A agência de notícias International Christian Concern (ICC) foi informada de que sete cristãos afegãos e suas famílias, que fugiram de sua terra natal para a Índia, tiveram seu pedido de asilo negado pela ONU.

Eles serão deportados para o Afeganistão, onde poderão enfrentar prisões e execução por apostasia.

A Alta Comissão para Refugiados da Organização das Nações Unidas (UNHCR) rejeitou ou encerrou o processo de sete famílias cristãs que buscavam o status de “refugiados” na Índia, após fugirem da perseguição religiosa no Afeganistão. Entre os requerentes estava Aman, pai de quatro filhos, que também recebeu uma carta autorizando sua deportação.

Aman e sua esposa se converteram ao cristianismo há onze anos. Depois disso, Aman foi estudar em um seminário em Rawalpindi, Paquistão, antes de retornar ao Afeganistão para trabalhar com uma organização de ajuda humanitária em Cabul. Ele fugiu do país e viajou para a Índia depois que uma rede de TV transmitiu imagens de afegãos sendo batizados e participando de reuniões de oração em maio de 2010. A transmissão gerou protestos em todo o país e um aumento na perseguição aos cristãos por parte do governo.

Após solicitar asilo na Índia, Aman foi informado de que ele receberia a condição de refugiado. No entanto, um documento emitido em 12 de abril afirmava que o pedido havia sido negado porque os critérios estabelecidos – de que alguém poderia receber asilo político apenas se tivesse sido perseguido por causa de sua raça, religião, nacionalidade ou opinião política e que não pode ser protegido pelo governo de seu país – não foram preenchidos.

“O escritório da UNHCR encerrou alguns casos apresentados por nossa comunidade. Isso aconteceu após todos os nossos esforços de informar e convencer a UNHCR de que é impossível viver como um cristão no Afeganistão se sua identidade é revelada ao público. A apostasia é considerada um crime, uma ação ilegal e um pecado, punível em morte, de acordo com a lei islâmica sharia, que é a base para a Constituição afegã”, afirma um líder cristão.

“Nossa comunidade é perseguida e rejeitada. Nós deixamos para trás todos os nossos pertences para podermos salvar nossas vidas. Aqui na Índia, não estamos recebendo nenhuma proteção física ou legal. Somos agredidos, atacados e insultados pelos muçulmanos indianos.”

[b]Fonte: Missão Portas Abertas[/b]