Cristãos pró-Israel estão unindo forças para pressionar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a colocar em prática a mudança de localização da embaixada americana de Tel Aviv para Jerusalém. Os grupos que apoiam a mudança da embaixada americana estão ressaltando o significado de Jerusalém para o povo judeu, especialmente por ser considerada a capital de Israel.

[img align=left width=300]https://thumbor.guiame.com.br/unsafe/840×500/top/smart/media.guiame.com.br/archives/2015/07/31/3166778173-cupula-da-rocha-e-muro-das-lamentacoes-em-jerusalem.jpg[/img]A diretora da Embaixada Cristã Internacional de Jerusalém, Susan Michael, observa que Israel é o único país em que a embaixada não está localizada na capital. Isso acontece porque Jerusalém não é reconhecida pela comunidade internacional como capital do país, sendo considerada apenas a cidade de Tel Aviv.

“Milhões de cristãos em todo o mundo entendem, com base na Bíblia, o significado espiritual de Jerusalém para o povo judeu, que foi estabelecida como capital de Israel há cerca de 3 mil anos pelo rei Davi”, disse Michael ao site Jewish News Service.

Além disso, Michael afirma que os cristãos acreditam na lei espiritual estabelecida em Gênesis:12-3: “Abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem”. “Os cristãos querem ver os EUA apoiando Israel e desfrutando das bênçãos que este apoio trás”, disse ela.

Alinhado aos pensamentos de Michael, o presidente da organização Cristãos Em Defesa de Israel, Matthew Staver, disse que o apoio a Israel é bíblico. Para ele, deixar de reconhecer Jerusalém como capital da nação equivale ao antissemitismo. O fundador da ONG Cristãos Unidos por Israel, David Brog, também compartilha essa opinião, afirmando que os cristãos reconhecem o significado de Jerusalém.

O presidente da Coligação da Liderança Hispânica em Israel, pastor Mario Bramnick, disse que um dos fatores que levaram os evangélicos a apoiarem Donald Trump nas eleições foi seu apoio a Israel. Bramnick ressalta que Deus entregou Jerusalém aos descendentes de Abraão em uma “aliança eterna que nenhum presidente, primeiro-ministro ou monarca tem autoridade para tirar”.

Enquanto isso, Al Jazira, a maior emissora de televisão do mundo árabe, especula que a deslocalização da embaixada não vai acontecer tão cedo. O porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, teria sido questionado sobre o tema por três vezes, mas respondeu que ainda não havia uma decisão sobre essa questão.

O Congresso aprovou a Lei da Embaixada de Jerusalém em 1995, pedindo aos EUA que reconhecessem Jerusalém como capital de Israel e mudassem a embaixada para a cidade. No entanto, os presidentes sucessivos, incluindo o ex-presidente Barack Obama, assinaram sucessivas renúncias para adiar a mudança. Donald Trump tem até o dia 1 de junho para decidir entre assinar uma nova renúncia ou mover a embaixada.

[b]Fonte: Guia-me[/b]