Bispos e pastores, representantes de conselhos e federações de evangélicas do Distrito Federal receberam bem a proposta do governador José Roberto Arruda para legalizar o uso dos terrenos públicos ocupados por templos religiosos.

Na noite desta segunda-feira, eles se reuniram com o governador e com o assessor especial do GDF, bispo Jorge Pinheiro para discutir o assunto. As três opções oferecidas pelo GDF e Terracap são a concessão de uso, com cobrança de taxa, a licitação, com alteração da destinação dos terrenos para templo religioso -o que diminuiria o preço a ser pago -, e a venda direta. No último dia 24, Arruda fez a mesma proposta aos responsáveis pelas 162 igrejas católicas que funcionam em terrenos irregulares no DF.

O pastor da Assembléia de Deus do Planalto (Adeplan) e presidente do Conselho de Pastores Evangélicos (Copev-DF), Josimar Francisco da Silva, admitiu as irregularidades e aprovou a iniciativa. “Muitos templos são realmente invasões. Com essas soluções, acredito que não temeremos mais trocas de governo, a solução parece mais definitiva”, conta.

O número de templos evangélicos irregulares ainda não é certo. Ao todo, são cinco mil no Distrito Federal. Desses, 800 estão listados pela Terracap para serem regularizados. Mas uma lista feita por parlamentares evangélicos da Câmara Legislativa estima em 2,7 mil, mais da metade. “Eu fico com a lista Câmara, porque os pastores, quando convocados ao cadastramento da Terracap, não compareceram em sua totalidade, com medo de multas ou penalizações”, conta o bispo Jorge Pinheiro. Os representantes das igrejas evangélicas farão um novo cadastro, que será encaminhado ao GDF e anexado nas minutas das leis que tratarão da cessão e licitação dos terrenos.

Para não serão alvo de ações por parte do Ministério Público do Distrito Federal, o assessor bispo Jorge Pinheiro disse que já procurou o órgão para pedir colaboração na elaboração de projetos que serão encaminhados à Câmara para tratar da regularização do uso dos terrenos. O governador Arruda deixou sob responsabilidade dos pastores a escolha da melhor forma para legalizar a situação. As igrejas menores, sem recursos para participar de licitação para compra de lotes poderão optar pelo pagamento de uma taxa ao governo. Como contrapartida das medidas, Arruda exigiu que nenhum templo novo seja construído em área irregular a partir de agora.

Fonte: Correio Web