Ameaças de acusações de “blasfêmia” em duas províncias do Paquistão forçaram um faxineiro cristão e um jovem casal a se esconderem.

Diferentes acontecimentos mostram como as leis paquistanesas de blasfêmia permitem a sociedade predominante muçulmana sunita, aterrorizar a minoria cristã. Um faxineiro do distrito de Bahawalnagar, da província Punjab foi forçado a deixar seu emprego e fugir com sua família, e o casal de Karachi, província Sindh, estão fugindo de ameaças de muçulmanos da família da noiva.

Em Chishtian, distrito de Bahawalnagar, extremistas muçulmanos acusam o faxineiro Tanvir Masih, da nova colônia cristã, de blasfêmia após encontrarem-no usando uma vassoura cuja alça estava coberta com placas de propaganda de uma empresa farmacêutica contendo um verso do alcorão em árabe que dizia: “Deus é a melhor cura!”

Os radicais muçulmanos da colônia Ghareebabad interceptaram Masih enquanto ia para casa após o trabalho em 28 de julho, e o acusaram de profanar Maomé, o profeta do islã, e o alcorão, por cobrir parte do cabo de sua vassoura com a propaganda farmacêutica, diz uma fonte anônima.

Masih, pai de dois filhos, um de 3 anos e outro de 2 meses, tentou explicar que outros deram a ele os cartões, em sua maioria escritos em inglês, e que ele não entendia essa língua. Os extremistas, que receberam um telefonema de um grupo muçulmano que afirmava ter encontrado um cristão que cobriu parte do cabo de sua vassoura com papeis contendo o nome de Alá, verbalmente descontaram sua raiva nele, declara a fonte.

Um representante da companhia farmacêutica confirmou a Compass que em alguns cartões de anúncio de medicamentos A-4, contém um pequeno verso do alcorão em árabe, “Ho Al Shafi,” que significa “Deus é a melhor cura!”

As partes trouxeram o assunto ao advogado de Masih, um médico identificado somente como Dr. Arshad da clínica Baiwa, e um escritório de saúde, de acordo com um clérigo cristão local. Arshad e o official médico decidiram que Masih não cometeu blasfêmia contra Maomé, o alcorão ou islã, e os muçulmanos extremistas inicialmente disseram que aceitaram sua decisão, diz o pastor.

No momento em que Masih saía da clínica, entretanto, encontrou muçulmanos irados que tomaram a rua, declara o pastor. Masih deu uma virada em sua vida, e desde então ninguém mais o viu ou sua família. O pastor diz que ele ficou preocupado, entretanto, Masih e sua família estavam seguros em um lugar desconhecido.

Outro clérigo, o rev. Shamshad Gill de Bahawalnagar, confirmou que muçulmanos atacaram Tanvir Masih mês passado em Chishtian sob acusações de difamar o alcorão, e que ele fugiu com as crianças.

Até o momento, Masih e sua família estão escondidos em um local desconhecido.

A colônia Ghareebabad contém mais de 10 mil famílias muçulmanas, enquanto a nova colônia cristã tem apenas 100 lares cristãos.

[b]Fonte: Missão Portas Abertas[/b]