A aplicação da pena de morte aumentou em 2006, com um maior número de execuções e de países que adotam a medida, tendo em primeiro lugar a China, segundo o relatório apresentado pela organização Nessuno Tocchi Caino (“Que ninguém toque em Caim”).

No ano passado foram executadas pelo menos 5.628 pessoas em 27 países, contra 5.494 de 2005, num total de 24 nações.

A China foi o país com mais execuções, com pelo menos 5 mil, cerca do 89% do total. Em seguida vieram o Irã, com 215, e o Iraque, com 65, empatado com o Sudão. Nos Estados Unidos foram 53, segundo o relatório.

A Ásia “se confirmou mais uma vez” como o continente responsável pela “quase totalidade das penas de morte no mundo”, com um total de 5.492 execuções.

A África é o continente onde mais aumentou o recurso à pena capital. Foram pelo menos 80 execuções, contra 19 do ano anterior, em seis países: Sudão (65), Somália (7), Egito (4), Uganda (2), Guiné Equatorial (1) e Botswana (1).

A América “seria um continente praticamente livre da pena de morte se não fosse pelos Estados Unidos”, o único país da região que aplicou o castigo em 2006. Foram 53 casos, contra 60 de um ano antes.

Na Europa, “a única mancha” é Belarus, onde segundo os dados da Organização de Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) houve três execuções.

No mundo há 51 Estados que mantêm a pena de morte, menos que os 54 de 2005, sendo 40 “ditatoriais”. Outros 146 aboliram as execuções ou, de fato, não aplicam a punição.

No entanto, o relatório destaca que no ano passado seis países retomaram as execuções “após anos de suspensão”: Barein, Botswana, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Guiné Equatorial e Malásia.

Nessuno Tocchi Caino é uma liga internacional de cidadãos e parlamentares pela abolição da pena de morte no mundo. A organização entregou o prêmio ao “Abolicionista do ano” de 2007 ao presidente de Ruanda, Paul Kagame, país que proibiu a pena capital.

Fonte: EFE