Com tantos noivos na fila de espera, os padres têm realizado casamentos expressos. As bênçãos, o “sim”, a troca de alianças e o beijo dos noivos se dão, às vezes, em menos de meia hora. Portanto, a cena do padre perguntando se alguém tem algo contra a união é coisa de novela. Não dá tempo para isso.

Em média, são realizados cinco casamentos por sábado, começando às 17h. Na Igreja da Cruz Torta, são seis. O primeiro casal deve estar na igreja às 16h. A cerimônia, que custa R$ 900, dura cerca de 25 minutos. Isso se a noiva não atrasar. “Se atrasar, tem que cortar a entrada de damas e evitar as fotos”, explica a funcionária da secretaria da Igreja da Cruz Torta.

Mesmo nas cerimônias mais caras, como a da Nossa Senhora do Brasil, em que os noivos têm que pagar R$ 2 mil , o ritmo dos padres lembra o dos funcionários das redes de “fast food”. Também são cinco casamentos por dia. Às vezes seis, quando alguém resolve se casar às 22h.

Tudo é tão corrido que se tornou comum convidados dos casamentos “trombarem” na porta das igrejas.

– Uma vez uma noiva se atrasou, e a que seria a próxima chegou antes e quase entrou no horário da outra. O fotógrafo que avisou que ela estava no casamento errado – lembra a relações públicas Diany Mallagoli, da Coral Música Lumem Celebração de Eventos.

Quem quiser um casamento com exclusividade tem que estar disposto a desembolsar R$ 4 mil numa cerimônia, às quintas-feiras, na Nossa Senhora do Brasil. Outras opções com menos noivas são o Mosteiro de São Bento e a Igreja São Pedro e São Paulo, que realizam apenas dois casamentos por sábado. Um às 18h e outro às 19h30. A diferença é que na São Pedro e São Paulo paga-se R$ 2 mil e, no Mosteiro, R$ 6 mil – valor tão alto quanto os sonhos de algumas noivas.

Fonte: O Globo Online