Bispos católicos
Bispos católicos

Cerca de 400 bispos de todo o país estão reunidos desde ontem, quarta-feira (11), no Santuário Nacional de Aparecida (SP) para 56ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

No encontro, que vai até o próximo dia 20, os religiosos vão discutir a atual situação dos seminários e debater assuntos como política e violência.

Entre os assuntos sobre os quais se exige um posicionamento da cúpula da Igreja, estão a instrumentalização política da Conferência (escancarada em recente encontro das chamadas Comunidades Eclesiais de Base em Londrina e na presença de um bispo emérito na presepada de Lula no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC) e a falta de transparência dos recursos doados pelos fiéis (que tem como exemplo o escândalo de roubo de ofertas que levou para a cadeia o bispo de Formosa, em Goiás).

Dom Sérgio da Rocha, presidente da CNBB, decidiu reservar um momento no encontro para que os bispos conheçam algumas das denúncias que vieram à tona nos últimos meses, como a de que a entidade teria financiado uma ONG abortista, segundo revelou nas redes sociais Bernardo Pires Küster, um leigo de Londrina.

O Dom Darci Nicioli, arcebispo de Diamantina (MG) e presidente da Comissão de Comunicação da CNBB, falou sobre a importância do evento para a troca de experiências entre os religiosos. “Eles vão trazer a riqueza de suas igrejas particulares, e isso vai virar uma riqueza partilhada”, disse.

Eleição e violência

O texto de uma cartilha com orientações sobre as eleições deste ano deve ser concluído durante a Assembleia Geral. A intenção é auxiliar os fiéis católicos nesse processo de decisão – em outubro serão escolhidos presidente, governadores, senadores e deputados.

O documento, que deve ser depois distribuídos nas paróquias, deve conter indicações básicas sobre o universo da política a partir do olhar da Igreja.

A violência também deve ser alvo de discussão no encontro dos bispos. O assunto também é tratado na Campanha da Fraternidade deste ano, cujo tema é ‘Fraternidade e Superação da Violência’.

Fonte: O Antagonista e G1