Um galpão, 30 cadeiras de plástico e um pastor. Essa mistura vem ganhando os bairros de Maceió e o resultado todos conhecem: uma igreja evangélica. A cada dia novos templos surgem em vários pontos da capital alagoana.

Esse crescimento não vem sendo controlado pela Prefeitura, que não tem idéia do número de igrejas e muito menos os de fiéis.

Sem a menor preocupação quanto aos protocolos necessários para a abertura de qualquer local que vai concentrar pessoas, como itens de segurança, as igrejas se espalham pelos bairros de Maceió. Na periferia, há avenidas em que podem ser encontrados até três templos de religiões diferentes.

A alegação das pessoas responsáveis pelas igrejas é que a abertura do templo está assegurada pela própria Constituição Federal, que em seu artigo 5º, inciso VI, assegura o livre exercício dos cultos religiosos. Obreiro de um templo no Benedito Bentes, Jair Fernandes, ressalta que o importante é que naquele local todos se reúnem para louvar o nome do Senhor.

“Nossa igreja foi aberta há pouco mais de um ano e já há vários fiéis freqüentando os cultos e orando em nome do Senhor. A importância disso é tão grande que está garantido na própria Constituição”, ressaltou o obreiro.

A reportagem da Tribuna de Alagoas descobriu que não há qualquer tipo de controle por parte da Prefeitura sobre a quantidade de igrejas evangélicas erguidas na cidade em 2005 e 2006.

Na Superintendência Municipal de Controle do Convívio Urbano (SMCCU), responsável pela liberação do habite–se para as construções, a explicação é que a maioria dos templos funcionam em imóveis já construídos e por isso não é necessária a autorização do órgão. Também não há qualquer cadastro sobre as igrejas que funcionam em sedes novas, das quais é cobrada o habite–se.

O secretário–adjunto de Administração e Tributos da Secretaria Municipal de Finanças, Carlos Pacheco, explicou que também não há no órgão um cadastro das igrejas que funcionam na capital. “Até mesmo porque não há nenhuma legislação federal que obrigue as pessoas que vão abrir igrejas de pedirem autorização às prefeituras para seu funcionamento”, ressaltou.

Fonte: Tribuna de Alagoas