1:17).

Por isso, pedimos a retirada do sigilo das investigações. Que sejam conhecidos os documentos, as mensagens, as decisões e as relações de todos os envolvidos.

SEJA QUEM FOR. DOA A QUEM DOER.

SUA FÉ NÃO DEVE SER USADA PARA LEVANTAR SUSPEITAS CONTRA OUTROS IRMÃOS.

Também não pode servir de escudo, palanque ou instrumento eleitoral. O Deus a quem servimos não precisa da proteção do Estado. É o Estado que precisa da justiça e da verdade ensinadas por Ele.

Como irmãos e irmãs em Cristo, pedimos que o senhor escolha a transparência. O Brasil precisa saber o que aconteceu. Tudo o que aconteceu. Porque “a verdade os libertará” (João 8:32).

DEMOCRACIA

JUSTIÇA

BRASIL

Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito

MC Guimê encerra carreira no funk após 17 anos de trajetória musical

MC Guimê em momento reflexivo sobre a transição de sua carreira. (Foto: Reprodução/Instagram)
MC Guimê em momento reflexivo sobre a transição de sua carreira. (Foto: Reprodução/Instagram)

O cantor Guilherme Aparecido Dantas Pinho, conhecido nacionalmente como MC Guimê, anunciou oficialmente o fim de sua carreira no funk após 17 anos de trajetória. A decisão de encerrar o ciclo dentro do gênero musical foi comunicada inicialmente por meio de uma carta aberta e explicada em detalhes em um vídeo divulgado em suas redes sociais.

O artista tranquilizou os parceiros e revelou que cumprirá todos os contratos fechados e a agenda de shows de setembro e outubro. O anúncio marca a despedida de um dos nomes mais conhecidos do gênero, que agora planeja direcionar seus objetivos futuros a uma nova jornada pessoal e espiritual.

O encerramento de um ciclo de 17 anos

Em seu pronunciamento gravado, o cantor expressou imensa gratidão pelo apoio que recebeu ao longo de quase duas décadas de estrada. Ele destacou o sentimento de realização pessoal e artística pelas transformações geradas por meio de sua música.

O encerramento de um ciclo que durou 17 anos, com certeza não é algo fácil de se fazer. Graças a Deus, eu consegui encerrar minha carreira no funk. E eu quero aproveitar pra dizer a vocês, fãs que me acompanharam durante esses 17 anos, meu muito obrigado de coração.

Cumprimento de contratos e agenda de shows

Para assegurar a transparência com os contratantes, o músico garantiu que todos os compromissos assumidos antes do anúncio oficial serão cumpridos integralmente. O planejamento do encerramento de suas atividades inclui os seguintes pontos:

  • Cumprimento integral de shows agendados e compromissos contratuais para os meses de setembro e outubro.
  • Declínio de todas as pré-reservas que haviam sido solicitadas para os meses de novembro e dezembro.
  • Manutenção e publicação de lançamentos já gravados, videoclipes e músicas em andamento.

Novos rumos e o foco na espiritualidade

A finalização da trajetória profissional no funk pavimenta o caminho para um novo momento na vida de Guilherme. O cantor explicou que está em busca de novos planos e que optou por colocar seus sonhos e projetos sob a orientação divina nesta nova fase.

Anteriormente, o artista já havia revelado o desejo de redirecionar a sua vocação musical de forma exclusiva. Ele compartilhou com o público o sonho de cantar somente para Deus e declarou ter fé de que esse momento se concretizará.

Ao concluir o seu comunicado, o cantor reafirmou que se sente acolhido e abraçado pelo carinho recebido do público, finalizando a sua trajetória no funk em harmonia com seus novos propósitos de vida.

Ads
- Publicidade -
-Publicidade-