A Conferência Episcopal da Colômbia (CEC) incitou neste sábado as Farc a colocarem fim ao “longo pesadelo da guerra”, depois da morte de um dos dirigentes mais visíveis do grupo rebelde, “Raúl Reyes”, seu porta-voz internacional.

A morte do “número dois” das Farc “é um duro golpe” para essa organização, afirmou o secretário da CEC, Fabián Marulanda, em declarações à rede “Caracol Radio”.

O hierarca da Igreja Católica lamentou-se que “Raúl Reyes”, como os outros chefes no Secretariado ou comando central da organização insurgente, não tivesse escolhido a saída política ao conflito armado interno.

Luis Édgar Devia, o nome real do chefe insurgente, morreu hoje junto a outros 16 rebeldes em um bombardeio da Força Aérea Colômbia (FAC) a um acampamento guerrilheiro.

A base das Farc estava a cerca de 1.800 metros da fronteira sul da Colômbia com o Equador, segundo precisou em Bogotá o ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, ao informar da operação.

A CEC “espera que este fato” leve as Farc a aceitarem o convite feito pela Igreja para negociar um acordo humanitário sobre reféns e, também, a paz, disse Marulanda.

O Episcopado foi autorizado de novo, em dezembro passado, pelo presidente colombiano, Álvaro Uribe, para atuar na busca de um acordo.

O grupo possui atualmente quarenta reféns, entre eles a ex-candidata presidencial franco-colombiana Ingrid Betancourt, seqüestrada desde fevereiro de 2002.

Uribe autorizou as novas gestões da Igreja depois que a CEC apresentou uma proposta de “zona de encontro” ou sede para a negociação do acordo humanitário, em troca da exigência das Farc que sejam desmilitarizadas as localidades de Florida e Pradera (sudoeste).

Fonte: EFE