Os alunos espanhóis começam, na segunda-feira, o ano letivo 2007-2008, em meio a uma grande polêmica entre a Igreja Católica, os educadores, as famílias, a oposição conservadora e o governo, pela inserção da matéria “Educação para a cidadania e os direitos humanos” no currículo escolar.

A nova matéria, de estudo obrigatório para alunos entre 10 e 16 anos, faz parte da Lei Orgânica de Educação (LOE), aprovada em abril de 2006. Os alunos das regiões de Andaluzia, Astúrias, Cantabria, Catalunha e Extremadura estudarão a matéria a partir deste ano, e nas demais regiões ela será incorporada no ano letivo 2008-2009.

Com a “A Educação para a cidadania e os direitos humanos”, o governo socialista pretende capacitar os mais jovens, a conhecerem e exercerem seus direitos e responsabilidades, mediante princípios como convivência, sistema democrático, reconhecimento da diferença ou resolução pacífica de conflitos.

Mas certos conteúdos não agradam a Igreja, que considera esta matéria uma tentativa de doutrinação ideológica e moral dos jovens. Além disso, expoentes da Igreja consideram que a matéria viola a liberdade dos pais, de escolher a educação que querem para seus filhos.

Para a ministra da Educação, Mercedes Cabrera, todavia, o conteúdo da matéria não é alternativo ou substitutivo do ensino católico, mas sim um espaço de reflexão social e democrático, que não se contrapõe, de maneira alguma, com as crenças religiosas.

Fonte: Rádio Vaticano