O deputado cristão Butros Harb apresentou nesta quinta-feira sua candidatura à Presidência do Líbano nas eleições deste ano.

“Tenho a honra de apresentar minha candidatura à Presidência da República”, anunciou o deputado da coalizão anti-Síria “Forças de 14 de Março” em entrevista coletiva na sede do Parlamento.

A eleição ainda não tem data marcada, mas deve acontecer em algum momento entre 25 de setembro e 24 de novembro, quando termina o mandato do atual presidente, o também cristão Émile Lahoud.

A candidatura de Harb se junta às já declaradas dos deputados Robert Ganem, Michel Aoun, Nayla Moawad e Nasib Lahoud.

Antes de divulgar o programa eleitoral, o parlamentar (que foi ministro várias vezes) prestou homenagem aos líderes anti-sírios assassinados, assim como aos militares mortos em missões para que “o Líbano seja livre e soberano”.

“A vida ou a morte do Líbano está em nossas mãos”, disse Harb.

Sobre a posse de armas do grupo radical xiita Hisbolá, Harb disse que é necessário encontrar “uma solução honrosa” e destacou que “o Estado tem o monopólio das armas”, embora não devam ser esquecidos “os sacrifícios da resistência”.

Além disso, o deputado assegurou que as Forças Armadas devem se preparar para serem os únicos fiadores da soberania e da segurança.

Quanto às relações com a Síria, Harb disse que é urgente iniciar um diálogo sincero para que as relações entre os países sejam fraternais e baseadas no respeito mútuo. Ele insistiu na necessidade de não haver ingerências e de abrir uma Embaixada libanesa na Síria e vice-versa.

Harb também destacou que as fronteiras entre o Líbano e a Síria devem ser claramente limitadas nas fazendas de Chebaa, no lado libanês.

Israel e a ONU consideram que as fazendas de Chebaa, conquistadas por Israel na Guerra dos Seis Dias de 1967 junto ao Golã, são sírias, enquanto Beirute reivindica a área.

Segundo a Constituição libanesa, herdada da França, o Presidente tem de ser um cristão maronita, o Primeiro-ministro deve ser muçulmano sunita e o chefe do Parlamento deve ser muçulmano xiita.

Fonte: EFE