A Polícia da região chinesa da Mongólia Interior (norte) deteve um monge católico que confessou o assassinato de um sacerdote e uma freira esta semana, fato que foi denunciado pela imprensa do Vaticano, informou nesta sexta-feira a agência oficial chinesa “Xinhua”.

O monge de 43 anos, chamado Zhang Wenping, foi detido na quinta-feira, em Hohhot, a capital regional, e confessou seu crime, segundo porta-vozes do Birô de Segurança Pública local.

Na última terça-feira, o sacerdote Joseph Zhang Sulai e a freira Maria Wei Yanhui foram encontrados mortos em um asilo para idosos na cidade de Wuhai.

O sacerdote, de 55 anos, recebeu sete punhaladas e resistiu com o agressor antes de morrer, enquanto a freira, de 32 anos, morreu vítima de uma facada no peito.

Segundo a agência vaticana “Asianews”, primeira que reportou o fato, os dois religiosos assassinados pertenciam à Igreja Católica clandestina, que reconhece a autoridade do papa de Roma frente à oficial chinesa (adscrita ao Partido Comunista).

No entanto, a “Xinhua” não confirma este ponto, assegurando que os falecidos pertencem à “Igreja Católica Chinesa”. No país asiático, muitos católicos dizem pertencer aos dois grupos – oficiais e clandestinos – e não há divisão clara entre uns e outros.

Na China há entre 8 e 12 milhões de católicos, segundo dados do Vaticano.

Vaticano e China romperam relações diplomáticas em 1951, depois que Pio XII excomungou dois bispos designados pelo Governo chinês, que por sua vez expulsou o núncio apostólico, que se estabeleceu na ilha de Taiwan.

Fonte: G1