O padre polonês que se revelou gay no início deste mês, às vésperas do Sínodo do Vaticano, revelou à rede britânica BBC uma cópia da carta de renúncia que entregou ao papa Francisco.

Na carta, Krzysztof Charamsa acusa a Igreja Católica de transformar a vida de milhares de gays católicos em um “inferno”.

[img align=left width=300]http://image.stern.de/6484996/16×9-940-529/b1d6822dd3cb743ecfd1e15be019a0fc/tX/charamsa.jpg[/img]Diz ainda que a igreja é hipócrita ao não permitir padres gays já que clero é “cheio de homossexuais”.

Charamsa fazia parte da Congregação para a Doutrina da Fé, quando fez sua revelação bombástica, perdendo imediatamente o cargo. Em uma coletiva em um restaurante em Roma, o monsenhor declarou que era gay e que tinha um companheiro.

O Vaticano afirmou que a declaração do padre havia sido “irresponsável, já que visava colocar pressão da mídia sobre o Sínodo”.

Além disso, Charamsa foi demitido das duas universidades católicas em que dava aulas, em Roma, e suspenso das funções de padre pelo bispado da Polônia. Com isso, não poderá celebrar a Santa Missa, administrar os sacramentos ou usar a batina.

Segundo a BBC, o papa Francisco ainda não respondeu à carta de renúncia de Charamsa.

Esta não foi a primeira vez que o polonês teceu críticas duras à Igreja Católica depois de ter, como ele disse, “saído do armário”.

Em entrevista à BBC Brasil, ele afirmou que a igreja é “homofóbica, cheia de medo e de ódio”. Na ocasião, ele tornou público seu “Manifesto de liberação gay”, no qual pede o fim da discriminação de pessoas homossexuais por parte da Igreja Católica.

[b]Fonte: UOL[/b]