[img align=left width=300]http://conteudo.imguol.com.br/16/2017/07/04/arlindo-barreto-o-bozo-retratado-no-filme-bingo-em-culto-na-igreja-o-brasil-para-cristo-1499161926649_1920x1080.jpg[/img]

Inspirado na história de Arlindo Barreto, ator que interpretava o palhaço Bozo na televisão da década de 1980, o longa nacional Bingo – O rei das manhãs é uma das estreias de hoje nos cinemas.

Longa de estreia de Daniel Rezende (editor de Tropa de Elite e Cidade de Deus), Bingo – o rei das manhãs ficcionaliza o lado trágico vivido por Arlindo Barreto, um dos intérpretes do apresentador nos anos 1980. Na trama, inspirada em sua carreira, ele vira Augusto, e Bozo vira Bingo — por conta de direitos autorais, já que a marca Bozo foi criada nos Estados Unidos, em 1946.

Estrelado por Vladimir Brichta, o filme narra a história de Augusto, artista que, por trás da maquiagem do palhaço mais famoso da televisão, buscava sair do anonimato a qualquer custo, mas por questões contratuais, não podia revelar sua identidade. Por trás das câmeras, a fama o afundou nos vícios da cocaína e do álcool. Outro elemento dramático presente no longa está no fato de que, ao mesmo tempo em que o apresentador arrebatava crianças brasileiras, faltava com o próprio filho.

Com classificação indicativa de 16 anos, o filme ainda mostra os bastidores do programa infantil da década de 1980, com dançarinas seminuas e palavrões em transmissões ao vivo.

Para Arlindo Barreto, ex-intérprete do palhaço Bozo, o filme “Bingo: O Reis das Manhãs” leva luz sobre o seu passado.

[img align=left width=300]http://f.i.uol.com.br/hunting/2017/08/17/1503016600599636980f2e4_1503016600_16x9_md.jpg[/img]”Mostra quem foi aquela velha criatura, mas infelizmente não mostra um homem de Deus –até porque isso não vende.” A declaração foi dada ao “TV Fama”, da RedeTV!

Barreto, que atualmente mora em Miami, nos EUA, é pastor de igreja evangélica.

Ao programa, Barreto, que se envolveu com drogas, afirma que o trabalho excessivo, a separação da ex-mulher e a perda de sua mãe contribuíram para o que chama de “pior período de sua vida”.

“Foram baques profundos que me tiraram o chão e acabei ficando sem objetivos, caindo em uma rotina de trabalho e recorri ao uso de drogas, o que foi péssimo porque elas corroem as pessoas por dentro”, diz.

[b]Fonte: Folha de São Paulo[/b]