Pesquisa revela que para chilenos a Igreja Católica ocultou informações sobre abusos sexuais cometidos por padres.

Uma pesquisa realizada pela imprensa chilena apontou que 88% dos chilenos acreditam que a Igreja Católica ocultou informações sobre supostos abusos sexuais cometidos por padres.

O levantamento, promovido pelo jornal “La Tercera”, também indica que 74% dos cidadãos consideram que o Vaticano não deu uma resposta adequada às denúncias de abusos atribuídos a sacerdotes.

A avaliação acontece depois que o padre Fernando Karadima, um dos mais influentes do Chile na década de 1980, passou a responder por sete denúncias de abuso sexual e suborno de testemunhas.

Karadima nega as acusações. Ele dirigia a União Sacerdotal do Sagrado Coração de Jesus, cujo objetivo é “a formação de um vínculo espiritual, em oração e caridade entre os membros”.

A pesquisa revela que apenas 10% dos entrevistados acreditam que a Igreja não tentou esconder os casos.

O bispo auxiliar de Santiago, Cristian Contreras, admitiu que a credibilidade da Igreja está baixa e acrescentou que reconhecer estes fatos “é um primeiro elemento para sair” da crise.

Contreras não quis comentar as declarações do cardeal Jorge Medina, que disse, em referência aos denunciantes dos abusos que teriam sido cometidos por Karadima, que um jovem de 17 anos sabe o que faz.

A pesquisa, que tem nível de confiança de 95%, também questionou a imagem da Igreja para os chilenos. Nesse âmbito, 24% dos entrevistados a classificam como boa; 32%, como regular; e 21%, como má.

Além disso, 59% das pessoas acreditam que a Igreja Católica piorou ao longo dos anos e 80% disseram que a confiança em relação à instituição diminuiu.

A Assembleia dos Bispos do Chile, que começa nesta segunda-feira, discutirá este tema.

[b]Fonte: Folha Online[/b]