Eles já foram considerados doentes, depravados e pecadores. Agora, na Polônia, a Igreja Católica está obrigando os homossexuais a participarem de programas desenvolvidos especialmente para ajudá-los a “combater” a sua opção sexual.

Em Lublin, leste polonês, onde predominam os ensinamentos da Igreja Católica Romana, uma organização oferece “terapia” para os homossexuais, para total consternação dos grupos que lutam pelos seus direitos, que consideram a iniciativa uma aberração.

Durante o “tratamento”, os homens aprendem a chutar uma bola e as mulheres, a cozinhar. Mas, acima de tudo, todos os participantes têm que passar algumas horas orando com os padres.

“O objetivo do ‘gol’ não é mudar os pacientes e trocar suas orientações, mas ajudá-los a se preparar para os ensinamentos”, explicou Lena Wojdan, psicóloga envolvida na organização.

Os homossexuais enfrentam muitos preconceitos na Polônia, já que 90% dos 38,2 milhões de habitantes são católicos. Até mesmo os políticos mais importantes do país fazem inúmeros discursos homofóbicos. De acordo com uma pesquisa realizada em 2007, 53% da população considera o homossexualismo um pecado, enquanto 45% dos poloneses acreditam que os homossexuais deveriam tentar mudar sua preferência.

“Eles precisam aceitar que Deus os criou de uma maneira. É algo que eles estão tendo que levar como um fardo”, completou Lena.

“Hoje, eu me sinto livre por não ter que sobreviver com a minha homossexualidade de forma ativa. Não me sinto mais uma lésbica e já comecei, até mesmo, a descobrir os homens”, declarou uma mulher que participou de um dos programas individuais há cinco anos.

Para os grupos que lutam pelos direitos dos homossexuais o programa é um risco para a saúde mental dos participantes.

Fonte: SRZD