O Colégio Episcopal da Igreja Metodista do Brasil (IMB) entende que o tema “descriminalização do aborto”, em tramitação no Congresso Nacional, é da mais alta relevância “e precisa ser trabalhado tanto nos aspectos científicos, éticos, morais, sociais e do ponto de vista da saúde pública, e sempre na perspectiva da ética do Evangelho de Jesus Cristo”.

Em pronunciamento emitido na terça-feira, 5 de junho, o Colégio Episcopal reafirma posição contrária à prática do aborto, mas admite-o em situações extremas, quando estiver em jogo a vida da mãe, nos casos de estupro e naqueles casos em que a medicina comprova a inviabilidade da sobrevivência do feto.

No contexto da doutrina social da igreja, o Colégio Episcopal reafirma que a vida é um dom de Deus, que precisa ser preservada e dignificada desde a concepção até a morte.

Os bispos metodistas frisam que o planejamento familiar é essencial, pois dele resulta a paternidade/maternidade consciente, o ajustamento entre cônjuges, a educação dos filhos e a administração do lar.

No pronunciamento, eles consideram de extrema importância proporcionar à mulher uma educação sexual, renda familiar justa, acesso ao controle de natalidade, não abortivo, e suporte digno ao ato maravilhoso de “dar à luz”.

“A Igreja Metodista aceita e recomenda o uso dos recursos da medicina moderna para o controle da natalidade, quando não contraria a ética cristã”, afirmam os bispos metodistas, reconhecendo que o sexo, na ética cristã, “é considerado dádiva divina de Deus à vida por Ele mesmo criada”.

Fonte: ALC