Um grupo de membros da seita japonesa da Verdade Suprema, causadora do ataque com gás sarin no metrô de Tóquio de 1995, abandonou a organização e planeja fundar um novo culto até o fim de maio, segundo informou hoje a agência “Kyodo”.

A Verdade Suprema, rebatizada Aleph em 2002, conta atualmente com 400 seguidores e 690 simpatizantes. Mas somente 58 membros apóiam a decisão do atual líder espiritual, Fumihiro Joyu.

Dos 58 membros dissidentes, 44 são críticos do fundador da Verdade Suprema, Shoko Asahara, cujo nome real é Chizuo Matsumoto.

Asahara e 13 seguidores foram condenados à morte pelos atentados ao metrô da capital japonesa, que mataram seis pessoas e intoxicaram 6 mil, em 20 de março de 1995.

Naruhito Noda deve assumir a liderança da facção pró-Asahara dentro da Aleph, depois da divisão interna.

A seita é considerada um grupo terrorista pelos Estados Unidos, mas não pelo Japão.

Segundo seus seguidores, as doutrinas da Aleph têm como objetivo abrir o caminho para a iluminação de seus membros, com base no budismo e na ioga. No entanto, a seita permanece marcada pelos crimes cometidos por seus antecessores.

Fonte: EFE