Embora o Natal não seja uma festa significativa para os chineses de meia idade, muitos jovens do país se animam com a aproximação do Natal.

“Eu pensava que Deus era como o Imperador de Jade do mito chinês, e quando criança tratava ambos como superstições. No entanto, quando tive a oportunidade de conhecer o cristianismo, percebi que não se trata de superstição”, indicou Yu Longsheng, um estudante de pós-graduação da Universidade de Xiamen.

“A fé me libertou da solidão, pressão e nervosismo. Agora sou um universitário e acredito em Deus”, apontou.

De acordo com um relatório da Academia Chinesa de Ciências Sociais (ACCS), o primeiro caso registrado da entrada do cristianismo na China foi no Século VII. O país conta agora com cerca de 23 milhões de cristãos, ocupando 1,8% de sua população.

A religião se desenvolve rapidamente na China. Entre os cristãos do país, cerca de 3% se converteram antes de 1965, 5,7% entre 1966 e 1981, enquanto 73,4% se tornaram cristãos depois de 1993, segundo o documento.

“A China se desenvolve de maneira rápida na área econômica, mas também existem diversos problemas sociais, como a desigualdade social”, comentou Liu Peng, pesquisador da ACCS.

“A perda de fé tornou-se a mais séria ‘doença’ dos chineses no século XXI”, acrescentou.

Entretanto, o cristianismo atende às demandas espirituais de alguns chineses, disse Li Hua, padre da Igreja de Chongwenmen de Beijing.

“De certa forma, o futuro de um indivíduo ainda se baseia na posição social que ele ocupa”, confirmou Li, “mas a religião defende a igualdade”.

A China isenta a única companhia autorizada para a impressão da Bíblia de várias taxas, e ainda possui uma rede de vendas com 70 centros de distribuição para ajudar a garantir a cada cristão, sua própria Bíblia.

A China declara em sua Constituição que a liberdade de crença religiosa é um direito fundamental para os cidadãos chineses e fornece apoio a todos os crentes de qualquer religião.

Além de cristãos, o país asiático conta com mais de 100 milhões de crentes de várias outras religiões, como budismo, taoísmo, islamismo e catolicismo, segundo dados publicados no site da Administração Nacional dos Assuntos Religiosos.

[b]Fonte: CRI online
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