As autoridades egípcias detiveram e interrogam sete funcionários cristãos acusados de falsificar a documentação de vários coptas que retornaram à sua religião após se converterem ao islamismo, informou neste domingo o jornal “Al-Masri Al Yom”.

Os sete trabalhadores do Ministério do Interior egípcio são acusados de receber subornos para mudar a religião nas carteiras de identidade de vários cidadãos coptas que se converteram ao islamismo e depois voltaram ao Cristianismo.

Segundo o jornal, a Promotoria da Segurança do Estado egípcio deteve os funcionários enquanto continua a investigando o caso.

O “Al-Masri Al Yom” informou que, segundo as primeiras investigações, os acusados trabalham em várias delegacias e conheceram egípcios cristãos que queriam mudar sua religião de “muçulmano para cristão” em suas carteiras de identidade, mas que não conseguiram, já que o Ministério do Interior proíbe essa prática.

Após encontrar obstáculos nos trâmites administrativos para mudar a religião em seus papéis oficiais, os cidadãos pagaram subornos aos funcionários para que facilitassem a troca, segundo o jornal.

Várias organizações de direitos humanos denunciaram em diversas ocasiões os obstáculos administrativos encontrados pelos convertidos ao cristianismo para poder registrar sua nova fé.

Com cerca de 90% de muçulmanos, a mudança de religião no Egito é um assunto muito delicado, e só se divulga publicamente a islamização de cristãos, algo que não ocorre com a cristianização de muçulmanos.

Fonte: EFE