Índice Global de Perseguição 2026, da International Christian Concern (Foto: ICC)
A International Christian Concern (ICC) divulgou nesta sexta-feira (07) seu Índice Global de Perseguição 2026 (GPI, sigla em inglês). O documento oferece uma análise aprofundada sobre as perseguições que cristãos enfrentam em mais de 20 países, apresentando testemunhos pessoais de fiéis sob o título “Faces dos Perseguidos”. O relatório detalha as dificuldades de seguir a Cristo em cada uma dessas nações por meio de análises, estatísticas, notícias e depoimentos.
O GPI visa informar tomadores de decisão, jornalistas e partes interessadas, funcionando também como uma ferramenta para apoiadores da ICC. O índice explora maneiras pelas quais os… (Continue lendo clicando aqui)
Templo de Mitra em Zerzevan, Turquia. (Captura de tela: YouTube)
Uma inscrição milenar desenterrada em um templo da era romana, no sudeste da Turquia, está proporcionando aos arqueólogos uma visão rara de como o Cristianismo gradualmente suplantou uma das religiões de mistério do Império Romano. Acredita-se que o texto em aramaico, gravado próximo à entrada de um templo subterrâneo de Mitra em Zerzevan Castle, registre o encerramento do santuário em um período de crescente influência cristã no final do Império Romano.
A descoberta, que permaneceu sem decifração desde a localização inicial do templo em 2017, vem acompanhada de uma cruz esculpida. Segundo a Anatolian News, a inscrição sugere que… (Continue lendo clicando aqui)
O Mosteiro de Noravank, na Arménia, é um complexo do século XIII famoso pela sua arquitetura e localização em falésias vermelhas. (Foto: Reprodução)
A União Europeia anunciou um pacote de assistência econômica e ampliou o acesso a mercados para a Armênia, em um movimento que sinaliza o fortalecimento dos laços entre as partes. A medida surge em um momento em que a nação do Cáucaso enfrenta pressões econômicas crescentes da Rússia. Durante uma visita a Yerevan, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, prometeu €18 milhões adicionais em ajuda e comunicou a remoção de tarifas para quase 80% das exportações armênias para a União Europeia.
Essas ações ocorrem após a Rússia impor restrições comerciais abrangentes a produtos armênios, após as eleições parlamentares de junho que reconduziram ao poder o Partido Contrato Civil, liderado pelo Primeiro-Ministro Nikol Pashinyan. A crescente parceria reflete os esforços contínuos da Armênia para diminuir sua dependência de Moscou e estreitar relações com a Europa. Para a União Europeia, esta expansão de relacionamento representa mais doue uma oportunidade econômica ou geopolítica, mas também uma chance de promover proteções mais robustas para a liberdade religiosa.
Segundo um novo estudo que examina por que algumas nações prosperam enquanto outras enfrentam dificuldades, a religião teve uma influência muito maior no desenvolvimento econômico do que muitos economistas reconhecem.
A pesquisa argumenta que as crenças, instituições e práticas religiosas moldaram tudo, desde a educação e os sistemas financeiros até o tamanho das famílias, a inovação tecnológica e as instituições políticas, deixando uma marca duradoura no desempenho econômico em todo o mundo.
Foi publicado pela RFBerlin em maio e baseado em uma revisão feita pelos economistas Professor Sascha Becker, da Universidade de Warwick, Professor Jared Rubin, da Universidade Chapman, e Professor Ludger Woessmann, da Universidade de Munique.
O estudo desafia as teorias econômicas convencionais que se concentram principalmente em investimento, tecnologia e capital humano, argumentando que a religião muitas vezes atuou nos bastidores, influenciando os próprios fatores que os economistas usam para explicar o crescimento.
“A religião afeta o crescimento econômico não apenas por meio de crenças individuais, mas também moldando as instituições e normas fundamentais que governam a sociedade”, afirma o texto.
Um dos exemplos mais claros destacados na pesquisa é o impacto da Reforma Protestante na educação.
A convicção de Martinho Lutero de que os crentes comuns deveriam ser capazes de ler as Escrituras por si mesmos incentivou o estabelecimento de escolas em todas as regiões protestantes da Europa. No século XIX, as áreas protestantes da Prússia apresentavam taxas de alfabetização significativamente mais altas do que as regiões católicas vizinhas.
Essa vantagem educacional ajuda a explicar por que as regiões protestantes frequentemente experimentaram um desenvolvimento econômico mais forte, desafiando a famosa teoria do sociólogo Max Weber, que vinculava a prosperidade protestante principalmente a uma singular “ética protestante do trabalho”.
A influência estendeu-se muito além da Europa.
Missionários protestantes estabeleceram escolas na África, Ásia e América Latina, regiões onde continuam a demonstrar altos índices de alfabetização e maior mobilidade educacional gerações depois.
O estudo examinou como os ensinamentos religiosos afetaram os sistemas financeiros. Tanto o cristianismo quanto o islamismo historicamente impuseram restrições ao empréstimo de dinheiro com juros. Embora soluções alternativas tenham surgido com o tempo, os pesquisadores argumentam que essas limitações influenciaram o desenvolvimento do sistema bancário e do comércio por séculos. Em particular, regiões com um longo histórico de domínio otomano continuam a apresentar uma penetração bancária cerca de 10% menor do que as áreas vizinhas.
O relatório sugere que as instituições religiosas, por vezes, incentivaram a inovação e, outras vezes, a retardaram. Um exemplo citado é a proibição da impressão em alfabeto árabe pelo Império Otomano durante 250 anos, o que, segundo os pesquisadores, atrasou a disseminação do conhecimento.
Em contrapartida, áreas com maior diversidade religiosa frequentemente apresentavam taxas mais elevadas de inovação, com cidades prussianas do final do século XIX demonstrando maior atividade de patentes onde diferentes grupos religiosos conviviam lado a lado.
A relação entre religião e educação emergiu como um dos temas mais importantes do estudo.
Embora algumas tradições religiosas, como o protestantismo tradicional ou o judaísmo tradicional, tenham ajudado a cultivar habilidades de leitura, escrita e matemática que posteriormente contribuíram para a prosperidade econômica, os pesquisadores argumentam que outras formas de educação religiosa, como as madraças ou as yeshivas ultraortodoxas, às vezes priorizavam o ensino teológico em detrimento de habilidades valorizadas na economia em geral.
Os autores alertam, no entanto, que a relação é complexa e varia significativamente entre tradições, períodos históricos e contextos locais.
Constatou-se também que as crenças religiosas influenciam a vida familiar e o crescimento populacional. Na Europa do século XIX, as regiões protestantes geralmente apresentavam taxas de natalidade mais baixas do que as áreas católicas, em parte devido à maior ênfase na educação.
Os pesquisadores argumentam que essas mudanças demográficas ajudaram a criar as condições para o crescimento econômico a longo prazo.
O relatório sugere que, embora os formuladores de políticas devam prestar mais atenção à religião ao abordar os desafios econômicos modernos, os governos frequentemente tratam a religião como um fator cultural secundário, em vez de reconhecer sua influência contínua na educação, nas finanças, na vida familiar e nas instituições públicas.
Exemplos de países como o Egito e a Turquia demonstram como as tentativas de reduzir a influência da religião por meio de reformas educacionais às vezes produziram o efeito oposto, fortalecendo os movimentos religiosos em vez de enfraquecê-los.
O estudo também destaca a importância da liberdade religiosa e da tolerância. Segundo os pesquisadores, as sociedades que acolhem a diversidade religiosa frequentemente se beneficiam de uma maior troca de ideias e de uma maior inovação, enquanto a perseguição religiosa pode destruir habilidades valiosas, redes de contatos e capital humano.
Embora grande parte da pesquisa existente se concentre no cristianismo, judaísmo e islamismo, os autores reconhecem que se sabe menos sobre o impacto econômico de outras grandes tradições religiosas, incluindo o budismo, o hinduísmo e o confucionismo.
No entanto, concluem que a religião não pode ser ignorada nas discussões sobre desenvolvimento econômico.
“A principal lição é clara: a negligência da religião na literatura convencional sobre crescimento representa uma lacuna significativa”, afirma o relatório.
O estudo conclui que qualquer tentativa séria de compreender por que alguns países prosperam enquanto outros permanecem pobres deve levar em conta o papel fundamental que as crenças e instituições religiosas desempenharam na formação das sociedades.
Folha Gospel com informações de The Christian Today
Cruz e bandeira da Nicarágua no topo de uma igreja (Foto: Canva IA)
O bispo católico aposentado Juan Abelardo Mata Guevara, de 80 anos, foi detido pelas autoridades da Nicarágua, em mais um episódio que reforça as denúncias de intensificação da perseguição contra líderes religiosos no país governado por Daniel Ortega. A prisão ocorreu poucos dias após o religioso denunciar publicamente a repressão sofrida pela Igreja Católica e pedir orações pelos cristãos perseguidos.
Segundo a organização Christian Solidarity Worldwide (CSW), Mata foi abordado por agentes da Polícia Nacional na tarde de 29 de junho. Inicialmente, ele chegou a ser liberado, mas voltou a ser detido no dia seguinte. Desde então, organizações de direitos humanos e entidades cristãs manifestam preocupação com seu paradeiro e com seu estado de saúde. Há relatos de que o bispo esteja em prisão domiciliar sob vigilância policial, enquanto outras organizações afirmam que seu local de detenção permanece desconhecido.
Bispo criticava perseguição à Igreja
Juan Abelardo Mata é bispo emérito da Diocese de Estelí e, nos últimos anos, tornou-se uma das vozes mais críticas ao governo de Daniel Ortega. Em diversas ocasiões, denunciou restrições à liberdade religiosa, a prisão de sacerdotes e o fechamento de instituições ligadas à Igreja Católica.
No domingo anterior à sua detenção, durante uma celebração, o religioso pediu que os fiéis orassem “pela Igreja perseguida” e pelos bispos, padres e religiosos que foram presos ou forçados ao exílio pelo regime nicaraguense. Poucas horas depois, acabou sendo alvo da polícia.
Organizações denunciam escalada da repressão
A Christian Solidarity Worldwide classificou a prisão como mais um sinal da crescente repressão promovida pelo governo contra comunidades religiosas independentes.
A entidade pediu que as autoridades revelem imediatamente onde o bispo está sendo mantido e garantam sua integridade física, além de exigir sua libertação caso não existam acusações formalmente apresentadas.
Outras organizações internacionais de defesa dos direitos humanos também demonstraram preocupação com o caso e afirmaram que a detenção reforça o padrão de perseguição contra líderes religiosos críticos ao governo.
Igreja Católica enfrenta anos de perseguição
A relação entre o governo de Daniel Ortega e a Igreja Católica se deteriorou após os protestos de 2018, quando diversos bispos e sacerdotes passaram a denunciar violações de direitos humanos durante a repressão às manifestações populares.
Desde então, autoridades nicaraguenses fecharam emissoras de rádio e televisão católicas, proibiram procissões públicas, expulsaram ordens religiosas, confiscaram bens de instituições ligadas à Igreja e prenderam diversos membros do clero. Em alguns casos, religiosos foram posteriormente enviados ao exílio após negociações com o Vaticano.
Entre os casos de maior repercussão está o do bispo Rolando Álvarez, condenado a mais de 26 anos de prisão sob acusações de traição antes de ser libertado e enviado ao Vaticano em 2024. Desde então, organismos internacionais continuam denunciando a deterioração da liberdade religiosa no país.
Cresce a preocupação internacional
A nova detenção de Juan Abelardo Mata provocou manifestações de preocupação de entidades cristãs e organizações internacionais, que veem no episódio mais um capítulo da crescente repressão à Igreja Católica na Nicarágua.
Grupos de defesa da liberdade religiosa afirmam que a prisão de um bispo octogenário evidencia o endurecimento das ações do regime contra qualquer voz considerada crítica ao governo, inclusive líderes religiosos de longa trajetória pastoral.
Folha Gospel com informações de The Christian Post
Uma pesquisa do Instituto Datafolha revelou diferenças significativas entre evangélicos e católicos quanto ao posicionamento ideológico no Brasil. Segundo o levantamento, os evangélicos demonstram uma inclinação mais acentuada à direita, enquanto entre os católicos há um cenário de equilíbrio entre os campos da direita e da esquerda. Especialistas afirmam que essas diferenças refletem trajetórias históricas, prioridades distintas e a diversidade existente dentro das tradições cristãs brasileiras.
Na classificação geral elaborada pelo Datafolha, 52% dos evangélicos foram posicionados entre a direita e a centro-direita, enquanto 30% aparecem entre a esquerda e a centro-esquerda. Os demais 18% ocupam posições de centro. Já entre os católicos, o quadro é mais equilibrado: 43% se situam na direita ou centro-direita, contra 39% na esquerda ou centro-esquerda, resultado considerado um empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa.
O levantamento foi realizado presencialmente com 2.004 eleitores de 16 anos ou mais, em 139 municípios brasileiros, nos dias 17 e 18 de junho de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais para o total da amostra, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09956/2026.
Diferença aparece principalmente nos temas de comportamento
A maior distância entre evangélicos e católicos foi identificada nas questões relacionadas ao comportamento.
Nesse eixo, 61% dos evangélicos foram classificados como de direita ou centro-direita, enquanto apenas 18% ficaram na esquerda ou centro-esquerda. Entre os católicos, a direita reúne 52%, e a esquerda, 27%. Temas como liberdade religiosa, defesa da família, aborto, criminalidade, posse de armas, crença em Deus e educação influenciaram esse resultado.
Já no campo econômico, as diferenças diminuem. Entre os católicos, a esquerda aparece numericamente à frente, com 47%, contra 27% da direita. Entre os evangélicos, há empate técnico: 39% foram classificados na esquerda, 33% na direita e 28% no centro.
Especialistas apontam diferenças históricas
Segundo especialistas, as diferenças políticas entre evangélicos e católicos não são recentes e refletem processos históricos distintos.
Nas últimas décadas, boa parte das igrejas evangélicas, especialmente pentecostais e neopentecostais, aproximou-se de pautas consideradas conservadoras, defendendo princípios relacionados à família, liberdade religiosa, proteção da vida desde a concepção e valores cristãos na esfera pública. Esse movimento fortaleceu a participação de lideranças evangélicas na política institucional e ampliou sua identificação com partidos e candidatos de direita.
Já a Igreja Católica reúne diferentes correntes internas. Enquanto movimentos como a Renovação Carismática Católica tendem a compartilhar posições conservadoras em temas morais, outros grupos inspirados na Doutrina Social da Igreja enfatizam questões como combate à pobreza, justiça social, direitos humanos e redução das desigualdades. Essa pluralidade ajuda a explicar a distribuição mais equilibrada do eleitorado católico entre os diferentes espectros ideológicos.
Religião não determina automaticamente o voto
Os pesquisadores destacam que a religião é apenas um dos fatores que influenciam o comportamento político do eleitor brasileiro. Aspectos como renda, escolaridade, idade, região onde vive e experiências pessoais também exercem forte influência sobre as preferências ideológicas.
Além disso, tanto entre evangélicos quanto entre católicos há diversidade de opiniões políticas. Nenhum dos grupos pode ser considerado homogêneo, e diferentes denominações, movimentos e lideranças adotam posturas variadas diante do debate público e das eleições.
Ainda assim, o levantamento do Datafolha confirma uma tendência observada nos últimos anos: o eleitorado evangélico apresenta maior concentração no campo da direita, enquanto os católicos permanecem mais distribuídos entre as diferentes correntes políticas do país.
Folha Gospel com informações de Folha de S.Paulo e ICL
Pessoas procuram sobreviventes após fortes terremotos na Venezuela (Foto: Reprodução)
Os cristãos na Venezuela estão enfrentando dificuldades crescentes após os terremotos devastadores da semana passada, com líderes religiosos alertando que o desastre agravou as pressões já existentes por parte das autoridades estatais e deixou as comunidades vulneráveis com dificuldades para acessar ajuda.
Segundo a organização Portas Abertas, que monitora a perseguição a cristãos, igrejas que já operavam sob vigilância, intimidação e restrições agora tentam apoiar comunidades traumatizadas, apesar de também terem sofrido perdas significativas.
Algumas comunidades cristãs relataram preocupações com as disparidades no acesso à assistência humanitária, alegando que a distribuição da ajuda, em alguns casos, favoreceu os apoiadores das autoridades, resultando em algumas comunidades religiosas recebendo pouca ou nenhuma assistência.
Um parceiro local da Portas Abertas disse: “A Igreja venezuelana, como agente social no país, tem vivido em constante incerteza. Agora, essa tragédia – que mergulhou a sociedade inteira em luto – se soma a esse contexto. A Igreja está sobrecarregada, mobilizando-se para contribuir de todas as formas possíveis, enquanto ora por intervenção divina em meio às imensas necessidades que o país enfrenta.”
As igrejas também sofreram grandes danos. Um prédio de igreja teria desabado em In La Guaira, enquanto líderes cristãos em todas as regiões afetadas têm prestado assistência a membros de suas congregações e comunidades vizinhas que perderam casas e meios de subsistência.
“Estávamos muito assustados na noite passada”, compartilhou um pastor da zona atingida pelo desastre.
Outro cristão descreveu a devastação generalizada: “Muitas pessoas estão em sofrimento após perderem tudo, com várias estruturas desabadas.”
Apesar das suas próprias circunstâncias, os fiéis locais continuaram a organizar apoio aos vizinhos e a coordenar os esforços de ajuda em algumas das comunidades mais afetadas.
“Aqui fora, com os vizinhos, temos nos apoiado mutuamente, permanecendo juntos e trazendo calma durante a noite e neste momento difícil”, comentou um cristão do estado de Aragua.
A crise surge na sequência de dois fortes terremotos que atingiram o norte da Venezuela em 24 de junho.
Com magnitudes de 7,2 e 7,5 e ocorrendo com apenas 40 segundos de intervalo, os terremotos causaram destruição generalizada na capital, Caracas, em La Guaira e nas áreas circundantes.
Segundo a organização Portas Abertas, pelo menos 1.450 pessoas foram mortas e mais de 3.150 ficaram feridas.
Devido aos extensos danos a residências, infraestrutura pública e serviços essenciais, o governo venezuelano decretou estado de emergência em todo o país.
Milhares de pessoas foram deslocadas, enquanto a interrupção no abastecimento de água, os danos nas estradas e o desabamento de edifícios aumentaram a necessidade de assistência humanitária.
As comunicações também foram severamente afetadas pelos cortes de energia, deixando muitas famílias dentro e fora da Venezuela sem conseguir entrar em contato com parentes nas áreas afetadas.
“A principal preocupação das famílias venezuelanas neste momento é saber se seus parentes desaparecidos ainda estão vivos”, disse um cristão local.
“Outra grande dificuldade recai sobre os feridos e sobre aqueles que viram suas casas destruídas. Tudo isso contribui para um choque emocional que gera angústia e desespero.”
Eles acrescentaram que as interrupções nas redes de comunicação causaram profunda ansiedade entre os venezuelanos que vivem no exterior, muitos dos quais não conseguiram apurar se os seus familiares haviam sobrevivido imediatamente após o ataque.
A organização Portas Abertas fez um apelo à oração por todos os afetados pelo desastre, em especial pelas comunidades cristãs que buscam servir ao próximo enquanto enfrentam necessidades significativas.
Folha Gospel como informações de The Christian Today
Cristãos mortos durante ataques no Domingo de Ramos na Nigéria (Foto: Reprodução/ICC)
Um novo relatório alerta que dezenas de milhares de cristãos estão perdendo a vida devido à violência na Nigéria, muitos deles pelas mãos de pastores fulani radicalizados.
Publicado pelo Observatório para a Liberdade Religiosa na África (ORFA), o estudo de 105 páginas examina assassinatos e sequestros registrados entre outubro de 2019 e setembro de 2025.
Foram registradas 28.551 mortes de cristãos, em comparação com 13.224 mortes de muçulmanos durante o período analisado.
Após ajustes considerando o tamanho das populações religiosas locais nos estados afetados, a taxa de mortalidade entre os cristãos foi cerca de 4,4 vezes maior que a dos muçulmanos.
Três quartos das mortes de civis ocorreram durante ataques a comunidades agrícolas, frequentemente envolvendo assassinatos, sequestros, violência sexual e destruição de casas e meios de subsistência.
Os sequestros são um tema central no estudo. A ORFA registrou 34.773 sequestros de civis, sendo que os “Grupos Terroristas Fulani” representaram 43% e os “grupos terroristas não identificados” outros 49%.
Com base em pesquisa de campo, o relatório alega ainda que reféns cristãos e muçulmanos frequentemente sofrem tratamentos diferentes em cativeiro, sendo os cristãos mais propensos a exigir resgates maiores para sua libertação e a correrem maior risco de violência e execução. No caso de mulheres e meninas, a conversão forçada, a violência sexual grave e o casamento forçado foram mais prevalentes entre as reféns cristãs.
O relatório baseia-se em informações coletadas por parceiros nigerianos no âmbito do projeto Armed Conflict Location & Event Data (ACLED), para analisar mais de 15.000 ataques mortais e quase 4.600 casos de sequestro em todo o país entre 2019 e 2025.
Segundo o relatório, 79.323 pessoas perderam a vida durante o período de seis anos – o equivalente a 36 por dia. O total inclui 42.033 civis.
O relatório atribui grande parte da violência a grupos terroristas Fulani, que, segundo ele, foram responsáveis por 44% das mortes de civis – 18.577 pessoas. Grupos terroristas “não identificados” foram responsáveis por cerca de um terço (32%). Outras mortes foram causadas pelo Boko Haram (8%) e pelo Estado Islâmico da Província da África Ocidental (ISWAP) (4%), enquanto 12% foram mortes de civis.
No relatório, a ORFA faz uma distinção entre grupos militantes armados e a comunidade étnica Fulani em geral, cuja maioria, segundo a organização, não participa da violência.
“A violência ligada às milícias Fulani é a principal causa do número de mortes na Nigéria”, afirmou Frans Vierhout, analista sênior de pesquisa da ORFA. “A preocupação do Ocidente com o Boko Haram é, no mínimo, enganosa. A Nigéria está incubando uma rede terrorista que o mundo exterior ainda não reconheceu.”
O relatório destaca o que descreve como uma dimensão religiosa significativa do conflito e descreve como uma coexistência outrora pacífica entre comunidades agrícolas cristãs e pastores muçulmanos Fulani no Cinturão Médio da Nigéria degenerou em derramamento de sangue regular desde o início dos anos 2000.
A mudança foi atribuída à disseminação da ideologia islâmica extremista por meio do movimento Izala, bem como à introdução da lei da Sharia em vários estados do norte e ao que é descrito como a crescente influência política do “supremacia étnica Fulani” no norte, que abriu caminho para o surgimento de milícias étnicas armadas.
O relatório conclui com sete recomendações políticas, incluindo maior atenção internacional à liberdade de religião ou crença, aumento da pressão sobre as autoridades nigerianas para combater a violência e acabar com a cultura de impunidade, melhoria da cooperação entre os governos federal e estaduais, expansão do policiamento comunitário responsável e maior apoio às vítimas por meio de aconselhamento para traumas e programas de reintegração.
Folha Gospel com informações de The Christian Today
O pastor Ezra Jin, da Zion Church, foi recentemente libertado pelas autoridades chinesas após oito meses de detenção no sul da China. Jin desembarcou em Los Angeles, Califórnia, no último sábado, sendo recebido pela organização ChinaAid. A prisão de Jin e de outros 17 líderes da igreja ocorreu no outono passado, sob a acusação de “uso ilegal de redes de informação”, uma alegação que parece estar ligada à utilização da internet pela igreja para disseminar a fé cristã.
A ChinaAid, por meio de seu fundador e presidente, o Reverendo Dr. Bob Fu, expressou alívio pela liberdade do pastor Jin, mas… (Continue lendo clicando aqui)
Giovanna de Almeida Lovaglio rebate as acusações feitas pelo seu ex-marido Davi Passamani. (Foto: Reprodução/redes sociais)
Giovanna de Almeida Lovaglio, ex-esposa do pastor Davi Passamani, rebateu as acusações judiciais movidas pelo religioso contra a atual gestão da Casa Ministério Cristão. Em vídeo, que está no final desta matéria, divulgado na noite de quinta-feira, 2, ela classificou o processo como uma “batalha imaginária”, negou irregularidades na administração da igreja e fez novas acusações contra o ex-marido, prometendo apresentar mais provas.
As declarações surgem em resposta à ação movida por Passamani, que busca o afastamento da diretoria da instituição sob alegação de desvio de recursos e esvaziamento patrimonial. Giovanna considera as acusações graves e sugeriu que a divulgação foi estrategicamente planejada para coincidir com seu aniversário e com a recuperação de seu pai, que havia deixado recentemente a UTI. Ela ressaltou que o silêncio anterior não deve ser interpretado como fraqueza, mas sim como uma priorização da dor causada por seu ex-marido a muitas pessoas.
Contestando a queda na arrecadação
Giovanna também contestou a tese de má gestão financeira como causa da queda na arrecadação da igreja. Segundo ela, a redução se deve ao afastamento de fiéis provocado pelas denúncias que envolveram o ex-pastor. “É óbvio que a arrecadação da igreja cairia, porque nos bastidores, nos corredores, as notícias sobre você não paravam de chegar”, afirmou, direcionando suas palavras a Passamani e insinuando que sua real preocupação não é com a arrecadação.
Durante a gravação, ela reiterou as acusações de que Passamani tem provocado sofrimento à família e declarou possuir mensagens e outros elementos que poderiam ser apresentados publicamente, com a intenção de responsabilizá-lo criminalmente. “Muito em breve eu vou te colocar na cadeia”, declarou.
A ex-esposa assegurou que a Casa Ministério Cristão permanece fortalecida e negou qualquer crise institucional. “A gente está vivendo um tempo maravilhoso, a nossa igreja continua linda, nós estamos como grupo mais unidos do que nunca, mais fortes do que nunca, mais convictos do que nunca”, concluiu.
O contexto da ação judicial
O embate judicial se intensifica após Davi Passamani ingressar na Justiça de Goiânia. Ele pede o afastamento da atual diretoria da Casa Ministério Cristão e sua nomeação como administrador provisório da igreja por um período de 12 meses. Na ação, Passamani alega que a gestão atual promoveu um esvaziamento financeiro da instituição, desviando receitas milionárias provenientes dos royalties da banda Casa Worship para a empresa CW Produções Ltda., que seria ligada a Giovanna Lovaglio.
De acordo com a petição judicial, a receita operacional da igreja teria sofrido uma queda acentuada, passando de R$ 5,58 milhões em 2023 para R$ 2,02 milhões em 2024 e R$ 288 mil em 2025. O processo também aponta um déficit superior a R$ 1 milhão, além de dívidas, ações de cobrança e um risco iminente de colapso financeiro. Passamani busca, além do afastamento da diretoria, a prestação de contas, a restituição de valores e informações detalhadas sobre contratos e repasses relacionados à exploração econômica da Casa Worship. Até o momento, não há uma decisão judicial sobre o pedido.
Defesa da igreja e de Giovanna Lovaglio
A defesa da Casa Ministério Cristão, em nota oficial, negou veementemente todas as acusações apresentadas, classificando-as como tendo caráter de vingança pessoal. Os advogados argumentam que a redução das receitas da igreja ocorreu devido à saída de fiéis após as denúncias envolvendo Passamani, e não por desvios de recursos. A igreja informou ainda que está realizando uma auditoria independente sobre as gestões anterior e atual, empenhada em negociar a permanência no imóvel onde opera e que apresentará à Justiça toda a documentação contábil necessária para comprovar a regularidade de sua administração.
Em relação aos royalties da banda Casa Worship, a defesa esclarece que essa questão já está sendo discutida em um processo judicial próprio e nega categoricamente qualquer desvio de recursos. A igreja busca demonstrar a sua idoneidade e a gestão transparente dos seus recursos.
Posicionamento da defesa de Davi Passamani
Por outro lado, a defesa do ex-pastor Davi Passamani declarou que a ação judicial movida contra a Igreja Casa não tem como objetivo recolocá-lo na liderança da instituição. Em nota enviada ao Jornal Opção, o advogado Diogo Procópio explicou que o processo se concentra em supostos casos de esvaziamento patrimonial, desvio de royalties da banda Casa Worship e irregularidades administrativas cometidas pela atual gestão da igreja. Segundo a defesa, a ação protocolada em 25 de junho pede o afastamento da diretoria e a apuração detalhada da destinação dos recursos financeiros.
Os advogados sustentam que a atual administração teria transferido ativos e a arrecadação de fiéis para um novo Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), registrado como Igreja Casa, enquanto a antiga Casa Ministério Cristão teria permanecido com as dívidas acumuladas. Passamani deixou a liderança da igreja em 2023, após denúncias de assédio sexual feitas por fiéis, o que gerou investigações e processos judiciais, culminando em sua prisão preventiva em 2024. Ele nega as acusações e responde aos processos na Justiça.
A defesa de Passamani alega que a atual administração, composta por membros do antigo núcleo familiar do pastor, como sua mãe, filha e genro, teria promovido a criação de um novo CNPJ para concentrar a arrecadação da igreja. “Eles alegam que criaram um CNPJ novo para contornar a dívida da igreja, mas, na verdade, criaram um CNPJ com o mesmo nome, Igreja Casa, e toda a arrecadação passou a ser feita nesse novo documento”, afirmou a advogada Tana Paula, integrante da defesa.
Os advogados apontam a redução da arrecadação da instituição, que teria caído de R$ 5,5 milhões em 2023 para R$ 288 mil em 2025, como um indício de suposto esvaziamento financeiro. Também citam uma ação de despejo movida contra a Casa Ministério Cristão por uma dívida de aproximadamente R$ 730 mil em aluguéis acumulados desde o início de 2024. A defesa também levanta questionamentos sobre o patrimônio e o padrão de vida dos atuais administradores da igreja. “A administração alega que o endividamento aconteceu por causa do Davi, mas não foi isso que aconteceu. A igreja tinha condições financeiras de continuar funcionando sem estar no vermelho como está hoje”, afirmou Diogo Procópio.
Outro ponto levantado pela defesa é a venda da banda Casa Worship para a Warner Music em 2025, um negócio que teria superado R$ 10 milhões e que, segundo eles, não teria sido registrado na contabilidade da igreja. Os advogados também afirmam que cerca de R$ 1,3 milhão em royalties da banda teriam permanecido na empresa CW Produções Ltda., ligada à pastora Giovanna, sem repasse à instituição. Com base nessas alegações, a defesa pede à Justiça o afastamento imediato da atual diretoria, o bloqueio de bens e ativos da CW Produções Ltda. e dos gestores, além do rastreamento dos valores pagos pela Warner Music e o encaminhamento do caso ao Ministério Público de Goiás.