A Igreja Católica na República Dominicana desencadeará uma ofensiva contra o aborto, com protestos e celebrações eucarísticas em diversas partes do país.

A iniciativa será lançada nesta quarta-feira, dia 3, na Casa “San Pablo”, em Santo Domingo, com o testemunho do reitor da Universidade Autônoma de Santo Domingo (UASD), Roberto Reyna.

Ele revelou que o médico de sua mãe sugeriu que ela fizesse um aborto, quando estava grávida dele, alegando questões de saúde, segundo informaram os meios de comunicação locais.

As atividades prosseguirão, no dia 25 do corrente, com todos os veículos trafegando, durante o dia, com os faróis acesos, “em sinal de vida”, de acordo com o calendário sugerido pela Igreja.

Nesse mesmo dia, representantes da Igreja irão ao Congresso Nacional, levar um “abraço simbólico” ao Parlamento, e o cardeal-arcebispo de Santo Domingo, Nicolás de Jesús López Rodríguez, oficiará a santa missa no local, concelebrada pelos bispos da arquidiocese.

No dia 28 de outubro, os líderes da Igreja realizarão uma “Marcha pela vida” e colocarão um painel no Congresso Nacional, onde artistas plásticos pintarão temas em favor da vida.

No dia 20 de setembro passado, a Igreja Católica na República Dominicana denunciou que organismos internacionais e organizações não-governamentais (ONGs) pressionam o governo e os legisladores locais para que aprovem a legalização do aborto no país.

O presidente da Conferência Episcopal Dominicana, Dom Ramón Benito de La Rosa y Carpio, arcebispo de Santiago de los Caballeros, assegurou, num comunicado intitulado “Em defesa da vida humana”, que por “detrás da prática abortista, existe um grande comércio”, razão pela qual não se deve estranhar que haja essas supostas pressões para que o aborto seja legalizado.

Pouco antes, o Cardeal López Rodríguez definira a ONU como “irresponsável”, por apoiar o aborto terapêutico.

Fonte: Rádio Vaticano