Ao menos sete pessoas morreram no ataque de um homem armado a um templo sikh no estado americano do Wisconsin neste domingo, informou a polícia americana.

O chefe da polícia de Greenfield, Brad Wentlandt, descartou a presença de um segundo atirador no interior do templo, como afirmava a imprensa.
“Até o momento, não detectamos outro agressor”, disse, assinalando que os agentes tentavam controlar o local do crime, contabilizar as vítimas e entrar em contato com testemunhas.

Quatro pessoas foram mortas no templo, e outras três, fora do prédio. Antes, Wentlandt havia dito que um suspeito havia sido abatido fora do templo após atirar contra um policial: “Um oficial chegou ao local, enfrentou o agressor, levou vários tiros, respondeu e liquidou o atirador”, disse Wentlandt, acrescentando que o policial foi internado.

Três adultos em estado crítico também estavam sendo atendidos no Hospital Froedtert, segundo um porta-voz. “Soubemos que a situação ainda não está sob controle, de modo que estamos preparados para mais vítimas”, disse o médico-chefe, Lee Biblo, à rede de TV CNN.

Forças de segurança estavam no local do ataque, entre elas membros do FBI. O diretor do templo, Satwant Kaleka, foi ferido e internado, segundo o “The Milwaukee Journal Sentinel”, que cita entre 20 e 30 vítimas no total.

Os Estados Unidos foram abalados recentemente pelo massacre em um cinema de Aurora (Colorado), onde um jovem de 24 anos, James Holmes, atirou contra a multidão, deixando 12 mortos e 58 feridos, no dia 20 de julho, estreia do mais recente filme da série “Batman”.

[b]Polícia encara tiroteio como terrorismo doméstico[/b]

A polícia está considerando o tiroteio que matou 7 pessoas em um templo religioso Sikh do estado americano do Wisconsin neste domingo (5) um “incidente de terrorismo doméstico”, disse o chefe de polícia de Oak Creek, John Edwards.

Edwards afirmou que o FBI (polícia federal dos EUA) está envolvido na investigação, e garantiu que o incidente está encerrado.

“A melhor informação é que havia apenas um atirador”, disse Edward em entrevista, desmentindo a informação de que havia vários envolvidos.

Ele disse que o local do incidente foi esvaziado, mas buscas continuam sendo feitas.

[b]Informações contraditórias
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As primeiras informações sobre o ataque eram contraditórias.
A imprensa local e testemunhas afirmaram que havia mais agressores e que 30 pessoas chegaram a ser mantidas reféns no interior do prédio.

Algumas pessoas teriam conseguido sair do templo quando perceberam o que estava acontecendo.

O jornal “The Milwaukee Journal Sentinel” disse, citando testemunhas, que o autor dos disparos seria um homem branco de cerca de 30 anos, que tinha duas armas de fogo.

Ele teria começado a disparar contra um sacerdote que estava fora do templo.

Outra testemunha disse que os tiros foram disparados dentro de uma cozinha do prédio.

Não havia confirmação oficial dessas informações.

[b]Sikhismo[/b]

O sikhismo, ou siquismo, é uma religião monoteísta fundada em fins do século XV no Punjab (região dividida entre o Paquistão e a Índia) pelo Guru Nanak (1469-1539).

Mundialmente, há 30 milhões de seguidores. Apenas nos EUA, eles são entre 250 mil e 500 mil. Os Sikhs são majoritários apenas no Punjab.
Nos EUA, especialmente depois do 11 de Setembro, os Sikhs muitas vezes foram confundidos com muçulmanos e agredidos. Mas eles não são nem muçulmanos, nem hinduístas.

Há uma comunidade sikh na região onde ocorreu o ataque deste domingo.

O templo Sikh de Wisconsin foi fundado em outubro de 1997, congregando cerca de 20 a 25 famílias, segundo seu site. Atualmente, tem entre 350 e 400 membros.

[b]Obama promete ajuda
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O presidente dos EUA, Barack Obama, disse que está profundamente entristecido pelo tiroteio.

Ele afirmou que o governo vai dar toda a ajuda necessária para reagir ao incidente e investigá-lo.

“Enquanto lamentamos a perda que ocorreu em uma casa de oração, nos lembramos de quanto nosso país foi enriquecido pelos Sikhs, que são parte de nossa ampla família americana”, disse Obama em comunicado.

John Brennan, conselheiro de Obama para contraterrorismo, mantém o presidente informado sobre os acontecimentos, segundo a Casa Branca.

[b]Fonte: G1[/b]