A Polícia Civil pedirá o arquivamento do inquérito que investigava um suposto estupro de vulnerável a uma adolescente de 16 anos, no qual envolve a denúncia da família da vítima contra o padre Jocerlei Tavares, de 41 anos.

Ao G1 a delegada Daniella Kades, adjunta da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e o Adolescente (Depca), disse que o procedimento será relatado nos próximos dias.

“Nós vamos relatar pedindo o arquivamento do inquérito policial. O procedimento administrativo é que possivelmente terá continuidade, pelo fato deles saírem em motéis e os estabelecimentos não pedirem a documentação da adolescente. No entanto, estas apurações serão realizadas pela Deops [Delegacia de Ordem Política e Social]”, afirmou a delegada.

Durante as buscas, a polícia apreendeu o aparelho celular da adolescente, já que em depoimento a mãe falou que ele enviava vídeos e fotos pornográficas para a menina.

“Todo o conteúdo do aparelho celular foi recuperado e nada foi encontrado, além de uma foto do padre e duas da adolescente. Não existia nenhuma foto ou vídeo de cunho pornográfico, como foi informado pela mãe da menina”, explicou Kades.

Após o boletim de ocorrência, a delegada comentou que a menina prestou depoimento e informou que os encontros aconteciam com o seu consentimento, bem como o padre não coagia a adolescente.

“Há 10 dias nasceu o filho dos envolvidos.O padre disse que prestará toda a assistência e inclusive já efetuou, anteriormente, um depósito de R$ 4 mil para o parto. Eles também escolheram o nome da criança e possuem contato”, garantiu a delegada.

O G1 tentou entrar em contato o padre, mas ele não atendeu as ligações.

[b]Entenda o caso[/b]

Desde o fim de setembro, a polícia investiga o caso. A coroinha, mãe e a irmã da adolescente e o padre foram ouvidas. A garota ressaltou que o sexo era de comum acordo e começou quando ela já tinha mais de 14 anos.

Quando a gravidez foi descoberta pela família, a coroinha inventou que tinha sido estuprada, mas contou a verdade depois de ser questionada. Em depoimento à polícia, o padre confessou o sexo e disse que os dois se encontravam em motéis, durante a tarde, período em que a adolescente falava para a família que estava na igreja.

[b]Afastamento[/b]

O padre é da paróquia Santa Rita de Cássia e foi afastado das funções pela Arquidiocese de Campo Grande, no dia 29 de setembro. Segundo a publicação, o padre vai oferecer assistência à adolescente e ao bebê.

Ainda conforme o comunicado, ele era membro da Província Nossa Senhora Conquistadora dos Padres e Irmãos Palotinos de Santa Maria (RS) e até então exercia funções de vigário paroquial da Paróquia Santa Rica de Cássia, na capital de Mato Grosso do Sul, ecônomo da Arquidiocese e secretário executivo do regional oeste 1 da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil).

[b]Fonte: G1[/b]