O arcebispo iraquiano, monsenhor Louis Sako, ressaltou, em entrevista concedida ao jornal vaticano “L’Osservatore Romano”, a importância e a necessidade de agir para “permitir que os cristãos fiquem no Iraque”.

Sako agradeceu a disponibilidade de alguns países da Europa para acolher cristãos iraquianos que deixam seu país natal sob a condição de refugiados, mas lembrou que o que interessa ao Vaticano é que “os cristãos fiquem no país”.

Para o arcebispo, as autoridades não podem permitir “que o país se esvazie de todas as suas minorias étnicas”. “Os cristãos fazem parte da história do Iraque e devemos fazer de tudo para permitir que essas pessoas vivam em paz e serenidade”.

O arcebispo afirmou que, para a permanência dos cristãos no país, é essencial a permanência das forças de segurança dos Estados Unidos no país. “o Iraque corre o risco de despencar em um precipício”, disse o arcebispo, se referendo a uma possível retirada das tropas americanas no final do ano, quando acaba a ordem da ONU (Organização das Nações Unidas) legalizando a sua permanência.

“Poderia explodir uma guerra civil difícil de superar. O país ainda é profundamente dividido internamente”, explicou. “Não se pode falar de unidade nacional e o governo tem consciência disso.”

Contudo, o Parlamento iraquiano aprovou no dia 27 de novembro, o pacto de segurança que permite a extensão do prazo da permanência das tropas americanas no país. Os acordos, que estavam sendo negociados desde março, entrarão em vigor em 1º de janeiro de 2009 e estendem o prazo de permanência até 2011. Atualmente, os EUA têm cerca de 150 mil soldados em solo iraquiano.

Sakos afirmou, no entanto, não ser pessimista sobre o futuro do Iraque, e acrescentou que “ainda há muito por fazer”.

Fonte: Folha Online