Americanos estão mais preocupadas em se formar ou usar a internet do que com religião.

Um estudo recente sobre o comportamento social dos norte-americanos, realizado pela Universidade de Chicago (EUA), apontou que o uso da internet e a formação acadêmica estão na frente da religião em uma lista de prioridades, justificando a queda significativa da população em número de adeptos às igrejas.

Outra pesquisa da Olin College of Engineering, de Massachusetts (EUA), também revela que a proporção de americanos sem nenhuma preferência religiosa aumentou em 10% nos últimos vinte anos. Da mesma forma, caiu o número de protestantes, em 10% nos últimos vinte anos segundo a agência MIT Technology Review.

Os números são levantados através da instituição General Social Survey (GSS), que mede o comportamento da população americana desde 1972. E com perguntas sobre o tema religião, a agência pôde constatar como os americanos têm colocado outras coisas na frente da fé.

Como amostra, o estudo constata que a preferência pelo uso da internet aumentou de 0 para 80 por cento, e a preocupação em se formar na faculdade saltou de 17 para 27 por cento, índices que levaram à procura das causas para o declínio da filiação religiosa.

A queda de interesse pela religião começou a aparecer na década de 1980, e o que consegue manter a afiliação religiosa em dia são os lares com famílias que possuem uma rotina ligada à fé, enquanto o aumento ao acesso de informações sobre outras crenças afasta quem já tinha tendência em mudar suas concepções.

Dentro destas circunstâncias, a internet tem sido uma grande colaboradora para diminuir a filiação religiosa. Para o estudioso Allen Downey, da Olin College, é difícil mas não impossível imaginar razões plausíveis para crer que o uso da internet influencia na falta de religiosidade, pois é meio de interagir com pessoas de outras crenças (ou sem nenhuma).

Em uma escala menor, a preocupação com a faculdade também reduz a população religiosa. Contudo, Downey destaca que ainda há outros fatores menores que devem ser estudados, já que cerca da “metade da variação observada permanece sem explicação”, segundo ele.

[b]Fonte: The Christian Post[/b]