Igreja católica, através da arquidiocese de Uberaba, centros espíritas e Conselho de Pastores organizaram na tarde dessa quinta-feira (8), um manifesto contra o aborto.

[img align=left width=300]http://www.jornaldeuberaba.com.br/zdata/arquivos/Dezembro_2016/09/A6-1.jpg[/img]De acordo com o arcebispo da arquidiocese de Uberaba, Dom Paulo Mendes Peixoto, a iniciativa aconteceu devido à decisão da primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que abre precedente para descriminalizar o aborto até o 3º mês de gestação. Participantes do manifesto, que foi realizado em frente a Catedral Metropolitana, próximo à praça Rui Barbosa, estenderam faixa pedindo para que os motoristas buzinassem, caso fossem contra o aborto.

“Primeiro motivo é porque a igreja é a favor da vida. A vida deve vir em primeiro lugar. Sabemos que o Congresso está se manifestando no sentido de despenalizar o aborto até o terceiro mês de gestação. Sabemos que no terceiro mês, já é pessoa. Se minha mãe tivesse me abortado, eu não estaria aqui hoje. Para nós, a visão bíblica, católica e também para os evangélicos, é de que a vida existe desde a concepção até a morte natural. Nós temos uma manifestação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), na qual há uma nota, que é um repúdio a essa atitude do Congresso. Claro que podemos dizer que, aos poucos, o Brasil está aprovando a pena de morte. São passos para chegar a isso. Não podemos concordar com essa atitude de agressão à vida, principalmente quem é indefeso, pois no seio materno, a criança não tem defesa alguma. Isso é simplesmente uma agressão ao grande sentido daquilo que é o maior dom de Deus, que é a vida”, argumentou.

Arcebispo acrescentou. “Expectativa é quanto à sensibilização. O Congresso tem um parecer e o povo, às vezes, tem outro. De certa forma, passa a ser um desrespeito àquilo que já é natural nas pessoas, principalmente no Brasil, que é um país que se diz cristão e deveria ter uma ética e um respeito pela vida. Isso não está acontecendo, e digo isso não só pela questão do aborto, mas, há muitas atitudes que acontecem no Brasil que são, logicamente falando, contra a vida. O desrespeito, a desonestidade, as corrupções, revelam um país que vive mergulhado na injustiça e no desrespeito à vida”, completou.

De acordo com as leis brasileiras, o aborto só não é punido com prisão, caso a gravidez seja resultado de um estupro; se houver risco para a vida da mulher; e no caso de fetos anencéfalos. Questionado sobre a posição da igreja em relação ao aborto em casos como esse, Dom Paulo foi taxativo. “Qualquer tipo de ofensa à vida, a igreja é contra. Mesmo a pessoa estando nessas condições, ela pode nascer e ter um tempo de vida e uma vida feliz. Não significa que a pessoa vai ser infeliz nascendo dentro dessa condição, desse contexto. A igreja é definida no sentido de defesa da vida, desde a concepção, até a morte natural. Isso é bíblico e a igreja, logicamente, não vai contra a Bíblia”, concluiu.

[b]Fonte: Jornal de Uberaba[/b]