Ainda não foi definido o projeto de recuperação do telhado central da Catedral de Vitória. Com isso, um dos cartões postais mais importantes do Estado e um dos símbolos mais fortes da Igreja Católica corre o risco de ser interditado, por questão de segurança, antes mesmo do Natal.

“É uma grande preocupação nossa”, afirmou o arcebispo de Vitória Dom Luiz Mancilha Vilela. Ele, que rezou a missa do último domingo, ficou espantado com a situação. “Escorria água pela parede”, lembra.

Segundo ele, “se nada for feito, a Catedral terá de ser fechada, por questão de segurança. Não quero que nada caia em cima dos fiéis”, afirmou Dom Luiz. Segundo James Ramos, funcionário do Instituto Modus Vivendi e responsável pela execução da reforma, corre-se o risco de fechar a igreja no final deste ano, antes do período de chuvas.

“O maior problema dentro da Catedral é o telhado central. Ele precisa de ser trocado o mais rápido possível”, afirma. Isso porque, entre ele e o forro da igreja há um grande espaço, por onde a chuva se infiltra e os pombos passam. “Quando você vai ao local, além do forte cheiro, a água da chuva acaba se misturando com excremento de pombo. É muito peso e, a qualquer hora, o forro não vai agüentar”, frisa Ramos.

Mas o Instituto espera, há mais de um ano, pela aprovação dessa reforma, por meio de financiamento federal. “Mandamos um projeto, mas passamos por alguns empecilhos, adequações. Agora falta a aprovação final”, resume.

O projeto está avaliado em R$ 1,5 milhão, e contemplará a reforma do telhado, que, além de mudar a telha, será fechado e protegido, e também recursos para desenvolvimento de novos projetos de restauração da Catedral, que serão realizados em nova etapa, em parceria com a Ufes.

Restauração total só em quatro anos

Estão previstos mais projetos de reforma para a recuperação total da Catedral Metropolitana de Vitória, todos dentro de uma segunda etapa. Isso significa que, para todo o espaço ser restaurado, serão necessários, pelo menos, mais quatro anos. Com a aprovação do projeto pela Lei Rouanet, tendo verba suficiente para realizar os projetos de restauração que ainda faltam, vão ficar para depois as obras de recuperação da pintura e dos ornamentos originais da Catedral, junto com sonorização, climatização, iluminação e urbanização da parte externa da igreja, incluindo a fonte que fica em frente a ela. “Tudo só poderá ser executado após a execução de projetos mais detalhados”, defende James Ramos, responsável pela execução da reforma, por meio do Instituto Modus Vivendi.

Fonte: Gazeta On-line