Cerca de 50 pessoas participam do evento, na frente da igreja Missão. Manifestação foi para chamar a atenção do pastor Silas Malafaia.

Estudantes e representantes de coletivos de minorias fizeram um protesto contra o pastor Silas Malafaia, que esteve presente em um culto na igreja Missão, em Vila Velha, região Metropolitana de Vitória, na noite desta quarta-feira (5).

A igreja Missão Evangélica Praia da Costa foi procurada pelo G1, mas não se posicionou antes da publicação desta matéria.

[img align=left width=300]http://s2.glbimg.com/KbY8213WiBoFCd1pH9WXus6pI4A=/620×465/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2015/08/05/img-20150805-wa0019.jpg[/img]Um dos mobilizadores do evento, o coordenador estadual do coletivo Rua, Leonardo Gonçalves, falou que a intenção do evento é conscientizar as pessoas que de existem vários tipos de amor e que eles precisam ser respeitados.

“Ele [o pastor] é uma pessoa influente que está sempre presente na mídia, falando o quer e como quer, e dizendo que é em nome de Deus. A gente não tem essa voz como ele, então ele acaba propagando esses discursos de ódio, e nós somos estigmatizados e oprimidos por muitos. A gente só quer amor e respeito”, disse o estudante.

O grupo se mobilizou fazendo cartazes com frases como: “Com o preconceito não há respeito” e “Povo de Deus rejeitem os falsos profetas”. Alguns deles também pintaram os rostos.

Eles foram proibidos de entrar na igreja. Segundo eles, membros da entidade falaram que a casa estava cheia e que o Corpo de Bombeiros teria proibido a entrada de mais pessoas. Entretanto, os manifestantes também afirmam que várias pessoas entraram no local após essa justificativa.

O coordenador estadual do Instituto Brasileiro de Transmasculinidade, Natan Follador, também falou a importância de ter uma manifestação como essa em frente à uma igreja.

“O Silas Malafaia prega a morte, diz que nós vamos para o inferno. Ele é machista, tem um discurso homofóbico. Ou seja, ele prega o que ele quer e não o que está escrito na Bíblia. A gente quer o nosso espaço, a gente não quer que um pastor fique pregando que menor tem que ir para cadeia, e gays para o inferno”, disse Nathan.

[b]Fonte: G1[/b]