Neste final de semana ocorreu a primeira eleição popular para Presidente da República. O candidato Ahmed Shafiq agradou aos cristãos coptas ao afirmar que combateria o radicalismo islâmico.

Aconteceu no Egito neste final de semana (17) a primeira eleição popular para Presidente da República. Apesar de ainda não ter ocorrido a publicação de dados oficiais, simpatizantes do candidato Mohamed Mursi da irmandade Mulçumana já cantam vitória.

Os primeiros resultados oficiais só serão divulgados na quinta-feira. No entanto, na manhã desta segunda-feira (18), a Irmandade se reuniu com repórteres para anunciar a sua vitória nas urnas.

Os islamistas dizem ter conseguido 52% dos votos contra 48% de seu rival Ahmed Shafiq, ex-primeiro-ministro de Hosni Mubarak. Segundo partidários de Mursi, mais de 90% dos votos já teriam sido apurados.

Para grande parte dos cristãos coptas, que são mais de 10% da população, Shafiq seria a melhor opção entre os candidatos, já que promete combater o radicalismo islâmico.

Recentemente, cristãos foram atacados por militantes salafistas, corrente extremista do Islã que passaram a destruir igrejas e a perseguir grupos cristãos, gerando feridos e mortos.

Mesmo com os ataques a igrejas cristãs, alguns cristãos seguem a ordem oposta à lógica esperada pela comunidade religiosa, declarando seu apoio ao candidato islâmico.

“Sou cristão, mas não acho que me encaixo no perfil de grupo religioso amedrontado com islamistas. Votar em Shafiq apenas por ser secular e para barrar os islamistas é trair a revolução”, declarou por telefone o cristão copta Kamal Zuheir, ativista e advogado, segundo publicação terra.

Kamal ainda declarou que, durante o governo de Mubarak, os cristãos sofreram abusos de direitos humanos e intimidação das forças de segurança. Ele salientou também que Shafiq recebe o apoio apenas da velha geração de cristãos.

Com participação de mais de 45% dos eleitores na eleição no fim de semana, segundo a comissão eleitoral, os egípcios aguardam o resultado oficial que oficializará ao cargo o próximo Presidente do país.

[b]Junta Militar Egípcia
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Independente de quem vencer , o governo do presidente deverá ser de acordo com as regras impostas pelas forças armadas que assumiu no domingo (17) as funções do parlamento.

A Junta Militar declarou que vai decidir que poderes o futuro presidente terá. Os militares também anunciaram que vão indicar uma comissão para elaborar a nova constituição do país.

[b]Fonte: The Christian Post[/b]