m 31 de agosto, dez policiais invadiram a igreja doméstica ‘Igreja Com Uma Missão’, do distrito de Hoc Mon, interrompendo o culto e causando alvoroço entre os novos convertidos.

O incidente afetou o pastor Chinh Van Nguyen, que está doente desde então.

Pastor Chinh disse que as autoridades pioraram a situação ao interrogarem a congregação sobre quem era o líder dela, e dizendo “Por que vocês estão fazendo esse tipo de coisa boba?”.

A essa pergunta, a congregação respondeu em conjunto: “Estamos aqui apenas para cultuar e louvar Jesus Cristo, como cristãos, baseados nos ensinamentos de Jesus”.

Sem crer na resposta da congregação, a polícia mandou que o pastor Chinh fosse à delegacia para ser investigado e interrogado. O pastor se recusou, uma vez que era domingo e que a polícia não fizera nenhuma intimação oficial.

Proibidos de se reunir em casa

Ao ver que não era fácil lidar com os cristãos, os policiais saíram furiosos, gritando ameaças. Quinze minutos depois, dois deles voltaram e intimidaram o pastor, obrigando-o a ir à delegacia.

“Não tive escolha”, disse o pastor. Ao chegar lá, ele encontrou cinco policiais prontos para interrogá-lo. Dois deles eram do Departamento de Segurança do distrito. Eles se revezaram no questionamento, enquanto um deles fazia a minuta da reunião.

“Disseram-me que nossa igreja havia quebrado a lei de Segurança e Ordem Social, pois diziam que não tínhamos permissão para congregar as pessoas, praticar atividades religiosas e pregar a religião das boas-novas”, contou o pastor.

Segundo ele, a minuta proibia a igreja de se reunir ilegalmente em uma casa. Se forem descobertos pela polícia mais uma vez, as conseqüências serão piores.

“Fui liberado assim que assinei a minuta. Havia passado cinco horas na delegacia, ouvindo avisos e ameaças.”

Registro negado

O pastor conta que, no dia seguinte (1º de setembro), ele foi chamado de volta à delegacia. O delegado reiterou os “atos errados” do pastor de reunir pessoas ilegalmente e de pregar o evangelho sem permissão.

A reposta de Chinh foi: “Não fiz nada além de um culto”.

Não sendo registrado, o pastor levara à delegacia um pedido de permissão para legalizar sua igreja. O delegado ignorou-o, dizendo: “não nos importamos com isso”.

O pastor também foi alertado a não “converter” pessoas, pois seria processado se o fizesse.

Em seu e-mail à agência ANS, Chinh escreveu: “Gostaríamos de lhes pedir que considerassem esse evento e fizessem o que estiver ao seu alcance para pressionar o governo do Vietnã, a fim de abrandarem as leis de liberdade religiosa e de expressão”.

Segundo o pastor, esse evento é apenas uma das centenas de histórias não contadas da Igreja vietnamita, em especial, entre as minorias étnicas.

Fonte: Portas Abertas