O papa Bento 16 criticou na sexta-feira, em um encontro com o primeiro-ministro de Luxemburgo, as manobras realizadas para legalizar a eutanásia.

Luxemburgo aprovou recentemente uma lei autorizando que doentes em fase terminal coloquem fim a suas vidas.

O pontífice reuniu-se durante meia hora com o primeiro-ministro Jean-Claude Juncker, cujo Partido Social Cristão tentou, sem sucesso, impedir a aprovação da medida pelo Parlamento luxemburguês, em fevereiro. A lei deve entrar em vigor na metade deste ano.

“Houve referências específicas à defesa da vida humana ou ao processo legislativo atualmente em andamento e referente à eutanásia”, afirmou o Vaticano em um comunicado divulgado após o encontro.

Pela lei de Luxemburgo, a eutanásia poderia ser realizada no caso dos doentes terminais e no caso dos que enfrentam doenças ou condições incuráveis, mas apenas quando esses pacientes confirmarem várias vezes seu desejo de morrer e com o consentimento de dois médicos e de um painel de especialistas.

Em abril de 2002, a Holanda se tornou o primeiro país a autorizar a “morte assistida” para os doentes terminais.

No ano passado, o Poder Legislativo da Cidade do México aprovou uma lei permitindo que os doentes terminais neguem-se a receber tratamento.

A Igreja Católica opõe-se à eutanásia, mas defende que medidas existentes de suporte artificial à vida — ou seja, medidas excessivamente agressivas e possivelmente dolorosas — podem ser interrompidas com o consentimento da família do doente.

No ano passado, o Vaticano decidiu ser errado parar de administrar comida e água para pacientes em estado vegetativo mesmo que não haja nenhuma possibilidade de que recuperem a consciência.

Fonte: Reuters