O prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), vai ficar distante das festas em seu primeiro Carnaval no cargo. Ele decidiu viajar com a família durante o feriado e não deve nem participar da entrega da chave da cidade para o Rei Momo.

[img align=left width=300]http://www.brasil247.com/images/cache/1000×357/crop/images%7Ccms-image-000532618.jpg[/img]Bispo licenciado da Igreja Universal, Crivella já disse a interlocutores que não quer aparentar algo que não é. Sua preocupação tem sido manter, neste primeiro ano de gestão, o mesmo apoio dado ao evento pela gestão passada.

A diferença de comportamento com o antecessor, Eduardo Paes (PMDB), porém, será gritante. O ex-prefeito transformou a “transmissão de posse” da folia num megaevento com cerveja e feijoada.

O discurso de austeridade fiscal é mais um argumento na defesa de uma festa mais enxuta. Confirmada a ausência do prefeito, o responsável por entregar a chave ao Momo será o vice-prefeito, Fernando MacDowel, ou a secretária de Cultura, Nilcemar Nogueira, neta do cantor e compositor Cartola.

Crivella viajará para o exterior durante os quatro dias de festas. Mas seus auxiliares tentam convencê-lo a participar ao menos da abertura do desfile na Sapucaí, que conta com execução do hino da cidade pela banda da Guarda Municipal.

Embora oposta à de seu antecessor, a atitude de Crivella não é inédita.

O ex-prefeito Cesar Maia (DEM) ficou distante da festa no ano de 2006, quando foi para Portugal sob alegação de organizar as comemorações de 200 anos da chegada da família real ao país –o que ocorreria dois anos depois.

A entrega das chaves ao rei Momo e a presença na Sapucaí ficou a cargo do então vice-prefeito Otávio Leite (PSDB).

Crivella, contudo, planeja uma visita à Cidade do Samba, onde ficam os barracões das 12 escolas de samba do Grupo Especial.

Durante a campanha eleitoral, quando questionado sobre o tema, ele dizia que garantiria apoio à festa por ser um dos principais atrativos turísticos da cidade.

O prefeito manteve o apoio de R$ 2 milhões pagos às escolas do Grupo Especial. Elas, porém, ainda não receberam a segunda parcela porque algumas não tiveram suas prestações de contas da primeira aprovadas.

Aos blocos de rua, manteve o modelo de oferecer, por meio de parceria com a iniciativa privada e patrocínios, a estrutura de banheiros e coleta de lixo necessária para os desfiles.

“Seria muito difícil para ele mudar todo o modelo de Carnaval com um mês na gestão. Se houver mudança, será a partir do segundo ano”, disse Rita Fernandes, presidente da liga de blocos Sebastiana.

[b]Fonte: Folha de São Paulo[/b]