Dois lugares de culto da Igreja Presbiteriana da Graça, nas cidades de Karaganda e Oskemen, foram alvos de uma incursão por parte do Comitê de Segurança Nacional, a polícia secreta cazaque no dia 24 agosto, segundo relataram membros da igreja ao Forum 18.

Oficiais da polícia secreta vieram da capital Astana para invadir uma grande congregação em Karaganda. Durante 15 horas eles percorreram todo o local, impediram qualquer um de entrar e sair e forçaram os presentes a escreverem e assinarem declarações.

Três residências de membros das igrejas em Karaganda e Oskemen foram vasculhadas no mesmo dia. Foram levados computadores, discos e documentos destas propriedades.

Aleksandr Klyushev, da Associação de Comunidades Religiosas do Cazaquistão, contou que o líder da igreja, o arcebispo Igor Kim, a irmã dele e o administrador estão sendo investigados por traição.

“Todos nós estamos orando porque não foram apresentadas acusações para justificar a acusação de traição. Eu conheço o pastor. Ele é um patriota e não faria nada disso”, disse Aleksandr.

Aleksandr acredita o caso seja dirigido contra um homem de negócios que tem feito doações para o pagamento do aluguel da igreja e para os cursos realizados, mas que não é membro da congregação.

As invasões foram interpretadas como um sinal preocupante do poder crescente da polícia secreta.

Autoridades se negam a prestar declarações

“Nós não podemos falar, não somos uma organização aberta”, disse um oficial da polícia secreta de Karaganda, que se recusou a dar o nome ao Forum 18 no último dia 27 agosto.

Igualmente, Kenzhebulat Beknazarov, porta-voz da polícia nacional secreta de Astana, se recusou a dar explicações.

Yeraly Tugzhanov, líder do Comitê Para Assuntos Religiosos do Ministério da Justiça em Astana, também se recusou a discutir a invasão com Forum 18 no dia 28 agosto.

A pena para quem for condenado por traição à pátria vai de 10 a 15 anos de prisão.

Fonte: Portas Abertas